portal TI Inside 08/08/2011
Dados pessoais de 92.408 clientes de cartão de crédito do Citigroup, controlador do Citibank, do Japão, foram roubados e vendidos a terceiros, admitiu o banco norte-americano na sexta-feira, 5. Entre as informações, estão números de contas, nomes, datas de nascimento e de abertura de contas, endereços e telefones. Este foi o segundo vazamento de dados do Citi, que já havia sofrido um ataque hacker nos Estados Unidos, que culminou com o roubou de US$ 2,7 milhões de clientes norte-americanos de cartão de crédito do banco. Na ocasião, o Citibank cobriu todas as perdas.
A instituição financeira afirmou, entretanto, que dados mais sigilosos como senhas e códigos de identificação não foram violados, o que diminui a possibilidade de fraudes. O Citigroup revelou que está colaborando com as investigações e comunicou a polícia logo após ser notificado por um de seus clientes.
Todas as pessoas que tiveram seus dados roubados estão sendo notificadas e o banco irá repor cartões de acordo com as solicitações. Não foi identificada nenhuma atividade suspeita até agora e, em caso de fraudes nas contas, nenhum cliente será responsabilizado, garantiu a instituição financeira.
Diferentemente do episódio dos Estados Unidos, no qual 360 mil contas foram invadidas por meio de uma técnica hacker sofisticada, o roubo realizado na operação japonesa do Citi foi facilitado por um terceiro que deu acesso a sistemas internos do banco, segundo fontes ouvidas pelo Wall Street Journal.
Em entrevista ao jornal, o CTO da empresa de segurança wireless AirPatrol, Tom Kellerman, culpou as instituições financeiras pela falta de fiscalização de terceiros, que gerenciam suas estruturas em todo o mundo. “Mesmo que os bancos reforcem seus castelos, ainda haverá extensões não monitoradas”, acusa. Em uma pesquisa de 2009 da Verizon Communications, um terço dos roubos de dados aconteceu devido a terceiros.
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9 de ago. de 2011
16 de jul. de 2011
CITIGROUP PODE MANTER DIVISÃO DE CARTÕES
jornal Valor Econômico 14/07/2011 - Justin Baer (Financial Times)
O Citigroup está mais perto de manter seu braço de cartões "private label" (com a marca do lojista), revertendo o destino de um negócio de US$ 41 bilhões que o banco havia marcado para vender, na esteira da crise financeira. A informação foi revelada ontem por pessoas a par do assunto.
A divisão, que emite cartões de crédito em nome de grupos varejistas como a Sears e a Home Depot, foi transferida para a unidade Citi Holdings, de negócios, empréstimos e outros investimentos que não se enquadram mais na estratégia do banco.
A melhoria das condições de crédito e as incertezas persistentes sobre as perspectivas para outros negócios voltados para o consumidor, como o banco de varejo e os negócios com hipotecas, levaram os executivos do Citigroup a considerar a transferência do braço de private label da Citi Holdings para um posto ao lado das principais operações com cartões de crédito do banco, segundo as fontes.
O novo pensamento do Citigroup também reflete as dificuldades que o banco pode ter encontrado para vender o negócio inteiro de uma vez, já que há relutância do setor bancário em se envolver em grandes aquisições, além dos desafios de se financiar um negócio independente.
As fontes disseram que o Citigroup pretende, primeiro, se desfazer da OneMain Financial, a unidade de empréstimos ao consumidor, e vender ou manter ativos adicionais abrigados na Citi Holdings, antes de chegar a uma decisão sobre a unidade de cartões private label.
O negócio encolheu junto com o resto da Citi Holdings. A divisão tinha US$ 41,3 bilhões em empréstimos no fim do primeiro trimestre, uma queda de 24% em relação ao mesmo período do ano passado. As perdas líquidas de crédito diminuíram 18% a US$ 1,1 bilhão nesse mesmo intervalo.
"Apesar do aumento significativo dos créditos em liquidação durante a recessão, os empréstimos no cartão de crédito continuam sendo uma das classes de ativos mais lucrativas financeiramente dentro do portfólio de um banco", escreveram esta semana analistas da Keefe, Bruyette & Woods em uma nota a clientes.
Mesmo assim, executivos do Citigroup vêm relutando em mudar de rumo, atentos ao fato de que as autoridades reguladoras poderiam criticar qualquer esforço para desfazer decisões tomadas pelo banco para conter os prejuízos e os riscos. O governo americano injetou US$ 45 bilhões no banco durante a crise para evitar um colapso.
"Por mais que tenhamos feito para melhorar o portfólio como um todo, a conservação dele ainda significaria que precisamos primeiro nos convencer de que o negócio de cartões de crédito de parceiros no varejo vai na verdade se enquadrar na estratégia do Citicorp", disse em abril John Gerspach, diretor financeiro do Citi, numa conferência telefônica com analistas. "E isso é uma decisão que não tomamos até agora."
Uma porta-voz do Citi não quis comentar o assunto ontem. O Citi emitiu mais de 33 mil cartões de grupos varejistas parceiros, perdendo apenas para a General Electric, segundo a Nilson Report. O Citi vendeu US$ 1,6 bilhão dos ativos administrados da divisão para a GE no ano passado.
O Citigroup está mais perto de manter seu braço de cartões "private label" (com a marca do lojista), revertendo o destino de um negócio de US$ 41 bilhões que o banco havia marcado para vender, na esteira da crise financeira. A informação foi revelada ontem por pessoas a par do assunto.
A divisão, que emite cartões de crédito em nome de grupos varejistas como a Sears e a Home Depot, foi transferida para a unidade Citi Holdings, de negócios, empréstimos e outros investimentos que não se enquadram mais na estratégia do banco.
A melhoria das condições de crédito e as incertezas persistentes sobre as perspectivas para outros negócios voltados para o consumidor, como o banco de varejo e os negócios com hipotecas, levaram os executivos do Citigroup a considerar a transferência do braço de private label da Citi Holdings para um posto ao lado das principais operações com cartões de crédito do banco, segundo as fontes.
O novo pensamento do Citigroup também reflete as dificuldades que o banco pode ter encontrado para vender o negócio inteiro de uma vez, já que há relutância do setor bancário em se envolver em grandes aquisições, além dos desafios de se financiar um negócio independente.
As fontes disseram que o Citigroup pretende, primeiro, se desfazer da OneMain Financial, a unidade de empréstimos ao consumidor, e vender ou manter ativos adicionais abrigados na Citi Holdings, antes de chegar a uma decisão sobre a unidade de cartões private label.
O negócio encolheu junto com o resto da Citi Holdings. A divisão tinha US$ 41,3 bilhões em empréstimos no fim do primeiro trimestre, uma queda de 24% em relação ao mesmo período do ano passado. As perdas líquidas de crédito diminuíram 18% a US$ 1,1 bilhão nesse mesmo intervalo.
"Apesar do aumento significativo dos créditos em liquidação durante a recessão, os empréstimos no cartão de crédito continuam sendo uma das classes de ativos mais lucrativas financeiramente dentro do portfólio de um banco", escreveram esta semana analistas da Keefe, Bruyette & Woods em uma nota a clientes.
