jornal Folha de S. Paulo 09/08/2011 – Mariana Barbosa
A Multiplus, empresa que administra o programa de fidelidade da TAM Linhas Aéreas, fechou um contrato de antecipação de compra de bilhetes aéreos da companhia no valor de R$ 400 milhões.
Essa é a segunda operação do tipo entre as duas companhias, que fazem parte da holding TAM S.A.
As ações da TAM S.A. estão entre as que sofreram mais punição neste momento de turbulência nas Bolsas de Valores de todo o mundo.
As ações recuaram 12,4% ontem, ante 8,1% de queda do Ibovespa. No mês, a desvalorização dos papéis da TAM é de 35,5%, ante um recuo de 20,9% do Ibovespa.
Entre os motivos para a queda das ações, segundo analistas, estão as incertezas com relação aos resultados para o setor aéreo neste ano. A TAM divulga hoje os resultados relativos ao segundo trimestre.
No fim de julho, a concorrente Gol divulgou uma revisão das projeções de margem de lucro operacional.
A revisão considerou um cenário de preço de combustível em alta e baixa margem para reajuste de tarifas. O cenário negativo afetou não apenas os papéis da Gol, mas também os da TAM. Ontem, as ações da Gol caíram 7,22%.
DESCONTOS
Em janeiro do ano passado, o Multiplus pagou R$ 622 milhões por um grande lote de bilhetes. Assim como o acordo celebrado ontem, a compra de bilhetes se deu mediante a concessão de grandes descontos.
Esse estoque de bilhetes será usado pelo Multiplus no momento de resgate de pontos por parte dos participantes do programa.
O primeiro contrato foi pago com 94% dos recursos levantados pelo Multiplus em sua oferta pública de ações na Bolsa, um total de R$ 692 milhões.
Na semana passada, a Multiplus divulgou um lucro de R$ 81,2 milhões relativo ao segundo trimestre, ante R$ 23,1 milhões no mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre deste ano, o lucro foi de R$ 70,9 milhões.
O programa de fidelidade encerrou o trimestre com 8,6 milhões de participantes, alta de 19,5% na comparação com o segundo trimestre de 2010.
A empresa também divulgou ter realizado a emissão de 18,5 bilhões de pontos, um crescimento de 51,4% sobre o segundo trimestre do ano passado.
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11 de ago. de 2011
20 de jun. de 2011
ROUBO DE MILHAS: EMPRESAS SÃO OBRIGADAS A RESSARCIR OS CONSUMIDORES, DIZ ADVOGADO
portal InfoMoney 17/06/2011 - Fernanda de Moraes Bonadia
Os consumidores devem estar mais conscientes de que o desvio de milhagens aéreas tem acontecido com certa frequência atualmente, de acordo com o presidente da Comissão de Crimes de Alta Tecnologia da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo, Coriolano Almeida Camargo.
“Muitas vezes não é culpa da companhia aérea. Há hackers que invadem o banco de dados da empresa e eles têm poder de crime virtual muito grande. A empresa não tem culpa”, explica o advogado.
Apesar disso, ele alerta que, uma vez que a companhia aérea seja notificada sobre o roubo de milhagens, ela é sempre obrigada a ressarcir o consumidor. “O cliente já ganhou aquilo e, juridicamente falando, as milhas não pertencem à companhia. A empresa só está gerenciando um bem que é de terceiros”, afirma.
Isso significa que a empresa responde pelas milhas dos consumidores, alerta Carmargo, pois ela tem a guarda daqueles dados. “As milhas são informações guardadas em um banco de dados”.
Devolução das milhas
Assim que o consumidor perceber que sumiram milhas de sua conta, ele deve entrar com uma notificação pedindo que a empresa devolva os pontos adquiridos. “Ele também deve pedir um documento afirmando que as informações dele foram divulgadas para terceiros”, completa o advogado.
Ele explica que a pessoa não precisa provar que as milhas sumiram. “A companhia aérea que precisa provar se o consumidor não tinha os pontos. Eles têm arquivos backup e conseguem essas informações rapidamente”, diz Camargo, destacando que, se o consumidor tiver extratos que mostrem que ele possuía as milhagens, é melhor já mostrar, para acelerar o processo.
Quando o problema aumenta
A notificação serve para gerar um acordo com a empresa. “A companhia aérea precisa reagir bem a isso. Não pode cruzar os braços, mas deve ressarcir essas pessoas rapidamente”, aconselha, pois, ela não precisará pagar indenizar o consumidor por danos morais.
Isso pode ocorrer, por exemplo, se o consumidor usaria as milhas para viajar durante as férias do trabalho marcadas para julho. Ele entra em sua conta no programa de fidelidade, mas não possui mais as milhas e faz a notificação à empresa. Porém, ela demora para agir, devolve as milhas apenas em agosto e a pessoa perde o período de férias.
Neste caso, o advogado aconselha a pedir um ressarcimento por danos morais. “Ele vai pedir dinheiro por suas dores, angústias e aflições. As milhas representam qualidade de vida e é um desgaste emocional não poder usá-las para a viagem de férias”.
