portal Terra 30/12/2011
A Gol Linhas Aéreas alterou as regras de seu programa de fidelidade "Smiles". Segundo a companhia, a partir de primeiro de janeiro, as milhas necessárias para cada nível do programa serão diminuídas. As milhas anuais para contar com o cartão Smiles Prata passam de 20 mil para 10 mil, enquanto que para o Smile Ouro, caem de 50 mil para 20 mil, e para o Smile Diamante, de 100 mil para 35 mil, todas acumuladas no período dos últimos 12 meses.
Cada cartão permite vantagens aos clientes da companhia, de acordo com o perfil do viajante. O Smile Prata, por exemplo, dá direito a um excesso de bagagens de até 10 kg e acúmulo de 25% de bônus sobre as milhas. Já o Smile Ouro permite o dobro do peso em excesso de bagagens, atendimento diferenciado pela empresa e 50% de bônus sobre as milhas. O cartão Diamante, voltado aos consumidores que mais realizam voos, tem como principal vantagem dobrar o número de milhas acumuladas a cada viagem.
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14 de jan. de 2012
18 de set. de 2011
MILHAS INFIÉIS: CLIENTES DE PROGRAMAS DE FIDELIDADE DENUNCIAM O ROUBO DE PONTOS
portal O Globo 14/09/2011 - Rennan Setti e Luciana Casemiro
Não bastasse a dificuldade para resgatar milhas aéreas, os passageiros passam por uma nova turbulência na relação com os programas de fidelidade: o furto de pontos. Um número crescente de clientes de TAM e Gol reclama da emissão não autorizada de passagens para pessoas desconhecidas e de alterações nos dados cadastrais sem consentimento. A suspeita é de fraude cibernética, já que a internet é um dos principais canais de resgate de milhas. Mas as companhias se isentam de qualquer responsabilidade. O resultado é a desconfiança em relação aos programas de fidelidade.
Viajante assídua pela TAM, a empresária Luiza Sampaio, de 48 anos, espantou-se ao descobrir que 33 mil de suas 41 mil milhas no Multiplus Fidelidade financiaram uma viagem de ida e volta entre São Paulo e Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, para alguém que não conhecia. Luiza estava certa de que fora vítima de um erro ou de um golpe, mas a companhia não concordou. "Não foi detectada fraude nas emissões efetuadas com a sua pontuação, uma vez que a senha foi utilizada corretamente", foi a resposta da TAM.
- Os clientes desses programas não estão seguros. O objetivo do sistema de milhas é viajar, mas, por causa do problema, acabei tendo de tirar mais de US$1.800 do meu bolso para pagar minha ida a Vancouver - lamentou Luiza, que costuma converter também os pontos acumulados no cartão de crédito em passagens aéreas.
Até Polícia do Senado já abriu inquérito sobre roubo de milhas
A Multiplus/TAM deu a mesma resposta à publicitária Caroline Rayel, de Cuiabá, quando 41 mil milhas acumuladas em voos pela empresa foram usadas na compra de um monitor LCD de 21 polegadas em uma loja de eletrônicos. Isso apesar de o endereço de entrega ser em Minas Gerais e completamente estranho à consumidora. Caroline só se deu conta do roubo após receber um e-mail comunicando que seu cadastro havia sido alterado no Multiplus. Mas a TAM informou que sequer poderia cancelar a compra.
- A companhia me tratou como se eu fosse a culpada. Gastei R$500 em telefonemas para a TAM e não resolvi o problema - reclama Caroline, que prepara uma ação contra a empresa.
Mas a TAM não é o único alvo de queixas sobre furto de milhagens. Esta seção também já recebeu reclamações similares de consumidores cadastrados no programa Smiles, da Gol. Como a da dona de casa Sílvia Lemos, de 52 anos. Sem que ela soubesse, 30 mil milhas foram usadas na emissão de três passagens para uma família - a julgar pela coincidência nos sobrenomes - de estranhos. A Gol negou que tenha havido fraude, pois trabalha com "altos padrões de segurança e (...) com sistema adicional antifraude". Sílvia já avalia se vale a pena continuar cadastrada em programas de fidelidade e viajando pela companhia.
O problema já chegou a Brasília. A Polícia do Senado Federal já abriu dois inquéritos para apurar o roubo de milhas de senadores. Na Justiça, os processos acabaram arquivados.
De acordo com Júlio Machado, titular da 1ª Promotoria de Defesa do Consumidor do Rio, as denúncias indicam a existência de fraudes:
- Os consumidores podem propor ação para reparação dos prejuízos. É cabível inclusive a inversão do ônus da prova, de forma a transferir à companhia o dever de demonstrar que foi o consumidor quem realizou o resgate, como ocorre com os saques bancários indevidos, conforme decisões do STJ.
