jornal DCI 25/02/3011 - Paula Cristina
Depois de atingir um lucro líquido de R$ 819,2 milhões em 2010, o que representa um crescimento de 25,2% sobre o ganho acumulado em 2009 (R$ 654 milhões), o Grupo Pão de Açúcar (GPA) não descarta a possibilidade de ir às compras em 2011, em busca de explorar nichos. O foco, no entanto, não será eletrônicos e eletrodomésticos, como aconteceu em 2008 e 2009, com a aquisição do Ponto Frio e a Casas Bahia. Em 2011, a área de postos de gasolina e drogarias estará no radar da varejista. As lojas, que atualmente estão ligadas aos supermercados da rede, poderão ser abertas de forma independente.
De acordo com Hugo Bethlem, vice-presidente executivo do grupo o GPA não descarta a aquisição de grupos de drogarias para aumentar sua atuação nesses setores. "Esse é um braço importante em que queremos crescer e profissionalizar o serviço prestado", disse.
Conforme Enéas Pestana, presidente do Pão de Açúcar, a rede identificou nas operações já existentes que ambos os negócios são lucrativos e se somam à estratégia de expansão do grupo. Atualmente, o grupo opera 81 postos de gasolina e 153 drogarias, a maioria ligados diretamente a hipermercados.
Segundo o executivo, as drogarias e postos de gasolina têm um volume de venda menor, mas com compras individuais médias de maior valor. "É uma operação que se assemelha mais ao [perfil do] Pão de Açúcar e do Extra Fácil", explica. Conforme afirmou Bethlem, o GPA pode ir às compras para drogarias, mas com relação aos postos o crescimento será orgânico. "Tivemos experiências não muito boas com relação aos postos de rua, então, não é nosso foco", disse. O executivo diz ainda que a compra de redes de eletrodomésticos mostrou que o GPA não é uma companhia "só de alimentos". "A gente pode usar nossa plataforma de varejo para ampliar nossa atuação", diz.
Marca Extra
Em termos de estratégia de marca, tanto as drogarias quanto os postos de gasolina deverão ganhar prioritariamente a marca Extra. Atualmente, os postos de gasolina, por exemplo, recebem a identificação das lojas às quais estão ligadas. Existem, atualmente, postos com a marca Compre Bem, por exemplo.Dentro da inclusão das drogarias e postos de gasolina na estratégia do grupo como um tudo, Pestana diz que é possível o desenvolvimento de lojas da rede que possam servir como operação de conveniência em postos de gasolina. "Atualmente, temos o Extra Fácil, que é vista como de conveniência, mas as unidades têm de 200 a 300 metros quadrados. Podemos desenvolver uma loja menor, para um posto de gasolina", explica.
Investimentos
Para manter o ritmo acelerado de crescimento, o GPA também anunciou investimentos na ordem de R$ 1,4 bilhão este ano. O número representa 18,4% a mais do que foi investido em 2010, quando a o grupo expandiu investimentos em 64,7% ante 2009.
A maior varejista do País planeja destinar os recursos à "conversão ou abertura de lojas e aquisição de terreno, reforma de lojas, logística e outros", diz Bethlem.
Apenas no último trimestre de 2010, os aportes feitos envolveram a abertura de 21 lojas e a conversão de outras 117.
A companhia não divulgou número total de lojas abertas em 2010, ano em que a meta seria de 100 inaugurações. Na área de alimentos foram abertas 53 novas lojas no ano.
A companhia também anunciou nesta quinta-feira a aquisição das ações remanescentes da Sendas Distribuidora, cuja bandeira de "atacarejo" já era detida pelo grupo, por R$ 377 milhões.
O presidente do conselho de administração do Pão de Açúcar, Abílio Diniz, também demonstrou confiança no segmento nesta quinta feira, durante a divulgação dos dados do grupo.
"O País vai continuar distribuindo renda e melhorando as perspectivas das empresas. Mantemos nossa confiança, sem receios, sem a mesma opinião de quem espera queda do consumo interno pela alta da inflação e dos juros", afirmou.
Busca de financeira
Para 2011 o grande desafio do Pão de Açúcar com relação a Globex ficará por conta da decisão de qual banco será responsável pela emissão dos cartões de crédito nas lojas da Globex, a holding que congrega o Ponto Frio e a nova Casas Bahia.
De acordo com Bethlem, a disputa vai além de bancos como Itaú e Bradesco e deverá ser finalizada ainda em 2011 "Sairá este ano, sem dúvida, mas ainda é cedo para dizer qual banco leva". O banco que levar a financeira vai lidar com mais de 5 milhões de clientes ativos na Casas Bahia - sem contar os do Ponto Frio, que pode vir a ser integrado na nova financeira.