Se o acordo não der certo, aí a pessoa deve entrar com uma ação judicial de reparação de danos. “O consumidor só pode fazer isso sendo representado por um advogado. Então, ele pede, através do advogado, as milhas e o dinheiro”, indica Camargo.
TAM avalia reclamações recebidas
A TAM informou, por meio de nota, que “todas as reclamações estão sendo analisadas e os clientes afetados estão sendo contatados pela empresa para esclarecimento”. Mas a empresa não informou se já está devolvendo os pontos roubados.
A companhia ainda destacou que se tratam de casos pontuais e tranquiliza os usuários que seu site não foi invadido.
Ela esclarece ainda que adota diversos procedimentos para garantir a segurança do site, como exigir assinatura eletrônica e senha de resgate, pessoal e diferente da assinatura, para a emissão de passagens.
Já a GOL, por meio de sua assessoria, informou que não recebeu nenhuma notificação dos clientes e que "as emissões de passagem somente são realizadas através de confirmação do número Smile e senha, que é pessoal e solicitada no momento da emissão". A companhia ainda destaca que o programa não permite transferência de milhas entre contas.
Erro do consumidor
Outra situação possível é quando o desvio de milhas é um caso isolado: só aconteceu com um consumidor que não possui antivírus em sua máquina usa softwares piratas e acessa portais maliciosos.
“Nesse caso, a companhia aérea também tem que provar que a pessoa se expôs, colocando suas informações em risco, ao permitir que terceiros tenham acesso a elas”, explica. O computador do cliente vai passar por uma perícia para verificar se está infectado e, se confirmada essa exposição, a empresa não será responsabilizada.
Por isso, é importante tomar cuidados mínimos para se proteger, como ter pelo menos um antivírus e um sistema operacional sempre atualizado e que não seja pirata. “A pessoa tem que saber onde ela anda e com quem ela anda. Não é porque está na internet que vai navegar em qualquer site”, alerta o advogado.
Os consumidores devem estar mais conscientes de que o desvio de milhagens aéreas tem acontecido com certa frequência atualmente, de acordo com o presidente da Comissão de Crimes de Alta Tecnologia da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo, Coriolano Almeida Camargo.
“Muitas vezes não é culpa da companhia aérea. Há hackers que invadem o banco de dados da empresa e eles têm poder de crime virtual muito grande. A empresa não tem culpa”, explica o advogado.
Apesar disso, ele alerta que, uma vez que a companhia aérea seja notificada sobre o roubo de milhagens, ela é sempre obrigada a ressarcir o consumidor. “O cliente já ganhou aquilo e, juridicamente falando, as milhas não pertencem à companhia. A empresa só está gerenciando um bem que é de terceiros”, afirma.
Isso significa que a empresa responde pelas milhas dos consumidores, alerta Carmargo, pois ela tem a guarda daqueles dados. “As milhas são informações guardadas em um banco de dados”.
Devolução das milhas
Assim que o consumidor perceber que sumiram milhas de sua conta, ele deve entrar com uma notificação pedindo que a empresa devolva os pontos adquiridos. “Ele também deve pedir um documento afirmando que as informações dele foram divulgadas para terceiros”, completa o advogado.
Ele explica que a pessoa não precisa provar que as milhas sumiram. “A companhia aérea que precisa provar se o consumidor não tinha os pontos. Eles têm arquivos backup e conseguem essas informações rapidamente”, diz Camargo, destacando que, se o consumidor tiver extratos que mostrem que ele possuía as milhagens, é melhor já mostrar, para acelerar o processo.
Quando o problema aumenta
A notificação serve para gerar um acordo com a empresa. “A companhia aérea precisa reagir bem a isso. Não pode cruzar os braços, mas deve ressarcir essas pessoas rapidamente”, aconselha, pois, ela não precisará pagar indenizar o consumidor por danos morais.
Isso pode ocorrer, por exemplo, se o consumidor usaria as milhas para viajar durante as férias do trabalho marcadas para julho. Ele entra em sua conta no programa de fidelidade, mas não possui mais as milhas e faz a notificação à empresa. Porém, ela demora para agir, devolve as milhas apenas em agosto e a pessoa perde o período de férias.
Neste caso, o advogado aconselha a pedir um ressarcimento por danos morais. “Ele vai pedir dinheiro por suas dores, angústias e aflições. As milhas representam qualidade de vida e é um desgaste emocional não poder usá-las para a viagem de férias”.
Se o acordo não der certo, aí a pessoa deve entrar com uma ação judicial de reparação de danos. “O consumidor só pode fazer isso sendo representado por um advogado. Então, ele pede, através do advogado, as milhas e o dinheiro”, indica Camargo.
TAM avalia reclamações recebidas
A TAM informou, por meio de nota, que “todas as reclamações estão sendo analisadas e os clientes afetados estão sendo contatados pela empresa para esclarecimento”. Mas a empresa não informou se já está devolvendo os pontos roubados.
A companhia ainda destacou que se tratam de casos pontuais e tranquiliza os usuários que seu site não foi invadido.