Troca de milhas por passagens aéreas passam por um 'boom'
Os programas de milhagem passam por um boom. No Multiplus Fidelidade (da mesma holding da TAM), por exemplo, o resgate de passagens saltou 238,8% em um ano. A emissão de pontos também cresceu: 51,4% na comparação anual. Muitos desses pontos são acumulados por meio de cartão de crédito.
Para Maíra Feltrin, assessora técnica do Procon-SP, as companhias têm responsabilidade objetiva pelo sumiço das milhas à luz do Código de Defesa do Consumidor (CDC):
- Se a empresa estabelece relação com o consumidor por meio da web, tem de oferecer uma via segura. Os riscos que advêm do uso da internet fazem parte do risco da atividade.
TAM, Multiplus e Gol não admitiram a ocorrência de fraude
Maíra destaca que, apesar de os programas não serem regulados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), devem respeitar o CDC.
Para consultor de segurança digital Alexandre Freire, o ideal seria que as empresas igualassem sua infraestrutura de segurança à das instituições financeiras - exigindo, por exemplo, que o passageiro escolha uma única máquina para realizar o acesso e com chaves de segurança.
Procuradas pelo GLOBO, TAM, Multiplus e Gol não admitiram a ocorrência de fraude. As empresas ressaltaram a qualidade de seus procedimentos de segurança. TAM e Multiplus orientaram os clientes a ficarem atentos a pedidos de confirmação de dados por e-mail e informaram que qualquer solicitação real direcionará o usuário aos sites oficiais. A Gol disse que qualquer alteração de e-mail ou solicitação de nova senha ocasiona envio de notificação para o e-mail anteriormente cadastrado. A TAM disse ainda estar apurando as denúncias de fraude.
Não bastasse a dificuldade para resgatar milhas aéreas, os passageiros passam por uma nova turbulência na relação com os programas de fidelidade: o furto de pontos. Um número crescente de clientes de TAM e Gol reclama da emissão não autorizada de passagens para pessoas desconhecidas e de alterações nos dados cadastrais sem consentimento. A suspeita é de fraude cibernética, já que a internet é um dos principais canais de resgate de milhas. Mas as companhias se isentam de qualquer responsabilidade. O resultado é a desconfiança em relação aos programas de fidelidade.
Viajante assídua pela TAM, a empresária Luiza Sampaio, de 48 anos, espantou-se ao descobrir que 33 mil de suas 41 mil milhas no Multiplus Fidelidade financiaram uma viagem de ida e volta entre São Paulo e Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, para alguém que não conhecia. Luiza estava certa de que fora vítima de um erro ou de um golpe, mas a companhia não concordou. "Não foi detectada fraude nas emissões efetuadas com a sua pontuação, uma vez que a senha foi utilizada corretamente", foi a resposta da TAM.
- Os clientes desses programas não estão seguros. O objetivo do sistema de milhas é viajar, mas, por causa do problema, acabei tendo de tirar mais de US$1.800 do meu bolso para pagar minha ida a Vancouver - lamentou Luiza, que costuma converter também os pontos acumulados no cartão de crédito em passagens aéreas.
Até Polícia do Senado já abriu inquérito sobre roubo de milhas
A Multiplus/TAM deu a mesma resposta à publicitária Caroline Rayel, de Cuiabá, quando 41 mil milhas acumuladas em voos pela empresa foram usadas na compra de um monitor LCD de 21 polegadas em uma loja de eletrônicos. Isso apesar de o endereço de entrega ser em Minas Gerais e completamente estranho à consumidora. Caroline só se deu conta do roubo após receber um e-mail comunicando que seu cadastro havia sido alterado no Multiplus. Mas a TAM informou que sequer poderia cancelar a compra.
- A companhia me tratou como se eu fosse a culpada. Gastei R$500 em telefonemas para a TAM e não resolvi o problema - reclama Caroline, que prepara uma ação contra a empresa.
Mas a TAM não é o único alvo de queixas sobre furto de milhagens. Esta seção também já recebeu reclamações similares de consumidores cadastrados no programa Smiles, da Gol. Como a da dona de casa Sílvia Lemos, de 52 anos. Sem que ela soubesse, 30 mil milhas foram usadas na emissão de três passagens para uma família - a julgar pela coincidência nos sobrenomes - de estranhos. A Gol negou que tenha havido fraude, pois trabalha com "altos padrões de segurança e (...) com sistema adicional antifraude". Sílvia já avalia se vale a pena continuar cadastrada em programas de fidelidade e viajando pela companhia.