Com o foco em crescimento nos negócios, a Globex (Ponto Frio e Novas Casas Bahia) anunciou ter registrado um faturamento bruto de R$ 10.013,0 milhões e os planos para 2011, de acordo com o comunicado do grupo, a expectativa é continuar a expansão no nordeste, além da fortificação do comércio eletrônico, e-commerce. "Continuamos nosso caminho na Região Nordeste do Brasil, com a entrada no mercado de Sergipe, onde inauguramos a primeira loja marca Casas Bahia em Aracajú", disse Hugo Bethlem.
"Ainda somos virgens de Casas Bahia no nordeste e esse é nosso foco" diz o executivo. Para atender o crescimento previsto nessa região, o grupo anunciou um novo centro de distribuição. "Para isso inauguramos nosso Centro de Distribuição na Bahia. Hoje o grupo tem 28 lojas na região".
O plano de expansão completo da Globex, de acordo com o Bethlem será divulgado em março deste ano. "Não posso dar números de expansão ainda, mas o foco é organizar as bandeiras para cada público, organizando Casas Bahia e Ponto Frio", disse.
Mostrando postagens com marcador Ponto Frio. Mostrar todas as postagens
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25 de fev. de 2011
3 de fev. de 2011
VENDA DA CASA & VÍDEO PARA O BTG ABRE NOVA ONDA DE FUSÕES NO SETOR
jornal DCI 03/02/2011 - Gleyma Lima
Recomeça a onda de fusões e aquisições no setor varejista brasileiro, com o anúncio, neste começo de mês, da compra da rede varejista carioca [especializada em eletroeletrônicos] Casa & Vídeo, avaliada em R$ 600 milhões. A marca concorre com as gigantes do mercado Casas Bahia, Ponto Frio, Magazine Luiza e Máquina de Vendas, entre outras. Ontem, foi anunciado o fechamento de um pré-contrato de compra da rede carioca pelo banco a BTG Pactual e o negócio deve ser oficializado no final deste mês, de acordo com a empresa. - Conforme apurações da última pesquisa da consultoria da KPMG sobre fusões e aquisições no Brasil, referentes ao ano passado, o varejo obteve um crescimento de 37% de 2010 para 2009. Os segmentos que mais se destacaram no ano anterior foram shopping centers, lojas de varejo e supermercados.
Segundo o sócio diretor de Desenvolvimento de Negócios e especialista em varejo da KPMG, Paulo Ferrenzen, o setor obteve um grande destaque graças à ascensão da classe média e ao fluxo de investimento que o segmento movimentou. "O mercado brasileiro segue otimista. Globalmente hoje o nosso país se tornou alvo de interesses de operadores internacionais", explica.
Para 2011 os segmentos que a consultoria destaca são: supermercados, confecções, eletroeletrônicos e farmácias . Para Ferrenzen, quem deve querer abocanhar os setores citados principalmente são os investidores estrangeiros que veem no Brasil uma forma de crescimento mais rápido por meio de aquisições.
Negociação BTG
Com relação à nova aquisição no varejo, em entrevista recente ao DCI, o grupo Casa & Vídeo havia afirmado que era assediado pelo grupo Americanas, e também não descartava a possibilidade de abrir capital - ou até de receber novos sócios para compor a rede. Ao que tudo indica, a segunda alternativa parece ser a mais provável, pois o banco BTG assinou esse pré-contrato de intenção de compra de 70% da varejista Casa & Vídeo no último sábado (29/1), na sede do banco, em São Paulo.
Porém, vale destacar que essa estratégia já havia sido desenhada, em acordo semelhante ao também firmado entre a Casa & Vídeo durante meses com a Lojas Americanas, no ano passado, mas que acabou não saindo.
Segundo o sócio da Demarest e Almeida Advogados, Mario Nogueira, o pré-contrato garante apenas a exclusividade de compra e troca de informações e não gera nenhuma obrigação entre as partes. "Transações deste porte podem durar até um ano para serem concluídas", explica Nogueira. Outra rede varejista que vive nos holofotes sobre compra e venda é a rede Lojas do Baú, além da empresa que possui vendas diretas, a Jequiti - ambas do Grupo Silvio Santos. Porém, o empresário ressaltou esta semana que não deve vender nenhuma das duas. Além delas, a Loja Cem foi assediada no ano passado, mas até o momento não houve anúncio de compra ou venda oficializada.
Para alcançar a fatia de 70% na empresa, o BTG fará quatro operações. Primeiro, converterá em ações debêntures da companhia emitidas pelo banco em julho do ano passado, no valor de R$ 40 milhões . Em seguida, fará um aporte de R$ 100 milhões d no caixa da carioca. Juntas, as duas operações darão ao banco cerca de 50% da empresa. Por fim, irá adquirir uma participação de 20% na C&V Holding, que controla a Casa&Vídeo, por cerca de R$ 100 milhões. Essa é a quantia que, de fato, irá para o bolso de Fábio Carvalho, dono da empresa com 100% das ações da holding. Para compor o valor total da empresa, entrou ainda na conta a sua dívida, de R$ 230 milhões.