Ela esclarece ainda que adota diversos procedimentos para garantir a segurança do site, como exigir assinatura eletrônica e senha de resgate, pessoal e diferente da assinatura, para a emissão de passagens.
Já a GOL, por meio de sua assessoria, informou que não recebeu nenhuma notificação dos clientes e que "as emissões de passagem somente são realizadas através de confirmação do número Smile e senha, que é pessoal e solicitada no momento da emissão". A companhia ainda destaca que o programa não permite transferência de milhas entre contas.
Erro do consumidor
Outra situação possível é quando o desvio de milhas é um caso isolado: só aconteceu com um consumidor que não possui antivírus em sua máquina usa softwares piratas e acessa portais maliciosos.
“Nesse caso, a companhia aérea também tem que provar que a pessoa se expôs, colocando suas informações em risco, ao permitir que terceiros tenham acesso a elas”, explica. O computador do cliente vai passar por uma perícia para verificar se está infectado e, se confirmada essa exposição, a empresa não será responsabilizada.
Por isso, é importante tomar cuidados mínimos para se proteger, como ter pelo menos um antivírus e um sistema operacional sempre atualizado e que não seja pirata. “A pessoa tem que saber onde ela anda e com quem ela anda. Não é porque está na internet que vai navegar em qualquer site”, alerta o advogado.
14 de jun. de 2011
MULTIPLUS SE APROXIMA DA TAM EM VALOR DE MERCADO
jornal Valor Econômico 13/06/2011 - Denise Carvalho
A Multiplus, empresa que administra o programa de fidelidade da TAM, tem sido uma surpresa para a família Amaro, controladora da companhia, e para os investidores. A empresa vale R$ 4,4 bilhões apenas um ano e quatro meses depois da sua abertura de capital na bolsa. No dia da oferta, a ação foi vendida a R$ 13,78 e a empresa valia R$ 1,9 bilhão. Na sexta-feira, o papel fechou a R$ 27,45, valendo mais que o dobro da estreia.
A surpresa se deve à expressiva valorização em prazo tão curto, que fez o valor de mercado da Multiplus se aproximar ao da TAM, a maior aérea do país, que vale R$ 5 bilhões. "É como se o investidor da TAM comprasse as ações porque a empresa tem a carteira de clientes da Multiplus e não porque é uma companhia de aviação", diz Rodrigo Glatt, analista sênior e sócio da GTI Administradora de Recursos.
A arrancada da Multiplus na bolsa está atrelada, sobretudo, ao modelo de negócio. O cliente que compra passagens da TAM ou produtos e serviços de parceiros da companhia - como a rede de combustíveis Shell e os hotéis Accor - conta pontos que podem ser trocados por passagens aéreas.
A grande sacada da TAM foi perceber que, ao separar a Multiplus, poderia atrair mais parceiros comerciais e multiplicar o número de clientes. "Hoje, a Multiplus não depende da gestão da TAM para fazer essa ou aquela parceria. E os clientes que compram produtos nos parceiros automaticamente associam a imagem de viagem à TAM."
Para os investidores, o grande risco de uma operação de desmembramento é a nova companhia permanecer dependente da empresa-mãe. "O desafio é justamente fazer com que a empresa tenha capacidade de crescer sozinha, desvinculando ao máximo a operação com a parte relacionada", diz o consultor Paulo Sérgio Dortas, sócio da Ernst & Young.
Apesar da alta das ações da Multiplus, a operação ainda está sendo colocada à prova. Cerca de 98% dos pontos são resgatados hoje por passagens aéreas da TAM. O restante é proveniente de resgates feitos em outros parceiros, como troca por produtos em redes de supermercados.
Para mudar isso, desde a abertura de capital a Multiplus dobrou o número de parceiros comerciais, para 166. E os parceiros onde se acumula e também se troca pontos mais que triplicaram, de 5 para 18. O total de participantes na rede também subiu, de 6,3 milhões para 8,3 milhões no período.
Correção
Valor Econômico 14/06/2011
Diferentemente do que informa a matéria "Multiplus se aproxima da TAM em valor de mercado", publicada ontem na página D1, a Shell não é parceira da Multiplus, e sim as redes Ipiranga e Texaco. A Multiplus também não possui rede de supermercados entre os parceiros. O Walmart deixou a parceria em dezembro de 2010.
A Multiplus, empresa que administra o programa de fidelidade da TAM, tem sido uma surpresa para a família Amaro, controladora da companhia, e para os investidores. A empresa vale R$ 4,4 bilhões apenas um ano e quatro meses depois da sua abertura de capital na bolsa. No dia da oferta, a ação foi vendida a R$ 13,78 e a empresa valia R$ 1,9 bilhão. Na sexta-feira, o papel fechou a R$ 27,45, valendo mais que o dobro da estreia.
A surpresa se deve à expressiva valorização em prazo tão curto, que fez o valor de mercado da Multiplus se aproximar ao da TAM, a maior aérea do país, que vale R$ 5 bilhões. "É como se o investidor da TAM comprasse as ações porque a empresa tem a carteira de clientes da Multiplus e não porque é uma companhia de aviação", diz Rodrigo Glatt, analista sênior e sócio da GTI Administradora de Recursos.