O problema já chegou a Brasília. A Polícia do Senado Federal já abriu dois inquéritos para apurar o roubo de milhas de senadores. Na Justiça, os processos acabaram arquivados.
De acordo com Júlio Machado, titular da 1ª Promotoria de Defesa do Consumidor do Rio, as denúncias indicam a existência de fraudes:
- Os consumidores podem propor ação para reparação dos prejuízos. É cabível inclusive a inversão do ônus da prova, de forma a transferir à companhia o dever de demonstrar que foi o consumidor quem realizou o resgate, como ocorre com os saques bancários indevidos, conforme decisões do STJ.
Troca de milhas por passagens aéreas passam por um 'boom'
Os programas de milhagem passam por um boom. No Multiplus Fidelidade (da mesma holding da TAM), por exemplo, o resgate de passagens saltou 238,8% em um ano. A emissão de pontos também cresceu: 51,4% na comparação anual. Muitos desses pontos são acumulados por meio de cartão de crédito.
Para Maíra Feltrin, assessora técnica do Procon-SP, as companhias têm responsabilidade objetiva pelo sumiço das milhas à luz do Código de Defesa do Consumidor (CDC):
- Se a empresa estabelece relação com o consumidor por meio da web, tem de oferecer uma via segura. Os riscos que advêm do uso da internet fazem parte do risco da atividade.
TAM, Multiplus e Gol não admitiram a ocorrência de fraude
Maíra destaca que, apesar de os programas não serem regulados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), devem respeitar o CDC.
Para consultor de segurança digital Alexandre Freire, o ideal seria que as empresas igualassem sua infraestrutura de segurança à das instituições financeiras - exigindo, por exemplo, que o passageiro escolha uma única máquina para realizar o acesso e com chaves de segurança.
Procuradas pelo GLOBO, TAM, Multiplus e Gol não admitiram a ocorrência de fraude. As empresas ressaltaram a qualidade de seus procedimentos de segurança. TAM e Multiplus orientaram os clientes a ficarem atentos a pedidos de confirmação de dados por e-mail e informaram que qualquer solicitação real direcionará o usuário aos sites oficiais. A Gol disse que qualquer alteração de e-mail ou solicitação de nova senha ocasiona envio de notificação para o e-mail anteriormente cadastrado. A TAM disse ainda estar apurando as denúncias de fraude.
12 de jul. de 2011
CLIENTE WEBJET PODE TER SMILES DA GOL ANTES DA INTEGRAÇÃO
portal Folha Online 11/07/2011 – Carolina Matos
Os clientes da Webjet poderão ter acesso ao programa de milhagem da Gol, o Smiles, mesmo antes da unificação total das companhias, disse Constantino de Oliveira Júnior, presidente da Gol.
"Na medida em que o Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica] permita, queremos oferecer o benefício mesmo antes da integração completa das marcas", afirmou há pouco, em conferência para analistas e investidores.
O executivo reiterou ainda o plano de manter as características atuais do Smiles da Gol, mesmo com o aumento da base de clientes, a partir da incorporação daqueles atendidos pela Webjet.
Mais cedo, Constantino Jr. disse que a compra da Webjet não deve acarretar em aumento nos preços da compahia.
Na sexta-feira, a Gol anunciou a compra da Webjet por R$ 96 milhões (valor que será repassado aos sócios da companhia, que já desconsidera as dívidas da Webjet).
Analistas afirmaram, após o negócio, que a união das empresas poderia acarretar em um aumento de preços para os clientes Webjet --hoje com algumas das passagens mais baratas do mercado.
"O negócio não implicaria aumento de custos. Devemos ganhar eficiência e manter tarifas extremamente competitivas", afirmou Oliveira Jr. durante teleconferência.
Ele afirmou também que o acordo não deve gerar demissões de funcionários e que a troca dos aviões da Webjet nos anos seguintes à integração e a continuidade no crescimento da demanda de passageiros permitira, inclusive, que as companhias mantivessem o processo de contratação de trabalhadores.
A Webjet tem 1.670 funcionários; a Gol, 18 mil.
Editoria de Arte/Folhapress
MARCA
A marca Webjet deve desaparecer no longo prazo, após a aprovação do negócio pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Segundo Oliveira Jr., a integração das marcas ocorrerá em meio a um processo de aumento dos serviços aos passageiros da Webjet.
"Nós vamos manter a marca por algum tempo, principalmente até a aprovação do Cade. Mas, depois disso, teremos integração total", afirmou.