Mesmo assim, executivos do Citigroup vêm relutando em mudar de rumo, atentos ao fato de que as autoridades reguladoras poderiam criticar qualquer esforço para desfazer decisões tomadas pelo banco para conter os prejuízos e os riscos. O governo americano injetou US$ 45 bilhões no banco durante a crise para evitar um colapso.
"Por mais que tenhamos feito para melhorar o portfólio como um todo, a conservação dele ainda significaria que precisamos primeiro nos convencer de que o negócio de cartões de crédito de parceiros no varejo vai na verdade se enquadrar na estratégia do Citicorp", disse em abril John Gerspach, diretor financeiro do Citi, numa conferência telefônica com analistas. "E isso é uma decisão que não tomamos até agora."
Uma porta-voz do Citi não quis comentar o assunto ontem. O Citi emitiu mais de 33 mil cartões de grupos varejistas parceiros, perdendo apenas para a General Electric, segundo a Nilson Report. O Citi vendeu US$ 1,6 bilhão dos ativos administrados da divisão para a GE no ano passado.
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28 de jun. de 2011
HACKERS ROUBAM US$ 2,7 MILHÕES DE USUÁRIOS DE CARTÃO DE CRÉDITO
portal IDG Now! 27/06/2011 - IDG News Service
O Citigroup confirmou perdas de 2,7 milhões de dólares após crackers (hackers que usam seus conhecimentos para o crime) terem roubado números de cartões de crédito de seu site e utilizado dados sigilosos de clientes em fraudes.
A instituição financeira divulgou a falha no começo do mês. Recentemente, admitiu que os criminosos tinham capturado dados de 360 mil usuários de cartões de crédito nos Estados Unidos. Segundo a empresa, os hackers não tiveram acesso ao sistema central de processamento de cartões. Mesmo assim, conseguiram dados como números, nomes de usuários e endereços.
Até agora, não estava claro se algum esquema de fraude com essas informações tinha ocorrido, como resultado das informações obtidas. Com o anúncio do Citigroup, agora é possível saber que, até agora, 3,4 mil contas tiveram perdas, que se aproximam da casa dos 3 milhões de dólares. O banco afirma que os clientes não vão arcar com esse prejuízo.
Nos últimos meses, os hackers têm promovido uma série de ataques a empresas e instituições, entre elas Sony, FBI, FMI e Presidência da República do Brasil.
O Citigroup confirmou perdas de 2,7 milhões de dólares após crackers (hackers que usam seus conhecimentos para o crime) terem roubado números de cartões de crédito de seu site e utilizado dados sigilosos de clientes em fraudes.
A instituição financeira divulgou a falha no começo do mês. Recentemente, admitiu que os criminosos tinham capturado dados de 360 mil usuários de cartões de crédito nos Estados Unidos. Segundo a empresa, os hackers não tiveram acesso ao sistema central de processamento de cartões. Mesmo assim, conseguiram dados como números, nomes de usuários e endereços.
Até agora, não estava claro se algum esquema de fraude com essas informações tinha ocorrido, como resultado das informações obtidas. Com o anúncio do Citigroup, agora é possível saber que, até agora, 3,4 mil contas tiveram perdas, que se aproximam da casa dos 3 milhões de dólares. O banco afirma que os clientes não vão arcar com esse prejuízo.
Nos últimos meses, os hackers têm promovido uma série de ataques a empresas e instituições, entre elas Sony, FBI, FMI e Presidência da República do Brasil.
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17 de jun. de 2011
HACKERS CAPTURAM DADOS DE 360 MIL USUÁRIOS DE CARTÕES DE CRÉDITO
portal IDG Now 16/06/2011 - IDG News Service
O estrago foi maior que o divulgado. Mais de 360 mil contas de cartão de crédito do Citigroup foram atingidas por um ataque de crackers (hackers que usam seus conhecimentos para ações criminosas) realizado em maio. Segundo informações divulgadas no começo do mês pelo banco, “apenas” 210 mil clientes tinham sido afetados.
Segundo o procurador geral do estado de Connecticut (Estados Unidos), George Jepsen, as informações fornecidas pela instituição financeira foram incompletas. Essa atitude teria sido motivada para proteger os clientes afetados de potencial ataques de criminosos.
Como resposta às declarações de Jepsen, o Citigroup divulgou ontem (15/6) que os clientes não foram alvo de uso “não autorizado de suas contas” e que o sistema principal de processamento de cartões e outros serviços de online banking não foram comprometidos pelo ataque.
Informações bancárias como nome, número de conta e dados para contato de correntista, entre outras, foram capturadas pelos criminosos. Porém, o banco afirma que dados essenciais para fraudes, como data de nascimento, vencimento do cartão ou número de segurança não foram vistos pelos invasores.
Segundo o banco, outras informações sobre como o ataque aconteceu não serão divulgadas, pois a investigação exige esse sigilo. A instituição afirma que “aprimorou seus processos” para que isso não volte a acontecer. Mais de 210 mil contas tiveram seus cartões de crédito inutilizados, com novas unidades sendo enviadas aos usuários.
O banco tem sido criticado pela demora na divulgação para os correntistas de que seus dados foram capturados por criminosos. As informações reveladas na quarta confirmam que os clientes foram avisados no dia 3/6, mais de 20 dias depois de o Citigroup ter detectado a falha.
Vale lembrar também que, embora os hackers possam não ter obtido informações completas sobre os portadores de cartões, as informações de contato são suficientes para os golpistas tentarem obter mais dados, por meio de ataques direcionados.
O estrago foi maior que o divulgado. Mais de 360 mil contas de cartão de crédito do Citigroup foram atingidas por um ataque de crackers (hackers que usam seus conhecimentos para ações criminosas) realizado em maio. Segundo informações divulgadas no começo do mês pelo banco, “apenas” 210 mil clientes tinham sido afetados.
Segundo o procurador geral do estado de Connecticut (Estados Unidos), George Jepsen, as informações fornecidas pela instituição financeira foram incompletas. Essa atitude teria sido motivada para proteger os clientes afetados de potencial ataques de criminosos.
Como resposta às declarações de Jepsen, o Citigroup divulgou ontem (15/6) que os clientes não foram alvo de uso “não autorizado de suas contas” e que o sistema principal de processamento de cartões e outros serviços de online banking não foram comprometidos pelo ataque.
Informações bancárias como nome, número de conta e dados para contato de correntista, entre outras, foram capturadas pelos criminosos. Porém, o banco afirma que dados essenciais para fraudes, como data de nascimento, vencimento do cartão ou número de segurança não foram vistos pelos invasores.
Segundo o banco, outras informações sobre como o ataque aconteceu não serão divulgadas, pois a investigação exige esse sigilo. A instituição afirma que “aprimorou seus processos” para que isso não volte a acontecer. Mais de 210 mil contas tiveram seus cartões de crédito inutilizados, com novas unidades sendo enviadas aos usuários.
O banco tem sido criticado pela demora na divulgação para os correntistas de que seus dados foram capturados por criminosos. As informações reveladas na quarta confirmam que os clientes foram avisados no dia 3/6, mais de 20 dias depois de o Citigroup ter detectado a falha.
Vale lembrar também que, embora os hackers possam não ter obtido informações completas sobre os portadores de cartões, as informações de contato são suficientes para os golpistas tentarem obter mais dados, por meio de ataques direcionados.
