jornal O Estado de S.Paulo 02/08/2011 - Naiana Oscar
Em linha com sua estratégia de internacionalização, o Itaú assinou nesta segunda-feira, 1º, um acordo para criação de uma joint venture com um dos maiores bancos chilenos, o Munita, Cruzat & Claro (MCC). A parceria foi feita com o objetivo de desenvolver a gestão de patrimônio no Chile, com operações de private banking - serviço prestado timidamente pelo branco brasileiro naquele país.Com a joint venture o Itaú vira líder na administrações de fortunas no mercado chileno.
O Itaú está no Chile desde 2006, quando comprou o BankBoston local (ver ao lado). De lá para cá, manteve uma atuação voltada para o varejo e com uma carteira relativamente pequena de clientes com alta renda, alvos do private banking. Com a sociedade, o banco une os US$ 300 milhões que tinha sob gestão com o US$ 1,7 bilhão do parceiro chileno.
"Com a sociedade, aumentamos a carteira de clientes hispânicos em 25%", disse João Medeiros, diretor do Itaú Private Bank International. "Os clientes chilenos passam a representar um terço da nossa carteira na América Latina, encostando nos argentinos, que até então tinham a participação mais relevante, depois do Brasil."
Medeiros acredita que, em três ou quatro anos, é possível dobrar a carteira de ativos no Chile, chegando aos US$ 2 bilhões. Entre os fatores que levaram o Itaú a apostar no país vizinho, além da oportunidade, está o potencial de crescimento da economia chilena, que tem dado saltos de 6% ao ano. "É um mercado que tem condições muito favoráveis, com crescimento sustentável e um ciclo de criação de riquezas estável", diz Medeiros. "Com riqueza acumulada, temos investidores em busca de oportunidade de investimento."
A parceria promete também facilitar o acesso de investidores chilenos ao País. "A sociedade nos amplia a oportunidade de oferecer produtos mundiais e especialmente do Brasil, que é o país dos Brics com maior potencial", diz Alberto Munita, um dos sócios fundadores do MCC. O banco, especializado em gestão de patrimônio, tem 28 anos de atuação.
Marca. As partes não divulgaram suas participações no negócio mas disseram que os sócios da instituição chilena continuarão à frente da operação. O Itaú terá um representante no conselho de administração da joint venture, que atuará sob a bandeira do MCC. As negociações em torno dessa sociedade começaram há um ano e foram concluídas ontem, com a assinatura do acordo, no Chile.
Na América Latina, o Itaú também está presente na Argentina, no Paraguai e no Uruguai. O banco é líder em private banking no continente, com mais de US$ 80 bilhões de ativos sob gestão.
Com atuação em 21 países nas Américas do Sul e do Norte, na Europa, no Oriente Médio e na Ásia, o banco brasileiro está desde 2006 com uma forte estratégia de internacionalização, por meio de aquisições e, principalmente, crescimento orgânico. "Nós achamos que temos oportunidade de originar negócios. Queremos crescer aproveitando nossa presença nesses mercados locais e algumas oportunidades. O foco, no entanto, continua sendo o Brasil", diz João Medeiros.
3 de ago. de 2011
CRÉDITO PARA VEÍCULOS COMEÇA A TER QUEDA EFETIVA EM CARTEIRA
jornal DCI 02/08/2011 – Marcelle Gutierrez
A indústria automobilística ultrapassou a marca de 2 milhões de veículos vendidos neste ano, e julho deve exceder 300 mil na comparação com julho de 2010, de acordo com dados da Associação Nacional dos Veículos Automotores (Anfavea). Apesar dos significativos números, o setor apresenta desaceleração nos últimos meses em consequência dos altos custos do financiamento, com constante elevação da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 12,50% ao ano, aumento do valor da entrada e avaliação mais criteriosa das instituições financeiras por conta dos riscos, apontaram especialistas. As medidas macroprudenciais também contribuem para esta nova realidade neste segmento.
Segundo o Banco Central, o saldo total em pessoa física em junho chegou a R$ 158,063 bilhões, acréscimo de 10,6% em relação ao de janeiro, de R$ 142.197 bilhões. No mesmo período do ano passado, o crescimento foi superior, de 16,26%, de R$ 95,674 bilhões em janeiro de 2010 para R$ 111,228 bilhões em junho.
