23 de nov. de 2010

CAIXA TRAZ DE VOLTA A PROMOÇÃO FATURA ZERO

portal Meio&Mensagem 23/11/2010

A promoção Fatura Zero, da Caixa, está de volta e será anunciada com uma campanha, assinada pela Fischer+Fala. A promoção oferece bônus e prêmios para os usuários do cartão de crédito do banco, no valor mínimo de R$ 200.

Ao todo, serão 100 usuários contemplados por mês e a promoção será anunciada nas emissoras de TV aberta e fechada, nas rádios na mídia impressa e também na internet. Para brincar com os valores dos prêmios, a agência usa o zero em situações inusitadas, mostrando que o algarismo pode ter muito valor em determinadas situações.

DINHEIRO MÓVEL CHEGA AO HAITI

portal Executivos Financeiros 23/11/2010

O TchoTcho Mobile é um serviço de dinheiro que foi lançado pela Digicel e o Scotiabank, no Haiti. Com o produto os haitianos podem efetuar transações bancárias básicas com segurança, como retirar dinheiro, fazer depósitos e transferências com seus celulares sem que tenham uma conta bancária tradicional.

Nos primeiros três meses, o programa atenderá até 20 mil usuários com a capacidade de efetuar retiradas e depósitos, transferência doméstica de dinheiro para outros usuários de celular, além de comprar e gerenciar sua conta TchoTcho Mobile.

A Ong World Vision está usando o serviço para pagar seus funcionários que estão trabalhando no Haiti. Atualmente, a World Vision tem aproximadamente 130 funcionários sendo pagos com o serviço TchoTcho Mobile e também usará o serviço para fazer pagamentos de serviços contratados a dinheiro. Da mesma forma, várias empresas locais do Haiti usam o serviço de dinheiro móvel para efetuar pagamentos semanais e mensais dos salários dos seus funcionários.

Para se inscrever no TchoTcho Mobile é preciso uma ID emitida pelo governo, que devem ser IDs nacional, passaporte ou carteira de motorista, aceitos pelo Banco Central do Haiti. A abertura da conta é gratuita e somente é preciso um pequeno depósito mínimo de HTG 100 (US$ 2,50). Em termos de transações, existe um limite diário de 20.000 HTG (US$ 500) e o cliente não pode efetuar nenhuma transação acima de 10.000 HTG (US$ 250) por vez.

A Digicel e o Scotiabank receberam a aprovação para o lançamento do serviço TchoTcho Mobile através de uma carta de não-objeção do Banque de la Republique d'Haiti (BRH), o Banco Central do Haiti, e a aprovação do órgão regulador das telecomunicações do Haiti.

No Haiti apenas 10% da população usa um banco comercial antes do grande terremoto (de acordo com a USAID), mas a penetração dos celulares é superior a 35%. Este número aumentou de 5% antes do lançamento da Digicel em 2006 -- e continua a crescer todos os anos.

CARTÃO DE CRÉDITO REPRESENTA MAIS DE 59% DOS GASTOS DOS BRASILEIROS NO EXTERIOR

portal InfoMoney 23/11/2010 - Gladys Ferraz Magalhães

Os pagamentos com cartão de crédito responderam por 59,39% dos gastos de brasileiros no exterior em outubro deste ano, segundo dados do Banco Central divulgados nesta terça-feira (23).

No mês, as despesas no cartão de crédito atingiram US$ 1,005 bilhão dos US$ 1,692 bilhão gastos por brasileiros em outros países no décimo mês do ano.

Já o montante gasto no cartão de crédito por turistas estrangeiros no Brasil no mesmo período foi de US$ 304 milhões, o que corresponde a 69,72% dos US$ 436 milhões deixados por estrangeiros no País.

Outras despesas com viagens de turismo de brasileiros no exterior somaram US$ 626 milhões, enquanto as de estrangeiros no Brasil somaram US$ 118 milhões.