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10 de jun. de 2011
HACKERS ACESSARAM INFORMAÇÕES DE CARTÃO DE CRÉDITO DE CLIENTES DO CITIBANK
portal TI Inside 09/06/2011
O Citigroup, grupo financeiro controlador do Citibank, confirmou nesta quinta-feira, 9, que hackers acessaram informações de cartão de crédito de dezenas de milhares de clientes nos Estados Unidos. Sean Kevelighan, porta-voz do banco para a América do Norte, disse que foi descoberta recentemente uma rotina de monitoramento de informações de contas e que 1% dos clientes da instituição financeira tiveram informações acessadas por cibercriminosos.
De acordo com o relatório de 2010, o Citi tem mais de 21 milhões de usuários de cartão de crédito da América do Norte. O banco não especificou exatamente quantas pessoas foram afetadas pela brecha do sistema que expôs informações de clientes. As informações relativas ao acesso não autorizado incluem nomes de titulares, os números de conta e endereço de e-mail, disse o Citi. Mas a brecha não comprometeu as informações pessoais adicionais, tais como números de CPF, data de nascimento, e os códigos de segurança do cartão ou vencimentos, segundo afirmou o porta-voz ao The Wall Street Journal. Ele acrescentou que os cartões de débito não foram afetados.
Segundo matéria do jornal Financial Times, a brecha ocorreu no "Citi Account Online", área on-line do banco em que é possível ver informações básicas do cliente como nome, número do cartão, telefone e e-mail. Segundo Kevelighan, o Citi está entrando em contato com os donos dos cartões afetados e que a empresa está empregando os meios necessários para que isso não aconteça novamente. "Para a segurança dos clientes afetados, nós não divulgaremos maiores detalhes sobre a brecha do sistema", disse.
O Citigroup, grupo financeiro controlador do Citibank, confirmou nesta quinta-feira, 9, que hackers acessaram informações de cartão de crédito de dezenas de milhares de clientes nos Estados Unidos. Sean Kevelighan, porta-voz do banco para a América do Norte, disse que foi descoberta recentemente uma rotina de monitoramento de informações de contas e que 1% dos clientes da instituição financeira tiveram informações acessadas por cibercriminosos.
De acordo com o relatório de 2010, o Citi tem mais de 21 milhões de usuários de cartão de crédito da América do Norte. O banco não especificou exatamente quantas pessoas foram afetadas pela brecha do sistema que expôs informações de clientes. As informações relativas ao acesso não autorizado incluem nomes de titulares, os números de conta e endereço de e-mail, disse o Citi. Mas a brecha não comprometeu as informações pessoais adicionais, tais como números de CPF, data de nascimento, e os códigos de segurança do cartão ou vencimentos, segundo afirmou o porta-voz ao The Wall Street Journal. Ele acrescentou que os cartões de débito não foram afetados.
Segundo matéria do jornal Financial Times, a brecha ocorreu no "Citi Account Online", área on-line do banco em que é possível ver informações básicas do cliente como nome, número do cartão, telefone e e-mail. Segundo Kevelighan, o Citi está entrando em contato com os donos dos cartões afetados e que a empresa está empregando os meios necessários para que isso não aconteça novamente. "Para a segurança dos clientes afetados, nós não divulgaremos maiores detalhes sobre a brecha do sistema", disse.
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28 de abr. de 2011
FOCO DO CITI SÃO AS EMPRESAS, DIZ PANDIT
jornal Valor Econômico 28/04/2011 - Luciana Seabra
Sem escala para competir com os grandes bancos locais de igual para igual e sem oportunidades relevantes de aquisição à disposição, o Citigroup parece ter deixado para trás a ideia de insistir numa estratégia para ganhar mercado no varejo bancário brasileiro. A julgar pelas palavras do CEO mundial do banco, Vikram Pandit, em passagem pelo Brasil para participar do Fórum Econômico Mundial, o foco agora são as empresas, principalmente as que pretendem internacionalizar seus negócios.
Em conversa com jornalistas, ontem, em São Paulo, as operações de varejo praticamente passaram ao largo da fala do executivo para definir a estratégia do banco no país. No varejo, o interesse é pelos cartões de crédito, setor em que a empresa atua com a respeitável Credicard, e pelo promissor mercado de financiamento da casa própria, para o qual o banco ainda parece não ter uma estratégia clara. "Nossa perspectiva é de que há muitas pessoas altamente qualificadas no Brasil que podem tomar crédito para comprar casas ou gerenciar suas finanças", disse Pandit. "A questão é como podemos contribuir para esse mercado", completou.
Numa iniciativa semelhante a de outros bancos com uma plataforma de negócios global, como o HSBC, o Citi, terceiro maior banco dos EUA, quer tirar proveito do crescente fluxo de capitais e mercadorias entre os países emergentes. "Estamos completamente focados nisso. Somos o único banco na Ásia, América Latina, África e leste da Europa com tamanho suficiente para conectar esses mercados emergentes", disse o CEO.
Nos planos do Citigroup para o Brasil, o destaque maior fica com as grandes companhias com planos de internacionalização. "O número de multinacionais brasileiras tem crescido e podemos auxiliar com nossas plataformas de comercialização global." Empreendedores menores, que desejam se conectar com a América Latina e outros países do mundo, também estão na mira.
Nos últimos cinco anos, o Citigroup dobrou o número de funcionários no país e, somente no mês passado, 340 pessoas foram contratadas. Segundo Pandit, alguns executivos foram trazidos de outras filiais e ainda há planos de contratação para o país.
O executivo afirmou que focar uma clientela global, que pensa internacionalmente, é parte da estratégia do banco.
Pandit citou também a possibilidade de oferecer serviços e produtos, como cartões de crédito, a uma classe média crescente nesses países emergentes, mas as operações de varejo receberam menos atenção em seu discurso.
No primeiro trimestre do ano, metade dos lucros no segmento Citicorp - que inclui as unidades de banco de varejo e banco de investimentos do grupo - veio dos mercados emergentes.
Apostar nesses mercados, de acordo com Pandit, é um segundo passo na estratégia da companhia, que passa por um processo de transformação nos últimos dois anos. A primeira etapa foi a organização financeira, já superada, segundo ele: "Nós estamos extremamente bem capitalizados".
No cenário brasileiro e de outros países emergentes, Pandit considerou que a inflação é uma questão com a qual se preocupar, com muitos operando na capacidade máxima ou acima dela. Ele vê, entretanto, uma oportunidade de negócio na situação macroeconômica brasileira, ao mirar a outra face do excesso de demanda: a escassez de oferta. "O crescimento é completamente dependente de resolver a questão da oferta no Brasil. A quantidade necessária de investimentos será enorme nos anos que virão", afirmou Pandit.
O Citigroup conta com as iniciativas das empresas no sentido de aumentar a capacidade produtiva para fomentar seus negócios no país. "O atendimento ao segmento coorporativo é uma parte crítica da nossa estratégia. As companhias não vão levantar o capital que precisam por bancos convencionais, vão ter que recorrer a um conjunto mais amplo de possibilidades", disse o CEO, considerando que o banco está capacitado para oferecer esses serviços.
Para o curto prazo, enquanto a capacidade produtiva não alcança a demanda, o executivo considerou que as autoridades monetárias brasileiras "estão endereçando corretamente a inflação" e que a pressão de preços não coloca em risco o crescimento brasileiro e, consequentemente, do banco: "Não é uma questão de crescer ou não, é de quantas oportunidades o Brasil vai aproveitar e a que passo".
