jornal Valor Econômico 30/08/2010 - Celia Demarchi
O comércio eletrônico pode estar no início de um processo de desconcentração, com o aumento da participação de empresas pequenas nas vendas, de acordo com Ricardo Dortas, diretor de projetos especiais do PagSeguro, empresa do grupo Uol. Dados do primeiro semestre deste ano confirmam essa essa percepção: enquanto as vendas das lojas virtuais como um todo aumentaram 40% nos primeiros seis meses do ano, as realizadas pelas micro e pequenas, isoladamente, cresceram acima de 100%, segundo o executivo.
Para Dortas, serviços como o PagSeguro, lançado em 2007 a partir da aquisição da BrPay, do Espírito Santo, têm contribuído para esse desempenho. Isso porque, quando os contratam, as micro e pequenas empresas, pouco conhecidas do grande público, passam a apresentar uma espécie de garantia perante o consumidor, além de melhorar a sua proteção contra fraudes.
O serviço é, ainda, muito prático: o PagSeguro cobra pelo serviço somente um percentual sobre cada venda efetuada. Ou seja, o comerciante só paga quando realiza uma venda.
O mecanismo do serviço é simples. O cliente do site se cadastra (caso se trate da primeira compra), digitando apenas informações básicas. Não há necessidade do uso de login, fator que desestimula o consumidor a concluir o cadastro e é considerado um dos grandes motivos de perda de vendas na internet.
A loja fica apenas com as informações fundamentais do cliente, como nome e endereço para entrega. Número de CPF e dados bancários são criptografados e utilizados apenas pelo PagSeguro, que recebe o pagamento e o repassa ao lojista em até 14 dias, após certificar-se de que não houve fraude na operação, para então poder liberar a entrega.
"Grande parte das lojas que nos contratam não conseguiria alcançar o consumidor e vender mais sem esse serviço", diz Dortas, informando que o PagSeguro tem clientes de todos os portes, de gigantes como Casas Bahia a lojas que realizam apenas uma venda por mês. O principal problema das pequenas e microempresas na internet, diz ele, é a ausência de uma loja física correspondente à virtual, de marca conhecida: "Essa dificuldade é menor para as grandes empresas, mas torna-se uma barreira séria para as pequenas, pois o cliente não as conhece e nem mesmo sabe onde se localizam".
Segundo Dortas, em 2007, quando o grupo Uol relançou a empresa BrPay, rebatizada como PagSeguro, não havia ainda esse tipo de serviço no mercado brasileiro. Exceto o oferecido pelo Mercado Livre, que era utilizado apenas para vendas do próprio site e se amparava em tecnologia mais antiga. Hoje, conta Dortas, esse nicho de mercado é disputado por 10 a 12 empresas, entre brasileiras, estrangeiras, grandes e pequenas.
Nos últimos três anos, por exemplo, o Mercado Livre estendeu seu serviço para outros sites, o eBay lançou o PayPal e o BuscaPé, o Pagamento Digital. De acordo com Dortas, porém, o PagSeguro lidera o mercado, embora ele afirme que não dispõe de números exatos de market share. Para ilustrar, ele conta que somente o Mercado Livre processou sozinho, no segundo trimestre deste ano, 1,3 milhão de pagamentos em toda a América Latina. "O Brasil deve representar algo em torno de 80% desse volume."
30 de ago. de 2010
RECARGA NO CELULAR ESTIMULA NOVAS CONTAS
jornal Folha de S. Paulo 30/08/2010 – Mariana Barbosa
As empresas descobriram uma fórmula para mimar clientes de baixa renda: minutos no celular pré-pago.
Enquanto a fidelidade das classes A e B é recompensada com milhas aéreas, a baixa renda estava praticamente fora desse tipo de programa.
Raros são os cartões de crédito voltados para a baixa renda, como os de redes varejistas, que permitem acumular pontos.
E quando permitem, como o volume de transação é baixo, leva uma eternidade para trocar por prêmios.
Desde o início do ano, porém, bancos, varejistas e até companhias aéreas estão trabalhando intensamente em programas de recompensa para as classes C, D e E.
De olho em um contingente de 50 milhões de donos de celulares que ainda não possuem conta em banco, o Bradesco lançou uma conta-corrente cujo valor da tarifa é revertido integralmente para uma recarga de celular.
O programa começou em junho em parceria com Vivo, Oi e Claro e, em breve, vai incorporar também a TIM.
"Estamos abrindo quase 2.000 contas "Bônus Celular" por dia. Quando a TIM entrar, devemos passar a 3.000", diz o diretor de inteligência competitiva do Bradesco, Candido Leonelli.
Isso significa que uma em cada quatro contas abertas por dia no banco será nessa modalidade. A parceria prevê ainda a possibilidade de o cliente abrir contas nas lojas das próprias operadoras.
"A premiação com recarga de celular representa uma enorme inovação. É um jogo de ganha-ganha. Fideliza o cliente no banco e também na operadora, uma vez que o cliente pré-pago se transforma em quase um pós-pago."
O Banco do Brasil começou a oferecer recarga de celular como opção de resgate no programa de relacionamento Ponto pra Você, aberto a todos os correntistas.
Desde fevereiro, 41,8 mil clientes trocaram créditos por recarga. Desses, 56% são da classe C e 42,7% das classes D e E.
"Passagem é hoje o item mais demandado do programa, que oferece mais de 7.000 opções de resgate. Mas, no médio prazo, a recarga deve ultrapassar", diz Antônio Cássio Segura, gerente-executivo de varejo do BB.
Com o sucesso do programa, o BB lança nesta semana uma conta similar à do Bradesco. "Nosso objetivo é bancarizar clientes das classes C, D e E e criar com eles uma cultura financeira."
PROMOÇÃO
A recarga também caminha para se tornar um dos prêmios favoritos dos clientes do programa Bônus Clube dos cartões American Express, administrados pelo Bradesco.
"A classe C emergente demanda promoções com um caráter mais instantâneo e a recarga de celular é ideal nesse sentido", diz Márcio Parizotto, diretor de produtos do Bradesco Cartões.
Pelas estimativas da Minutrade e da Minucom, empresas que fazem a intermediação com as operadoras, a aquisição de bônus de recarga deverá movimentar algo como R$ 11 milhões neste ano. Em dois anos, deve subir para R$ 115 milhões.
"Os minutos vão se transformar na milha da classe C", diz o diretor de produtos e serviços financeiros da Vivo, Maurício Romão. "Todos os bancos estão nos procurando para firmar parcerias."
Mas a promoção com bônus de recarga não se limita aos bancos. Na internet, o Walmart e o site de viagens ViajaNet também aderiram, com promoções pontuais.
O bônus da recarga resulta da combinação de duas realidades: o aumento do poder de compra das classes mais baixas e o fato de que 82% dos 187 milhões de celulares ativos no país (153,7 milhões) são pré-pagos.
Os programas nasceram voltados para a baixa renda, mas não devem se limitar a ela. "Estamos estudando formas de viabilizar programas para celulares pós-pagos, oferecendo benefícios como crédito para "roaming" internacional ou para a compra de aplicativos", diz Eduardo Jacob, sócio da Minutrade.
As empresas descobriram uma fórmula para mimar clientes de baixa renda: minutos no celular pré-pago.