No total de concessões acumuladas em junho, a desaceleração pode ser observada com queda de 3,6% na comparação com maio, de R$ 8,797 bilhões para R$ 8,476 bilhões. Já a média diária das concessões apresentou leve alta, de R$ 400 milhões em maio para R$ 404 milhões em junho.
Para Adriano Gomes, professor de Finanças e Administração da ESPM, há dois fatores principais que justificam a redução do financiamento de veículos, com o objetivo de esfriar a curva de crescimento observada um ano atrás. "Houve a restrição da totalidade do financiamento. Antes podiam-se financiar 100%, agora há o aumento do valor da entrada de acordo com o prazo para o crédito ser aprovado. O segundo ato foi o aumento da Selic, chegando a 12,50% a.a. O financiamento de automóveis fica mais caro."
Os resultados divulgados por dois grandes bancos privados referentes ao primeiro semestre de 2011 reforçam a tendência de desaceleração. O saldo da carteira do Bradesco totalizou R$ 250,834 bilhões em junho de 2011, com R$ 101,462 em pessoa física. O saldo do segmento de financiamento de veículos chegou a R$ 26,753 bilhões, queda de 0,04% ante março deste ano, que foi de R$ 25,763. Em relação ao último trimestre de 2010, período anterior aos reflexos das medidas macroprudenciais do governo, o crescimento foi de 7,80%, quando na comparação do segundo trimestre de 2010, de R$ 21,328 bilhões, com dezembro de 2009, a elevação chegou a 14,16%.
Para o final de 2011, o Bradesco mantém o guidance (perspectiva de crescimento) de 10% a 14% no produto veículo.
A elevação nas carteiras para pessoas físicas do Santander Brasil em junho, foi de 23,4% ante o primeiro semestre de 2010, para R$ 56,647 bilhões. No ramo veículos, houve acréscimo de 3,9%, de R$ 23,466 bilhões para R$ 24,384 bilhões. Já ante março de 2011, com total de R$ 24,291 bilhões, o crescimento foi de 0,38%.
Para Adriano Gomes, os bancos estão mais criteriosos na concessão de crédito por causa da alta da inadimplência, que chegou a 7,8% em veículos no mês de junho, de acordo com o BC. "Além de ser uma linha de maior risco, o veículo desvaloriza-se muito rápido e há tramites na Justiça para iniciar o leilão do produto apreendido. Com isso, o produto não é uma garantia tão valiosa."
Em relação aos financiamentos bancários (Crédito Direto ao Consumidor, ou CDC), o arrendamento mercantil (leasing) apresenta a maior queda. Tanto nos segmentos de pessoa física como jurídica, o item veículos e afins corresponde a cerca de 77% dos bens arrendados, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Leasing (Abel).
Na comparação com maio, as operações direcionadas às pessoas físicas tiveram queda de 2,7%, para R$ 36,812 bilhões. Já em relação a junho de 2010, o recuo chega a 33,4%, quando era de R$ 55,287 bilhões. "O leasing é burocrático e há a desvantagem de não adiantar o pagamento das parcelas", explica Mauro Calil, educador financeiro e fundador do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil.
Para Calil, equanto a Selic e o preço do combustível estiverem em alta, será difícil haver reação dos financiamentos de veículo.
A indústria automobilística ultrapassou a marca de 2 milhões de veículos vendidos neste ano, e julho deve exceder 300 mil na comparação com julho de 2010, de acordo com dados da Associação Nacional dos Veículos Automotores (Anfavea). Apesar dos significativos números, o setor apresenta desaceleração nos últimos meses em consequência dos altos custos do financiamento, com constante elevação da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 12,50% ao ano, aumento do valor da entrada e avaliação mais criteriosa das instituições financeiras por conta dos riscos, apontaram especialistas. As medidas macroprudenciais também contribuem para esta nova realidade neste segmento.
Segundo o Banco Central, o saldo total em pessoa física em junho chegou a R$ 158,063 bilhões, acréscimo de 10,6% em relação ao de janeiro, de R$ 142.197 bilhões. No mesmo período do ano passado, o crescimento foi superior, de 16,26%, de R$ 95,674 bilhões em janeiro de 2010 para R$ 111,228 bilhões em junho.