Sem escala para competir com os grandes bancos locais de igual para igual e sem oportunidades relevantes de aquisição à disposição, o Citigroup parece ter deixado para trás a ideia de insistir numa estratégia para ganhar mercado no varejo bancário brasileiro. A julgar pelas palavras do CEO mundial do banco, Vikram Pandit, em passagem pelo Brasil para participar do Fórum Econômico Mundial, o foco agora são as empresas, principalmente as que pretendem internacionalizar seus negócios.
Em conversa com jornalistas, ontem, em São Paulo, as operações de varejo praticamente passaram ao largo da fala do executivo para definir a estratégia do banco no país. No varejo, o interesse é pelos cartões de crédito, setor em que a empresa atua com a respeitável Credicard, e pelo promissor mercado de financiamento da casa própria, para o qual o banco ainda parece não ter uma estratégia clara. "Nossa perspectiva é de que há muitas pessoas altamente qualificadas no Brasil que podem tomar crédito para comprar casas ou gerenciar suas finanças", disse Pandit. "A questão é como podemos contribuir para esse mercado", completou.
Numa iniciativa semelhante a de outros bancos com uma plataforma de negócios global, como o HSBC, o Citi, terceiro maior banco dos EUA, quer tirar proveito do crescente fluxo de capitais e mercadorias entre os países emergentes. "Estamos completamente focados nisso. Somos o único banco na Ásia, América Latina, África e leste da Europa com tamanho suficiente para conectar esses mercados emergentes", disse o CEO.
Nos planos do Citigroup para o Brasil, o destaque maior fica com as grandes companhias com planos de internacionalização. "O número de multinacionais brasileiras tem crescido e podemos auxiliar com nossas plataformas de comercialização global." Empreendedores menores, que desejam se conectar com a América Latina e outros países do mundo, também estão na mira.
Nos últimos cinco anos, o Citigroup dobrou o número de funcionários no país e, somente no mês passado, 340 pessoas foram contratadas. Segundo Pandit, alguns executivos foram trazidos de outras filiais e ainda há planos de contratação para o país.
O executivo afirmou que focar uma clientela global, que pensa internacionalmente, é parte da estratégia do banco.
Pandit citou também a possibilidade de oferecer serviços e produtos, como cartões de crédito, a uma classe média crescente nesses países emergentes, mas as operações de varejo receberam menos atenção em seu discurso.
No primeiro trimestre do ano, metade dos lucros no segmento Citicorp - que inclui as unidades de banco de varejo e banco de investimentos do grupo - veio dos mercados emergentes.
Apostar nesses mercados, de acordo com Pandit, é um segundo passo na estratégia da companhia, que passa por um processo de transformação nos últimos dois anos. A primeira etapa foi a organização financeira, já superada, segundo ele: "Nós estamos extremamente bem capitalizados".
No cenário brasileiro e de outros países emergentes, Pandit considerou que a inflação é uma questão com a qual se preocupar, com muitos operando na capacidade máxima ou acima dela. Ele vê, entretanto, uma oportunidade de negócio na situação macroeconômica brasileira, ao mirar a outra face do excesso de demanda: a escassez de oferta. "O crescimento é completamente dependente de resolver a questão da oferta no Brasil. A quantidade necessária de investimentos será enorme nos anos que virão", afirmou Pandit.
O Citigroup conta com as iniciativas das empresas no sentido de aumentar a capacidade produtiva para fomentar seus negócios no país. "O atendimento ao segmento coorporativo é uma parte crítica da nossa estratégia. As companhias não vão levantar o capital que precisam por bancos convencionais, vão ter que recorrer a um conjunto mais amplo de possibilidades", disse o CEO, considerando que o banco está capacitado para oferecer esses serviços.
Para o curto prazo, enquanto a capacidade produtiva não alcança a demanda, o executivo considerou que as autoridades monetárias brasileiras "estão endereçando corretamente a inflação" e que a pressão de preços não coloca em risco o crescimento brasileiro e, consequentemente, do banco: "Não é uma questão de crescer ou não, é de quantas oportunidades o Brasil vai aproveitar e a que passo".
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11 de abr. de 2011
CREDICARD FARÁ REFINANCIAMENTO DE IMÓVEIS
jornal Folha de S. Paulo 11/04/2011 – Carolina Matos
A Credicard, empresa de soluções de crédito do Citigroup, entra no nicho de refinanciamento de imóveis, em parceria com a Brazilian Mortgages, que pertence ao Grupo BFRE (Brazilian Finance Real Estate), do setor financeiro imobiliário.
Nesse tipo de empréstimo, o tomador do crédito -que pode ser utilizado para qualquer finalidade- deixa como garantia um imóvel que esteja em seu nome.
Esse é um segmento ainda incipiente no Brasil.
Nos últimos anos, outras instituições começaram a oferecer produtos nessa linha, como HSBC, Itaú e Bradesco. Mas o segmento segue pouco expressivo no mercado de crédito do país.
"No exterior, como nos EUA, a participação desse tipo de empréstimo no total do crédito imobiliário supera 60%", diz Fabio Nogueira, sócio-fundador e diretor da BFRE.
Contudo, é importante lembrar que a falta de controle sobre a qualidade do crédito foi o motor da crise que explodiu no mercado de hipotecas norte-americano e se alastrou para todo o sistema financeiro mundial.
Para evitar esse tipo de situação, dizem Credicard e BFRE, "há limites seguros" para o financiamento oferecido: a quantia não pode ultrapassar 50% do valor do imóvel e o comprometimento da renda familiar para o pagamento da dívida não pode ser maior que 30%.
Além disso, o valor do empréstimo, que começa em R$ 25 mil, pode chegar a, no máximo, R$ 750 mil.
"O brasileiro está aprendendo a se endividar, com um controle maior. Queremos oferecer todas as alternativas para que o consumidor selecione a mais adequada", explica Leonel Andrade, presidente da Credicard, que começou a investir em crédito pessoal em 2009.
GARANTIA
Na avaliação de Gilberto Braga, consultor e professor de finanças do Ibmec-RJ, o desenvolvimento do refinanciamento imobiliário no país é positivo. Por existir uma "garantia real", que é o imóvel, as taxas de juros tendem a ser menores do que outras praticadas no mercado.
Mas Braga alerta: esse tipo de crédito não é feito para "rolar outras dívidas". "O tomador do empréstimo tem que ter planejamento e certeza de que vai conseguir honrar o compromisso. Caso contrário, corre o risco de perder a casa", diz.
O consumidor deve lembrar que, na operação, o imóvel passa a pertencer ao credor por alienação fiduciária (mesmo mecanismo usado no financiamento para compra de imóveis e veículos) até a quitação da dívida.
Nesse caso, a execução da garantia (tomada do imóvel pelo credor) em caso de não-pagamento do débito é assegurada por lei.
A Credicard, empresa de soluções de crédito do Citigroup, entra no nicho de refinanciamento de imóveis, em parceria com a Brazilian Mortgages, que pertence ao Grupo BFRE (Brazilian Finance Real Estate), do setor financeiro imobiliário.