Segundo informações do mercado, as empresas não chegaram a um consenso sobre o valor do ajuste de capital de giro que deveria ser aplicado no contrato - o recurso é usado para evitar distorções entre o capital de giro da companhia apurado na diligência e o existente no momento da finalização do acordo. A Lojas Americanas exigiu um desconto de R$ 50 milhões acima do calculado pela Casa & Vídeo.
As conversas entre as duas empresas começaram em junho e a proposta da Lojas Americanas, que previa adquirir 100% da companhia, foi formalizada ainda em agosto. O negócio desandou já na assinatura final do contrato, no final de novembro.
Se depender apenas do BTG, o negócio deve ser fechado rapidamente, pois até o final do ano passado o grupo já tinha fechado vários negócios apoiados no crescimento do consumo interno, nos setores de farmácias, postos de combustível, estacionamentos, hospitais e automóveis.
A empresa vende produtos para o lar, eletrônicos e eletrodomésticos - assim como Casas Bahia, Baú, Ponto Frio, Extra, Magazine Luiza, e Ricardo Eletro, entre outras.
Quem também vai querer entrar na roda de fusões ou aquisições no setor é a Advent International Corp., que tem US$ 2 bilhões para fazer compras no Brasil e aproveitar o crescimento mais rápido da economia do País, além da pulverização de alguns segmentos do comércio. A empresa, que é especializada em compra de participações em companhias de capital fechado, vai fechar negócios este ano, disse o executivo da empresa Patrice Etlin, por meio de nota, e sem dar mais detalhes sobre prazos.
Segundo o executivo, a companhia está de olho em várias empresas nos setores de varejo de nicho que são os segmentos de materiais de construção e farmácias. A Advent International é um fundo de private equity que atua no Brasil desde a década de 90 com foco em varejo e serviços. O grupo fez investimentos em companhias como a rede de lojas de aeroportos Dufry Group, na Cetip SA Balcão Organizado de Ativos e Derivativos e na International Meal Co. Holdings SA, controladora de redes de restaurantes (Viena e Frango Assado).
Recomeça a onda de fusões e aquisições no setor varejista brasileiro, com o anúncio, neste começo de mês, da compra da rede varejista carioca [especializada em eletroeletrônicos] Casa & Vídeo, avaliada em R$ 600 milhões. A marca concorre com as gigantes do mercado Casas Bahia, Ponto Frio, Magazine Luiza e Máquina de Vendas, entre outras. Ontem, foi anunciado o fechamento de um pré-contrato de compra da rede carioca pelo banco a BTG Pactual e o negócio deve ser oficializado no final deste mês, de acordo com a empresa. - Conforme apurações da última pesquisa da consultoria da KPMG sobre fusões e aquisições no Brasil, referentes ao ano passado, o varejo obteve um crescimento de 37% de 2010 para 2009. Os segmentos que mais se destacaram no ano anterior foram shopping centers, lojas de varejo e supermercados.
Segundo o sócio diretor de Desenvolvimento de Negócios e especialista em varejo da KPMG, Paulo Ferrenzen, o setor obteve um grande destaque graças à ascensão da classe média e ao fluxo de investimento que o segmento movimentou. "O mercado brasileiro segue otimista. Globalmente hoje o nosso país se tornou alvo de interesses de operadores internacionais", explica.
Para 2011 os segmentos que a consultoria destaca são: supermercados, confecções, eletroeletrônicos e farmácias . Para Ferrenzen, quem deve querer abocanhar os setores citados principalmente são os investidores estrangeiros que veem no Brasil uma forma de crescimento mais rápido por meio de aquisições.
Negociação BTG
Com relação à nova aquisição no varejo, em entrevista recente ao DCI, o grupo Casa & Vídeo havia afirmado que era assediado pelo grupo Americanas, e também não descartava a possibilidade de abrir capital - ou até de receber novos sócios para compor a rede. Ao que tudo indica, a segunda alternativa parece ser a mais provável, pois o banco BTG assinou esse pré-contrato de intenção de compra de 70% da varejista Casa & Vídeo no último sábado (29/1), na sede do banco, em São Paulo.
Porém, vale destacar que essa estratégia já havia sido desenhada, em acordo semelhante ao também firmado entre a Casa & Vídeo durante meses com a Lojas Americanas, no ano passado, mas que acabou não saindo.