No total de concessões acumuladas em junho, a desaceleração pode ser observada com queda de 3,6% na comparação com maio, de R$ 8,797 bilhões para R$ 8,476 bilhões. Já a média diária das concessões apresentou leve alta, de R$ 400 milhões em maio para R$ 404 milhões em junho.
Para Adriano Gomes, professor de Finanças e Administração da ESPM, há dois fatores principais que justificam a redução do financiamento de veículos, com o objetivo de esfriar a curva de crescimento observada um ano atrás. "Houve a restrição da totalidade do financiamento. Antes podiam-se financiar 100%, agora há o aumento do valor da entrada de acordo com o prazo para o crédito ser aprovado. O segundo ato foi o aumento da Selic, chegando a 12,50% a.a. O financiamento de automóveis fica mais caro."
Os resultados divulgados por dois grandes bancos privados referentes ao primeiro semestre de 2011 reforçam a tendência de desaceleração. O saldo da carteira do Bradesco totalizou R$ 250,834 bilhões em junho de 2011, com R$ 101,462 em pessoa física. O saldo do segmento de financiamento de veículos chegou a R$ 26,753 bilhões, queda de 0,04% ante março deste ano, que foi de R$ 25,763. Em relação ao último trimestre de 2010, período anterior aos reflexos das medidas macroprudenciais do governo, o crescimento foi de 7,80%, quando na comparação do segundo trimestre de 2010, de R$ 21,328 bilhões, com dezembro de 2009, a elevação chegou a 14,16%.
Para o final de 2011, o Bradesco mantém o guidance (perspectiva de crescimento) de 10% a 14% no produto veículo.
A elevação nas carteiras para pessoas físicas do Santander Brasil em junho, foi de 23,4% ante o primeiro semestre de 2010, para R$ 56,647 bilhões. No ramo veículos, houve acréscimo de 3,9%, de R$ 23,466 bilhões para R$ 24,384 bilhões. Já ante março de 2011, com total de R$ 24,291 bilhões, o crescimento foi de 0,38%.
Para Adriano Gomes, os bancos estão mais criteriosos na concessão de crédito por causa da alta da inadimplência, que chegou a 7,8% em veículos no mês de junho, de acordo com o BC. "Além de ser uma linha de maior risco, o veículo desvaloriza-se muito rápido e há tramites na Justiça para iniciar o leilão do produto apreendido. Com isso, o produto não é uma garantia tão valiosa."
Em relação aos financiamentos bancários (Crédito Direto ao Consumidor, ou CDC), o arrendamento mercantil (leasing) apresenta a maior queda. Tanto nos segmentos de pessoa física como jurídica, o item veículos e afins corresponde a cerca de 77% dos bens arrendados, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Leasing (Abel).
Na comparação com maio, as operações direcionadas às pessoas físicas tiveram queda de 2,7%, para R$ 36,812 bilhões. Já em relação a junho de 2010, o recuo chega a 33,4%, quando era de R$ 55,287 bilhões. "O leasing é burocrático e há a desvantagem de não adiantar o pagamento das parcelas", explica Mauro Calil, educador financeiro e fundador do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil.
Para Calil, equanto a Selic e o preço do combustível estiverem em alta, será difícil haver reação dos financiamentos de veículo.
TRIBUTOS PODERÃO SER PAGOS NO CARTÃO
jornal O Povo 02/08/2011 - Andreh Jonathas
Os tributos estaduais no Ceará (impostos, contribuições e taxas) poderão ser pagos por meio do cartão de crédito a partir de 1º de setembro deste ano.
Pessoas física e jurídica terão acesso a forma de quitação no site www.sefaz.ce.gov.br, conforme anunciou ontem o secretario da Fazenda, Mauro Filho, antes de palestrar na Federação da Industrias do Estado do Ceará (Fiec). O contribuinte terá até 40 dias para pagar o débito, a depender da data de vencimento do cartão. Não poderá haver parcelamento.
A forma de recebimento do Estado, no entanto, não muda. Continua caindo na conta do Tesouro Estadual no dia seguinte que o contribuinte paga.
“Se o imposto se vence amanhã e sua fatura do cartão no dia 20, você paga no cartão e só vem o débito dia 20. Mas, para a Sefaz, você já quitou. Se você não vai pagar o cartão, é outra história”, explicou o coordenador de arrecadação da Sefaz, José Carlos Cavalcante.