Comparação anual

Frente a 2009, os gastos dos brasileiros com cartão de crédito em viagens ao exterior cresceram 27,86%, já que, no décimo mês do ano passado, o montante apurado foi de US$ 786 milhões. Por outro lado, os gastos dos estrangeiros com cartão no Brasil registraram recuo em um ano, de 7,03%, uma vez que, em outubro de 2009, atingiram US$ 327 milhões.

Ao todo, a maior parte das despesas cresceu no período, sendo que o valor destinado ao turismo aumentou 36,89%.

No que diz respeito aos gastos com turismo dos estrangeiros no Brasil, o acréscimo foi de 2,61%, pois, em outubro de 2009, eles deixaram por aqui US$ 115 milhões.

VISA FAZ PARCERIA COM A UNIVERSITY COLLEGE DUBLIN PARA COMBATER O CIBERCRIME

redação Serfinco 23/11/2010

A Visa Europe formou uma parceria com o Centro de Investigação de Crimes na Internet (CCI/UCD) da University College Dublin, de olho no uso de alta tecnologia em criminalidade financeira.

Pelo acordo, o CCI vai ajudar a Visa Europe com as investigações e pesquisas criminais, e no desenvolvimento de recursos de segurança. O Centro trabalhará, também, na criação de cursos para treinamento de juízes e procuradores.

Dave O'Reilly, da universidade de Dublin, explica que um número crescente de casos implica no exame de provas eletrônicas - policiais, juízes e procuradores precisam de capacitação e conhecimentos específicos para exercerem suas atribuições com maior acuidade.

Valerie Dias, que chefia a área de risco da Visa Europe, acrescenta que a rápida evolução dos crimes na web exige um avanço na educação tecnológica e um compromisso com o desenvolvimento de uma abordagem global da segurança on-line. O CCI é um centro educacional e de pesquisa reconhecido mundialmente pela qualidade de sua atuação. A Visa espera trabalhar de forma colaborativa com a entidade, para ampliar seu conhecimento sobre segurança cibernética, sobre atividades criminosas através de computadores e sobre técnicas forenses e de investigação via internet.

SEGURO NO CARTÃO

jornal Folha de S. Paulo 23/11/2010 – Mercado Aberto

Os cartões entraram no radar do mercado segurador. Pesquisa revela que 54% dos brasileiros possuem seguro para cobrir gastos feitos por terceiros em caso de perda ou roubo do cartão.

O levantamento foi realizado pela consultoria do setor CardMonitor.

Outras modalidades também estão ganhando destaque. Os seguros de vida estão presentes na carteira de 7% das pessoas pesquisadas.

Já os de acidentes pessoais estão em 5% dos cartões, segundo a consultoria.

"O cartão é o veículo ideal para a venda de diversos tipos de seguros, principalmente os mais simples, que só fazem sentido, do ponto de vista financeiro, se forem massificados", explica José Antonio Carvalho, sócio da CardMonitor.

A pesquisa, que será apresentada na próxima quinta-feira no 2º Fórum CardMonitor de Inteligência de Mercado, em São Paulo, ouviu 1.758 pessoas, em 11 cidades brasileiras.

SIMPRESS LANÇA OFERTA DE IMPRESSÃO INTELIGENTE COM CARTÕES RFID

portal Segs 22/11/2010 - Priscilla Tavollassi

A fim de atender às necessidades por economia e praticidade do mercado corporativo, a Simpress, líder em outsourcing de impressão e em gestão de documentos, acaba de lançar uma solução de impressão inteligente por meio de cartões de aproximação.

Utilizando o conceito follow you print, a oferta integra tags adesivos com leitura RFID (Radio Frequency Identification) nos cartões de acesso com uma ergonomia customizada ao padrão já utilizado por cada cliente. Assim, os usuários podem imprimir documentos independentemente da localização dos profissionais na empresa, pois basta aproximar o cartão para liberar a impressão enviada anteriormente e o usuário fica livre para retirar seus documentos em qualquer momento e em qualquer dispositivo multifuncional conectado à rede, possibilitando imprimir, deletar, alterar o número de páginas, deixar em espera, entre outras opções.