Enquanto a fidelidade das classes A e B é recompensada com milhas aéreas, a baixa renda estava praticamente fora desse tipo de programa.
Raros são os cartões de crédito voltados para a baixa renda, como os de redes varejistas, que permitem acumular pontos.
E quando permitem, como o volume de transação é baixo, leva uma eternidade para trocar por prêmios.
Desde o início do ano, porém, bancos, varejistas e até companhias aéreas estão trabalhando intensamente em programas de recompensa para as classes C, D e E.
De olho em um contingente de 50 milhões de donos de celulares que ainda não possuem conta em banco, o Bradesco lançou uma conta-corrente cujo valor da tarifa é revertido integralmente para uma recarga de celular.
O programa começou em junho em parceria com Vivo, Oi e Claro e, em breve, vai incorporar também a TIM.
"Estamos abrindo quase 2.000 contas "Bônus Celular" por dia. Quando a TIM entrar, devemos passar a 3.000", diz o diretor de inteligência competitiva do Bradesco, Candido Leonelli.
Isso significa que uma em cada quatro contas abertas por dia no banco será nessa modalidade. A parceria prevê ainda a possibilidade de o cliente abrir contas nas lojas das próprias operadoras.
"A premiação com recarga de celular representa uma enorme inovação. É um jogo de ganha-ganha. Fideliza o cliente no banco e também na operadora, uma vez que o cliente pré-pago se transforma em quase um pós-pago."
O Banco do Brasil começou a oferecer recarga de celular como opção de resgate no programa de relacionamento Ponto pra Você, aberto a todos os correntistas.
Desde fevereiro, 41,8 mil clientes trocaram créditos por recarga. Desses, 56% são da classe C e 42,7% das classes D e E.
"Passagem é hoje o item mais demandado do programa, que oferece mais de 7.000 opções de resgate. Mas, no médio prazo, a recarga deve ultrapassar", diz Antônio Cássio Segura, gerente-executivo de varejo do BB.
Com o sucesso do programa, o BB lança nesta semana uma conta similar à do Bradesco. "Nosso objetivo é bancarizar clientes das classes C, D e E e criar com eles uma cultura financeira."
PROMOÇÃO
A recarga também caminha para se tornar um dos prêmios favoritos dos clientes do programa Bônus Clube dos cartões American Express, administrados pelo Bradesco.
"A classe C emergente demanda promoções com um caráter mais instantâneo e a recarga de celular é ideal nesse sentido", diz Márcio Parizotto, diretor de produtos do Bradesco Cartões.
Pelas estimativas da Minutrade e da Minucom, empresas que fazem a intermediação com as operadoras, a aquisição de bônus de recarga deverá movimentar algo como R$ 11 milhões neste ano. Em dois anos, deve subir para R$ 115 milhões.
"Os minutos vão se transformar na milha da classe C", diz o diretor de produtos e serviços financeiros da Vivo, Maurício Romão. "Todos os bancos estão nos procurando para firmar parcerias."
Mas a promoção com bônus de recarga não se limita aos bancos. Na internet, o Walmart e o site de viagens ViajaNet também aderiram, com promoções pontuais.
O bônus da recarga resulta da combinação de duas realidades: o aumento do poder de compra das classes mais baixas e o fato de que 82% dos 187 milhões de celulares ativos no país (153,7 milhões) são pré-pagos.
Os programas nasceram voltados para a baixa renda, mas não devem se limitar a ela. "Estamos estudando formas de viabilizar programas para celulares pós-pagos, oferecendo benefícios como crédito para "roaming" internacional ou para a compra de aplicativos", diz Eduardo Jacob, sócio da Minutrade.
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CELULAR, SEU PRÓXIMO CARTÃO DE CRÉDITO
portal Veja 27/08/2010 - James Della Valle
O que você acha de trocar o seu cartão de crédito ou débito por um celular capaz de realizar transações financeiras? A tecnologia para isso já existe no Brasil e está a caminho da popularização. Trazido por operadoras de cartões como Visa e Mastercad, o padrão Near Field Communication (NFC) é capaz de habilitar a função de pagamento nos telefones móveis, criando mais uma opção para os consumidores.
O serviço da Visa já está disponível no país desde 2009 em parceria com a Nokia (exclusivamente por meio do celular Nokia 6212 NFC), Bradesco, Banco do Brasil, Claro e Cielo. A versão para aparelhos com cartão microSD, responsável por aumentar a capacidade de armazenamento dos telefones, deve chegar ao mercado entre 2011 e 2012. Já o produto da Mastercad ainda não tem data específica de lançamento no país, mas a companhia já anunciou parcerias com a rede Itaú Unibanco, Redecard e a operadora Vivo.
A utilização do recurso é simples: basta aproximar o aparelho de uma base receptora no local em que se efetua a despesa. Um chip no celular transmite os dados do usuário, que são enviados juntamente com o valor da compra à central de processamento da instituição bancária. Ali, a transação é concluída, e o resultado é enviado ao cliente, que recebe o comprovante. Por seguir os mesmos conceitos dos cartões de crédito e débito com chip, a tecnologia NFC praticamente dispensa a participação das operadoras de telefonia.
Para funcionar, a tecnologia NFC depende de um chip especial. Ele pode vir integrado aos celulares, em cartões SIM, utilizados pelas operadoras de telefonia, ou em cartões microSD. No caso do iPhone, da Apple, o consumidor pode utilizar um adesivo especial colado na parte de trás do aparelho. Uma vez instalado, o chip deve ser vinculado à conta bancária do usuário para que os descontos possam ser efetuados a cada pagamento.
No Japão, os consumidores já usam seus celulares para fazer compras em máquinas de auto-atendimento, que fornecem produtos como refrigerantes e alimentos. Se obtiver sucesso por aqui, o padrão poderá avançar para diversas áreas, como lojas e até pedágio.
Percival Jatobá, presidente-executivo de produtos da Visa do Brasil, lembra que o serviço de proximidade não oferece riscos de cobrança indevida caso o usuário apenas passe por um caixa com um receptor habilitado. “Essa é uma das maiores dúvidas dos usuários. Para que a cobrança seja feita, o telefone deve estar de fato muito próximo do aparelho. Se ele estiver dentro do bolso da calça ou da camisa, não há chances de detecção", explica.
Além do NFC, as empresas de crédito também apostam em outro modelo, conhecido como "remoto". Ele funciona como uma operação de compras em lojas na internet. Para gerar a despesa, é preciso usar um aplicativo ou acessar site específico, via celular. Nesse caso, as operadoras de telefonia entram como parceiras para habilitar o contato entre a central bancária e o cliente.
"Essa modalidade oferece também o serviço de recarga para celulares pré-pagos", explica Ricardo Pareja, diretor de pagamentos móveis da Mastercard. "O usuário não precisará mais passar no caixa de um mercado, por exemplo, para abastecer seu cartão com minutos: poderá fazê-lo de casa".
Basicamente, o usuário acessa uma espécie de portal de pagamento dentro do aparelho. Com a devida autenticação, pode efetuar as transações a partir de qualquer lugar. "Você poderia pedir uma pizza e pagar antes mesmo de o entregador chegar", afirma Pareja.