A arrancada da Multiplus na bolsa está atrelada, sobretudo, ao modelo de negócio. O cliente que compra passagens da TAM ou produtos e serviços de parceiros da companhia - como a rede de combustíveis Shell e os hotéis Accor - conta pontos que podem ser trocados por passagens aéreas.
A grande sacada da TAM foi perceber que, ao separar a Multiplus, poderia atrair mais parceiros comerciais e multiplicar o número de clientes. "Hoje, a Multiplus não depende da gestão da TAM para fazer essa ou aquela parceria. E os clientes que compram produtos nos parceiros automaticamente associam a imagem de viagem à TAM."
Para os investidores, o grande risco de uma operação de desmembramento é a nova companhia permanecer dependente da empresa-mãe. "O desafio é justamente fazer com que a empresa tenha capacidade de crescer sozinha, desvinculando ao máximo a operação com a parte relacionada", diz o consultor Paulo Sérgio Dortas, sócio da Ernst & Young.
Apesar da alta das ações da Multiplus, a operação ainda está sendo colocada à prova. Cerca de 98% dos pontos são resgatados hoje por passagens aéreas da TAM. O restante é proveniente de resgates feitos em outros parceiros, como troca por produtos em redes de supermercados.
Para mudar isso, desde a abertura de capital a Multiplus dobrou o número de parceiros comerciais, para 166. E os parceiros onde se acumula e também se troca pontos mais que triplicaram, de 5 para 18. O total de participantes na rede também subiu, de 6,3 milhões para 8,3 milhões no período.
Correção
Valor Econômico 14/06/2011
Diferentemente do que informa a matéria "Multiplus se aproxima da TAM em valor de mercado", publicada ontem na página D1, a Shell não é parceira da Multiplus, e sim as redes Ipiranga e Texaco. A Multiplus também não possui rede de supermercados entre os parceiros. O Walmart deixou a parceria em dezembro de 2010.
30 de mai. de 2011
MILHAS EXPLOSIVAS
jornal Folha de S. Paulo 30/05/2011 – Maria Inês Dolci*
Os programas de milhagem das companhias aéreas foram criados por razões óbvias: fidelizar os clientes, ou seja, mantê-los vinculados às empresas, por intermédio do acúmulo de pontos, trocados por passagens gratuitas. O sucesso desses programas fez com que se multiplicassem as formas de obter milhas, como as compras com cartões de crédito, ou convênios com estabelecimentos comerciais, turísticos, restaurantes etc. Nos últimos meses, contudo, tenho recebido relatos de problemas na hora de resgatar os pontos que dificultam a obtenção das passagens. Ou seja, a quebra unilateral dos contratos firmados com os que se inscreveram nesses programas.
E, pior ainda, em muitos casos, depois de transferirem a pontuação obtida em cartões de crédito.
Além disso, recentemente, a TAM enviou correspondência digital para informar que passaria a exigir 15 mil pontos -e não mais apenas 10 mil- em trechos da América do Sul.
São, portanto, duas infrações aos direitos dos consumidores: complicar o resgate da milhagem, por meio de artifícios burocráticos, e mudar as regras com o jogo em andamento.
Por que as companhias agem assim? Provavelmente, em função do aquecimento do mercado do uso de aviões em viagens interestaduais, provocado pela ascensão das classes C e D. E do próprio crescimento dos negócios em geral, especialmente no ano passado.
Um exemplo estava no e-mail que recebi de um cliente do Programa TAM Fidelidade. Angelo Gaiarsa Neto, o consumidor em questão, interrompeu suas atividades profissionais devido a problemas de saúde, e passou a usar o e-mail pessoal em lugar do endereço eletrônico de trabalho. Não conseguira resgatar os mais de 60 mil pontos acumulados até o início deste mês. Pediu alteração do e-mail e da senha, mas foi "enrolado pelo atendente". A situação não havia sido solucionada até o último dia 16.
Também, em consulta simples nos buscadores da internet, é fácil encontrar reclamações contra a Gol. Uns, porque alegam jamais conseguir resgatar seus pontos. Outros, aludindo a viagens não creditadas na milhagem. Há, ainda, sumiço de milhas, dentre outras denunciadas pelos participantes do programa de fidelidade da Gol.
Somem-se a isso os costumeiros atrasos nos voos e a queda da qualidade dos serviços nos aeroportos, a menos de três anos da Copa do Mundo em nosso país.
A gestão federal nessa área é lamentável. Infraero e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) continuam batendo cabeça. Houve um momento em que foram emitidos sinais positivos, por meio da Anac, mas que se esfumaçaram com o tempo, sem resultados práticos. Uma ou outra medida mais positiva, mas o conjunto ainda é rigorosamente caótico.
As dificuldades para o resgate dos pontos nos programas de milhagem aérea, portanto, estão em linha com o panorama de tudo o que ocorre com quem resolve utilizar o avião como meio de transporte no Brasil.