Paulo Theophilo, diretor de marketing e negócios da Simpress, explica que este modelo de impressão torna o processo de negócios mais ágil, econômico e seguro. Isso porque a identificação para liberação é feita de maneira simples por meio da aproximação do cartão, reduz desperdícios de papel com o controle individual de utilização interna e, ainda, permite maior segurança para imprimir documentos confidenciais, que ficam protegidos no servidor até o momento definido para impressão. “Acreditamos na adesão destes projetos dentro das corporações brasileiras, já que observamos uma considerável redução de custos com desperdício de páginas, maior flexibilidade para envio e liberação de arquivos, além da praticidade e segurança geradas com o gerenciamento de acesso de impressões”, destaca.

A solução pode ser facilmente integrada ao sistema do cliente, pois captura as informações e os níveis de acesso de cada colaborador de maneira totalmente automatizada. Além disso, a Simpress realiza a manutenção e o gerenciamento do sistema com o objetivo de manter a atualização das mudanças de departamentos e do fluxo de profissionais dentro de cada empresa. Para isso, a Simpress implementa o software e o hardware, realiza a manutenção e o suporte técnico, de acordo com os principais padrões de cartões existentes no mercado.

“Essa solução permite ações diretamente relacionadas à produtividade e segurança da informação dentro das empresas, e ainda, contribui com o meio ambiente. Por isso, o sistema traz vantagens para diversos segmentos de mercado, que precisam pulverizar o uso de impressão em alto fluxo e manter o controle deste processo, como é o caso de escritórios, grandes empresas, instituições de ensino, cafés, entre outros setores, que desejam otimizar o trabalho interno e ainda agregar serviços diferenciais aos clientes e usuários”, finaliza Theophilo.

Sobre a Simpress

A Simpress possui mais de 1.300 funcionários com filiais diretas no Rio de Janeiro, São Paulo, curitiba, Belo Horizonte, Brasília e Salvador, além de cerca de 140 revendas, que cobrem todo o país, e mais de 1.000 técnicos especializados. A companhia foi eleita, nos últimos cinco anos, como a maior provedora de outsourcing de impressão do mercado brasileiro, segundo pesquisa publicada pela Série Estudos Outsourcing. Neste período, a Simpress também se consolidou como a mais premiada do setor, com mais de dez prêmios e reconhecimentos do mercado. A companhia está entre as 100 + ligadas do Brasil da revista INFO e entre as 1.000 maiores da revista Exame, além do prêmio de destaque que inclui a Simpress no ranking CW 300 da revista Computerworld.

SUÍÇA ACEITA O USO DE CARTÃO BANCÁRIO DA CHINA

portal CRI Online 23/11/2010 - Renato Lu

A Suíça aceitou ontem (22) o uso dos cartões bancários emitidos pela China. Com o acordo assinado entre China UnionPay, maior empresa chinesa para unificar o uso dos cartões bancários, e a companhia suíça, SIX Multipay, os visitantes chineses podem usar seus cartões chineses nas lojas suíças.

Em uma cerimônia que marcou o inicio da utilização, realizada em Interlaken, cidade central na Suíça, o executivo chefe do SIX Multipay, Hans Martin Moser, afirmou que a cooperação entre as duas empresas começou em 2006, com o serviço da ATM (Máquina de Transferência Automática). O serviço do POS marca um novo patamar da cooperação.

Segundo a companhia suíça, o valor de transações com o Unicartão chinês na Suíça deve atingir US$ 93 milhões em 2011 e o número de lojas que aceitam o uso do cartão pode superar 10 mil até 2012.