O coordenador informou que já existem dois bancos definidos, com sus bandeiras de cartão, que serão anunciados pelo secretário em entrevista coletiva, prevista para o final de agosto. Ele adiantou quais instituições financeiras com tecnologia para receber tributos: Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB). “No mínimo, três desses estarão disponíveis no dia primeiro”, repassou.
Para o contribuinte, não terá nenhum custo adicional para realizar a operação. “Não precisa imprimir nada, nem anotar nada”, ressaltou Cavalcante. O benefício para o banco é a fidelização do cliente. “Não é melhor que tenha um cliente que faça todas as operações eletronicamente com ele?”, disse.
“Guerra fiscal”
O Ceará sofre uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), no Supremo Tribunal Federal (STF), ajuizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A ação questiona uma legislação estadual que foi aprovada sem o entendimento do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Sobre o assunto, o Ceará está propondo alterar atuação do conselho, afirmou Mauro Filho. “Nos queremos mudar a votação do Confaz. Hoje, qualquer aprovação, só se dar por unanimidade. Nem a constituição brasileira tem esse quórum. Estamos propondo uma alteração para três quintos”. Segundo ele, a crise norte-americana não vai afetar os investimentos que o Ceará tem e pretende adquirir perante instituições internacionais, como o Swap III, junto ao Banco Mundial (Bird), de cerca de US$ 360 milhões, conforme O POVO adiantou no dia 20 de maio. “O Estado pretende continuar investindo, pelo menos, R$ 3,2 bi/ano”.
ENTENDA A NOTÍCIA
Tributo no cartão de crédito é benefício ao contribuinte que paga as contas em dia. Estado deve aumentar a arrecadação, já que recebe o recurso, mesmo que o contribuinte não pague a fatura. Os principais impostos estaduais são o IPVA e o ICMS.
Os tributos estaduais no Ceará (impostos, contribuições e taxas) poderão ser pagos por meio do cartão de crédito a partir de 1º de setembro deste ano.
Pessoas física e jurídica terão acesso a forma de quitação no site www.sefaz.ce.gov.br, conforme anunciou ontem o secretario da Fazenda, Mauro Filho, antes de palestrar na Federação da Industrias do Estado do Ceará (Fiec). O contribuinte terá até 40 dias para pagar o débito, a depender da data de vencimento do cartão. Não poderá haver parcelamento.
A forma de recebimento do Estado, no entanto, não muda. Continua caindo na conta do Tesouro Estadual no dia seguinte que o contribuinte paga.
“Se o imposto se vence amanhã e sua fatura do cartão no dia 20, você paga no cartão e só vem o débito dia 20. Mas, para a Sefaz, você já quitou. Se você não vai pagar o cartão, é outra história”, explicou o coordenador de arrecadação da Sefaz, José Carlos Cavalcante.
O coordenador informou que já existem dois bancos definidos, com sus bandeiras de cartão, que serão anunciados pelo secretário em entrevista coletiva, prevista para o final de agosto. Ele adiantou quais instituições financeiras com tecnologia para receber tributos: Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB). “No mínimo, três desses estarão disponíveis no dia primeiro”, repassou.
Para o contribuinte, não terá nenhum custo adicional para realizar a operação. “Não precisa imprimir nada, nem anotar nada”, ressaltou Cavalcante. O benefício para o banco é a fidelização do cliente. “Não é melhor que tenha um cliente que faça todas as operações eletronicamente com ele?”, disse.
“Guerra fiscal”
O Ceará sofre uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), no Supremo Tribunal Federal (STF), ajuizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A ação questiona uma legislação estadual que foi aprovada sem o entendimento do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Sobre o assunto, o Ceará está propondo alterar atuação do conselho, afirmou Mauro Filho. “Nos queremos mudar a votação do Confaz. Hoje, qualquer aprovação, só se dar por unanimidade. Nem a constituição brasileira tem esse quórum. Estamos propondo uma alteração para três quintos”. Segundo ele, a crise norte-americana não vai afetar os investimentos que o Ceará tem e pretende adquirir perante instituições internacionais, como o Swap III, junto ao Banco Mundial (Bird), de cerca de US$ 360 milhões, conforme O POVO adiantou no dia 20 de maio. “O Estado pretende continuar investindo, pelo menos, R$ 3,2 bi/ano”.