Segundo o sócio da Demarest e Almeida Advogados, Mario Nogueira, o pré-contrato garante apenas a exclusividade de compra e troca de informações e não gera nenhuma obrigação entre as partes. "Transações deste porte podem durar até um ano para serem concluídas", explica Nogueira. Outra rede varejista que vive nos holofotes sobre compra e venda é a rede Lojas do Baú, além da empresa que possui vendas diretas, a Jequiti - ambas do Grupo Silvio Santos. Porém, o empresário ressaltou esta semana que não deve vender nenhuma das duas. Além delas, a Loja Cem foi assediada no ano passado, mas até o momento não houve anúncio de compra ou venda oficializada.
Para alcançar a fatia de 70% na empresa, o BTG fará quatro operações. Primeiro, converterá em ações debêntures da companhia emitidas pelo banco em julho do ano passado, no valor de R$ 40 milhões . Em seguida, fará um aporte de R$ 100 milhões d no caixa da carioca. Juntas, as duas operações darão ao banco cerca de 50% da empresa. Por fim, irá adquirir uma participação de 20% na C&V Holding, que controla a Casa&Vídeo, por cerca de R$ 100 milhões. Essa é a quantia que, de fato, irá para o bolso de Fábio Carvalho, dono da empresa com 100% das ações da holding. Para compor o valor total da empresa, entrou ainda na conta a sua dívida, de R$ 230 milhões.
Segundo informações do mercado, as empresas não chegaram a um consenso sobre o valor do ajuste de capital de giro que deveria ser aplicado no contrato - o recurso é usado para evitar distorções entre o capital de giro da companhia apurado na diligência e o existente no momento da finalização do acordo. A Lojas Americanas exigiu um desconto de R$ 50 milhões acima do calculado pela Casa & Vídeo.
As conversas entre as duas empresas começaram em junho e a proposta da Lojas Americanas, que previa adquirir 100% da companhia, foi formalizada ainda em agosto. O negócio desandou já na assinatura final do contrato, no final de novembro.
Se depender apenas do BTG, o negócio deve ser fechado rapidamente, pois até o final do ano passado o grupo já tinha fechado vários negócios apoiados no crescimento do consumo interno, nos setores de farmácias, postos de combustível, estacionamentos, hospitais e automóveis.
A empresa vende produtos para o lar, eletrônicos e eletrodomésticos - assim como Casas Bahia, Baú, Ponto Frio, Extra, Magazine Luiza, e Ricardo Eletro, entre outras.
Quem também vai querer entrar na roda de fusões ou aquisições no setor é a Advent International Corp., que tem US$ 2 bilhões para fazer compras no Brasil e aproveitar o crescimento mais rápido da economia do País, além da pulverização de alguns segmentos do comércio. A empresa, que é especializada em compra de participações em companhias de capital fechado, vai fechar negócios este ano, disse o executivo da empresa Patrice Etlin, por meio de nota, e sem dar mais detalhes sobre prazos.
Segundo o executivo, a companhia está de olho em várias empresas nos setores de varejo de nicho que são os segmentos de materiais de construção e farmácias. A Advent International é um fundo de private equity que atua no Brasil desde a década de 90 com foco em varejo e serviços. O grupo fez investimentos em companhias como a rede de lojas de aeroportos Dufry Group, na Cetip SA Balcão Organizado de Ativos e Derivativos e na International Meal Co. Holdings SA, controladora de redes de restaurantes (Viena e Frango Assado).
11 de jan. de 2011
ITAÚ UNIBANCO FECHA ACORDO PARA PAGAR R$ 260 MI À GLOBEX
portal Folha Online 11/01/2011 - Reuters
O Itaú Unibanco informou nesta terça-feira que firmou acordo para garantia estendida com a Globex, que passou a concentrar os ativos de eletroeletrônicos do Grupo Pão de Açúcar após a formação da Nova Casas Bahia.
O acordo prevê que a Nova Casas Bahia receba, por meio da Itauseg, R$ 260 milhões até 15 de janeiro, conforme documento entregue à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
O acordo para prestação de serviços na contratação de seguro de garantia estendida diferenciada é válido até 31 de dezembro de 2015, sendo prorrogável por três anos.
Após aquisição pelo Grupo Pão de Açúcar, a Nova Casas Bahia passou a incluir a bandeira Ponto Frio. Em setembro, a maior varejista do país anunciou que as sinergias da integração das operações de Ponto Frio e Casas Bahia --que formam a Nova Globex-- podem ficar entre R$ 4 bilhões e R$ 7 bilhões a valor presente depois da conclusão da fusão.
Apesar disso, o mercado ainda aguarda informações sobre as operações da Nova PontoCom, unidade de comércio eletrônico que será controlada pela Nova Globex e cuja implantação ainda não foi iniciada, além da definição quanto à instituição financeira que será parceira da Nova Casas Bahia.