Nesse tipo de empréstimo, o tomador do crédito -que pode ser utilizado para qualquer finalidade- deixa como garantia um imóvel que esteja em seu nome.
Esse é um segmento ainda incipiente no Brasil.
Nos últimos anos, outras instituições começaram a oferecer produtos nessa linha, como HSBC, Itaú e Bradesco. Mas o segmento segue pouco expressivo no mercado de crédito do país.
"No exterior, como nos EUA, a participação desse tipo de empréstimo no total do crédito imobiliário supera 60%", diz Fabio Nogueira, sócio-fundador e diretor da BFRE.
Contudo, é importante lembrar que a falta de controle sobre a qualidade do crédito foi o motor da crise que explodiu no mercado de hipotecas norte-americano e se alastrou para todo o sistema financeiro mundial.
Para evitar esse tipo de situação, dizem Credicard e BFRE, "há limites seguros" para o financiamento oferecido: a quantia não pode ultrapassar 50% do valor do imóvel e o comprometimento da renda familiar para o pagamento da dívida não pode ser maior que 30%.
Além disso, o valor do empréstimo, que começa em R$ 25 mil, pode chegar a, no máximo, R$ 750 mil.
"O brasileiro está aprendendo a se endividar, com um controle maior. Queremos oferecer todas as alternativas para que o consumidor selecione a mais adequada", explica Leonel Andrade, presidente da Credicard, que começou a investir em crédito pessoal em 2009.
GARANTIA
Na avaliação de Gilberto Braga, consultor e professor de finanças do Ibmec-RJ, o desenvolvimento do refinanciamento imobiliário no país é positivo. Por existir uma "garantia real", que é o imóvel, as taxas de juros tendem a ser menores do que outras praticadas no mercado.
Mas Braga alerta: esse tipo de crédito não é feito para "rolar outras dívidas". "O tomador do empréstimo tem que ter planejamento e certeza de que vai conseguir honrar o compromisso. Caso contrário, corre o risco de perder a casa", diz.
O consumidor deve lembrar que, na operação, o imóvel passa a pertencer ao credor por alienação fiduciária (mesmo mecanismo usado no financiamento para compra de imóveis e veículos) até a quitação da dívida.
Nesse caso, a execução da garantia (tomada do imóvel pelo credor) em caso de não-pagamento do débito é assegurada por lei.
5 de abr. de 2011
BRAÇO DE CRÉDITO DO CITI RECEBE PROPOSTAS
jornal Valor Econômico 05/04/2011 - Justin Baer e Helen Thomas (Financial Times)
O Citigroup deu um passo a mais rumo à venda de sua divisão de crédito ao consumidor, ao obter pelo menos três ofertas de compra de cerca de US$ 2 bilhões apresentadas por grupos de participações.
As raízes da divisão remontam ao Commercial Credit, a base sobre a qual o ex-presidente do conselho administrativo do Citi, Sandy Weil, construiu seu império financeiro. Mas quando o banco separou divisões e ativos que não se encaixavam em sua estratégia pós-crise, a divisão - denominada até recentemente CitiFinancial - estava entre as destinadas para venda. Na semana passada pelo menos três consórcios de empresas de participações apresentaram ofertas de compra, na segunda rodada do leilão pelo qual o Citi ofertou a divisão, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. O banco realizará uma terceira rodada antes de pedir lances definitivos, disseram essas pessoas.
Um dos grupos englobava, entre outros, o Blackstone Group, o Carlyle e a Brysam Global Parners, o grupo administrado por Robert Willumstad e Marjorie Magner, ex-braços direitos de Weill, informaram essas fontes próximas ao negócio. A Clayton Dubilier & Rice e a Onyx formam o segundo consórcio, enquanto a Apollo Management e a JC Flowers participavam, entre outros, do terceiro grupo, disseram essas fontes.
Os consórcios apresentaram ofertas de compra que se aproximaram ou corresponderam aos US$ 2 bilhões pedidos pelo Citi pela venda, o valor contábil da divisão. Embora as ofertas chamem a atenção para a crescente demanda por divisões de crédito ao consumidor, muitos dos virtuais compradores continuam céticos quanto à sua capacidade de solucionar o principal desafio que desconcertou muitas instituições financeiras desde a crise: o de como custear uma empresa de crédito incapaz de atrair depósitos baratos.
Em agosto, o Fortess Investment Group comprou 80% do braço de crédito ao consumidor da AIG, a American General Finance, por uma parcela do valor contábil da divisão, de US$ 2,1 bilhões. A AIG registrou um prejuízo de US$ 1,9 bilhão sobre a venda.
A permanência da incerteza que cerca o custeio do CitiFinancial - e as expectativas de preço do Citi - fizeram com que pelo menos um comprador potencial, a Warburg Pincus, perdesse o entusiasmo pelo negócio. De sua parte, o Citi deu indícios de que estaria disposto a ajudar a custear a divisão por algum tempo depois da venda, disseram as pessoas consultadas.
O banco fechou mais de 300 agências do CitiFinancial, deixou de conceder empréstimos em 184 outras e rebatizou as 1.500 restantes de OneMain Financial. A divisão tem 2 milhões de clientes. A venda representará mais um afastamento em relação à estratégia abraçada por Weill, que transformou a Commercial Credit na maior empresa americana de crédito ao consumidor.
O Citigroup deu um passo a mais rumo à venda de sua divisão de crédito ao consumidor, ao obter pelo menos três ofertas de compra de cerca de US$ 2 bilhões apresentadas por grupos de participações.
As raízes da divisão remontam ao Commercial Credit, a base sobre a qual o ex-presidente do conselho administrativo do Citi, Sandy Weil, construiu seu império financeiro. Mas quando o banco separou divisões e ativos que não se encaixavam em sua estratégia pós-crise, a divisão - denominada até recentemente CitiFinancial - estava entre as destinadas para venda. Na semana passada pelo menos três consórcios de empresas de participações apresentaram ofertas de compra, na segunda rodada do leilão pelo qual o Citi ofertou a divisão, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. O banco realizará uma terceira rodada antes de pedir lances definitivos, disseram essas pessoas.
Um dos grupos englobava, entre outros, o Blackstone Group, o Carlyle e a Brysam Global Parners, o grupo administrado por Robert Willumstad e Marjorie Magner, ex-braços direitos de Weill, informaram essas fontes próximas ao negócio. A Clayton Dubilier & Rice e a Onyx formam o segundo consórcio, enquanto a Apollo Management e a JC Flowers participavam, entre outros, do terceiro grupo, disseram essas fontes.
Os consórcios apresentaram ofertas de compra que se aproximaram ou corresponderam aos US$ 2 bilhões pedidos pelo Citi pela venda, o valor contábil da divisão. Embora as ofertas chamem a atenção para a crescente demanda por divisões de crédito ao consumidor, muitos dos virtuais compradores continuam céticos quanto à sua capacidade de solucionar o principal desafio que desconcertou muitas instituições financeiras desde a crise: o de como custear uma empresa de crédito incapaz de atrair depósitos baratos.
Em agosto, o Fortess Investment Group comprou 80% do braço de crédito ao consumidor da AIG, a American General Finance, por uma parcela do valor contábil da divisão, de US$ 2,1 bilhões. A AIG registrou um prejuízo de US$ 1,9 bilhão sobre a venda.