ENTENDA A NOTÍCIA
Tributo no cartão de crédito é benefício ao contribuinte que paga as contas em dia. Estado deve aumentar a arrecadação, já que recebe o recurso, mesmo que o contribuinte não pague a fatura. Os principais impostos estaduais são o IPVA e o ICMS.
GRANDES VAREJISTAS SÃO FOCO DA BEMATECH
jornal Valor Econômico 02/08/2011 - Gustavo Brigatto
Uma das poucas empresas do setor de tecnologia da informação (TI) com capital aberto na BM&FBovespa, a Bematech, especializada em automação comercial, está de olho nas grandes redes varejistas para aumentar suas vendas. "São 300 empresas nas quais queremos ter uma atuação direta, com equipes próprias", diz ao Valor Cleber Morais, que há três meses assumiu o cargo executivo-chefe da companhia.
Por conta do período de silêncio que antecede a divulgação dos resultados trimestrais - o anúncio referente ao segundo trimestre está programado para o dia 9 -, Morais não dá detalhes sobre o desempenho financeiro. Em termos estratégicos, ele explica por que o segmento de grandes empresas é importante para a Bematech: é entre as varejistas de maior porte que a companhia tem espaço para vender pacotes integrados de softwares, equipamentos e serviços, que garantem maior lucratividade.
"O mercado brasileiro é muito fragmentado em termos de ofertas. Você pode ter clientes com produtos de automação de diversos fornecedores. Queremos ter mais ofertas combinadas", diz o executivo. Hoje, a Bematech tem redes como Magazine Luiza, O Boticário e Burguer King em sua lista de 450 mil clientes no Brasil e no exterior. Mesmo nas empresas que já são clientes, há espaço para crescimento, diz Morais. Segundo o executivo, sua experiência anterior à frente de empresas como Avaya e Sun Microsystems pode ajudar nesse processo.
No mercado há mais de 20 anos, a Bematech tem entre os concorrentes Urmet Daruma, Elgin e Itautec. Com a abertura de capital em 2007, a companhia passou os dois anos seguintes comprando empresas nas áreas de software e serviços para ampliar sua oferta de produtos. No total, foram 5 operações, sendo uma delas nos Estados Unidos. Em 2010, os esforços foram concentrados em 'arrumar a casa'. Durante o ano, a companhia integrou as novas linhas de negócio à sua operação.
Além de mudanças nos nomes de alguns produtos - o MisterChef, que integrou a companhia com a compra da empresa homônima em 2008 foi renomeado para BemaChef - a própria Bematech mudou sua marca. O logotipo azul com traços em preto foi substituído por duas esferas na cor verde. Segundo Morais, a nova marca representa as perspectivas de crescimento da companhia a partir deste ano. Em 2010, a companhia teve um faturamento de R$ 326,4 milhões, 1,21% inferior ao de 2009.
"A expansão da economia faz a tecnologia da informação ser mais necessária. Ter controles é uma forma de elevar o faturamento", diz o executivo. Segundo uma pesquisa da Bematech, o campo para a adoção de sistemas de automação é fértil. O levantamento, feito com 3,1 mil empresas de todo o país, detectou que só 31,6% do comércio brasileiro está automatizado. Entre os segmentos que menos investem nessas ferramentas estão os estacionamentos e as lojas ópticas.
Além da disputa com os concorrentes, a Bematech tem pela frente outra batalha: estimular a valorização das ações. Os papéis, que nunca voltaram ao patamar de R$ 17 alcançado nos primeiros meses de negociação, vêm oscilando muito nos últimos quatro anos. O pior momento foi em outubro de 2008, quando chegaram a custar pouco mais de R$ 3. Atualmente, estão na casa dos R$ 5. Para Morais, há espaço para voltar aos níveis de 2007. "Com nossos esforços nas áreas de software, equipamentos e serviços, nos sentimos preparados para um novo ciclo de crescimento, que certamente resultará em impacto positivo sobre o valor das nossas ações", diz.