O Itaú Unibanco informou nesta terça-feira que firmou acordo para garantia estendida com a Globex, que passou a concentrar os ativos de eletroeletrônicos do Grupo Pão de Açúcar após a formação da Nova Casas Bahia.
O acordo prevê que a Nova Casas Bahia receba, por meio da Itauseg, R$ 260 milhões até 15 de janeiro, conforme documento entregue à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
O acordo para prestação de serviços na contratação de seguro de garantia estendida diferenciada é válido até 31 de dezembro de 2015, sendo prorrogável por três anos.
Após aquisição pelo Grupo Pão de Açúcar, a Nova Casas Bahia passou a incluir a bandeira Ponto Frio. Em setembro, a maior varejista do país anunciou que as sinergias da integração das operações de Ponto Frio e Casas Bahia --que formam a Nova Globex-- podem ficar entre R$ 4 bilhões e R$ 7 bilhões a valor presente depois da conclusão da fusão.
Apesar disso, o mercado ainda aguarda informações sobre as operações da Nova PontoCom, unidade de comércio eletrônico que será controlada pela Nova Globex e cuja implantação ainda não foi iniciada, além da definição quanto à instituição financeira que será parceira da Nova Casas Bahia.
20 de out. de 2010
GELADEIRAS E FOGÕES JÁ SÃO VENDIDOS COM PRAZO DE 2 ANOS E MEIO PARA PAGAR
jornal O Estado de S.Paulo 20/10/2010 - Márcia De Chiara
Grandes redes varejistas já começam a esticar os prazos de pagamento de eletrodomésticos, eletrônicos e equipamentos de informática, ainda de forma promocional. Essa é uma clara indicação de que os financiamentos longos devem ganhar força neste Natal. Hoje é possível quitar uma máquina de lavar em dois anos e meio, um televisor em dois anos e um computador em um ano e meio.
"Nunca oferecemos um prazo sem juros tão longo. Esses planos são inéditos", afirma o diretor de Negócios do Carrefour Soluções Financeiras, Ricardo da Cruz Barreto. Desde setembro, mês de aniversário da companhia, a rede parcela no cartão de crédito próprio os eletrodomésticos da linha branca em 30 meses sem juros, aparelhos de áudio e vídeo em 24 meses e itens de informática em 18 meses. Os resultados foram tão favoráveis que a rede decidiu estender essa condição de pagamento até o fim do ano.
Por ocasião também do seu aniversário comemorado neste mês, o concorrente Walmart começou em outubro a dividir em até 12 meses, sem acréscimo, o pagamento de uma lista de itens como computadores, geladeiras, máquinas fotográficas, por exemplo. A facilidade inclui não apenas produtos das lojas físicas, mas também as vendas online. No Extra, os eletroeletrônicos também são financiados com prazos que chegam a 18 meses no cartão próprio.
Já no Ponto Frio a condição de um ano e meio para pagar com cartão da rede vale só para produtos anunciados. Enquanto isso as Casas Bahia oferecem os prazo mais curtos em relação ao da concorrência: cinco vezes sem juros no cartão próprio e dez vezes, sem acréscimo, nos cartões de crédito tradicionais.
"Existe uma perspectiva de alongamento maior de prazos de pagamento até o fim do ano", prevê o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira. A última pesquisa sobre prazos de pagamento feita pela entidade revela que, no mês passado, o prazo médio dos financiamentos, inclusive os bancários, era de 16 meses, e o máximo chegava a 36 meses. No caso de veículos, o prazo médio estava em 44 meses e o máximo em 80 meses.
Para Ribeiro de Oliveira, um conjunto de fatores vai fazer com que lojas, bancos e financeiras estiquem o número de prestações até dezembro. O aumento do emprego, da renda, a estabilidade de preços e, especialmente, a forte entrada de divisas no País, devem acirrar a disputa entre os agentes econômicos para ampliar os negócios no melhor momento de consumo do ano, quando é pago o 13º salário. "Todos vão ampliar prazos para não perder vendas."
Além disso, Ribeiro de Oliveira observa que a perspectiva de que taxa básica de juros fique estável nos próximos 45 dias, como deve ser sinalizado hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), reforça a tendência de prazos mais longos.
Barreto, do Carrefour, diz que a sua empresa saiu na frente da concorrência. Ele não acredita que, no seu caso, ocorram novos alongamentos de condição de pagamento.
Riscos
Apesar de aumentar as vendas e tornar o cliente fiel à loja, prazos longos têm um componente de risco, porque em dois anos e meio de financiamento a vida das pessoas pode mudar muito, admite Barreto. Mas, no caso da sua empresa, esse risco é atenuado com o seguro contra desemprego para os assalariados ou perda de renda para os profissionais autônomos. "Cerca de 40% dos clientes do nosso cartão têm esse seguro."