A permanência da incerteza que cerca o custeio do CitiFinancial - e as expectativas de preço do Citi - fizeram com que pelo menos um comprador potencial, a Warburg Pincus, perdesse o entusiasmo pelo negócio. De sua parte, o Citi deu indícios de que estaria disposto a ajudar a custear a divisão por algum tempo depois da venda, disseram as pessoas consultadas.
O banco fechou mais de 300 agências do CitiFinancial, deixou de conceder empréstimos em 184 outras e rebatizou as 1.500 restantes de OneMain Financial. A divisão tem 2 milhões de clientes. A venda representará mais um afastamento em relação à estratégia abraçada por Weill, que transformou a Commercial Credit na maior empresa americana de crédito ao consumidor.
21 de mar. de 2011
APOSTA NOS EMERGENTES É UM RISCO PARA O CITI
jornal Valor Econômico 21/03/2011 - Donal Griffin (Bloomberg News)
Vikram Pandit, que conduziu o Citigroup em meio ao pacote de resgate do governo de US$ 45 bilhões, apostou o futuro do banco nos mercados emergentes - justamente quando os investidores estão se retirando.
O Citigroup, terceira maior instituição de crédito dos Estados Unidos em ativos, agora ganha mais da metade de seus lucros em países em desenvolvimento, afirmou o executivo-chefe Pandit em conferência, no dia 9 de março, em Nova York. O banco ampliou seus ativos na América Latina e Ásia em 16%, para mais de US$ 470 bilhões em 2010, ganhando mais clientes em países como Brasil, México e Índia.
Em junho de 2009, Pandit, de 54 anos, previu que o Citigroup se tornaria a "maior empresa de serviços financeiros em mercados emergentes", uma aposta de longo prazo que poderia ser acertada, se os índices de crescimento continuarem nas alturas. A expansão, que coincide com dois informes de autoridades reguladoras questionando a capacidade da empresa em administrar riscos, poderia tornar o Citigroup mais vulnerável do que os demais bancos dos EUA.
Com a inflação em alta ameaçando o crescimento dos países em desenvolvimento, os investidores retiraram mais de US$ 21 bilhões de fundos de renda variável de mercados emergentes, o equivalente a 22% do fluxo de entrada em 2010, segundo a empresa de análises financeiras EPFR Global. O índice MSCI EM, que acompanha as ações de 812 empresas em países como Brasil e Índia, caiu 2,9% no acumulado deste ano, depois de mais de dobrar nos dois anos anteriores.
O Citigroup, que no passado teve tropeços no Japão e América Latina, cujos custos foram de pelo menos US$ 4 bilhões em baixas contábeis, atualmente opera em mais de cem países. Possui mais de 50 mil funcionários na Ásia e 28 milhões de clientes na América Latina, de acordo com o site do banco nova-iorquino.
Em fevereiro, Pandit, que não quis se entrevistado para esta reportagem, reconheceu em discurso em Nova York que muitas economias emergentes vêm "operando com sua capacidade [máxima] ou perto disso e que há o risco de sobreaquecimento".
O executivo, no entanto, arquitetou sua estratégia nos países emergentes com o objetivo de longo prazo de aproveitar a ascensão de uma nova classe média. Os consumidores na Ásia em desenvolvimento podem gastar US$ 32 trilhões em 2030, em comparação ao consumo de US$ 4,3 trilhões divulgado no fim de 2008, segundo informe do Banco de Desenvolvimento Asiático (ADB, na sigla em inglês), de agosto de 2010.
As ações do banco caíram 12% desde 14 de janeiro, quando atingiram a maior cotação em 16 meses, em parte pela "desaceleração potencial nas economias emergentes", segundo escreveu o analista Richard Bove, da Rochdale Securities, em informe de 2 de março. Bove recomenda a "compra" das ações do Citigroup. Os papéis do Standard Chartered Plc, um dos rivais de Pandit pelo domínio bancário nos mercados emergentes, caíram 6,8% no mesmo período, enquanto os do HSBC Holdings Plc recuaram 8,4%.
O Citigroup registrou lucro líquido de US$ 10,6 bilhões em 2010, primeiro ano rentável do banco desde que Pandit se tornou executivo-chefe em dezembro de 2007. Os resultados foram impulsionados pela área de banco ao consumidor na Ásia e América Latina, onde o lucro líquido mais do que dobrou para US$ 4,1 bilhões, graças ao aumento na concessão de créditos, em comparação a uma queda de 17% nos negócios nos EUA.
Na América Latina, sob o comando de Manuel Medina-Mora, chefe de banco ao consumidor nas Américas, o Citigroup elevou a concessão de créditos imobiliários residenciais e comerciais em 31%, para US$ 16 bilhões, no ano passado, em relação a 2009.
"Sempre que vejo taxas de crescimento que superam substancialmente a média, é uma bandeira vermelha", disse David Knutson, analista sênior, em Chicago, da Legal & General Investment Management America, que administra US$ 18,5 bilhões, incluindo US$ 85,3 milhões, em bônus do Citigroup, segundo dados da Bloomberg. "É sinal de que você precisa examinar como se está alcançando esse crescimento."
A expansão liderada por Pandit na carteira de créditos do Citigroup nos mercados emergentes ocorre enquanto o banco está sujeito a um memorando de entendimento (MOU, na sigla em inglês) de um dos reguladores americanos, o Gabinete de Controladoria da Moeda (OCC, que supervisiona os bancos nos EUA). Um MOU é uma exigência de cumprimento em que o banco se compromete a solucionar algo que desagradou aos reguladores.
O MOU está em vigor desde junho de 2008 e refere-se a "fragilidades na gestão de risco", de acordo com informe da Comissão de Investigação da Crise Financeira (FCIC), dos EUA, divulgado em janeiro.
"Qualquer MOU me dá dor de estômago", disse Knutson, da Legal & General. "Isso é agravado no caso do Citibank, quando se tem uma instituição que vai, não do Maine ao Alasca, mas que esse estende globalmente."
Em janeiro de 2009, o Fed regional de Nova York conferiu uma nota de vigilância ao Citigroup de 4, em uma escala de 1 a 5 (5 sendo a pior nota), por "fragilidades substanciais na capacidade da firma e de seus sistemas para monitorar suas vulnerabilidades-chave", segundo documento divulgado pelo FCIC.
"Desde que Vikram Pandit se tornou executivo-chefe, o Citi agregou recursos e talentos significativos para a equipe de gestão de risco e remodelou seus processos e a estrutura de risco", disse Shannon Bell, porta-voz do banco, em comunicado por e-mail. "Como resultado acreditamos ter a cultura, procedimentos e processos de gestão de risco adequados em vigor para administrar os planos de crescimento pelo mundo."
Um teste da estratégia de Pandit poderá acontecer no Brasil, maior economia na América Latina, que cresceu 7,5% no ano passado e onde as autoridades econômicas agiram recentemente no sentido de evitar uma bolha de crédito. O banco ampliou sua exposição internacional no Brasil em 64%, para US$ 16,9 bilhões ano passado, de acordo com documentos encaminhados à agência competente.
A unidade brasileira do Citigroup é dirigida por Gustavo Marín, que se reporta a Medina-Mora. Ela emprega mais de 6 mil pessoas, segundo o site do banco. Através de sua subsidiária Credicard, o Citigroup agora controla entre "7% e 8%" do mercado de cartões de crédito, disse Medina-Mora em entrevista em dezembro, em Nova York.