No primeiro trimestre, a Bematech teve uma queda de 13,4% na receita líquida e de 49,4% no lucro líquido. Segundo Morais, o resultado foi influenciado pela perda de um grande contrato na área de serviços com a Ingenico, fornecedora de equipamentos para vendas com cartões de crédito e débito. O executivo diz que a equipe comercial está sendo ampliada para reverter a perda de receita na área de serviços. Mas a recuperação não ocorrerá rapidamente. "Será um processo de médio a longo prazo. É duro, mas é a realidade", diz.
Uma das poucas empresas do setor de tecnologia da informação (TI) com capital aberto na BM&FBovespa, a Bematech, especializada em automação comercial, está de olho nas grandes redes varejistas para aumentar suas vendas. "São 300 empresas nas quais queremos ter uma atuação direta, com equipes próprias", diz ao Valor Cleber Morais, que há três meses assumiu o cargo executivo-chefe da companhia.
Por conta do período de silêncio que antecede a divulgação dos resultados trimestrais - o anúncio referente ao segundo trimestre está programado para o dia 9 -, Morais não dá detalhes sobre o desempenho financeiro. Em termos estratégicos, ele explica por que o segmento de grandes empresas é importante para a Bematech: é entre as varejistas de maior porte que a companhia tem espaço para vender pacotes integrados de softwares, equipamentos e serviços, que garantem maior lucratividade.
"O mercado brasileiro é muito fragmentado em termos de ofertas. Você pode ter clientes com produtos de automação de diversos fornecedores. Queremos ter mais ofertas combinadas", diz o executivo. Hoje, a Bematech tem redes como Magazine Luiza, O Boticário e Burguer King em sua lista de 450 mil clientes no Brasil e no exterior. Mesmo nas empresas que já são clientes, há espaço para crescimento, diz Morais. Segundo o executivo, sua experiência anterior à frente de empresas como Avaya e Sun Microsystems pode ajudar nesse processo.
No mercado há mais de 20 anos, a Bematech tem entre os concorrentes Urmet Daruma, Elgin e Itautec. Com a abertura de capital em 2007, a companhia passou os dois anos seguintes comprando empresas nas áreas de software e serviços para ampliar sua oferta de produtos. No total, foram 5 operações, sendo uma delas nos Estados Unidos. Em 2010, os esforços foram concentrados em 'arrumar a casa'. Durante o ano, a companhia integrou as novas linhas de negócio à sua operação.
Além de mudanças nos nomes de alguns produtos - o MisterChef, que integrou a companhia com a compra da empresa homônima em 2008 foi renomeado para BemaChef - a própria Bematech mudou sua marca. O logotipo azul com traços em preto foi substituído por duas esferas na cor verde. Segundo Morais, a nova marca representa as perspectivas de crescimento da companhia a partir deste ano. Em 2010, a companhia teve um faturamento de R$ 326,4 milhões, 1,21% inferior ao de 2009.
"A expansão da economia faz a tecnologia da informação ser mais necessária. Ter controles é uma forma de elevar o faturamento", diz o executivo. Segundo uma pesquisa da Bematech, o campo para a adoção de sistemas de automação é fértil. O levantamento, feito com 3,1 mil empresas de todo o país, detectou que só 31,6% do comércio brasileiro está automatizado. Entre os segmentos que menos investem nessas ferramentas estão os estacionamentos e as lojas ópticas.
Além da disputa com os concorrentes, a Bematech tem pela frente outra batalha: estimular a valorização das ações. Os papéis, que nunca voltaram ao patamar de R$ 17 alcançado nos primeiros meses de negociação, vêm oscilando muito nos últimos quatro anos. O pior momento foi em outubro de 2008, quando chegaram a custar pouco mais de R$ 3. Atualmente, estão na casa dos R$ 5. Para Morais, há espaço para voltar aos níveis de 2007. "Com nossos esforços nas áreas de software, equipamentos e serviços, nos sentimos preparados para um novo ciclo de crescimento, que certamente resultará em impacto positivo sobre o valor das nossas ações", diz.
No primeiro trimestre, a Bematech teve uma queda de 13,4% na receita líquida e de 49,4% no lucro líquido. Segundo Morais, o resultado foi influenciado pela perda de um grande contrato na área de serviços com a Ingenico, fornecedora de equipamentos para vendas com cartões de crédito e débito. O executivo diz que a equipe comercial está sendo ampliada para reverter a perda de receita na área de serviços. Mas a recuperação não ocorrerá rapidamente. "Será um processo de médio a longo prazo. É duro, mas é a realidade", diz.