Ribeiro de Oliveira observa que a inadimplência do consumidor é cadente desde de dezembro de 2009, segundo dados do BC. "Não é à toa que os bancos estão reduzindo os juros."
Grandes redes varejistas já começam a esticar os prazos de pagamento de eletrodomésticos, eletrônicos e equipamentos de informática, ainda de forma promocional. Essa é uma clara indicação de que os financiamentos longos devem ganhar força neste Natal. Hoje é possível quitar uma máquina de lavar em dois anos e meio, um televisor em dois anos e um computador em um ano e meio.
"Nunca oferecemos um prazo sem juros tão longo. Esses planos são inéditos", afirma o diretor de Negócios do Carrefour Soluções Financeiras, Ricardo da Cruz Barreto. Desde setembro, mês de aniversário da companhia, a rede parcela no cartão de crédito próprio os eletrodomésticos da linha branca em 30 meses sem juros, aparelhos de áudio e vídeo em 24 meses e itens de informática em 18 meses. Os resultados foram tão favoráveis que a rede decidiu estender essa condição de pagamento até o fim do ano.
Por ocasião também do seu aniversário comemorado neste mês, o concorrente Walmart começou em outubro a dividir em até 12 meses, sem acréscimo, o pagamento de uma lista de itens como computadores, geladeiras, máquinas fotográficas, por exemplo. A facilidade inclui não apenas produtos das lojas físicas, mas também as vendas online. No Extra, os eletroeletrônicos também são financiados com prazos que chegam a 18 meses no cartão próprio.
Já no Ponto Frio a condição de um ano e meio para pagar com cartão da rede vale só para produtos anunciados. Enquanto isso as Casas Bahia oferecem os prazo mais curtos em relação ao da concorrência: cinco vezes sem juros no cartão próprio e dez vezes, sem acréscimo, nos cartões de crédito tradicionais.
"Existe uma perspectiva de alongamento maior de prazos de pagamento até o fim do ano", prevê o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira. A última pesquisa sobre prazos de pagamento feita pela entidade revela que, no mês passado, o prazo médio dos financiamentos, inclusive os bancários, era de 16 meses, e o máximo chegava a 36 meses. No caso de veículos, o prazo médio estava em 44 meses e o máximo em 80 meses.
Para Ribeiro de Oliveira, um conjunto de fatores vai fazer com que lojas, bancos e financeiras estiquem o número de prestações até dezembro. O aumento do emprego, da renda, a estabilidade de preços e, especialmente, a forte entrada de divisas no País, devem acirrar a disputa entre os agentes econômicos para ampliar os negócios no melhor momento de consumo do ano, quando é pago o 13º salário. "Todos vão ampliar prazos para não perder vendas."
Além disso, Ribeiro de Oliveira observa que a perspectiva de que taxa básica de juros fique estável nos próximos 45 dias, como deve ser sinalizado hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), reforça a tendência de prazos mais longos.
Barreto, do Carrefour, diz que a sua empresa saiu na frente da concorrência. Ele não acredita que, no seu caso, ocorram novos alongamentos de condição de pagamento.
Riscos
Apesar de aumentar as vendas e tornar o cliente fiel à loja, prazos longos têm um componente de risco, porque em dois anos e meio de financiamento a vida das pessoas pode mudar muito, admite Barreto. Mas, no caso da sua empresa, esse risco é atenuado com o seguro contra desemprego para os assalariados ou perda de renda para os profissionais autônomos. "Cerca de 40% dos clientes do nosso cartão têm esse seguro."
Ribeiro de Oliveira observa que a inadimplência do consumidor é cadente desde de dezembro de 2009, segundo dados do BC. "Não é à toa que os bancos estão reduzindo os juros."
Marcadores:
Banco Carrefour,
cartão de crédito,
Casas Bahia,
Extra,
Ponto Frio
21 de set. de 2010
REDE DE VAREJO LANÇA FUNDO DE CRÉDITO
jornal Valor Econômico 21/09/2010 - Carolina Mandl
Em um momento de franca expansão do varejo no Brasil, as redes varejistas estão buscando nos fundos de direitos creditórios (FIDCs) um caminho alternativo para diversificar sua fonte de captação de recursos para fazer investimentos. O Ponto Frio (Globex) vai lançar cotas de um fundo de R$1 bilhão, enquanto a Lojas Renner terá outra oferta de R$ 350 milhões. E, segundo o Valor apurou, o movimento não deve parar por aí. A Lojas Americanas também avalia essa opção.
Em ambos os casos, o que Lojas Renner e Ponto Frio estão vendendo aos investidores são os valores devidos pelos clientes que fizeram compras em suas lojas com cartão de crédito. Para conseguir antecipar esses recursos, as redes oferecem aos coristas uma taxa de desconto sobre a carteira de recebíveis.