"As duas empresas atuam no mesmo segmento e acho que a Gol tem condições de agregar serviços e produtos aos passageiros, como o programa de milhagens Smiles, número maior de frequência de voos, um padrão de frota mais jovem, check-in pela internet (...)."
NEGÓCIO
Em comunicado divulgado na sexta-feira, as companhias afirmavam que a aérea foi avaliada durante as negociações em R$ 311 milhões.
Nesta segunda, Pereira detalhou a dívida da Webjet. De acordo com ele, R$ 215 milhões compõem a parte financeira dos débitos, cujos credores são, atualmente, os bancos Bradesco, Safra e Citibank --instituições com quem, segundo Pereira, a Gol tem relação próxima.
Essas dívidas começam a vencer neste ano e vão até 2015. A meta da Gol, porém, é estender o prazo desses vencimentos. Uma forma de fazer isso, após a aprovação do negócio pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), seria captar dinheiro no mercado.
De acordo com Pereira, ainda há R$ 120 milhões em dívidas da Webjet que não aparecem no balanço da companhia, já que são despesas que se referem a leasings operacionais.
Segundo ele, a dívida da Webjet não significará um aumento significativo no montante devido pela Gol atualmente.
Os clientes da Webjet poderão ter acesso ao programa de milhagem da Gol, o Smiles, mesmo antes da unificação total das companhias, disse Constantino de Oliveira Júnior, presidente da Gol.
"Na medida em que o Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica] permita, queremos oferecer o benefício mesmo antes da integração completa das marcas", afirmou há pouco, em conferência para analistas e investidores.
O executivo reiterou ainda o plano de manter as características atuais do Smiles da Gol, mesmo com o aumento da base de clientes, a partir da incorporação daqueles atendidos pela Webjet.
Mais cedo, Constantino Jr. disse que a compra da Webjet não deve acarretar em aumento nos preços da compahia.
Na sexta-feira, a Gol anunciou a compra da Webjet por R$ 96 milhões (valor que será repassado aos sócios da companhia, que já desconsidera as dívidas da Webjet).
Analistas afirmaram, após o negócio, que a união das empresas poderia acarretar em um aumento de preços para os clientes Webjet --hoje com algumas das passagens mais baratas do mercado.
"O negócio não implicaria aumento de custos. Devemos ganhar eficiência e manter tarifas extremamente competitivas", afirmou Oliveira Jr. durante teleconferência.
Ele afirmou também que o acordo não deve gerar demissões de funcionários e que a troca dos aviões da Webjet nos anos seguintes à integração e a continuidade no crescimento da demanda de passageiros permitira, inclusive, que as companhias mantivessem o processo de contratação de trabalhadores.
A Webjet tem 1.670 funcionários; a Gol, 18 mil.
Editoria de Arte/Folhapress
MARCA
A marca Webjet deve desaparecer no longo prazo, após a aprovação do negócio pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Segundo Oliveira Jr., a integração das marcas ocorrerá em meio a um processo de aumento dos serviços aos passageiros da Webjet.
"Nós vamos manter a marca por algum tempo, principalmente até a aprovação do Cade. Mas, depois disso, teremos integração total", afirmou.
"As duas empresas atuam no mesmo segmento e acho que a Gol tem condições de agregar serviços e produtos aos passageiros, como o programa de milhagens Smiles, número maior de frequência de voos, um padrão de frota mais jovem, check-in pela internet (...)."
NEGÓCIO
Em comunicado divulgado na sexta-feira, as companhias afirmavam que a aérea foi avaliada durante as negociações em R$ 311 milhões.
Nesta segunda, Pereira detalhou a dívida da Webjet. De acordo com ele, R$ 215 milhões compõem a parte financeira dos débitos, cujos credores são, atualmente, os bancos Bradesco, Safra e Citibank --instituições com quem, segundo Pereira, a Gol tem relação próxima.
Essas dívidas começam a vencer neste ano e vão até 2015. A meta da Gol, porém, é estender o prazo desses vencimentos. Uma forma de fazer isso, após a aprovação do negócio pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), seria captar dinheiro no mercado.
De acordo com Pereira, ainda há R$ 120 milhões em dívidas da Webjet que não aparecem no balanço da companhia, já que são despesas que se referem a leasings operacionais.
Segundo ele, a dívida da Webjet não significará um aumento significativo no montante devido pela Gol atualmente.