VIVO NACIONALIZA RÁDIO PELO CELULAR
jornal Brasil Econômico 02/08/2011 – Fabiana Monte
A partir de hoje, a Vivo oferecerá em todo o Brasil o serviço Vivo Direto, de rádio no celular. Com isso, competirá diretamente com a Nextel, que se prepara para lançar serviços de telefonia de terceira geração. “Não é uma resposta à entrada da Nextel. Tem a ver com oportunidade. É mais um produto para o nosso portfólio e havia uma concorrente surfando sozinha nessa onda”, diz Paulo César Teixeira, presidente da unidade de mercado individual da Vivo.
Para o executivo, um dos diferenciais do serviço frente ao da concorrente é a cobertura. O Vivo Direto funciona em toda a rede da empresa, que cobre 3.663 municípios. A Nextel tem cobertura em 386 cidades, segundo o site da empresa. “Em termos populacionais, temos 90% de cobertura e eles têm 45%.”
O serviço da Vivo é vendido como um pacote opcional que os clientes pós-pagos podem contratar. Ele permite a comunicação ilimitada entre pessoas que tenham o serviço, inclusive para ligações de longa distância nacional. Por outro lado, a Vivo ainda não incluiu chamadas de longa distância internacional na oferta, algo que a Nextel oferece em seus planos, permitindo que seus clientes usem o serviço em países como Argentina, Canadá, Chile, Peru, El Salvador, Estados Unidos e México. “Numa segunda fase teremos o serviço no exterior, inicialmente com as empresas do grupo Telefônica na América Latina”, diz Teixeira, sem informar prazo. Em todos os países latino-americanos onde opera, a Telefônica oferece o serviço de rádio via celular, ou seja, o Vivo Direto nasce com a experiência da empresa em outras nações.
O pacote de rádio custa R$ 29,90 por mês, além da mensalidade do plano do cliente. Em São Paulo, por exemplo, o assinante paga R$ 77,90 ao mês pelo Vivo Direto e pelo Plano Você 45, que dá direito a 45 minutos de ligações locais, e a escolha de outros dois serviços, como torpedos e navegação pela internet. No Rio de Janeiro, a mesma combinação sai por R$ 75,90 e, no Maranhão, por R$ 72,08. “O plano de entrada deles é R$ 89 e o aparelho mais barato custa R$ 299.” O aparelho compatível com o serviço mais barato vendido pela Vivo custa R$ 99. O portfólio tem quatro modelos e até o fim do ano, serão sete.
A estratégia da Vivo foi lançar o serviço regionalmente. O objetivo era testar desempenho e garantir o suprimento de aparelhos compatíveis coma solução. O público-alvo inicial são clientes corporativos e jovens. Nas cidades onde o Vivo Direto chegou primeiro, consumidores finais são 40% das vendas, o que tem surpreendido Teixeira, que apostava em um volume superior a 60% para o mercado corporativo. “Especialmente no Rio de Janeiro, que sempre foi foco da concorrência e o serviço já é conhecido, temos tido uma resposta muito significativa. Ele representa metade do que ativamos no mês. Temos uma expectativa muito grande em relação a São Paulo.”
Por e-mail, a Nextel informou que “preza pela concorrência saudável e que essa competição beneficia o consumidor”.
A partir de hoje, a Vivo oferecerá em todo o Brasil o serviço Vivo Direto, de rádio no celular. Com isso, competirá diretamente com a Nextel, que se prepara para lançar serviços de telefonia de terceira geração. “Não é uma resposta à entrada da Nextel. Tem a ver com oportunidade. É mais um produto para o nosso portfólio e havia uma concorrente surfando sozinha nessa onda”, diz Paulo César Teixeira, presidente da unidade de mercado individual da Vivo.
Para o executivo, um dos diferenciais do serviço frente ao da concorrente é a cobertura. O Vivo Direto funciona em toda a rede da empresa, que cobre 3.663 municípios. A Nextel tem cobertura em 386 cidades, segundo o site da empresa. “Em termos populacionais, temos 90% de cobertura e eles têm 45%.”