As lojas acumulam bilhões de recebíveis em seus balanços e, por isso, tentam transformar isso em dinheiro. Segundo dados apresentados pelo grupo Pão de Açúcar, com 9,2 milhões de cartões ativos, só os clientes da Globex (agora somada à Casas Bahia) que possuem cartões da loja têm R$ 16 bilhões em limite de crédito. A Renner tem 16 milhões de cartões de marca própria. Isso sem contar as demais transações com outros cartões.
"Em um cenário em que as varejistas brasileiras estão revisando a previsão de aberturas de lojas para cima, acelerando os planos de crescimento, faz sentido buscarem novas fontes de financiamento", diz Renato Prado, analista da corretora Fator.
A vantagem para as lojas está no fato de, em muitas vezes, elas conseguirem pagar por esse dinheiro uma taxa menor do que outras fontes de captação ofereceriam. Se o Ponto Frio lançasse uma debênture, por exemplo, provavelmente seu custo seria maior. Isso porque, conforme a Moody's, a nota de classificação de risco do grupo Pão de Açúcar, ‘A+(bra)’, é mais baixa do que aquela atribuída ao FIDC Globex, que é ‘AAA(bra)’. Ou seja, os investidores pediriam uma remuneração mais alta para correr o risco da varejista.
A nota mais elevada se tornou possível porque o fundo da Globex vai comprar apenas os recebíveis devidos pelas credenciadoras de cartões de crédito — Amex, Cielo, Redecard e FIC (financeira do Pão de Açúcar com o Itaú Unibanco)—e o risco delas é considerado bastante baixo. Os investidores não vão depender da capacidade de pagamento dos consumidores da rede.
Tradicionalmente, as varejistas já cedem seus recebíveis para terceiros, inclusive para empresas que depois colocam esses papéis em fundos. Porém, essas colocações são pontuais. São dezenas de operações fechadas ao longo do ano, dependendo sempre do humor do tomador e das condições de mercado para fechar o valor de compra da carteira. Agora, com a estruturação de um FIDC, as redes conseguem travar uma taxa por um tempo determinado. No caso do fundo da Globex, pode vir a captar R$ 1 bilhão por 111% do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI) por três anos. Além disso, a própria Globex investe no fundo por meio das cotas subordinadas, que pode vir a somar até R$ 192,8 milhões e que são as primeiras a serem atingidas em caso de inadimplência, funcionando como uma espécie de colchão de proteção.
No caso da Renner, a remuneração dos investidores ainda não foi divulgada. Para os R$ 350 milhões que os investidores colocarem, ela comprará outros R$ 150 milhões de cotas subordinadas. Além disso, a empresa fica com a obrigação de adicionar novos recursos caso as cotas subordinadas sejam corroídas ao longo do tempo pela inadimplência. As cotas subordinadas devem representar 30% do patrimônio liquido do fundo.
Em 2007, o Pão de Açúcar testou esse tipo de operação com um FIDC de R$ 130 milhões. Porém, essa operação não foi vendida aos investidores, tendo ficado nas mãos de apenas de um banco. Agora é que a rede vai descobrir o apetite do mercado.
Para a Renner, esse fundo marcará sua estreia nas finanças estruturadas. O FIDC, porém, tem características bastante distintas daquelas oferecidas pelo fundo da Globex. O risco que os cotistas correrão não será o das credenciadoras, como Redecard e Cielo. Isso porque as operações cedidas ao fundo terão como origem as vendas realizadas com o cartão de marca própria, o cartão Renner.
Essas transações são financiadas pela própria Renner ou, quando elas envolvem a cobrança de juros, pelo Itaú Unibanco, segundo um contrato fechado entre a varejista e a instituição financeira. Ambos estão cedendo ao fundo o direito que têm de receber dos consumidores pelas vendas realizadas na Renner. Ou seja, o risco de inadimplência é o do cliente da rede de lojas, que, de acordo com informações contidas no prospecto da operação, são em sua maioria mulheres e solteiros.
Entretanto, ainda faltam maiores detalhes sobre a operação da Lojas Renner. A nota de classificação de risco do FIDC, por exemplo, ainda não foi divulgada, tampouco a sua remuneração.
Procurados pela reportagem Globex, Lojas Renner e Itaú BBI (coordenador das ofertas do fundos) não retornaram os pedidos de entrevista.
Em um momento de franca expansão do varejo no Brasil, as redes varejistas estão buscando nos fundos de direitos creditórios (FIDCs) um caminho alternativo para diversificar sua fonte de captação de recursos para fazer investimentos. O Ponto Frio (Globex) vai lançar cotas de um fundo de R$1 bilhão, enquanto a Lojas Renner terá outra oferta de R$ 350 milhões. E, segundo o Valor apurou, o movimento não deve parar por aí. A Lojas Americanas também avalia essa opção.