As únicas iniciativas das empresas aéreas têm sido cobrar os lanches e vender mercadorias durante o voo. Ou seja, nada que resulte em mais qualidade, mais conforto e mais segurança para o passageiro. Como o duopólio (TAM e Gol) que divide o mercado não tem de se preocupar com as autoridades, o descaso só aumenta. Não é uma prática exclusiva das empresas aéreas, como já deixamos bem claro neste espaço várias vezes, mas sim um comportamento empresarial e governamental de confronto ao Código de Defesa do Consumidor.
Como isso poderia mudar? Sem a participação dos três Poderes, dificilmente haverá avanços para os cidadãos. A esperança é o Ministério Público, e a expectativa de maior disputa no mercado aéreo. Pode ser, também, que a aproximação não somente da Copa do Mundo, mas da Olimpíada de 2016, no Rio, provoque algumas medidas para mudar esse quadro.
Cabe ao consumidor reclamar, ingressar na Justiça e apoiar as entidades de defesa dos seus direitos, nessa luta tão desigual.
Nossos céus, definitivamente, não são de brigadeiro.
MARIA INÊS DOLCI, 56, advogada formada pela USP com especialização em business, é especialista em direito do consumidor e coordenadora institucional da ProTeste Associação de Consumidores. Escreve às segundas-feiras, a cada 14 dias, nesta coluna.
Internet: mariainesdolci.folha.blog.uol.com.br
Os programas de milhagem das companhias aéreas foram criados por razões óbvias: fidelizar os clientes, ou seja, mantê-los vinculados às empresas, por intermédio do acúmulo de pontos, trocados por passagens gratuitas. O sucesso desses programas fez com que se multiplicassem as formas de obter milhas, como as compras com cartões de crédito, ou convênios com estabelecimentos comerciais, turísticos, restaurantes etc. Nos últimos meses, contudo, tenho recebido relatos de problemas na hora de resgatar os pontos que dificultam a obtenção das passagens. Ou seja, a quebra unilateral dos contratos firmados com os que se inscreveram nesses programas.
E, pior ainda, em muitos casos, depois de transferirem a pontuação obtida em cartões de crédito.
Além disso, recentemente, a TAM enviou correspondência digital para informar que passaria a exigir 15 mil pontos -e não mais apenas 10 mil- em trechos da América do Sul.
São, portanto, duas infrações aos direitos dos consumidores: complicar o resgate da milhagem, por meio de artifícios burocráticos, e mudar as regras com o jogo em andamento.
Por que as companhias agem assim? Provavelmente, em função do aquecimento do mercado do uso de aviões em viagens interestaduais, provocado pela ascensão das classes C e D. E do próprio crescimento dos negócios em geral, especialmente no ano passado.
Um exemplo estava no e-mail que recebi de um cliente do Programa TAM Fidelidade. Angelo Gaiarsa Neto, o consumidor em questão, interrompeu suas atividades profissionais devido a problemas de saúde, e passou a usar o e-mail pessoal em lugar do endereço eletrônico de trabalho. Não conseguira resgatar os mais de 60 mil pontos acumulados até o início deste mês. Pediu alteração do e-mail e da senha, mas foi "enrolado pelo atendente". A situação não havia sido solucionada até o último dia 16.
Também, em consulta simples nos buscadores da internet, é fácil encontrar reclamações contra a Gol. Uns, porque alegam jamais conseguir resgatar seus pontos. Outros, aludindo a viagens não creditadas na milhagem. Há, ainda, sumiço de milhas, dentre outras denunciadas pelos participantes do programa de fidelidade da Gol.
Somem-se a isso os costumeiros atrasos nos voos e a queda da qualidade dos serviços nos aeroportos, a menos de três anos da Copa do Mundo em nosso país.
A gestão federal nessa área é lamentável. Infraero e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) continuam batendo cabeça. Houve um momento em que foram emitidos sinais positivos, por meio da Anac, mas que se esfumaçaram com o tempo, sem resultados práticos. Uma ou outra medida mais positiva, mas o conjunto ainda é rigorosamente caótico.
As dificuldades para o resgate dos pontos nos programas de milhagem aérea, portanto, estão em linha com o panorama de tudo o que ocorre com quem resolve utilizar o avião como meio de transporte no Brasil.
As únicas iniciativas das empresas aéreas têm sido cobrar os lanches e vender mercadorias durante o voo. Ou seja, nada que resulte em mais qualidade, mais conforto e mais segurança para o passageiro. Como o duopólio (TAM e Gol) que divide o mercado não tem de se preocupar com as autoridades, o descaso só aumenta. Não é uma prática exclusiva das empresas aéreas, como já deixamos bem claro neste espaço várias vezes, mas sim um comportamento empresarial e governamental de confronto ao Código de Defesa do Consumidor.
Como isso poderia mudar? Sem a participação dos três Poderes, dificilmente haverá avanços para os cidadãos. A esperança é o Ministério Público, e a expectativa de maior disputa no mercado aéreo. Pode ser, também, que a aproximação não somente da Copa do Mundo, mas da Olimpíada de 2016, no Rio, provoque algumas medidas para mudar esse quadro.
Cabe ao consumidor reclamar, ingressar na Justiça e apoiar as entidades de defesa dos seus direitos, nessa luta tão desigual.