O que você acha de trocar o seu cartão de crédito ou débito por um celular capaz de realizar transações financeiras? A tecnologia para isso já existe no Brasil e está a caminho da popularização. Trazido por operadoras de cartões como Visa e Mastercad, o padrão Near Field Communication (NFC) é capaz de habilitar a função de pagamento nos telefones móveis, criando mais uma opção para os consumidores.
O serviço da Visa já está disponível no país desde 2009 em parceria com a Nokia (exclusivamente por meio do celular Nokia 6212 NFC), Bradesco, Banco do Brasil, Claro e Cielo. A versão para aparelhos com cartão microSD, responsável por aumentar a capacidade de armazenamento dos telefones, deve chegar ao mercado entre 2011 e 2012. Já o produto da Mastercad ainda não tem data específica de lançamento no país, mas a companhia já anunciou parcerias com a rede Itaú Unibanco, Redecard e a operadora Vivo.
A utilização do recurso é simples: basta aproximar o aparelho de uma base receptora no local em que se efetua a despesa. Um chip no celular transmite os dados do usuário, que são enviados juntamente com o valor da compra à central de processamento da instituição bancária. Ali, a transação é concluída, e o resultado é enviado ao cliente, que recebe o comprovante. Por seguir os mesmos conceitos dos cartões de crédito e débito com chip, a tecnologia NFC praticamente dispensa a participação das operadoras de telefonia.
Para funcionar, a tecnologia NFC depende de um chip especial. Ele pode vir integrado aos celulares, em cartões SIM, utilizados pelas operadoras de telefonia, ou em cartões microSD. No caso do iPhone, da Apple, o consumidor pode utilizar um adesivo especial colado na parte de trás do aparelho. Uma vez instalado, o chip deve ser vinculado à conta bancária do usuário para que os descontos possam ser efetuados a cada pagamento.
No Japão, os consumidores já usam seus celulares para fazer compras em máquinas de auto-atendimento, que fornecem produtos como refrigerantes e alimentos. Se obtiver sucesso por aqui, o padrão poderá avançar para diversas áreas, como lojas e até pedágio.
Percival Jatobá, presidente-executivo de produtos da Visa do Brasil, lembra que o serviço de proximidade não oferece riscos de cobrança indevida caso o usuário apenas passe por um caixa com um receptor habilitado. “Essa é uma das maiores dúvidas dos usuários. Para que a cobrança seja feita, o telefone deve estar de fato muito próximo do aparelho. Se ele estiver dentro do bolso da calça ou da camisa, não há chances de detecção", explica.
Além do NFC, as empresas de crédito também apostam em outro modelo, conhecido como "remoto". Ele funciona como uma operação de compras em lojas na internet. Para gerar a despesa, é preciso usar um aplicativo ou acessar site específico, via celular. Nesse caso, as operadoras de telefonia entram como parceiras para habilitar o contato entre a central bancária e o cliente.
"Essa modalidade oferece também o serviço de recarga para celulares pré-pagos", explica Ricardo Pareja, diretor de pagamentos móveis da Mastercard. "O usuário não precisará mais passar no caixa de um mercado, por exemplo, para abastecer seu cartão com minutos: poderá fazê-lo de casa".
Basicamente, o usuário acessa uma espécie de portal de pagamento dentro do aparelho. Com a devida autenticação, pode efetuar as transações a partir de qualquer lugar. "Você poderia pedir uma pizza e pagar antes mesmo de o entregador chegar", afirma Pareja.
CARTÃO DE CRÉDITO TERÁ AUTORREGULAMENTAÇÃO
portal Brasil Econômico 27/08/2010 - Thais Folego
O setor de cartões cresce a passos largos - em média 20% ao ano em faturamento - e, por isso mesmo, chamou a atenção do governo, que fez bastante pressão para regulá-lo.
Um cedeu daqui, outro dali, a Abecs incluiu alguns pontos no seu código de autorregulação e em algumas outras questões a supervisão caberá ao governo.
Com uma grande quantidade de reclamações em órgãos de defesa do consumidor, a entidade das empresas de cartão quer estabelecer melhores práticas.
Quais são os desafios após esse esforço de manter e melhorar a autorregulação com a pressão que o governo fez sobre o setor?
São três os movimentos que estamos fazendo. Primeiro é estabelecer na autorregulação da associação quais serão as penalidades para os associados que a descumprir.
Segundo é padronizar as tarifas de cartão de crédito cobrada pelos bancos, uma exigência do Banco Central. Isso facilita que o usuário estabeleça comparações entre as taxas cobradas pelas instituições financeiras.
Terceiro é estabelecer práticas para que o setor tenha cuidado com o consumidor, no atendimento e envio do contrato do cartão para o cliente.
Com a adesão da baixa renda aos cartões, discute-se a criação de novos produtos, principalmente no segmento de pré-pagos. Eles podem concorrer com os cartões de crédito ou débito?
Cada um tem seu espaço. Eles vão concorrer em poucos sentidos, mas nos demais cada um tem seu papel bem definido.
O cartão é a principal porta de inclusão bancária. Há pessoas das classes D e E que não têm conta corrente, mas têm cartão.
O setor de cartões cresce a passos largos - em média 20% ao ano em faturamento - e, por isso mesmo, chamou a atenção do governo, que fez bastante pressão para regulá-lo.
Um cedeu daqui, outro dali, a Abecs incluiu alguns pontos no seu código de autorregulação e em algumas outras questões a supervisão caberá ao governo.
Com uma grande quantidade de reclamações em órgãos de defesa do consumidor, a entidade das empresas de cartão quer estabelecer melhores práticas.
Quais são os desafios após esse esforço de manter e melhorar a autorregulação com a pressão que o governo fez sobre o setor?
São três os movimentos que estamos fazendo. Primeiro é estabelecer na autorregulação da associação quais serão as penalidades para os associados que a descumprir.
Segundo é padronizar as tarifas de cartão de crédito cobrada pelos bancos, uma exigência do Banco Central. Isso facilita que o usuário estabeleça comparações entre as taxas cobradas pelas instituições financeiras.
Terceiro é estabelecer práticas para que o setor tenha cuidado com o consumidor, no atendimento e envio do contrato do cartão para o cliente.
Com a adesão da baixa renda aos cartões, discute-se a criação de novos produtos, principalmente no segmento de pré-pagos. Eles podem concorrer com os cartões de crédito ou débito?
Cada um tem seu espaço. Eles vão concorrer em poucos sentidos, mas nos demais cada um tem seu papel bem definido.
O cartão é a principal porta de inclusão bancária. Há pessoas das classes D e E que não têm conta corrente, mas têm cartão.
29 de ago. de 2010
PAYPAL ESTIMULA CONCORRÊNCIA NA INTERNET
jornal Folha de S. Paulo 28/08/2010
A chegada ao país do gigante americano PayPal, líder mundial dos pagamentos on-line, está acelerando os planos dos principais concorrentes brasileiros.
Boa parte deles já está trabalhando na elaboração de novos serviços que estimulem ainda mais o crescimento das vendas on-line.
Hoje, 85% dos internautas temem abrir informações financeiras na internet. Por isso, empresas de pagamentos on-line passaram a vender soluções que protegem não somente os dados dos clientes como garantem a devolução do dinheiro caso ocorra algum problema.
As empresas que oferecem esses serviços atribuem boa parte do índice de 40% de crescimento anual do comércio eletrônico às novas formas de pagamento. Caso não existissem, dizem as empresas, essa taxa seria de 15%.