30 de mai. de 2011
MILHAS EXPLOSIVAS
jornal Folha de S. Paulo 30/05/2011 – Maria Inês Dolci*
Os programas de milhagem das companhias aéreas foram criados por razões óbvias: fidelizar os clientes, ou seja, mantê-los vinculados às empresas, por intermédio do acúmulo de pontos, trocados por passagens gratuitas. O sucesso desses programas fez com que se multiplicassem as formas de obter milhas, como as compras com cartões de crédito, ou convênios com estabelecimentos comerciais, turísticos, restaurantes etc. Nos últimos meses, contudo, tenho recebido relatos de problemas na hora de resgatar os pontos que dificultam a obtenção das passagens. Ou seja, a quebra unilateral dos contratos firmados com os que se inscreveram nesses programas.
E, pior ainda, em muitos casos, depois de transferirem a pontuação obtida em cartões de crédito.
Além disso, recentemente, a TAM enviou correspondência digital para informar que passaria a exigir 15 mil pontos -e não mais apenas 10 mil- em trechos da América do Sul.
São, portanto, duas infrações aos direitos dos consumidores: complicar o resgate da milhagem, por meio de artifícios burocráticos, e mudar as regras com o jogo em andamento.
Por que as companhias agem assim? Provavelmente, em função do aquecimento do mercado do uso de aviões em viagens interestaduais, provocado pela ascensão das classes C e D. E do próprio crescimento dos negócios em geral, especialmente no ano passado.
Um exemplo estava no e-mail que recebi de um cliente do Programa TAM Fidelidade. Angelo Gaiarsa Neto, o consumidor em questão, interrompeu suas atividades profissionais devido a problemas de saúde, e passou a usar o e-mail pessoal em lugar do endereço eletrônico de trabalho. Não conseguira resgatar os mais de 60 mil pontos acumulados até o início deste mês. Pediu alteração do e-mail e da senha, mas foi "enrolado pelo atendente". A situação não havia sido solucionada até o último dia 16.
Também, em consulta simples nos buscadores da internet, é fácil encontrar reclamações contra a Gol. Uns, porque alegam jamais conseguir resgatar seus pontos. Outros, aludindo a viagens não creditadas na milhagem. Há, ainda, sumiço de milhas, dentre outras denunciadas pelos participantes do programa de fidelidade da Gol.
Somem-se a isso os costumeiros atrasos nos voos e a queda da qualidade dos serviços nos aeroportos, a menos de três anos da Copa do Mundo em nosso país.
A gestão federal nessa área é lamentável. Infraero e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) continuam batendo cabeça. Houve um momento em que foram emitidos sinais positivos, por meio da Anac, mas que se esfumaçaram com o tempo, sem resultados práticos. Uma ou outra medida mais positiva, mas o conjunto ainda é rigorosamente caótico.
As dificuldades para o resgate dos pontos nos programas de milhagem aérea, portanto, estão em linha com o panorama de tudo o que ocorre com quem resolve utilizar o avião como meio de transporte no Brasil.
As únicas iniciativas das empresas aéreas têm sido cobrar os lanches e vender mercadorias durante o voo. Ou seja, nada que resulte em mais qualidade, mais conforto e mais segurança para o passageiro. Como o duopólio (TAM e Gol) que divide o mercado não tem de se preocupar com as autoridades, o descaso só aumenta. Não é uma prática exclusiva das empresas aéreas, como já deixamos bem claro neste espaço várias vezes, mas sim um comportamento empresarial e governamental de confronto ao Código de Defesa do Consumidor.
Como isso poderia mudar? Sem a participação dos três Poderes, dificilmente haverá avanços para os cidadãos. A esperança é o Ministério Público, e a expectativa de maior disputa no mercado aéreo. Pode ser, também, que a aproximação não somente da Copa do Mundo, mas da Olimpíada de 2016, no Rio, provoque algumas medidas para mudar esse quadro.
Cabe ao consumidor reclamar, ingressar na Justiça e apoiar as entidades de defesa dos seus direitos, nessa luta tão desigual.
Nossos céus, definitivamente, não são de brigadeiro.
MARIA INÊS DOLCI, 56, advogada formada pela USP com especialização em business, é especialista em direito do consumidor e coordenadora institucional da ProTeste Associação de Consumidores. Escreve às segundas-feiras, a cada 14 dias, nesta coluna.
Internet: mariainesdolci.folha.blog.uol.com.br
Os programas de milhagem das companhias aéreas foram criados por razões óbvias: fidelizar os clientes, ou seja, mantê-los vinculados às empresas, por intermédio do acúmulo de pontos, trocados por passagens gratuitas. O sucesso desses programas fez com que se multiplicassem as formas de obter milhas, como as compras com cartões de crédito, ou convênios com estabelecimentos comerciais, turísticos, restaurantes etc. Nos últimos meses, contudo, tenho recebido relatos de problemas na hora de resgatar os pontos que dificultam a obtenção das passagens. Ou seja, a quebra unilateral dos contratos firmados com os que se inscreveram nesses programas.
