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17 de jun. de 2011

CREDENCIADORAS DISPUTAM GRANDE VAREJO

jornal Valor Econômico 16/06/2011 - Adriana Cotias

Em 1º de novembro, o grupo Tellerina, que reúne as lojas da joalheria Vivara e a de móveis e artigos para o lar Etna, virou a chave dos seus caixas para usar apenas uma rede de captura de cartões de crédito e débito. Depois de meses de conversas com as duas principais credenciadoras de estabelecimentos comerciais, a eleita foi a Cielo, que passou a ser responsável por todo o movimento das mais de 100 lojas do grupo. Nas negociações, o grupo conseguiu uma redução média de 11% a 13% na taxa descontada por transação, economia significativa para quem tem nos meios eletrônicos de pagamento 85% do faturamento anual, que roda na casa do R$ 1 bilhão.

"Gastávamos com marketing um pouco mais do que o dobro do que pagávamos para as operadoras de cartões, havia uma discrepância grande de custos", diz o gerente financeiro do grupo Tellerina, Rodrigo Domingues.

A conexão com a Redecard ainda está nos terminais financeiros das lojas e o contrato assinado com a Cielo deixou uma porta de saída para qualquer uma das partes, sem um prazo. A intenção é rever as condições anualmente e, para tanto, Domingues diz que, após a as falhas na Redecard no Natal de 2009, monitora o nível de serviços prestados pela empresa em outras varejistas e que também topa conversar com novos participantes do setor.

Tal liberdade só se tornou possível graças à quebra da exclusividade da Cielo com a bandeira Visa, que completa um ano em 1º de julho. Antes, qualquer lojista que quisesse receber o pagamento dos seus clientes com cartões Visa era obrigado a contratar os serviços da Cielo e o mesmo valia para as unidades MasterCard, que só passavam nas máquinas da Redecard. A abertura, provocada por pressão do governo, possibilitou a entrada de novos competidores num setor de margens ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização), que ainda esbarram nos 60% (da receita).

Além das redes de captura internacionais que já anunciaram a entrada no segmento, caso das americanas Elavon (com o Citi), Global Payments e First Data, Santander e Banrisul já estão atuando nessa área. O baixo uso dos cartões no consumo privado brasileiro (25%) e o crescimento a taxas anuais de 20% encorajam a incursão dos estreantes, num setor que deve movimentar este ano mais de R$ 600 bilhões.

Grupos como o grupo Tellerina, de maior porte, passam agora a entrar no radar do Santander, que inicialmente havia declarado interesse em abordar apenas pequenas e médias empresas. O banco passou a combinar serviços bancários com captura de cartões, sob o suporte tecnológico da processadora gaúcha GetNet, no ano passado. Agora o banco quer entrar na disputa pelas grandes redes de varejo. A tecnologia, que antes era limitada à captura via POS, já está pronta para os terminais financeiros usados pelos varejistas de maior porte.

"É um processo natural no nosso plano de negócios", diz o diretor da divisão de cartões do Santander, Cassius Schymura. "Para chegarmos à cota de mercado de 10% que almejamos até 2013, precisamos ter o volume das grandes cadeias." Alguns varejistas tradicionais já começaram a testar a tecnologia da GetNet no segundo trimestre e a, partir do segundo semestre, o banco espera fechar seus primeiros contratos.

Apesar de a disputa entre Cielo e Redecard para defender fatias do mercado ter derrubado preços de maneira expressiva, Schymura acredita ter cacife para lutar pelo seu quinhão. "A gente negocia numa relação de banco, com clientes com quem já temos a folha de pagamento, a gestão do caixa. O foco é ganhar rentabilidade por aumentar o relacionamento como um todo, não é só a perna da captura das transações."

O executivo argumenta que, diferentemente das duas maiores credenciadoras, em que as renegociações já mostraram peso significativo nos resultados, o Santander tem condições de agir com mais flexibilidade, pois mesmo baixando a taxa descontada do varejo, pode acrescentar volumes que hoje não detém, além de fazer a oferta cruzada de crédito e outros serviços financeiros.