O diferencial do Mercado Pago, que pertence ao Mercado Livre (um dos maiores sites de vendas eletrônicas do país), será o parcelamento das compras em até 18 vezes. Também quer oferecer as transferências de valores focando prestadores de serviços do mundo real, um serviço que o PayPal já anunciou que fará no país. Uma babá, por exemplo, poderia receber o pagamento por transferência pelo site e sacar em uma agência bancária.
O PagSeguro, do portal UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha), já possui essa ferramenta, mas está priorizando soluções que atraiam mais internautas às compras.
"Nosso foco ainda está em dar garantias às compras on-line para aumentar a base de consumidores", afirma Ricardo Dortas, diretor do PagSeguro.
"Hoje só 26% dos internautas realizam compras pela internet. Poderia ser o dobro se conseguíssemos convencer os demais a entrar nesse universo [com a oferta de modalidades de pagamentos]."
Até o final deste ano, o PagSeguro pretende ultrapassar em volume de vendas o Mercado Pago. Para isso, uma das novidades serão as transações via celular.
A MoIP Pagamentos, que tem o portal iG como sócio, já fechou parceria com um banco para lançar em outubro deste ano um cartão múltiplo (débito e crédito) com a bandeira da companhia.
Segundo Igor Senra, presidente da empresa, a função débito será atrelada à conta MoIP. "Temos diversas pequenas empresas que fazem suas vendas na internet e que recebem o pagamento via MoIP", diz. "Esses créditos serão lançados como saldo na conta do cartão delas."
No mundo real, o cliente da MoIP poderá usar essa função como se fosse uma conta-corrente. A função crédito será gerenciada pela administradora do cartão.
Na Pagamento Digital, que pertence ao grupo Buscapé, a estratégia é dar desconto na taxa mensal cobrada das empresas que usam o site para vender seus produtos desde que elas decidam usar os créditos recebidos como pagamento para quitar sua mensalidade.
"O desconto é de 5%, em média", afirma Denis Smetana, gerente-geral do Pagamento Digital.
O PayPal, adquirido pelo eBay (um dos maiores varejistas eletrônicos do mundo), instala-se no país já com 2 milhões de clientes.
A chegada ao país do gigante americano PayPal, líder mundial dos pagamentos on-line, está acelerando os planos dos principais concorrentes brasileiros.
Boa parte deles já está trabalhando na elaboração de novos serviços que estimulem ainda mais o crescimento das vendas on-line.
Hoje, 85% dos internautas temem abrir informações financeiras na internet. Por isso, empresas de pagamentos on-line passaram a vender soluções que protegem não somente os dados dos clientes como garantem a devolução do dinheiro caso ocorra algum problema.
As empresas que oferecem esses serviços atribuem boa parte do índice de 40% de crescimento anual do comércio eletrônico às novas formas de pagamento. Caso não existissem, dizem as empresas, essa taxa seria de 15%.
O diferencial do Mercado Pago, que pertence ao Mercado Livre (um dos maiores sites de vendas eletrônicas do país), será o parcelamento das compras em até 18 vezes. Também quer oferecer as transferências de valores focando prestadores de serviços do mundo real, um serviço que o PayPal já anunciou que fará no país. Uma babá, por exemplo, poderia receber o pagamento por transferência pelo site e sacar em uma agência bancária.
O PagSeguro, do portal UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha), já possui essa ferramenta, mas está priorizando soluções que atraiam mais internautas às compras.
"Nosso foco ainda está em dar garantias às compras on-line para aumentar a base de consumidores", afirma Ricardo Dortas, diretor do PagSeguro.
"Hoje só 26% dos internautas realizam compras pela internet. Poderia ser o dobro se conseguíssemos convencer os demais a entrar nesse universo [com a oferta de modalidades de pagamentos]."
Até o final deste ano, o PagSeguro pretende ultrapassar em volume de vendas o Mercado Pago. Para isso, uma das novidades serão as transações via celular.
A MoIP Pagamentos, que tem o portal iG como sócio, já fechou parceria com um banco para lançar em outubro deste ano um cartão múltiplo (débito e crédito) com a bandeira da companhia.
Segundo Igor Senra, presidente da empresa, a função débito será atrelada à conta MoIP. "Temos diversas pequenas empresas que fazem suas vendas na internet e que recebem o pagamento via MoIP", diz. "Esses créditos serão lançados como saldo na conta do cartão delas."
No mundo real, o cliente da MoIP poderá usar essa função como se fosse uma conta-corrente. A função crédito será gerenciada pela administradora do cartão.
Na Pagamento Digital, que pertence ao grupo Buscapé, a estratégia é dar desconto na taxa mensal cobrada das empresas que usam o site para vender seus produtos desde que elas decidam usar os créditos recebidos como pagamento para quitar sua mensalidade.
"O desconto é de 5%, em média", afirma Denis Smetana, gerente-geral do Pagamento Digital.
O PayPal, adquirido pelo eBay (um dos maiores varejistas eletrônicos do mundo), instala-se no país já com 2 milhões de clientes.
Marcadores:
Mercado Pago,
MoiP,
Pagamento Digital,
PagSeguro,
PayPal
27 de ago. de 2010
EMPRESAS DE RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO USAM TECNOLOGIA COM JOVENS ENDIVIDADOS
portal Economia & Negócios 27/08/2010 - Yolanda Fordelone
O aquecimento do mercado e a facilidade de crédito fizeram um novo personagem ganhar destaque no mercado de empréstimos e financiamentos: os jovens endividados. Os cartões de crédito, dizem especialistas, são os maiores vilões dos marinheiros de primeira viagem, que sem terem tido nenhuma experiência com pagamentos a prazo, acabam se descontrolando com as dívidas.
Empresas especializadas em recuperação de crédito, no entanto, já conseguiram encontrar um meio de cobrança que tem gerado bons retornos. Além das tradicionais cartas de cobrança e telefonemas, estas empresas têm adotado estratégias mais tecnológicas, como uso de SMS e chatas para negociar as dívidas. "Todo mundo hoje em dia tem um celular e o que percebemos é que entre os jovens esse meio de comunicação é mais dinâmico, gera maior retorno do que no público em geral", comenta o sócio do Grupo Cercred, Leonardo Coimbra.
Coimbra conta que 90% da recuperação de crédito ainda se dá pelo meio tradicional. Mas nos 10% restantes, as empresas têm de usar estratégias mais criativas. No caso do SMS entre os jovens, ao ver a mensagem de texto no celular, boa parte retorna a ligação. "Enquanto no público em geral temos retorno de 4%, nos jovens esse número é de 8%", diz. Veja a olado um exemplo de mensagem que é mandada para este público.
A intenção de todo consumidor é pagar as suas dívidas, mas especialistas acreditam que até por serem iniciantes no mercado de crédito, os jovens muitas vezes não têm o hábito de se programar para pagar todo mês as contas. Às vezes, por uma questão de esquecimento, acabam não acertando o compromisso. Por isso, a mensagem SMS gera bom retorno, já que muitas vezes funciona como um lembrete. "A partir de mais ou menos 20 dias que o devedor não paga a conta mandamos um SMS, para lembrá-lo", diz Coimbra.