E, pior ainda, em muitos casos, depois de transferirem a pontuação obtida em cartões de crédito.
Além disso, recentemente, a TAM enviou correspondência digital para informar que passaria a exigir 15 mil pontos -e não mais apenas 10 mil- em trechos da América do Sul.
São, portanto, duas infrações aos direitos dos consumidores: complicar o resgate da milhagem, por meio de artifícios burocráticos, e mudar as regras com o jogo em andamento.
Por que as companhias agem assim? Provavelmente, em função do aquecimento do mercado do uso de aviões em viagens interestaduais, provocado pela ascensão das classes C e D. E do próprio crescimento dos negócios em geral, especialmente no ano passado.
Um exemplo estava no e-mail que recebi de um cliente do Programa TAM Fidelidade. Angelo Gaiarsa Neto, o consumidor em questão, interrompeu suas atividades profissionais devido a problemas de saúde, e passou a usar o e-mail pessoal em lugar do endereço eletrônico de trabalho. Não conseguira resgatar os mais de 60 mil pontos acumulados até o início deste mês. Pediu alteração do e-mail e da senha, mas foi "enrolado pelo atendente". A situação não havia sido solucionada até o último dia 16.
Também, em consulta simples nos buscadores da internet, é fácil encontrar reclamações contra a Gol. Uns, porque alegam jamais conseguir resgatar seus pontos. Outros, aludindo a viagens não creditadas na milhagem. Há, ainda, sumiço de milhas, dentre outras denunciadas pelos participantes do programa de fidelidade da Gol.
Somem-se a isso os costumeiros atrasos nos voos e a queda da qualidade dos serviços nos aeroportos, a menos de três anos da Copa do Mundo em nosso país.
A gestão federal nessa área é lamentável. Infraero e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) continuam batendo cabeça. Houve um momento em que foram emitidos sinais positivos, por meio da Anac, mas que se esfumaçaram com o tempo, sem resultados práticos. Uma ou outra medida mais positiva, mas o conjunto ainda é rigorosamente caótico.
As dificuldades para o resgate dos pontos nos programas de milhagem aérea, portanto, estão em linha com o panorama de tudo o que ocorre com quem resolve utilizar o avião como meio de transporte no Brasil.
As únicas iniciativas das empresas aéreas têm sido cobrar os lanches e vender mercadorias durante o voo. Ou seja, nada que resulte em mais qualidade, mais conforto e mais segurança para o passageiro. Como o duopólio (TAM e Gol) que divide o mercado não tem de se preocupar com as autoridades, o descaso só aumenta. Não é uma prática exclusiva das empresas aéreas, como já deixamos bem claro neste espaço várias vezes, mas sim um comportamento empresarial e governamental de confronto ao Código de Defesa do Consumidor.
Como isso poderia mudar? Sem a participação dos três Poderes, dificilmente haverá avanços para os cidadãos. A esperança é o Ministério Público, e a expectativa de maior disputa no mercado aéreo. Pode ser, também, que a aproximação não somente da Copa do Mundo, mas da Olimpíada de 2016, no Rio, provoque algumas medidas para mudar esse quadro.
Cabe ao consumidor reclamar, ingressar na Justiça e apoiar as entidades de defesa dos seus direitos, nessa luta tão desigual.
Nossos céus, definitivamente, não são de brigadeiro.
MARIA INÊS DOLCI, 56, advogada formada pela USP com especialização em business, é especialista em direito do consumidor e coordenadora institucional da ProTeste Associação de Consumidores. Escreve às segundas-feiras, a cada 14 dias, nesta coluna.
Internet: mariainesdolci.folha.blog.uol.com.br
10 de mar. de 2011
GOL ANUNCIA VENDA DE BILHETES EM QUIOSQUES NO METRÔ DE SP
portal Folha Online 10/03/2011
A Gol anunciou nesta quinta-feira que irá vender passagens aéreas em quiosques no metrô de São Paulo. Segundo a empresa, o canal é "destinado, principalmente, à nova classe média brasileira".
Os pontos serão inaugurados nas estações Itaquera, Sé e Luz. Será possível comprar bilhetes, alterar e cancelar reservas e esclarecer dúvidas de consumidores.
"A nova identidade terá itens que remetem aos aeroportos e faremos ações de comunicação com forte apelo visual", diz Claudia Pagnano, vice-presidente de mercado da companhia. "Nosso objetivo é fazer um trabalho de imersão das classes C e D no universo da aviação".
Segundo a Gol, as equipes dos quiosques foram treinadas "de forma diferenciada, com uma consultoria especializada em consumo popular".