Em ambos os casos, o que Lojas Renner e Ponto Frio estão vendendo aos investidores são os valores devidos pelos clientes que fizeram compras em suas lojas com cartão de crédito. Para conseguir antecipar esses recursos, as redes oferecem aos coristas uma taxa de desconto sobre a carteira de recebíveis.
As lojas acumulam bilhões de recebíveis em seus balanços e, por isso, tentam transformar isso em dinheiro. Segundo dados apresentados pelo grupo Pão de Açúcar, com 9,2 milhões de cartões ativos, só os clientes da Globex (agora somada à Casas Bahia) que possuem cartões da loja têm R$ 16 bilhões em limite de crédito. A Renner tem 16 milhões de cartões de marca própria. Isso sem contar as demais transações com outros cartões.
"Em um cenário em que as varejistas brasileiras estão revisando a previsão de aberturas de lojas para cima, acelerando os planos de crescimento, faz sentido buscarem novas fontes de financiamento", diz Renato Prado, analista da corretora Fator.
A vantagem para as lojas está no fato de, em muitas vezes, elas conseguirem pagar por esse dinheiro uma taxa menor do que outras fontes de captação ofereceriam. Se o Ponto Frio lançasse uma debênture, por exemplo, provavelmente seu custo seria maior. Isso porque, conforme a Moody's, a nota de classificação de risco do grupo Pão de Açúcar, ‘A+(bra)’, é mais baixa do que aquela atribuída ao FIDC Globex, que é ‘AAA(bra)’. Ou seja, os investidores pediriam uma remuneração mais alta para correr o risco da varejista.
A nota mais elevada se tornou possível porque o fundo da Globex vai comprar apenas os recebíveis devidos pelas credenciadoras de cartões de crédito — Amex, Cielo, Redecard e FIC (financeira do Pão de Açúcar com o Itaú Unibanco)—e o risco delas é considerado bastante baixo. Os investidores não vão depender da capacidade de pagamento dos consumidores da rede.
Tradicionalmente, as varejistas já cedem seus recebíveis para terceiros, inclusive para empresas que depois colocam esses papéis em fundos. Porém, essas colocações são pontuais. São dezenas de operações fechadas ao longo do ano, dependendo sempre do humor do tomador e das condições de mercado para fechar o valor de compra da carteira. Agora, com a estruturação de um FIDC, as redes conseguem travar uma taxa por um tempo determinado. No caso do fundo da Globex, pode vir a captar R$ 1 bilhão por 111% do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI) por três anos. Além disso, a própria Globex investe no fundo por meio das cotas subordinadas, que pode vir a somar até R$ 192,8 milhões e que são as primeiras a serem atingidas em caso de inadimplência, funcionando como uma espécie de colchão de proteção.
No caso da Renner, a remuneração dos investidores ainda não foi divulgada. Para os R$ 350 milhões que os investidores colocarem, ela comprará outros R$ 150 milhões de cotas subordinadas. Além disso, a empresa fica com a obrigação de adicionar novos recursos caso as cotas subordinadas sejam corroídas ao longo do tempo pela inadimplência. As cotas subordinadas devem representar 30% do patrimônio liquido do fundo.
Em 2007, o Pão de Açúcar testou esse tipo de operação com um FIDC de R$ 130 milhões. Porém, essa operação não foi vendida aos investidores, tendo ficado nas mãos de apenas de um banco. Agora é que a rede vai descobrir o apetite do mercado.
Para a Renner, esse fundo marcará sua estreia nas finanças estruturadas. O FIDC, porém, tem características bastante distintas daquelas oferecidas pelo fundo da Globex. O risco que os cotistas correrão não será o das credenciadoras, como Redecard e Cielo. Isso porque as operações cedidas ao fundo terão como origem as vendas realizadas com o cartão de marca própria, o cartão Renner.
Essas transações são financiadas pela própria Renner ou, quando elas envolvem a cobrança de juros, pelo Itaú Unibanco, segundo um contrato fechado entre a varejista e a instituição financeira. Ambos estão cedendo ao fundo o direito que têm de receber dos consumidores pelas vendas realizadas na Renner. Ou seja, o risco de inadimplência é o do cliente da rede de lojas, que, de acordo com informações contidas no prospecto da operação, são em sua maioria mulheres e solteiros.
Entretanto, ainda faltam maiores detalhes sobre a operação da Lojas Renner. A nota de classificação de risco do FIDC, por exemplo, ainda não foi divulgada, tampouco a sua remuneração.
Procurados pela reportagem Globex, Lojas Renner e Itaú BBI (coordenador das ofertas do fundos) não retornaram os pedidos de entrevista.
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