A TeleCheque, empresa especializada em verificação de crédito em compras com cheques, um meio de cobrança que também é utilizado é o chat. "Isso tem muito a ver com a inclusão digital. O jovem que está interessado em negociar sua dívida não precisa nos ligar ou marcar uma reunião. Entra na internet e conversa com um funcionário pelo chat", explica o vice-presidente da TeleCheque, José Antônio Praxedes Neto.
Outra maneira adotada para tentar negociar a dívida é organizando eventos em hotéis periodicamente. Na Cercred, quando o evento é sobre dívidas com veículos, 18% do público que comparece é jovem. Em outros créditos - financiamento de roupas, bicicletas, etc - a participação é de 42%.
Cerca de 1% a 2% do público não é encontrado em nenhum destes meios. Então, as empresas vão a casa da pessoa com negociadores profissionais. "Em geral dá certo porque mandamos outro jovem. Então o consumidor se sente próximo", afirma Coimbra.
O jovem endividado
Segundo uma pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), consumidores endividados com idades de até 20 anos correspondiam a 4% do público total endividado em março de 2009, valor que subiu para 8% em março deste ano. "A recessão técnica que o mundo viveu absorveu muitos jovens no mercado de trabalho. Não é pela idade e sim por ser a primeira experiência com um meio de pagamento a prazo que muitos jovens acabam se endividando", diz o economista da ACSP, Emílio Alfieri, ao lembrar que a classe de renda baixa, que nos últimos anos também teve o primeiro acesso ao crédito, também sofreu aumento do número de endividados.
Se o jovem possui somente um cartão de crédito não há problema. O banco lhe dá exatamente o limite de crédito que ele conseguirá quitar. "A questão é que ele tem acesso a vários meios de pagamento. Ele não possui somente o cartão do banco X, mas também do Y e do Z. Ele alavanca a sua capacidade de crédito", diz Praxedes Neto.
O jovem endividado, contam os especialistas, é justamente o consumidor que possui diversos cartões, cheques e financiamentos. A dívida, no entanto, geralmente envolve valores menores. Já que é a partir de 25 anos que normalmente o consumidor passa a fazer financiamentos de imóveis e automóveis.
Entre as causas de inadimplência, conta Alfieri, a mais comum é o desemprego, 38% dos pesquisados. "O descontrole do gasto (14%), que mostra justamente a falta de experiência em lidar com o crédito, é a segunda causa", diz o economista da ACSP.
O aquecimento do mercado e a facilidade de crédito fizeram um novo personagem ganhar destaque no mercado de empréstimos e financiamentos: os jovens endividados. Os cartões de crédito, dizem especialistas, são os maiores vilões dos marinheiros de primeira viagem, que sem terem tido nenhuma experiência com pagamentos a prazo, acabam se descontrolando com as dívidas.
Empresas especializadas em recuperação de crédito, no entanto, já conseguiram encontrar um meio de cobrança que tem gerado bons retornos. Além das tradicionais cartas de cobrança e telefonemas, estas empresas têm adotado estratégias mais tecnológicas, como uso de SMS e chatas para negociar as dívidas. "Todo mundo hoje em dia tem um celular e o que percebemos é que entre os jovens esse meio de comunicação é mais dinâmico, gera maior retorno do que no público em geral", comenta o sócio do Grupo Cercred, Leonardo Coimbra.
Coimbra conta que 90% da recuperação de crédito ainda se dá pelo meio tradicional. Mas nos 10% restantes, as empresas têm de usar estratégias mais criativas. No caso do SMS entre os jovens, ao ver a mensagem de texto no celular, boa parte retorna a ligação. "Enquanto no público em geral temos retorno de 4%, nos jovens esse número é de 8%", diz. Veja a olado um exemplo de mensagem que é mandada para este público.
A intenção de todo consumidor é pagar as suas dívidas, mas especialistas acreditam que até por serem iniciantes no mercado de crédito, os jovens muitas vezes não têm o hábito de se programar para pagar todo mês as contas. Às vezes, por uma questão de esquecimento, acabam não acertando o compromisso. Por isso, a mensagem SMS gera bom retorno, já que muitas vezes funciona como um lembrete. "A partir de mais ou menos 20 dias que o devedor não paga a conta mandamos um SMS, para lembrá-lo", diz Coimbra.
A TeleCheque, empresa especializada em verificação de crédito em compras com cheques, um meio de cobrança que também é utilizado é o chat. "Isso tem muito a ver com a inclusão digital. O jovem que está interessado em negociar sua dívida não precisa nos ligar ou marcar uma reunião. Entra na internet e conversa com um funcionário pelo chat", explica o vice-presidente da TeleCheque, José Antônio Praxedes Neto.
Outra maneira adotada para tentar negociar a dívida é organizando eventos em hotéis periodicamente. Na Cercred, quando o evento é sobre dívidas com veículos, 18% do público que comparece é jovem. Em outros créditos - financiamento de roupas, bicicletas, etc - a participação é de 42%.
Cerca de 1% a 2% do público não é encontrado em nenhum destes meios. Então, as empresas vão a casa da pessoa com negociadores profissionais. "Em geral dá certo porque mandamos outro jovem. Então o consumidor se sente próximo", afirma Coimbra.
O jovem endividado
Segundo uma pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), consumidores endividados com idades de até 20 anos correspondiam a 4% do público total endividado em março de 2009, valor que subiu para 8% em março deste ano. "A recessão técnica que o mundo viveu absorveu muitos jovens no mercado de trabalho. Não é pela idade e sim por ser a primeira experiência com um meio de pagamento a prazo que muitos jovens acabam se endividando", diz o economista da ACSP, Emílio Alfieri, ao lembrar que a classe de renda baixa, que nos últimos anos também teve o primeiro acesso ao crédito, também sofreu aumento do número de endividados.
Se o jovem possui somente um cartão de crédito não há problema. O banco lhe dá exatamente o limite de crédito que ele conseguirá quitar. "A questão é que ele tem acesso a vários meios de pagamento. Ele não possui somente o cartão do banco X, mas também do Y e do Z. Ele alavanca a sua capacidade de crédito", diz Praxedes Neto.
O jovem endividado, contam os especialistas, é justamente o consumidor que possui diversos cartões, cheques e financiamentos. A dívida, no entanto, geralmente envolve valores menores. Já que é a partir de 25 anos que normalmente o consumidor passa a fazer financiamentos de imóveis e automóveis.
Entre as causas de inadimplência, conta Alfieri, a mais comum é o desemprego, 38% dos pesquisados. "O descontrole do gasto (14%), que mostra justamente a falta de experiência em lidar com o crédito, é a segunda causa", diz o economista da ACSP.
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CHIP GAÚCHO ESTÁ CHEGANDO
jornal Zero Hora 27/08/2010 - Maria Isabel Hammes
Duas tarefas movimentam a agenda de Ricardo Felizzola. A primeira é o lançamento do núcleo de inovação do Estado, segunda-feira, na Fiergs, em ato que contará com a presença de Luciano Coutinho, presidente do BNDES. O projeto, apoiado pelo presidente da Fiergs, Paulo Tigre, que montou o conselho de inovação há cinco anos, faz parte da política da CNI de formar 36 núcleos no país. O primeiro será o gaúcho.