No embate por conquistar volumes entre os grandes nomes do varejo, o que se comenta no mercado é que a Redecard teria levado a melhor não só por ter cedido mais em preço, mas também por se valer das parcerias do controlador Itaú Unibanco com redes tradicionais. A Cielo teria ganho a preferência das companhias aéreas, mas também levou um rol considerável de contratos de preferência.

Depois de uma onda intensa de renegociação de contratos com os lojistas, o setor passa por um ciclo de repactuação mais brando, mas o jogo não acabou, reconhece o diretor-executivo de varejo, marketing e produtos da Redecard, Carlos Zanvettor. "O mercado ainda está se abrindo. À medida que esse ciclo avance, novas rodadas de negociação vão surgir, é um problema para nós e qualquer outro agente." O executivo considera que a briga pelos grandes varejistas será um tema revisitado com alguma frequência. "A taxa de desconto está hoje num nível mais estável, mas não dá para dizer se é sustentável no longo prazo. Quanto maior for a intensidade da abertura, mais provocação será observada."

Rômulo Dias, presidente da Cielo, tem a percepção de que o mercado aberto atingiu certa maturidade, as renegociações agora estão num nível mais racional, mas a empresa vem fazendo ajustes para navegar nesse novo cenário que difere do conforto dos tempos de exclusividade com a Visa, bandeira de maior aceitação no país. A credenciadora refinou a segmentação por porte de lojista, reforçou o time comercial e vem investindo em programas de fidelidade e promoções que premiam o consumidor que exige a máquina da Cielo na hora da compra. O programa de fidelidade já vem sendo usado por 135 mil estabelecimentos.

No Sul do país quem promete incomodar as grandes credenciadoras é o Banrisul, que, em parceria com a processadora CSU, está ampliando o número de estabelecimentos filiados - de 83 mil para 97 mil ativos desde julho - e cujas maquininhas já leem os cartões MasterCard.

O negócio de captura nasceu para acomodar a própria bandeira, a Banricompras, com uma base de 1 milhão de unidades emitidas. Segundo a superintendente comercial e de marketing, Maria Inês Bilhar, o banco agora trabalha no licenciamento da Visa. Com as marcas internacionais passando pelas maquininhas do Banricompras, vai bater nas grandes redes de varejo, que já são clientes no cartão regional. É o caso dos supermercados Záffari e Walmart, Magazine Luiza e Renner. "Não haverá um posicionamento por exclusividade, mas estamos aptos a negociar para expandir a rede."

1 de mar. de 2011

REDE BANRICOMPRAS COMEÇA A CAPTURAR TRANSAÇÕES DOS CARTÕES DA MASTERCARD

portal Diário de Canoas 01/03/2011

O Banrisul anunciou, nesta terça-feira, na sede da instituição, em Porto Alegre, que passa a ser o mais novo adquirente da bandeira MasterCard. A partir do próximo mês, a Rede Banricompras realizará a captura de transações dos cartões de crédito e débito das marcas MasterCard, Maestro, Cirrus e Redeshop. O anúncio contou com a presença das diretorias do banco, da MasterCard e da CSU CardSystem, além de representantes da imprensa e executivos das empresas.


Durante o encontro, foi feita a primeira operação com um cartão MasterCard em uma máquina da Rede Banricompras. "O sucesso da parceria confirma o fortalecimento da rede de captura de transações do Banrisul", afirmou o presidente do banco, Rubens Bordini, que projetou um aumento de 35% na movimentação financeira da Rede neste ano. Em 2010, o volume financeiro foi de R$ 4,8 bilhões, provenientes de 70,9 milhões de transações.

Bordini informou que o Banrisul já está recebendo as solicitações de credenciamento à bandeira MasterCard na Rede Banricompras por parte dos lojistas, que terão vantagens ao escolherem o Banrisul como domicílio bancário para o recebimento dos créditos das operações feitas com os cartões. Os estabelecimentos credenciados participarão do programa Surpreenda MasterCard, acumulando um ponto para cada venda efetuada pelo cartão MasterCard na Rede Banricompras, com o direito de trocar os pontos por benefícios exclusivos para o lojista.

Além disso, poderão oferecer ao cliente o serviço de recarga de celular, entre outras condições especiais. Para o comerciante realizar as transações com o cartão MasterCard na Rede Banricompras, é necessário possuir o equipamento POS - que terá um desconto no valor da mensalidade.