"Durante 20 dias, os colaboradores passaram por cursos sobre a nova classe média, em que estudaram hábitos desse público, técnicas de vendas e linguagem",
informa em comunicado.
A Gol anunciou nesta quinta-feira que irá vender passagens aéreas em quiosques no metrô de São Paulo. Segundo a empresa, o canal é "destinado, principalmente, à nova classe média brasileira".
Os pontos serão inaugurados nas estações Itaquera, Sé e Luz. Será possível comprar bilhetes, alterar e cancelar reservas e esclarecer dúvidas de consumidores.
"A nova identidade terá itens que remetem aos aeroportos e faremos ações de comunicação com forte apelo visual", diz Claudia Pagnano, vice-presidente de mercado da companhia. "Nosso objetivo é fazer um trabalho de imersão das classes C e D no universo da aviação".
Segundo a Gol, as equipes dos quiosques foram treinadas "de forma diferenciada, com uma consultoria especializada em consumo popular".
"Durante 20 dias, os colaboradores passaram por cursos sobre a nova classe média, em que estudaram hábitos desse público, técnicas de vendas e linguagem",
informa em comunicado.
20 de dez. de 2010
GOL LANÇA PROMOÇÃO VERÃO 8.000 MILHAS DO SMILES
portal Economia & Negócios 20/12/2010 – Silvana Mautone (Agencia Estado)
A Gol lançou hoje a promoção Verão 8.000 Milhas, que permite que os usuários do seu programa de milhagem, o Smiles, possam emitir bilhetes com 8.000 milhas por trecho - normalmente são exigidas 10.000 milhas por trecho. A promoção, que irá vigorar até 31 de janeiro de 2011, é válida para os destinos operados pela companhia aérea nas regiões Sul e Sudeste, além de Brasília.
Também é possível completar o saldo em milhas com uma parte em dinheiro, por meio do programa "Smiles & Money", que oferece até 30% de desconto na tarifa programada e permite combinar de 1.000 a 3.000 milhas com dinheiro para emitir o bilhete. O programa Smiles tem mais de 7 milhões de participantes.
A Gol lançou hoje a promoção Verão 8.000 Milhas, que permite que os usuários do seu programa de milhagem, o Smiles, possam emitir bilhetes com 8.000 milhas por trecho - normalmente são exigidas 10.000 milhas por trecho. A promoção, que irá vigorar até 31 de janeiro de 2011, é válida para os destinos operados pela companhia aérea nas regiões Sul e Sudeste, além de Brasília.
Também é possível completar o saldo em milhas com uma parte em dinheiro, por meio do programa "Smiles & Money", que oferece até 30% de desconto na tarifa programada e permite combinar de 1.000 a 3.000 milhas com dinheiro para emitir o bilhete. O programa Smiles tem mais de 7 milhões de participantes.
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15 de nov. de 2010
FIM DE ANO ESTIMULA USO DE MILHAS DO CARTÃO
jornal O Estado de S.Paulo 15/11/2010 - Luiz Guilherme Gerbelli
As recompensas do cartão de crédito são sempre lembradas pelos consumidores no fim do ano. Quanto mais o cliente usa o cartão, mais pontos ele acumula. As taxas de bonificação variam entre os bancos e os benefícios vão desde assinaturas de revistas até milhagens que podem ser utilizadas em companhias aéreas.
Pelo levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviço (Abecs), a projeção até dezembro de 2010 é de que 153 milhões de cartões de crédito estejam circulando no País - alta de 13% na comparação com 2009.
"A melhor dica que eu posso dar para quem quer somar pontos é concentrar o gasto. Não ter vergonha de comprar o pãozinho da padaria com o cartão crédito", afirma o gerente executivo do Santander, Mário Hollaender.
A desvalorização do dólar frente ao real também facilita o acúmulo de pontos. O saldo é realizado com base na conversão do gasto do cliente para a moeda americana. Ou seja, para acumular 1 ponto o consumidor brasileiro tem de gastar aproximadamente R$ 1,72.
As principais companhias aéreas do País - TAM, Gol e Azul - possuem parcerias com os bancos para a troca de milhagem. O consumidor interessado também deve estar atento para as parcerias com empresas internacionais. Entre as mais recorrentes, estão a Delta Airlines e a portuguesa TAP.
Na avaliação do diretor da Abecs, Fernando Teles, o consumidor que optar pelo uso do cartão de crédito para o acúmulo de milhas não corre o risco de se endividar. "A própria Abecs promove campanhas educativas", diz. "Ninguém vai se endividar porque pensará em como obter milhas futuras."