Mas Felizzola anda envolvido também com a HT Micron, joint venture que firmou com um grupo coreano. Em outubro, começam as obras da fábrica, no Tecnosinos em São Leopoldo. Mas os primeiros produtos, como memórias, já chegam ao mercado em outubro porque a empresa está usando as instalações da Teikon, indústria de propriedade do empresário. Em janeiro, diz Felizzola, os primeiros chips para smart card de banco ou telefone estarão no mercado.
Duas tarefas movimentam a agenda de Ricardo Felizzola. A primeira é o lançamento do núcleo de inovação do Estado, segunda-feira, na Fiergs, em ato que contará com a presença de Luciano Coutinho, presidente do BNDES. O projeto, apoiado pelo presidente da Fiergs, Paulo Tigre, que montou o conselho de inovação há cinco anos, faz parte da política da CNI de formar 36 núcleos no país. O primeiro será o gaúcho.
Mas Felizzola anda envolvido também com a HT Micron, joint venture que firmou com um grupo coreano. Em outubro, começam as obras da fábrica, no Tecnosinos em São Leopoldo. Mas os primeiros produtos, como memórias, já chegam ao mercado em outubro porque a empresa está usando as instalações da Teikon, indústria de propriedade do empresário. Em janeiro, diz Felizzola, os primeiros chips para smart card de banco ou telefone estarão no mercado.
TELEFONE CELULAR É ARMA PARA A EXPANSÃO DO BOLSA FAMÍLIA
jornal DCI 27/08/2010 - Wilian Miron
Um projeto experimental de levar o Bolsa Família pelo telefone celular deve ser testado até o próximo ano em oito cidades brasileiras. Se der certo, o projeto funcionará como um programa suplementar de inclusão bancária da Classe E (famílias com renda média de R$ 571 por mês). Desde 2009 há um movimento dentro do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) para usar a capilaridade da telefonia móvel como plataforma de pagamento do programa de transferência de renda em regiões do País onde a penetração bancária ainda é considerada baixa.
Hoje o serviço de telefonia celular tem 187 milhões de linhas instaladas e chega a 99,6% dos municípios brasileiros. Dentre o público-alvo do programa social, a penetração do serviço é próxima a 65%, ou seja, 12 milhões de famílias (25% da população brasileira). Na visão do Ministério, a utilização do celular no projeto pode gerar a diminuição de custos dos serviços bancários, previstos pelo MDS, e que possivelmente serão oferecidos em pequenas cidades do nordeste.
Para o diretor de Benefícios do Ministério do Desenvolvimento Social, Anderson Brandão, a vantagem da utilização da telefonia móvel na propagação do serviço bancário é a habilidade desenvolvida pelos beneficiários do Bolsa Família de utilizar um celular. "Quanto mais a gente se envolve nesse tema [celular], a gente descobre que ele é um veículo capaz de diminuir os custos de se manter uma 'conta' virtual, se compararmos esse modelo com o de um banco tradicional."
De acordo com ele, o tema está em discussão no ministério há um ano, mas a iniciativa ainda não tem prazo definido para ser posta em prática, pois esbarra na falta de regulamentação específica da modalidade de pagamentos pelo celular. "É uma fase de estudos sobre como transformar o programa de transferência de renda em um veículo de expansão da inclusão financeira no Brasil", disse o diretor.
Regulamentação
Tudo indica que um projeto experimental do "Bolsa Família Móvel" pode sair no próximo ano, com a implantação do serviço em oito cidades brasileiras (ainda não definidas pelo MDS). O uso do serviço em larga escala, porém, ainda depende de uma regulamentação do serviço de meios de pagamento mobile, que deve ocorrer nos próximos anos, mas ainda sem data definida, segundo o Banco Central (BC).
"A configuração desse mercado ainda não está bem definida. Antes de implantar algo definitivo a gente precisa saber se está falando de colocar o dinheiro em uma operadora ou numa instituição financeira normal", explicou Brandão. E emendou: "E isso faz toda a diferença, pois se o governo vai dar um certo rumo para o mercado ele tem de ter certeza de que a população não vai sofrer com as consequências".
Para José Antonio Marciano, chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban), do Banco Central, é impossível regulamentar o setor antes que ele tome fôlego, o que, na visão das instituições financeiras, demoraria em média três anos. "Não temos uma previsão de quando vai sair uma regulamentação, porque o mercado de pagamentos mobile está surgindo e nós não podemos regulamentar o mercado antes mesmo que ele surja", afirmou.
PNBL
Ao mesmo tempo em que a discussão sobre o uso celular como integrador do Bolsa Família ganha corpo no Governo, o projeto de expansão da banda larga demonstra vigor com o anúncio da lista das 100 primeiras cidades que serão cobertas pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), além das 16 capitais já divulgadas anteriormente. Porém, de acordo com o governo, mais de 50% das cidades eleitas para iniciar o projeto têm índice de penetração da banda larga inferior a 0,19%. Em linha com o pleito das operadoras privadas, nesse primeiro momento, a Telebrás não vai operar diretamente o fornecimento do serviço ao consumidor final; ela dará esse papel aos pequenos provedores, que serão os principais agentes do plano. Segundo o presidente da Telebrás, Rogério Santana, para participar do PNBL, esses provedores terão de ofertar internet de velocidade mínima de 512 kbps e preço máximo de R$ 35. Até o próximo ano, mais 1.063 cidades serão cobertas pelo projeto e, segundo Santana, até 2014 todo o País terá conexão pelo plano.
Móvel
Para não perder mercado com a chegada dos pequenos provedores ao mercado de banda larga, a operadora móvel TIM resolveu lançar seu serviço de acesso à internet móvel com modelo pré-pago. A intenção, segundo a empresa, é conquistar os usuários dos planos Infinity Pré e Controle da TIM, que a chegam a aproximadamente 31 milhões de linhas da base da operadora. O serviço de internet, conforme a empresa, dará ao usuário a possibilidade de navegar pela internet do aparelho ao pagar R$ 0,50. (Está prevista a cobrança apenas do primeiro acesso do dia).
Um projeto experimental de levar o Bolsa Família pelo telefone celular deve ser testado até o próximo ano em oito cidades brasileiras. Se der certo, o projeto funcionará como um programa suplementar de inclusão bancária da Classe E (famílias com renda média de R$ 571 por mês). Desde 2009 há um movimento dentro do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) para usar a capilaridade da telefonia móvel como plataforma de pagamento do programa de transferência de renda em regiões do País onde a penetração bancária ainda é considerada baixa.
Hoje o serviço de telefonia celular tem 187 milhões de linhas instaladas e chega a 99,6% dos municípios brasileiros. Dentre o público-alvo do programa social, a penetração do serviço é próxima a 65%, ou seja, 12 milhões de famílias (25% da população brasileira). Na visão do Ministério, a utilização do celular no projeto pode gerar a diminuição de custos dos serviços bancários, previstos pelo MDS, e que possivelmente serão oferecidos em pequenas cidades do nordeste.
Para o diretor de Benefícios do Ministério do Desenvolvimento Social, Anderson Brandão, a vantagem da utilização da telefonia móvel na propagação do serviço bancário é a habilidade desenvolvida pelos beneficiários do Bolsa Família de utilizar um celular. "Quanto mais a gente se envolve nesse tema [celular], a gente descobre que ele é um veículo capaz de diminuir os custos de se manter uma 'conta' virtual, se compararmos esse modelo com o de um banco tradicional."