VEM AÍ A CATRACA ANTICAMBISTA NO FUTEBOL BRASILEIRO

jornal O Estado de S.Paulo 23/11/2010 - Sílvio Barsetti

Mais segurança nos estádios e uma tentativa de acabar com a ação dos cambistas. São essas as propostas objetivas da catraca com câmera para identificação facial, novidade apresentada ontem durante o primeiro dia de exposições da Soccerex Global Convention, feira internacional de negócios do futebol que é realizada no Forte de Copacabana, no Rio.


A catraca já será utilizada em caráter experimental no Engenhão e no Pacaembu no início de 2011, provavelmente nos campeonatos estaduais. Permite por meio de uma câmera interna de alta definição, interligada a uma central de segurança do estádio, mostrar quem é o torcedor que está chegando para ver os jogos.

Essa tecnologia está associada ao uso de cartões personalizados. "Quando o torcedor, de posse de seu cartão, passar pela catraca pela primeira vez, vai ter a imagem do rosto cadastrada com dados pessoais", disse Walter Balsimelli Neto, que preside a BWA, empresa responsável por ingressos e controle de acesso a eventos e coautora do projeto, em parceria com a Axis Communications, que desenvolveu a câmera acoplada à catraca.



O protótipo foi desenvolvido no Brasil e despertou o interesse da Fifa, que enviou um emissário ao País para obter informações sobre o funcionamento da catraca. A entidade estaria estudando a possibilidade de adaptar as roletas para o Mundial, mas essa decisão é restrita ao governo federal, que vai determinar como será o controle de acesso e o monitoramento de imagens nos estádios da Copa. À Fifa cabe a exclusividade dos direitos de comercialização dos ingressos.

Com a imagem do torcedor e o cartão personalizado e intransferível, a central de segurança poderá rapidamente identificar envolvidos em tumultos, brigas ou em outros incidentes. "E se alguém usar o cartão de outra pessoa, podemos informar imediatamente às autoridades públicas, por um dispositivo online, que pode estar ocorrendo alguma coisa ilegal."

Os cartões de acesso podem ser utilizados em mais de um jogo. "O reconhecimento do rosto do torcedor poderá inibir roubos e aumentar a segurança do público", disse Neto. "Se os traços identificados não corresponderem à imagem registrada na primeira ida ao estádio, o dono do cartão poderá ser informado e ter seu cartão devolvido."

A BWA fechou contrato para fornecer a mesma tecnologia para a Arena do Castelão, no Ceará, por dez anos. "O centro do câmbio negro mundial é o Brasil. Na Alemanha, em 2006, e na África do Sul, durante a última Copa, quem comandou essas ações foram brasileiros", disse o presidente da BWA, empresa que controla os ingressos e o acesso de público aos estádios de 13 clubes da Série A do Brasileiro, como Palmeiras, Santos, Flamengo, Fluminense, Vasco, Atlético-MG e Cruzeiro, entre outros.

PÃO DE AÇÚCAR IMPÕE PRAZOS MAIS CURTOS

jornal Valor Econômico 23/11/2010 - Adriana Cotias

Maior varejista do Brasil, com um faturamento combinado de R$ 40 bilhões após a fusão da Globex com a Casas Bahia, da família Klein, o Grupo Pão de Açúcar parece querer ditar um novo padrão de vendas parceladas no Brasil. A decisão de mexer nos prazos, um dos componentes mais sensíveis nas vendas do comércio, tem sentido econômico e, ao mesmo tempo, visa absorver, de maneira sustentável, uma nova massa de consumidores que está chegando ao sistema financeiro pela via do varejo, diz o vice-presidente de relações corporativas, Hugo Bethlem.

"O varejo não percebeu o vício, de que três vezes sem juros leva a seis, que leva a 10 vezes, é uma ilusão de ótica. Passamos a dar crédito de graça para valores altos e para quem não precisa." Tal expediente foi muito usado para acomodar bens de maior valor agregado no orçamento do consumidor, só que isso, ao longo do tempo, foi construído às custas da própria margem do setor.