Mais do que oferecer simples benefícios, os programas de recompensa funcionam como uma maneira de tornar o correntista mais fiel à marca. "Essa troca tem um componente de reconhecimento. É uma troca de valor que propicia negócios na forma de reconhecimento", afirma Marcio Henrique Parizotto, diretor do Bradesco.
O banco Itaú Unibanco também oferece um programa de fidelidade. Dependendo do tipo de cartão, o gasto de US$ 1 dólar pode gerar até 1,5 pontos.
De olho na fidelidade do cliente, o Citibank lançou no fim do mês passado um cartão de crédito que concederá até dois pontos de benefícios para cada dólar gasto. "Os nossos clientes que poderão utilizar esse benefício são aqueles cuja bonificação supera R$ 3 mil", diz o Diretor de Produtos e Serviços da Credicard, Luiz Almeida.
A intenção da empresa é contar com 300 mil clientes até outubro de 2011, quando termina o período de divulgação. Na semana passada, o Santander lançou o cartão Ferrari (a montadora é patrocinada pelo banco). "O nosso catálogo de recompensa será com produtos licenciados da Ferrari", diz Hollaender.
As recompensas do cartão de crédito são sempre lembradas pelos consumidores no fim do ano. Quanto mais o cliente usa o cartão, mais pontos ele acumula. As taxas de bonificação variam entre os bancos e os benefícios vão desde assinaturas de revistas até milhagens que podem ser utilizadas em companhias aéreas.
Pelo levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviço (Abecs), a projeção até dezembro de 2010 é de que 153 milhões de cartões de crédito estejam circulando no País - alta de 13% na comparação com 2009.
"A melhor dica que eu posso dar para quem quer somar pontos é concentrar o gasto. Não ter vergonha de comprar o pãozinho da padaria com o cartão crédito", afirma o gerente executivo do Santander, Mário Hollaender.
A desvalorização do dólar frente ao real também facilita o acúmulo de pontos. O saldo é realizado com base na conversão do gasto do cliente para a moeda americana. Ou seja, para acumular 1 ponto o consumidor brasileiro tem de gastar aproximadamente R$ 1,72.
As principais companhias aéreas do País - TAM, Gol e Azul - possuem parcerias com os bancos para a troca de milhagem. O consumidor interessado também deve estar atento para as parcerias com empresas internacionais. Entre as mais recorrentes, estão a Delta Airlines e a portuguesa TAP.
Na avaliação do diretor da Abecs, Fernando Teles, o consumidor que optar pelo uso do cartão de crédito para o acúmulo de milhas não corre o risco de se endividar. "A própria Abecs promove campanhas educativas", diz. "Ninguém vai se endividar porque pensará em como obter milhas futuras."
Mais do que oferecer simples benefícios, os programas de recompensa funcionam como uma maneira de tornar o correntista mais fiel à marca. "Essa troca tem um componente de reconhecimento. É uma troca de valor que propicia negócios na forma de reconhecimento", afirma Marcio Henrique Parizotto, diretor do Bradesco.
O banco Itaú Unibanco também oferece um programa de fidelidade. Dependendo do tipo de cartão, o gasto de US$ 1 dólar pode gerar até 1,5 pontos.
De olho na fidelidade do cliente, o Citibank lançou no fim do mês passado um cartão de crédito que concederá até dois pontos de benefícios para cada dólar gasto. "Os nossos clientes que poderão utilizar esse benefício são aqueles cuja bonificação supera R$ 3 mil", diz o Diretor de Produtos e Serviços da Credicard, Luiz Almeida.
A intenção da empresa é contar com 300 mil clientes até outubro de 2011, quando termina o período de divulgação. Na semana passada, o Santander lançou o cartão Ferrari (a montadora é patrocinada pelo banco). "O nosso catálogo de recompensa será com produtos licenciados da Ferrari", diz Hollaender.
8 de set. de 2010
PROGRAMA DE MILHAGEM DA GOL ULTRAPASSA SETE MILHÕES DE PARTICIPANTES
portal iG 08/09/2010 – Guilherme Barros
O Smiles, programa de milhagem da Gol, chegou a marca de 7,1 milhões de participantes cadastrados.
Desde a extensão de seus benefícios aos clientes da Gol, o programa vem registrando cerca de 50 mil novos cadastramentos ao mês. Só em agosto, foram 100 mil novos associados.
O Smiles, programa de milhagem da Gol, chegou a marca de 7,1 milhões de participantes cadastrados.
Desde a extensão de seus benefícios aos clientes da Gol, o programa vem registrando cerca de 50 mil novos cadastramentos ao mês. Só em agosto, foram 100 mil novos associados.
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