"Nós vemos o sistema financeiro brasileiro como muito sólido, muito saudável, muito bem supervisionado", disse Medina-Mora, em dezembro. "Nossa operação lá está indo muito bem - em expansão, crescendo com o crescimento do país."
Naquele mesmo mês, enfrentando seus mais altos níveis de inflação em cinco anos, o banco central brasileiro tomou medidas para reduzir os empréstimos ao consumidor. A inadimplência inferior a 90 dias nos empréstimos ao consumidor subiu para 5,9% em janeiro, de 5,3% em dezembro, informou o banco central. Os preços médios das casas em São Paulo e no Rio de Janeiro saltaram 81% e 99%, respectivamente, nos últimos três anos, segundo a Fundação Instituto Pesquisas Econômicas.
Os empréstimos do Citigroup no Brasil são "mais arriscados que os de seus concorrentes", porque 70% de seus empréstimos no varejo são vinculados à operação de cartões de crédito, segundo relatório divulgado ontem pela empresa de classificação de crédito Standard & Poor's, confirmando a perspectiva estável do banco.
"Embora o banco cumpra rigorosas diretrizes e políticas definidas por comissões [internas], seu nível geral de ativos com desempenho insatisfatório têm sido historicamente superior à média no setor, assim como os prejuízos vinculados à concessão de crédito", escreveu Vitor Garcia, um analista de crédito.
O dinheiro ganho com clientes brasileiros do banco deve compensar o aumento da inadimplência, disse Simon Nocera, ex-economista do Fundo Monetário Internacional e um dos fundadores do fundo de hedge Lumen Advisors LLC, de San Francisco, que não possui ações do Citigroup. Com as taxas de juros locais em mais de 11%, um banco brasileiro pode obter retorno aproximado de 2,5% sobre seus ativos, disse ele. Isso é cinco vezes o que a operação bancária varejista do Citigroup na América do Norte conseguiu em 2010.
Um país rico em commodities, como o Brasil, continuará a prosperar se os preços do ferro, aço e petróleo prosseguirem em alta devido à demanda chinesa, afirmou Nocera.
"Estou confiante em que os preços das commodities vão continuar a subir nos próximos anos", disse Bove, analista da Rochdale Securities. "Se você me disser que os preços das commodities vão cair, eu ficaria muito preocupado com o Brasil, com a América Latina e com a posição do Citigroup nessas regiões".
Vikram Pandit, que conduziu o Citigroup em meio ao pacote de resgate do governo de US$ 45 bilhões, apostou o futuro do banco nos mercados emergentes - justamente quando os investidores estão se retirando.
O Citigroup, terceira maior instituição de crédito dos Estados Unidos em ativos, agora ganha mais da metade de seus lucros em países em desenvolvimento, afirmou o executivo-chefe Pandit em conferência, no dia 9 de março, em Nova York. O banco ampliou seus ativos na América Latina e Ásia em 16%, para mais de US$ 470 bilhões em 2010, ganhando mais clientes em países como Brasil, México e Índia.
Em junho de 2009, Pandit, de 54 anos, previu que o Citigroup se tornaria a "maior empresa de serviços financeiros em mercados emergentes", uma aposta de longo prazo que poderia ser acertada, se os índices de crescimento continuarem nas alturas. A expansão, que coincide com dois informes de autoridades reguladoras questionando a capacidade da empresa em administrar riscos, poderia tornar o Citigroup mais vulnerável do que os demais bancos dos EUA.
Com a inflação em alta ameaçando o crescimento dos países em desenvolvimento, os investidores retiraram mais de US$ 21 bilhões de fundos de renda variável de mercados emergentes, o equivalente a 22% do fluxo de entrada em 2010, segundo a empresa de análises financeiras EPFR Global. O índice MSCI EM, que acompanha as ações de 812 empresas em países como Brasil e Índia, caiu 2,9% no acumulado deste ano, depois de mais de dobrar nos dois anos anteriores.
O Citigroup, que no passado teve tropeços no Japão e América Latina, cujos custos foram de pelo menos US$ 4 bilhões em baixas contábeis, atualmente opera em mais de cem países. Possui mais de 50 mil funcionários na Ásia e 28 milhões de clientes na América Latina, de acordo com o site do banco nova-iorquino.
Em fevereiro, Pandit, que não quis se entrevistado para esta reportagem, reconheceu em discurso em Nova York que muitas economias emergentes vêm "operando com sua capacidade [máxima] ou perto disso e que há o risco de sobreaquecimento".
O executivo, no entanto, arquitetou sua estratégia nos países emergentes com o objetivo de longo prazo de aproveitar a ascensão de uma nova classe média. Os consumidores na Ásia em desenvolvimento podem gastar US$ 32 trilhões em 2030, em comparação ao consumo de US$ 4,3 trilhões divulgado no fim de 2008, segundo informe do Banco de Desenvolvimento Asiático (ADB, na sigla em inglês), de agosto de 2010.
As ações do banco caíram 12% desde 14 de janeiro, quando atingiram a maior cotação em 16 meses, em parte pela "desaceleração potencial nas economias emergentes", segundo escreveu o analista Richard Bove, da Rochdale Securities, em informe de 2 de março. Bove recomenda a "compra" das ações do Citigroup. Os papéis do Standard Chartered Plc, um dos rivais de Pandit pelo domínio bancário nos mercados emergentes, caíram 6,8% no mesmo período, enquanto os do HSBC Holdings Plc recuaram 8,4%.
O Citigroup registrou lucro líquido de US$ 10,6 bilhões em 2010, primeiro ano rentável do banco desde que Pandit se tornou executivo-chefe em dezembro de 2007. Os resultados foram impulsionados pela área de banco ao consumidor na Ásia e América Latina, onde o lucro líquido mais do que dobrou para US$ 4,1 bilhões, graças ao aumento na concessão de créditos, em comparação a uma queda de 17% nos negócios nos EUA.
Na América Latina, sob o comando de Manuel Medina-Mora, chefe de banco ao consumidor nas Américas, o Citigroup elevou a concessão de créditos imobiliários residenciais e comerciais em 31%, para US$ 16 bilhões, no ano passado, em relação a 2009.
"Sempre que vejo taxas de crescimento que superam substancialmente a média, é uma bandeira vermelha", disse David Knutson, analista sênior, em Chicago, da Legal & General Investment Management America, que administra US$ 18,5 bilhões, incluindo US$ 85,3 milhões, em bônus do Citigroup, segundo dados da Bloomberg. "É sinal de que você precisa examinar como se está alcançando esse crescimento."
A expansão liderada por Pandit na carteira de créditos do Citigroup nos mercados emergentes ocorre enquanto o banco está sujeito a um memorando de entendimento (MOU, na sigla em inglês) de um dos reguladores americanos, o Gabinete de Controladoria da Moeda (OCC, que supervisiona os bancos nos EUA). Um MOU é uma exigência de cumprimento em que o banco se compromete a solucionar algo que desagradou aos reguladores.
O MOU está em vigor desde junho de 2008 e refere-se a "fragilidades na gestão de risco", de acordo com informe da Comissão de Investigação da Crise Financeira (FCIC), dos EUA, divulgado em janeiro.