Para Rubens Bordini, a Rede Banricompras, que é líder no Rio Grande do Sul, agora passará a ter um diferencial importante aos seus clientes, tanto para a pessoa física quanto para o setor do comércio. Ele salientou que a adaptação da rede, após a concessão da licença, em agosto do ano passado, da MasterCard para o Banrisul realizar a captura das transações de seus cartões de crédito e débito, ocorreu em tempo recorde - apenas sete meses - sendo que o normal seria de um ano a um ano e seis meses. "Foi um processo inovador, o que confirma mais uma vez a capacidade tecnológica do banco diante do mercado."

Bordini ressaltou, ainda, que a Rede Banricompras é um produto estratégico para a instituição, possibilitando a ampliação de negócios junto à rede varejista, o que beneficia principalmente os pequenos e médios estabelecimentos comerciais que terão maior competitividade ao oferecer para o consumidor as mesmas condições de vendas dos grandes lojistas - à vista, pré-datado e parcelado.

"Ampliar a aceitação de seus cartões por meio da presença na maioria das cidades brasileiras e, desse modo, fazer com que milhões de pessoas ganhem acesso ao meio eletrônico de pagamento é uma das prioridades da MasterCard. Desta maneira a parceria com o Banrisul é muito importante para nós, pois além de ampliar a nossa rede de aceitação, reforça a nossa presença na região Sul, uma das que mais crescem no País", explica Gilberto Caldart, presidente da MasterCard Brasil.

"Na aliança com o Banrisul também será possível identificar lugares potenciais para o uso do cartão, muitos deles em que a economia é baseada no comércio, e contribuir assim para o seu desenvolvimento local ao estimular a substituição do dinheiro em papel moeda pelos meios eletrônicos de pagamento. Por meio dessa parceria também será possível levar benefícios exclusivos para os comerciantes afiliados à Rede Banricompras, como o programa Surpreenda da MasterCard", finaliza Caldart.

A CSU CardSystem é a processadora parceira do Banrisul, nos serviços de processamento e liquidação das operações capturadas dos cartões da MasterCard na Rede Banricompras.

Foto: Nabor Goulart/Banrisul

14 de fev. de 2011

LUCRO LÍQUIDO DO BANRISUL CRESCE 37% E ATINGE R$ 741,2 MILHÕES EM 2010

portal Zero Hora 14/02/2011 - Giane Guerra e Caio Cigana
O Banrisul teve lucro líquido de R$ 741,2 milhões em 2010, um crescimento de 37% sobre o lucro obtido em 2009. O banco anunciou os resultados financeiros na manhã desta segunda-feira.

No último trimestre de 2010, o lucro líquido do banco alcançou R$ 229,9 milhões, 24,7% acima do mesmo trimestre do ano passado e 11,4% acima do trimestre anterior.

O patrimônio líquido do Banrisul atingiu em 2010 a soma de R$ 3,855 bilhões, 13,1% acima de 2009.

O banco anunciou ainda que o volume de operações de crédito chegou a R$ 17 bilhões em 2010, 27% acima do registrado em 2009. A meta para 2011 é que a carteira de crédito cresça de 15% a 20%. O secretário da Fazenda, Odir Tonollier, afirmou que o Banrisul pretende injetar R$ 40 bilhões na economia gaúcha.

Mesmo com o crescimento das operações de crédito, a inadimplência teve redução de 0,9 ponto percentual, atingindo 2,45% em 2010.

O Banricompras movimentou R$ 4,8 bilhões no ano passado, 25% a mais do que em 2009.

11 de nov. de 2010

CSU CARDSYSTEM APRESENTA LUCRO DE R$ 7,2 MILHÕES NO 3T10

portal Executivos Financeiros 11/11/2010

A CSU Cardsystem encerrou o terceiro trimestre de 2010 com lucro líquido de R$ 7,2 milhões, crescimento de 52,2% em relação a período equivalente de 2009. Nos nove primeiros meses do ano, o lucro líquido acumulado totalizou R$ 19,6 milhões, com variação positiva de 37,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O caixa e investimentos financeiros da companhia, ao final do terceiro trimestre deste ano, somaram R$ 41,4 milhões, um avanço de 383,6% em relação ao mesmo período de 2009. O saldo da dívida líquida da companhia encerrou o terceiro trimestre em R$ 16,0 milhões, redução de 76,2% no comparado ao terceiro trimestre de 2009.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da CSU totalizou R$ 20,6 milhões no período, com redução de 3,5% em relação mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, houve redução de 2,6% da receita líquida, para cerca de R$ 96,0 milhões no terceiro trimestre.