Nossos céus, definitivamente, não são de brigadeiro.
MARIA INÊS DOLCI, 56, advogada formada pela USP com especialização em business, é especialista em direito do consumidor e coordenadora institucional da ProTeste Associação de Consumidores. Escreve às segundas-feiras, a cada 14 dias, nesta coluna.
Internet: mariainesdolci.folha.blog.uol.com.br
11 de fev. de 2011
REDE DE FIDELIDADE MULTIPLUS FATURA R$ 1,1 BILHÃO EM 2010
portal iG 11/02/2011
O Multiplus Fidelidade atingiu um faturamento de R$ 1,1 bilhão em 2010 e um lucro líquido de R$ 118 milhões, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira. A empresa encerrou o ano passado com 8 milhões de pessoas cadastradas e com um valor de mercado de R$ 5,4 bilhões.
A receita líquida da companhia no quarto trimestre de 2010 cresceu 58% em relação aos três meses anteriores e alcançou R$ 205,6 milhões. Já o lucro líquido foi 2,8% menor, de R$ 43,3 milhões.
A empresa foi criada em junho de 2009 como uma evolução do programa de fidelidade da TAM, que passou a integrar uma rede parceiros de diferentes setores. Assim, os clientes dessas companhias podem acumular pontos ao consumir diferentes produtos e, consequentemente, tem mais opções de resgate do benefício.
Em 2010, a companhia encerrou o ano com 151 parcerias, 18 a mais do que em 2009.
O Multiplus Fidelidade atingiu um faturamento de R$ 1,1 bilhão em 2010 e um lucro líquido de R$ 118 milhões, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira. A empresa encerrou o ano passado com 8 milhões de pessoas cadastradas e com um valor de mercado de R$ 5,4 bilhões.
A receita líquida da companhia no quarto trimestre de 2010 cresceu 58% em relação aos três meses anteriores e alcançou R$ 205,6 milhões. Já o lucro líquido foi 2,8% menor, de R$ 43,3 milhões.
A empresa foi criada em junho de 2009 como uma evolução do programa de fidelidade da TAM, que passou a integrar uma rede parceiros de diferentes setores. Assim, os clientes dessas companhias podem acumular pontos ao consumir diferentes produtos e, consequentemente, tem mais opções de resgate do benefício.
Em 2010, a companhia encerrou o ano com 151 parcerias, 18 a mais do que em 2009.
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31 de jan. de 2011
UM ANO APÓS IPO, MULTIPLUS JÁ VALE QUASE O MESMO QUE A TAM
jornal Brasil Econômico 31/01/2011 - Thais Folego
Ela nasceu como o programa de milhagens da companhia aérea Tam. Cresceu. Foi segregada. Abriu o capital. Hoje, prestes a completar um ano de independência, vale tanto quanto a sua companhia "mãe". O atual valor de mercado da Multiplus, que se tornou uma rede de programas de fidelidade, é de R$ 5,02 bilhões, enquanto o da Tam é de R$ 6,18 bilhões.
Desde sua estreia na bolsa, no dia 4 de fevereiro do ano passado, as ações da Multiplus dobraram de valor.
Tiveram valorização de nada menos que 100%. Os papéis saíram dos R$ 15,81 ao fim do primeiro dia de pregão em fevereiro e chegaram a bater R$ 35,15 em dezembro. Na sexta-feira (28/1), os papéis fecharam cotados a R$ 31,10, em dia de forte aversão ao risco no mercado externo. No período, os papéis da Tam subiram 26% na bolsa.
O comportamento das ações na sexta, inclusive, reflete uma característica da base acionária da companhia: ter a maioria de investidores entre estrangeiros. Na oferta pública inicial (IPO) da companhia, 82% dos papéis ofertados ficaram com eles. Na composição do capital acionário da Multiplus, a Tam detém 73,2% das ações. Os 26,8% restantes estão espalhados entre diversos investidores de bolsa.
"O investidor externo é familiarizado com o nosso modelo de negócios", diz Eduardo Gouveia, presidente da Multiplus. A inspiração para transformar o programa de fidelidade da Tam em uma rede de coalizão de programas - permitindo que uma cliente junte numa única conta os pontos acumulados nos vários programas de fidelidade de que participa - foi em uma empresa canadense chamada Aeroplan.
Avanço
A valorização da ação da companhia pode ser vista, apesar de não haver uma outra empresa que atue no mesmo ramo na bolsa brasileira - parâmetro de comparação que os investidores normalmente usam - e ter um modelo de negócios inédito no país. Isso foi conquistado, além de resultados, com muitas "aulas" para o investidor para explicar o que a empresa faz. "Eu costumo dizer que somos compradores e vendedores de pontos", diz Gouveia.
Desde que assumiu a presidência da companhia, há 10 meses, Gouveia já participou de três road shows: Nova York, Canadá e Europa (Londres e Frankfurt). "Foram mais de 1.200 contatos com o investidor, entre road shows, reuniões e conferências com bancos de investimentos", conta Gouveia.