Na Eletroshopping, segunda maior varejista do Nordeste, os prazos, que chegaram a 15 e 17 vezes em promoções ao longo do ano, vão se limitar a 12 meses neste Natal nas vendas com cartões com bandeira, conta o vice-presidente, Fernando Freitas. "No Recife chegamos a ver casos de 24 meses, mas não é a nossa prática, não há 'spread' para se fazer isso, a margem não aguenta porque o custo do cartão em prazos muito longos fica muito alto", diz.

Olhando adiante, porém, com a inadimplência sem mostrar sinais de deterioração nas carteiras de consumo, o coordenador geral do Programa de Administração do Varejo (Provar), Claudio Felisoni, da Fundação Instituto de Administração (FIA), vislumbra, moto-contínuo, uma tendência de alongamento no crédito.

Estudo da entidade mostra que o consumidor ficou mais sensível a prazos de 2008 para cá. Naquele ano, um aumento de 1% nos prazos elevava as vendas em 0,15%. Em 2010, esse número praticamente triplicou, para 0,44%. Nesse intervalo, o prazo médio das carteiras de pessoa física subiu 11,43%, para 540 dias (18 meses), mas ainda pode chegar a 24 meses, estima Felisoni.

No segmento de confecção, qualquer aumento de prazo implica incremento do tíquete médio, conta o diretor de crédito e risco da Riachuelo, José Antônio Rodrigues. Por isso, a financeira ligada a varejista, a Midway, já tem tudo engatilhado para financiar o consumidor no cartão próprio em até 10 vezes. Conforme exemplifica, ao se esticar o financiamento de oito para 10 meses, as vendas por cliente têm um aumento de 60%, de R$ 80 para R$ 130. Como moda e as linhas de cama, mesa e banho são perecíveis e com valores relativamente mais baixos, não dá para se estender os planos muito mais e o limite estaria em 12 meses.

Já em veículos, o prazo médio de financiamento tem se mantido em 42 meses desde o ano passado. Embora tenha havido uma redução do prazo máximo, de 80 meses para 72 meses, o consumidor raramente recorre ao financiamento mais longo, conta o presidente da Anef, Décio Carbonari de Almeida. "Só um terço dos consumidores se financia no prazo mais longo e mesmo assim liquida a operação antecipadamente, trocando o automóvel por outro no meio do caminho."

CARTÃO PRÓPRIO É A NOVA APOSTA DAS FRANQUIAS

jornal DCI 23/11/2010 - Gleyma Lima

As redes de franquias seguem a onda de redes varejistas com a adoção de cartões de crédito próprios, com benefícios e engrossam as vendas no mercado brasileiro. Segundo o consultor de negócios da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Walter Batista, outra novidade do setor é a entrada do private label para grandes franquias, algo recente no segmento. Segundo analistas, bancos como o HSBC, por meio da Losango, e o Banco do Brasil já apostam no cartão próprio como forma de fidelização de clientes. Quem deve entrar e ser um dos pioneiros no segmento é o Peixe Urbano, que afirmou que o modelo está em negociação, porém não informou o banco.

Segundo presidente da ABF, Ricardo Bomeny, os resultados positivos das franquias se deram graças ao crescimento do consumo da classe emergente e às parcerias com o governo federal.

O segmento, que esperava crescer 13% no início de 2010, deverá fechar o ano com um faturamento 19% superior ao apurado no ano passado, totalizando R$ 75 bilhões. "É um mercado consumidor novo, que tem trazido taxas de crescimento agressivas em vendas e também em unidades", comemorou o presidente da ABF, ao divulgar os números durante a 10ª Convenção ABF de Franchising, na Praia do Forte, na Bahia.