Cartões

A CSU Cardsystem, unidade de negócio responsável pela administração de cartões, respondeu por 57,9% da receita líquida registrada pela companhia no terceiro trimestre de 2010. A unidade encerrou o trimestre com uma base de 20,0 milhões de cartões, redução de 14,1% na comparação o mesmo período do ano passado.

No período, a companhia emitiu 0,9 milhão de cartões. Além disso, a CSU fechou contrato com o Tribanco e assumirá o processamento dos cartões private label do banco - o TriCard, cuja base de cartões conta com cerca de 2,5 milhões de unidades. A CSU também processará os cartões bandeirados (flex) a serem lançados pelo banco.

Contact Center

A CSU Contact, unidade de negócios para prestação de serviços relacionados a contact Center, aumentou em 3,2 pontos percentuais sua contribuição para a receita líquida da companhia no terceiro trimestre de 2010, alcançando 42,4% do total. No período a unidade registrou crescimento de 6,8% sobre o número de posições de atendimento em relação do segundo trimestre.

Essa expansão foi acompanhada pelos custos totais da CSU Contact, que aumentaram 8,4% quando comparados com o terceiro trimestre de 2009, devido principalmente à contratação de mão-de-obra para cumprimento dos contratos com os clientes de contact center.

Destaques

A CSU conquistou seu primeiro contrato no segmento de Acquirer: a companhia fechou acordo com o Banrisul, primeiro banco brasileiro a atuar diretamente no mercado de adquirência após o fim da exclusividade entre bandeiras e credenciadoras, em julho de 2010.

Com duração inicial de quatro anos, o contrato prevê a transferência do processamento da rede de captura de transações do banco, o Banricompras, para a CSU e também o início da captura de transações com a bandeira Mastercard. O início do processamento e captura de todos os estabelecimentos atualmente cadastrados deve acontecer no inicio de 2011.

25 de ago. de 2010

CSU INVESTE E NEGOCIA COM NOVOS PARCEIROS

jornal Valor Econômico 25/08/2010 - Adriana Mattos

A CSU CardSystem negocia, neste momento, parceria com dez companhias - entre bancos e redes de varejo - interessadas em se tornar empresas adquirentes no mercado de cartões de crédito, aquelas que fazem o credenciamento dos lojistas e capturam as transações.

"Dentro de dois meses deveremos anunciar novas parcerias. A ideia é acelerar esse processo porque acreditamos que, num prazo máximo de cinco anos, esse segmento com os novos entrantes já estará consolidado", afirma Marcos Leite, presidente da CSU, a maior processadora independente do setor de cartões no Brasil.

Com a abertura de mercado ocorrida na área a partir de 1º de julho, instituições financeiras nacionais e estrangeiras e cadeias varejistas passaram a avaliar a possibilidade de se tornar adquirentes, como fazem hoje a Cielo e a Redecard. Elas são responsáveis pelo credenciamento das lojas, fazem o gerenciamento de autorizações, capturas e pagamentos.

A questão é que essas novas adquirentes precisam de suporte tecnológico para colocar essa operação de pé. "Passamos dois anos estudando melhorias em nosso software, o Super Vision Plus, antes mesmo da abertura do mercado. Investimentos R$ 30 milhões em aperfeiçoamentos para estarmos prontos para atender essa nova demanda", afirma Marcos Leite.

O primeiro contrato da companhia foi fechado neste mês, com o acordo de prestação de serviços para o "acquirer" do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul). A CSU será responsável pelo processamento das transações do cartão Banricompras e pelo início da captura de operações da bandeira Mastercard. A Banricompras tem uma rede de credenciados de 100 mil pontos na Região Sul e dois milhões de cartões emitidos.