Outro fator foi a cobertura do papel por analistas de bancos de investimentos relevantes. Atualmente são cinco instituições avaliando a companhia: Credit Suisse, Merrill Lynch, BTG, Raymon James e Safra. O objetivo é ter 10 até o final do ano, projeta Gouveia.
Resultados
Em seu primeiro ano de independência, o Multiplus deve fechar com faturamento de R$ 1 bilhão e 7,6 milhões de clientes cadastrados. Os resultados refletem o esforço comercial da companhia em fechar parcerias. De um lado, com empresas que possuam programas de fidelidade (parceiros de acúmulo).
De outro, com empresas em que os clientes podem trocar os pontos por produtos (chamados parceiros de coalizão). "Já temos quase 150 parceiros de acúmulo e 14 de coalizão", diz Gouveia.
Ela nasceu como o programa de milhagens da companhia aérea Tam. Cresceu. Foi segregada. Abriu o capital. Hoje, prestes a completar um ano de independência, vale tanto quanto a sua companhia "mãe". O atual valor de mercado da Multiplus, que se tornou uma rede de programas de fidelidade, é de R$ 5,02 bilhões, enquanto o da Tam é de R$ 6,18 bilhões.
Desde sua estreia na bolsa, no dia 4 de fevereiro do ano passado, as ações da Multiplus dobraram de valor.
Tiveram valorização de nada menos que 100%. Os papéis saíram dos R$ 15,81 ao fim do primeiro dia de pregão em fevereiro e chegaram a bater R$ 35,15 em dezembro. Na sexta-feira (28/1), os papéis fecharam cotados a R$ 31,10, em dia de forte aversão ao risco no mercado externo. No período, os papéis da Tam subiram 26% na bolsa.
O comportamento das ações na sexta, inclusive, reflete uma característica da base acionária da companhia: ter a maioria de investidores entre estrangeiros. Na oferta pública inicial (IPO) da companhia, 82% dos papéis ofertados ficaram com eles. Na composição do capital acionário da Multiplus, a Tam detém 73,2% das ações. Os 26,8% restantes estão espalhados entre diversos investidores de bolsa.
"O investidor externo é familiarizado com o nosso modelo de negócios", diz Eduardo Gouveia, presidente da Multiplus. A inspiração para transformar o programa de fidelidade da Tam em uma rede de coalizão de programas - permitindo que uma cliente junte numa única conta os pontos acumulados nos vários programas de fidelidade de que participa - foi em uma empresa canadense chamada Aeroplan.
Avanço
A valorização da ação da companhia pode ser vista, apesar de não haver uma outra empresa que atue no mesmo ramo na bolsa brasileira - parâmetro de comparação que os investidores normalmente usam - e ter um modelo de negócios inédito no país. Isso foi conquistado, além de resultados, com muitas "aulas" para o investidor para explicar o que a empresa faz. "Eu costumo dizer que somos compradores e vendedores de pontos", diz Gouveia.
Desde que assumiu a presidência da companhia, há 10 meses, Gouveia já participou de três road shows: Nova York, Canadá e Europa (Londres e Frankfurt). "Foram mais de 1.200 contatos com o investidor, entre road shows, reuniões e conferências com bancos de investimentos", conta Gouveia.
Outro fator foi a cobertura do papel por analistas de bancos de investimentos relevantes. Atualmente são cinco instituições avaliando a companhia: Credit Suisse, Merrill Lynch, BTG, Raymon James e Safra. O objetivo é ter 10 até o final do ano, projeta Gouveia.
Resultados
Em seu primeiro ano de independência, o Multiplus deve fechar com faturamento de R$ 1 bilhão e 7,6 milhões de clientes cadastrados. Os resultados refletem o esforço comercial da companhia em fechar parcerias. De um lado, com empresas que possuam programas de fidelidade (parceiros de acúmulo).
De outro, com empresas em que os clientes podem trocar os pontos por produtos (chamados parceiros de coalizão). "Já temos quase 150 parceiros de acúmulo e 14 de coalizão", diz Gouveia.
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15 de nov. de 2010
FIM DE ANO ESTIMULA USO DE MILHAS DO CARTÃO
jornal O Estado de S.Paulo 15/11/2010 - Luiz Guilherme Gerbelli
As recompensas do cartão de crédito são sempre lembradas pelos consumidores no fim do ano. Quanto mais o cliente usa o cartão, mais pontos ele acumula. As taxas de bonificação variam entre os bancos e os benefícios vão desde assinaturas de revistas até milhagens que podem ser utilizadas em companhias aéreas.
Pelo levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviço (Abecs), a projeção até dezembro de 2010 é de que 153 milhões de cartões de crédito estejam circulando no País - alta de 13% na comparação com 2009.
"A melhor dica que eu posso dar para quem quer somar pontos é concentrar o gasto. Não ter vergonha de comprar o pãozinho da padaria com o cartão crédito", afirma o gerente executivo do Santander, Mário Hollaender.
A desvalorização do dólar frente ao real também facilita o acúmulo de pontos. O saldo é realizado com base na conversão do gasto do cliente para a moeda americana. Ou seja, para acumular 1 ponto o consumidor brasileiro tem de gastar aproximadamente R$ 1,72.