"Qualquer MOU me dá dor de estômago", disse Knutson, da Legal & General. "Isso é agravado no caso do Citibank, quando se tem uma instituição que vai, não do Maine ao Alasca, mas que esse estende globalmente."
Em janeiro de 2009, o Fed regional de Nova York conferiu uma nota de vigilância ao Citigroup de 4, em uma escala de 1 a 5 (5 sendo a pior nota), por "fragilidades substanciais na capacidade da firma e de seus sistemas para monitorar suas vulnerabilidades-chave", segundo documento divulgado pelo FCIC.
"Desde que Vikram Pandit se tornou executivo-chefe, o Citi agregou recursos e talentos significativos para a equipe de gestão de risco e remodelou seus processos e a estrutura de risco", disse Shannon Bell, porta-voz do banco, em comunicado por e-mail. "Como resultado acreditamos ter a cultura, procedimentos e processos de gestão de risco adequados em vigor para administrar os planos de crescimento pelo mundo."
Um teste da estratégia de Pandit poderá acontecer no Brasil, maior economia na América Latina, que cresceu 7,5% no ano passado e onde as autoridades econômicas agiram recentemente no sentido de evitar uma bolha de crédito. O banco ampliou sua exposição internacional no Brasil em 64%, para US$ 16,9 bilhões ano passado, de acordo com documentos encaminhados à agência competente.
A unidade brasileira do Citigroup é dirigida por Gustavo Marín, que se reporta a Medina-Mora. Ela emprega mais de 6 mil pessoas, segundo o site do banco. Através de sua subsidiária Credicard, o Citigroup agora controla entre "7% e 8%" do mercado de cartões de crédito, disse Medina-Mora em entrevista em dezembro, em Nova York.
"Nós vemos o sistema financeiro brasileiro como muito sólido, muito saudável, muito bem supervisionado", disse Medina-Mora, em dezembro. "Nossa operação lá está indo muito bem - em expansão, crescendo com o crescimento do país."
Naquele mesmo mês, enfrentando seus mais altos níveis de inflação em cinco anos, o banco central brasileiro tomou medidas para reduzir os empréstimos ao consumidor. A inadimplência inferior a 90 dias nos empréstimos ao consumidor subiu para 5,9% em janeiro, de 5,3% em dezembro, informou o banco central. Os preços médios das casas em São Paulo e no Rio de Janeiro saltaram 81% e 99%, respectivamente, nos últimos três anos, segundo a Fundação Instituto Pesquisas Econômicas.
Os empréstimos do Citigroup no Brasil são "mais arriscados que os de seus concorrentes", porque 70% de seus empréstimos no varejo são vinculados à operação de cartões de crédito, segundo relatório divulgado ontem pela empresa de classificação de crédito Standard & Poor's, confirmando a perspectiva estável do banco.
"Embora o banco cumpra rigorosas diretrizes e políticas definidas por comissões [internas], seu nível geral de ativos com desempenho insatisfatório têm sido historicamente superior à média no setor, assim como os prejuízos vinculados à concessão de crédito", escreveu Vitor Garcia, um analista de crédito.
O dinheiro ganho com clientes brasileiros do banco deve compensar o aumento da inadimplência, disse Simon Nocera, ex-economista do Fundo Monetário Internacional e um dos fundadores do fundo de hedge Lumen Advisors LLC, de San Francisco, que não possui ações do Citigroup. Com as taxas de juros locais em mais de 11%, um banco brasileiro pode obter retorno aproximado de 2,5% sobre seus ativos, disse ele. Isso é cinco vezes o que a operação bancária varejista do Citigroup na América do Norte conseguiu em 2010.
Um país rico em commodities, como o Brasil, continuará a prosperar se os preços do ferro, aço e petróleo prosseguirem em alta devido à demanda chinesa, afirmou Nocera.
"Estou confiante em que os preços das commodities vão continuar a subir nos próximos anos", disse Bove, analista da Rochdale Securities. "Se você me disser que os preços das commodities vão cair, eu ficaria muito preocupado com o Brasil, com a América Latina e com a posição do Citigroup nessas regiões".
8 de dez. de 2010
NOVO CREDENCIADOR, CITI QUER R$ 200 BI DO SETOR ATÉ 2015
portal Brasil Econômico 08/12/2010 - Thais Folego
A Credicard, empresa do Citigroup, e a americana Elavon anunciaram uma joint-venture para atuar no mercado de credenciamento de cartões, concorrendo diretamente com Cielo e Redecard.
A meta é ter 15% do faturamento desse mercado em cinco anos, segundo Leonel Andrade, presidente da Credicard.
Isso significa que até 2015 a nova empresa deve ter receitas de R$ 200 bilhões, já que este ano o mercado deve fechar com faturamento de R$ 530 bilhões, e cresce cerca de 20% ao ano.
"Participamos por muitos anos nesse mercado por meio da Redecard e a mudança do marco regulatório permitiu nossa entrada novamente", diz Gustavo Marin, presidente do Citi Brasil, se referindo ao fim da exclusividade entre Visa e Cielo em primeiro de julho deste ano.
Citi vendeu a participação de 17% que detinha na Redecard no início de 2009.
Subsidiária do U.S. Bancorp, a processadora Elavon atua em cerca de 30 países, onde atende cerca de 1 milhão de varejistas.
A companhia processa duas bilhões de transações por ano, com volume de US$ 200 bilhões.
"Estamos trazendo para o Brasil uma plataforma global de pagamentos, que é muito competitiva do ponto de vista de custo e soluções", diz Mike Passila, presidente da Elavon.
Nesta tarde, as ações de Cielo subiam 0,40% e as da Redecard caiam 0,18%, enquanto o Ibovespa apresentava variação negativa de 1,31%.
A Credicard, empresa do Citigroup, e a americana Elavon anunciaram uma joint-venture para atuar no mercado de credenciamento de cartões, concorrendo diretamente com Cielo e Redecard.
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| Leonel Andrade, presidente da Credicard: meta é ter 15% do faturamento desse mercado em cinco anos |
A meta é ter 15% do faturamento desse mercado em cinco anos, segundo Leonel Andrade, presidente da Credicard.
Isso significa que até 2015 a nova empresa deve ter receitas de R$ 200 bilhões, já que este ano o mercado deve fechar com faturamento de R$ 530 bilhões, e cresce cerca de 20% ao ano.
"Participamos por muitos anos nesse mercado por meio da Redecard e a mudança do marco regulatório permitiu nossa entrada novamente", diz Gustavo Marin, presidente do Citi Brasil, se referindo ao fim da exclusividade entre Visa e Cielo em primeiro de julho deste ano.
Citi vendeu a participação de 17% que detinha na Redecard no início de 2009.
Subsidiária do U.S. Bancorp, a processadora Elavon atua em cerca de 30 países, onde atende cerca de 1 milhão de varejistas.
A companhia processa duas bilhões de transações por ano, com volume de US$ 200 bilhões.
"Estamos trazendo para o Brasil uma plataforma global de pagamentos, que é muito competitiva do ponto de vista de custo e soluções", diz Mike Passila, presidente da Elavon.
Nesta tarde, as ações de Cielo subiam 0,40% e as da Redecard caiam 0,18%, enquanto o Ibovespa apresentava variação negativa de 1,31%.
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