Com as novas negociações na mesa, a CSU acredita que é possível liderar o processo de fechamento de parcerias com os novos adquirentes, apesar do aumento na concorrência de prestação de serviços aos novos entrantes.

"Conversamos com dez companhias hoje e acreditamos que esse mercado no Brasil pode chegar a ter entre 15 e 20 'acquirer'. Pelas nossas contas, temos condições de nos tormarmos líderes entre os parceiros dos novos adquirentes", diz o executivo do grupo, com mais de 20 clientes entre grandes, médios e pequenos bancos e cadeias de varejo, emissores de cartões.

Com 54,3% do mercado de processamento no país, a CSU registrou no segundo trimestre um lucro líquido de R$ 6,2 milhões, uma alta de 29,6% em comparação ao mesmo período no ano anterior. No semestre, a expansão atingiu 30%. O grupo fechou o período com 25,1 milhões de cartões em sua base, volume que representa um crescimento de 16,4% em 12 meses e de 2% frente ao trimestre anterior.

Especialistas do setor acreditam que haverá no curto prazo um considerável aumento da concorrência no negócio de processamento de adquirentes de cartões de crédito - que movimenta R$ 6 bilhões em faturamento e acaba de ser aberto com o fim da exclusividade da Cielo e Redecard.

Na mira das processadoras estão bancos de médio porte e setores que nunca trabalharam com cartão no passado - como redes de atacado e de serviços de saúde (como laboratórios e clínicas). Além da CSU, atuam na área grupos já ligados aos bancos como a Orbitall, controlada pelo Itaú; a Fidelity, parceiro do Bradesco; a americana EDS e a First Data.

Com base em dados de 2009, o mercado americano alcançou 58,1 bilhões de transações em cartões de crédito distribuídas entre 103 acquires. No Reino Unido, foram 7,7 bilhões, entre dez acquires, e no Brasil, 5,6 bilhões de transações centralizadas nas mãos da Cielo e Redecard no ano passado.

12 de ago. de 2010

BANRISUL VAI SER CREDENCIADOR DE CARTÕES

jornal Folha de S. Paulo 12/08/2010 - Carolina Matos

Pouco mais de um mês depois do fim da exclusividade no setor de credenciamento de cartões-em 1º de julho-, o Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul) entra nesse mercado.

O banco passa a concorrer com Cielo, Redecard e Santander, que tem parceria com a empresa gaúcha de processamento de transações eletrônicas GetNet.

A rede do Banrisul, que só aceitava o cartão Banricompras, passará a capturar também pagamentos com MasterCard.

"E estamos em busca de licenças de outras bandeiras", diz Carlos Malafaia, superintendente de canais eletrônicos do banco.

A rede Banricompras tem hoje 100 mil estabelecimentos comerciais credenciados.

Em 2009, capturou 61,3 milhões de transações, com volume de R$ 3,9 bilhões.

Segundo Malafaia, a rede estará totalmente apta a receber os pagamentos com MasterCard em janeiro de 2011.

O executivo diz que, para um banco regional, é "fundamental" entrar no mercado de credenciamento. "A partir desse serviço, pode nascer uma longa história de crédito com o cliente", avalia.

O Banrisul possui 434 agências no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, sendo 397 só no Estado gaúcho.

"Nossa ideia é sermos credenciadores nos mercados em que temos presença física. É essencial para o cliente ter uma agência para se relacionar com o banco", completa.

A rede do Banrisul ficará sob responsabilidade da CSU, empresa de processamento de meios eletrônicos de pagamentos.

Desde 2008, a companhia investiu R$ 30 milhões na preparação de seu software para credenciamento de cartões, apostando na abertura do mercado.

"Oferecemos desde suporte técnico até serviços como controle de contabilidade e antecipação de recebíveis", diz Décio Burd, diretor de relações com investidores.

Com 35 anos de experiência no mercado de cartões, Burd acredita que "bancos de nicho" são os que devem reforçar presença no setor de credenciamento nessa fase pós-liberação.

Além disso, Burd avalia que o mercado pode interessar também a varejistas, por causa do grande fluxo de transações que elas têm.

"Há muito espaço para crescer. Nos Estados Unidos, há 103 credenciadores. No Reino Unido, 10. E, no México, 12", compara.