De acordo com ele, o tema está em discussão no ministério há um ano, mas a iniciativa ainda não tem prazo definido para ser posta em prática, pois esbarra na falta de regulamentação específica da modalidade de pagamentos pelo celular. "É uma fase de estudos sobre como transformar o programa de transferência de renda em um veículo de expansão da inclusão financeira no Brasil", disse o diretor.
Regulamentação
Tudo indica que um projeto experimental do "Bolsa Família Móvel" pode sair no próximo ano, com a implantação do serviço em oito cidades brasileiras (ainda não definidas pelo MDS). O uso do serviço em larga escala, porém, ainda depende de uma regulamentação do serviço de meios de pagamento mobile, que deve ocorrer nos próximos anos, mas ainda sem data definida, segundo o Banco Central (BC).
"A configuração desse mercado ainda não está bem definida. Antes de implantar algo definitivo a gente precisa saber se está falando de colocar o dinheiro em uma operadora ou numa instituição financeira normal", explicou Brandão. E emendou: "E isso faz toda a diferença, pois se o governo vai dar um certo rumo para o mercado ele tem de ter certeza de que a população não vai sofrer com as consequências".
Para José Antonio Marciano, chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban), do Banco Central, é impossível regulamentar o setor antes que ele tome fôlego, o que, na visão das instituições financeiras, demoraria em média três anos. "Não temos uma previsão de quando vai sair uma regulamentação, porque o mercado de pagamentos mobile está surgindo e nós não podemos regulamentar o mercado antes mesmo que ele surja", afirmou.
PNBL
Ao mesmo tempo em que a discussão sobre o uso celular como integrador do Bolsa Família ganha corpo no Governo, o projeto de expansão da banda larga demonstra vigor com o anúncio da lista das 100 primeiras cidades que serão cobertas pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), além das 16 capitais já divulgadas anteriormente. Porém, de acordo com o governo, mais de 50% das cidades eleitas para iniciar o projeto têm índice de penetração da banda larga inferior a 0,19%. Em linha com o pleito das operadoras privadas, nesse primeiro momento, a Telebrás não vai operar diretamente o fornecimento do serviço ao consumidor final; ela dará esse papel aos pequenos provedores, que serão os principais agentes do plano. Segundo o presidente da Telebrás, Rogério Santana, para participar do PNBL, esses provedores terão de ofertar internet de velocidade mínima de 512 kbps e preço máximo de R$ 35. Até o próximo ano, mais 1.063 cidades serão cobertas pelo projeto e, segundo Santana, até 2014 todo o País terá conexão pelo plano.
Móvel
Para não perder mercado com a chegada dos pequenos provedores ao mercado de banda larga, a operadora móvel TIM resolveu lançar seu serviço de acesso à internet móvel com modelo pré-pago. A intenção, segundo a empresa, é conquistar os usuários dos planos Infinity Pré e Controle da TIM, que a chegam a aproximadamente 31 milhões de linhas da base da operadora. O serviço de internet, conforme a empresa, dará ao usuário a possibilidade de navegar pela internet do aparelho ao pagar R$ 0,50. (Está prevista a cobrança apenas do primeiro acesso do dia).
26 de ago. de 2010
NXP DEVE INVESTIR DE US$ 4 A US$ 5 MILHÕES EM CHIPS PARA MERCADO BANCÁRIO
portal Executivos Financeiros 26/08/2010 - Francine Brandão
A NXP, fábrica de semicondutores com 11 indústrias, mais de 14 mil patentes e 3200 engenheiros no mundo, estima investir de US$ 4 a US$ 5 milhões de 2010 a 2011, ampliando a participação de mercado de 20 a 30% somente na área bancária brasileira, com os mesmos clientes, porém ampliando contratos e parcerias.
De acordo com o gerente de vendas e produtos da divisão de bancos da empresa, Júlio de Melo, o mercado bancário latino americano gira em torno de US$ 70 milhões, somente em produtos, os chips, sem contar os cartões prontos, que geram outros serviços agregados.
A companhia trabalha com chips com e sem contato, dual ou interface, completamente wireless, que não precise nem do celular, que pode ou não ter que ser inserido no POS e ATM, para uso no transporte, com crédito e débito juntos. “Estamos com pilotos unindo crédito e débito para transporte em Recife, Fortaleza, algumas cidades do sul e em negociação para ampliar no Brasil até o fim do ano”, revela o executivo.
Outros produtos de destaque são chips baseado somente em contato com criptografia de alta segurança, para transações de valor alto, chamado PKI e “private label”, para varejo, com baixo custo e focado nas classes C e D, para que as mesmas tenham acesso ao crédito.
Seus chips já foram implementados no passaporte eletrônico de diplomatas, devem chegar aos turistas comuns até o fim do ano e também estão no documento único RIC, que reúne RG, CPF e título de eleitor, pode ser solicitado na renovação dos documentos ou iniciativa do cidadão.
A tendência que o mercado caminha é a de ter num mesmo chip crédito, débito, transporte e alimentação, mas não há problema de “desmagnetizar” ou vulnerabilidade de segurança: “não tem problema molhar ou ser esquecido no fundo da bolsa, temos firewall em hardware que separa os valores, é raro dar problema e há mais desgaste dos plásticos dos cartões do que prejuízos no chip”, esclarece o profissional.
A corporação trabalha com tecnologia de alcance internacional, compatível com o sistema de pagamento EMV, Europay, MasterCard e Visa, um padrão mundial, que no Brasil só disponibiliza as duas últimas bandeiras. “Outra opção interessante para clientes globalizados é o ´moedeiro´, para viagens em que não se deseja levar dinheiro em espécie, carrega-se um valor da moeda local no chip”, conta Melo.
Uma funcionalidade que não deve demorar a iniciar no mercado nacional é o oferecimento de programa de milhagem ao cliente do cartão, que aceitando, terá os pontos carregados na próxima transação no ATM.
Julio esclarece ainda que busca estreitar relacionamentos não só com bancos, mas empresas de transporte, alimentação, saúde e benefícios, para que o chip único com vários créditos ganhe cada vez mais espaço, evitando a emissão de vários plásticos. “Já temos no País o cartão ecológico, possibilitado pelo reaproveitamento da PET, é uma tendência em crescimento”, analisa Júlio.
No Brasil, a NXP está presente em mais de 100 cidades com o chip para transporte, nas quais circulam de 200 a 300 milhões de chips pelo transporte público.
A NXP, fábrica de semicondutores com 11 indústrias, mais de 14 mil patentes e 3200 engenheiros no mundo, estima investir de US$ 4 a US$ 5 milhões de 2010 a 2011, ampliando a participação de mercado de 20 a 30% somente na área bancária brasileira, com os mesmos clientes, porém ampliando contratos e parcerias.
De acordo com o gerente de vendas e produtos da divisão de bancos da empresa, Júlio de Melo, o mercado bancário latino americano gira em torno de US$ 70 milhões, somente em produtos, os chips, sem contar os cartões prontos, que geram outros serviços agregados.