O presidente também anunciou os números do setor em 2010 e a expectativa de crescimento para 2011, que deve chegar a 15% de aumento em faturamento, a 8% em novas redes (chegando a 1920 marcas) e a 12% em número de unidades (totalizando quase 100 mil pontos-de-venda). "Vamos aproveitar a oportunidade para nortear o futuro do franchising e discutir os rumos desse crescimento para a próxima década", finalizou Ricardo Bomeny. Depois da abertura foi chamado ao palco o convidado para a primeira plenária do dia, o empresário João Dória Júnior, que compartilhou com os participantes a sua longa experiência no ramo empresarial, incluindo o setor de franchising. "Eu acredito muito no regime de franquia, é um excelente negócio para quem quer empreender, e com o fortalecimento da economia brasileira está cada vez melhor", afirmou o empresário.

Bancarização

Segundo informações do HSBC, em parceria com a Losango ele oferece a franquias benefícios como o cartão próprio (private label) para os clientes das holdings. Além disso, o banco disponibiliza um crédito de R$ 200 mil para quem deseja abrir sua franquia, ampliar ou remodelar o negócio que possui. Outra vantagem é o Giro Fácil Franquias, um crédito que adapta o seu fluxo de caixa para a reposição de estoques, pagamento de 13º salário dos seus funcionários e 24 meses para pagar. Antecipação de recebíveis como vendas a prazo no talão de cheque, cartões ou ticket.

O HSBC está há mais de 20 anos no mercado mundial de franquias e atua em mais de 80 países, o que permite que o franqueador tenha interesse ou já tenha feito a internacionalização.

A Caixa Econômica Federal não confirmou se já trabalha com o benefício, porém já volta seus olhos para o modelo de negócios e oferece benefícios como recursos para capital de giro, antecipação de receitas, financiamentos para investimentos, convênios e seguros. O programa chamado Caixa Franquias foi desenvolvido em parceria com a ABF e o Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio (MDIC), com o objetivo de apresentar soluções que atendam às necessidades do setor.

O programa possui mais de 50 clientes, dentre os mais de 300 franqueadores que atuam no Brasil. Entre 2008 e 2009 o crescimento da participação da Caixa no mercado de franquias foi de 356%. Foram liberados R$ 262,5 milhões no ano anterior, contra R$ 57,5 milhões em 2008 e a projeção para este ano é a marca de R$ 300 milhões.


Projeções

Durante as palestras, John Danner, professor de vários cursos de MBA na Haas School of Business da Universidade da Califórnia em Berkeley, incluindo empreendedorismo, abordou o tema inovação do franchising.

"É uma coisa contextual, pode ser novo aqui, mas não é em outro lugar. A questão é se ela faz sentido para melhorar o negócio", enfatizou o palestrante, que também abordou temas como a capacidade do franchising nos Estados Unidos. De acordo com ele, o setor é responsável por 10% da economia americana. Em sua opinião, o Brasil caminha a passos largos e é muito bem estruturado para obter bons resultados

Dados de mercado

De acordo com a ABF, no Brasil existem 68 redes nacionais que operam em todos os cinco continentes com mais de 700 unidades no exterior.

"Esse dado, se comparado com o ano de 2000, quando eram 15 franquias, resulta em um crescimento de mais de 300% em apenas 10 anos aproximadamente", comemorou o diretor executivo da ABF, Ricardo Camargo.

Dentre as principais razões que impulsionam os empresários a iniciar o processo de internacionalização, 100% dos entrevistados concordam que é o fato de poder explorar globalmente seus serviços e produtos, seguido pela chance de explorar um mercado ainda não atendido (90%), o forte crescimento sobre as peculiaridades do país no qual desejam atuar (70%) e porque já estudaram meticulosamente sua inserção no mercado (65%). Atualmente no Brasil operam 1.643 redes de franquia, 90% das quais são nacionais.

Em 2009 cerca de 264 novas redes surgiram no mercado, um aumento de 19,1%, totalizando 1.643 marcas com 80 mil lojas franqueadas.

A repórter viajou a convite da ABF