As principais companhias aéreas do País - TAM, Gol e Azul - possuem parcerias com os bancos para a troca de milhagem. O consumidor interessado também deve estar atento para as parcerias com empresas internacionais. Entre as mais recorrentes, estão a Delta Airlines e a portuguesa TAP.
Na avaliação do diretor da Abecs, Fernando Teles, o consumidor que optar pelo uso do cartão de crédito para o acúmulo de milhas não corre o risco de se endividar. "A própria Abecs promove campanhas educativas", diz. "Ninguém vai se endividar porque pensará em como obter milhas futuras."
Mais do que oferecer simples benefícios, os programas de recompensa funcionam como uma maneira de tornar o correntista mais fiel à marca. "Essa troca tem um componente de reconhecimento. É uma troca de valor que propicia negócios na forma de reconhecimento", afirma Marcio Henrique Parizotto, diretor do Bradesco.
O banco Itaú Unibanco também oferece um programa de fidelidade. Dependendo do tipo de cartão, o gasto de US$ 1 dólar pode gerar até 1,5 pontos.
De olho na fidelidade do cliente, o Citibank lançou no fim do mês passado um cartão de crédito que concederá até dois pontos de benefícios para cada dólar gasto. "Os nossos clientes que poderão utilizar esse benefício são aqueles cuja bonificação supera R$ 3 mil", diz o Diretor de Produtos e Serviços da Credicard, Luiz Almeida.
A intenção da empresa é contar com 300 mil clientes até outubro de 2011, quando termina o período de divulgação. Na semana passada, o Santander lançou o cartão Ferrari (a montadora é patrocinada pelo banco). "O nosso catálogo de recompensa será com produtos licenciados da Ferrari", diz Hollaender.
As recompensas do cartão de crédito são sempre lembradas pelos consumidores no fim do ano. Quanto mais o cliente usa o cartão, mais pontos ele acumula. As taxas de bonificação variam entre os bancos e os benefícios vão desde assinaturas de revistas até milhagens que podem ser utilizadas em companhias aéreas.
Pelo levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviço (Abecs), a projeção até dezembro de 2010 é de que 153 milhões de cartões de crédito estejam circulando no País - alta de 13% na comparação com 2009.
"A melhor dica que eu posso dar para quem quer somar pontos é concentrar o gasto. Não ter vergonha de comprar o pãozinho da padaria com o cartão crédito", afirma o gerente executivo do Santander, Mário Hollaender.
A desvalorização do dólar frente ao real também facilita o acúmulo de pontos. O saldo é realizado com base na conversão do gasto do cliente para a moeda americana. Ou seja, para acumular 1 ponto o consumidor brasileiro tem de gastar aproximadamente R$ 1,72.
As principais companhias aéreas do País - TAM, Gol e Azul - possuem parcerias com os bancos para a troca de milhagem. O consumidor interessado também deve estar atento para as parcerias com empresas internacionais. Entre as mais recorrentes, estão a Delta Airlines e a portuguesa TAP.
Na avaliação do diretor da Abecs, Fernando Teles, o consumidor que optar pelo uso do cartão de crédito para o acúmulo de milhas não corre o risco de se endividar. "A própria Abecs promove campanhas educativas", diz. "Ninguém vai se endividar porque pensará em como obter milhas futuras."
Mais do que oferecer simples benefícios, os programas de recompensa funcionam como uma maneira de tornar o correntista mais fiel à marca. "Essa troca tem um componente de reconhecimento. É uma troca de valor que propicia negócios na forma de reconhecimento", afirma Marcio Henrique Parizotto, diretor do Bradesco.
O banco Itaú Unibanco também oferece um programa de fidelidade. Dependendo do tipo de cartão, o gasto de US$ 1 dólar pode gerar até 1,5 pontos.
De olho na fidelidade do cliente, o Citibank lançou no fim do mês passado um cartão de crédito que concederá até dois pontos de benefícios para cada dólar gasto. "Os nossos clientes que poderão utilizar esse benefício são aqueles cuja bonificação supera R$ 3 mil", diz o Diretor de Produtos e Serviços da Credicard, Luiz Almeida.
A intenção da empresa é contar com 300 mil clientes até outubro de 2011, quando termina o período de divulgação. Na semana passada, o Santander lançou o cartão Ferrari (a montadora é patrocinada pelo banco). "O nosso catálogo de recompensa será com produtos licenciados da Ferrari", diz Hollaender.
20 de set. de 2010
DOBRADINHA
jornal Folha de S. Paulo 20/09/2010 – Mercado Aberto
A Redecard e o Multiplus Fidelidade, da TAM, firmaram parceria para pontos de venda. Os clientes da companhia aérea poderão gastar os pontos acumulados em compras nas máquinas da Redecard, além de consultar saldos, juntar e resgatar os pontos obtidos.
A Redecard e o Multiplus Fidelidade, da TAM, firmaram parceria para pontos de venda. Os clientes da companhia aérea poderão gastar os pontos acumulados em compras nas máquinas da Redecard, além de consultar saldos, juntar e resgatar os pontos obtidos.
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