A companhia trabalha com chips com e sem contato, dual ou interface, completamente wireless, que não precise nem do celular, que pode ou não ter que ser inserido no POS e ATM, para uso no transporte, com crédito e débito juntos. “Estamos com pilotos unindo crédito e débito para transporte em Recife, Fortaleza, algumas cidades do sul e em negociação para ampliar no Brasil até o fim do ano”, revela o executivo.
Outros produtos de destaque são chips baseado somente em contato com criptografia de alta segurança, para transações de valor alto, chamado PKI e “private label”, para varejo, com baixo custo e focado nas classes C e D, para que as mesmas tenham acesso ao crédito.
Seus chips já foram implementados no passaporte eletrônico de diplomatas, devem chegar aos turistas comuns até o fim do ano e também estão no documento único RIC, que reúne RG, CPF e título de eleitor, pode ser solicitado na renovação dos documentos ou iniciativa do cidadão.
A tendência que o mercado caminha é a de ter num mesmo chip crédito, débito, transporte e alimentação, mas não há problema de “desmagnetizar” ou vulnerabilidade de segurança: “não tem problema molhar ou ser esquecido no fundo da bolsa, temos firewall em hardware que separa os valores, é raro dar problema e há mais desgaste dos plásticos dos cartões do que prejuízos no chip”, esclarece o profissional.
A corporação trabalha com tecnologia de alcance internacional, compatível com o sistema de pagamento EMV, Europay, MasterCard e Visa, um padrão mundial, que no Brasil só disponibiliza as duas últimas bandeiras. “Outra opção interessante para clientes globalizados é o ´moedeiro´, para viagens em que não se deseja levar dinheiro em espécie, carrega-se um valor da moeda local no chip”, conta Melo.
Uma funcionalidade que não deve demorar a iniciar no mercado nacional é o oferecimento de programa de milhagem ao cliente do cartão, que aceitando, terá os pontos carregados na próxima transação no ATM.
Julio esclarece ainda que busca estreitar relacionamentos não só com bancos, mas empresas de transporte, alimentação, saúde e benefícios, para que o chip único com vários créditos ganhe cada vez mais espaço, evitando a emissão de vários plásticos. “Já temos no País o cartão ecológico, possibilitado pelo reaproveitamento da PET, é uma tendência em crescimento”, analisa Júlio.
No Brasil, a NXP está presente em mais de 100 cidades com o chip para transporte, nas quais circulam de 200 a 300 milhões de chips pelo transporte público.
ÁREA FINANCEIRA VIRA PLANO DA VIVO E DA OI PARA CRESCER ATÉ 20%
jornal DCI 26/08/2010 - Wilian Miron
Ao perceber a disparada no aumento de oferta de crédito no País, operadoras de telefonia móvel como Oi e Vivo viram um filão nessa área, explorada com ênfase por empresas como MasterCard e Visa (Cielo), por exemplo, e começam a testar parcerias e programas para brigar pela nova classe emergente, além de aumentar a gama de serviços oferecidos a sua base de clientes.
No caso da Vivo, braço da Telefônica e líder em telefonia móvel no Brasil, a oferta de serviços financeiros por celular deve acontecer por meio de parcerias como a firmada recentemente com o Banco Itaú, para vender cartão de crédito híbrido do banco aos clientes da base da operadora.
De acordo com Maurício Romão, diretor de Produtos e Serviços Financeiros da Vivo, a intenção da companhia é firmar parceria com instituições financeiras e ganhar participação na margem de lucro delas com a venda dos serviços. Ele também afirmou que a expectativa da empresa "é de que no futuro a área represente até 20% do faturamento da companhia", disse Romão, ontem, durante o fórum Mobile Money Brasil, que acontece em São Paulo.
Já o diretor-geral de Negócios e Empresas da Vivo, Silvio Antunes, atribuiu a entrada da operadora neste mercado ao amadurecimento do setor de telecomunicações nos últimos anos e também ao crescimento exponencial, no mundo, dos pagamentos por celular. "Queremos participar desse negócio porque, veja, no Japão 50% da população pagam pelo celular."
A concorrente Oi começa a preparar uma ofensiva sobre o mercado de cartões de crédito e pagamentos, com a Oi Paggo, braço criado para este segmento. Hoje o serviço está em fase de testes e funciona em apenas 21 cidades, como: Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Natal (RN), Belo Horizonte (MG), São Gonçalo (RJ), Salvador (BA). "A solução permite que a gente dê um produto muito barato ao lojista, para ele poder aceitar cartão de crédito onde ele só precisa ter um chip nós entregamos quando cadastramos o lojista. E tem de ter um celular, mesmo dos modelos mais simples", disse o superintendente de Operações e Tecnologia da Oi Paggo, Agnaldo Netto. Segundo ele, em alguns casos a empresa vai subsidiar o custo do aparelho celular para o lojista.
"A outra vantagem que eles terão ao se tornarem parceiros nossos é que não há custo mensal para ter o serviço, ou seja: será cobrada apenas uma participação do valor da venda, como ocorre hoje com as grandes do mercado", disse.
Ao perceber a disparada no aumento de oferta de crédito no País, operadoras de telefonia móvel como Oi e Vivo viram um filão nessa área, explorada com ênfase por empresas como MasterCard e Visa (Cielo), por exemplo, e começam a testar parcerias e programas para brigar pela nova classe emergente, além de aumentar a gama de serviços oferecidos a sua base de clientes.
No caso da Vivo, braço da Telefônica e líder em telefonia móvel no Brasil, a oferta de serviços financeiros por celular deve acontecer por meio de parcerias como a firmada recentemente com o Banco Itaú, para vender cartão de crédito híbrido do banco aos clientes da base da operadora.
De acordo com Maurício Romão, diretor de Produtos e Serviços Financeiros da Vivo, a intenção da companhia é firmar parceria com instituições financeiras e ganhar participação na margem de lucro delas com a venda dos serviços. Ele também afirmou que a expectativa da empresa "é de que no futuro a área represente até 20% do faturamento da companhia", disse Romão, ontem, durante o fórum Mobile Money Brasil, que acontece em São Paulo.
Já o diretor-geral de Negócios e Empresas da Vivo, Silvio Antunes, atribuiu a entrada da operadora neste mercado ao amadurecimento do setor de telecomunicações nos últimos anos e também ao crescimento exponencial, no mundo, dos pagamentos por celular. "Queremos participar desse negócio porque, veja, no Japão 50% da população pagam pelo celular."
A concorrente Oi começa a preparar uma ofensiva sobre o mercado de cartões de crédito e pagamentos, com a Oi Paggo, braço criado para este segmento. Hoje o serviço está em fase de testes e funciona em apenas 21 cidades, como: Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Natal (RN), Belo Horizonte (MG), São Gonçalo (RJ), Salvador (BA). "A solução permite que a gente dê um produto muito barato ao lojista, para ele poder aceitar cartão de crédito onde ele só precisa ter um chip nós entregamos quando cadastramos o lojista. E tem de ter um celular, mesmo dos modelos mais simples", disse o superintendente de Operações e Tecnologia da Oi Paggo, Agnaldo Netto. Segundo ele, em alguns casos a empresa vai subsidiar o custo do aparelho celular para o lojista.
"A outra vantagem que eles terão ao se tornarem parceiros nossos é que não há custo mensal para ter o serviço, ou seja: será cobrada apenas uma participação do valor da venda, como ocorre hoje com as grandes do mercado", disse.
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