O serviço da Vivo é vendido como um pacote opcional que os clientes pós-pagos podem contratar. Ele permite a comunicação ilimitada entre pessoas que tenham o serviço, inclusive para ligações de longa distância nacional. Por outro lado, a Vivo ainda não incluiu chamadas de longa distância internacional na oferta, algo que a Nextel oferece em seus planos, permitindo que seus clientes usem o serviço em países como Argentina, Canadá, Chile, Peru, El Salvador, Estados Unidos e México. “Numa segunda fase teremos o serviço no exterior, inicialmente com as empresas do grupo Telefônica na América Latina”, diz Teixeira, sem informar prazo. Em todos os países latino-americanos onde opera, a Telefônica oferece o serviço de rádio via celular, ou seja, o Vivo Direto nasce com a experiência da empresa em outras nações.
O pacote de rádio custa R$ 29,90 por mês, além da mensalidade do plano do cliente. Em São Paulo, por exemplo, o assinante paga R$ 77,90 ao mês pelo Vivo Direto e pelo Plano Você 45, que dá direito a 45 minutos de ligações locais, e a escolha de outros dois serviços, como torpedos e navegação pela internet. No Rio de Janeiro, a mesma combinação sai por R$ 75,90 e, no Maranhão, por R$ 72,08. “O plano de entrada deles é R$ 89 e o aparelho mais barato custa R$ 299.” O aparelho compatível com o serviço mais barato vendido pela Vivo custa R$ 99. O portfólio tem quatro modelos e até o fim do ano, serão sete.
A estratégia da Vivo foi lançar o serviço regionalmente. O objetivo era testar desempenho e garantir o suprimento de aparelhos compatíveis coma solução. O público-alvo inicial são clientes corporativos e jovens. Nas cidades onde o Vivo Direto chegou primeiro, consumidores finais são 40% das vendas, o que tem surpreendido Teixeira, que apostava em um volume superior a 60% para o mercado corporativo. “Especialmente no Rio de Janeiro, que sempre foi foco da concorrência e o serviço já é conhecido, temos tido uma resposta muito significativa. Ele representa metade do que ativamos no mês. Temos uma expectativa muito grande em relação a São Paulo.”
Por e-mail, a Nextel informou que “preza pela concorrência saudável e que essa competição beneficia o consumidor”.
CIELO FECHA COM CREDICARD E PASSA A ACEITAR DINERS
jornal Valor Econômico 02/08/2011 - Aline Lima
A Cielo fechou parceria com a Credicard e já está aceitando em suas máquinas transações com o cartão Diners Club International, bandeira da americana Discover e que o Citi tem licença para operar no Brasil. O acordo também contempla a captura de operações com os cartões da própria Discover, com cerca de 50 milhões de clientes no mundo, prevista para ser incorporada na rede da Cielo na segunda quinzena do mês.
Com esse movimento, a Cielo praticamente fecha o rol de aceitação das bandeiras mais importantes para o mercado brasileiro, passando a ser a única credenciadora a capturar, além de Visa e Mastercard, American Express (Amex), Elo e, agora, Diners. Antes, os cartões emitidos pela Credicard, subsidiária do Citi, só passavam pela Redecard, parceira de longa data na qual deteve participação acionária até março de 2009.
Diante desse quadro, a pergunta inevitável: se o cartão Diners passa a ser aceito nas máquinas da Cielo, quando o Amex poderá ser capturado pela Redecard? A depender da disposição dos agentes de mercado, o fim da exclusividade entre bandeira e credenciadora está longe de ter um fim.
"Hipercard movimenta um volume financeiro maior que Amex, já tivemos conversas no passado mas eles preferiram esperar", rebate Rômulo Dias, presidente da Cielo. O cartão Hipercard é emitido pelo Itaú Unibanco, dono da Redecard, maior concorrente da Cielo.
Um ano após extinta a exclusividade da Cielo com a Visa e da Redecard com a MasterCard, o que se vê no mercado é uma abertura parcial. Por isso, a adesão da Credicard à rede da Cielo pode ser vista como mais uma quebra de barreira - até porque a Credicard formou recentemente uma "joint-venture" com a americana Elavon para atuar como credenciadora, concorrendo com Cielo e Redecard.
"Como representante do Diners no Brasil, não deveríamos diminuir a competitividade do produto", observa Leonel Andrade, presidente da Credicard. Pelo raciocínio do executivo, a Credicard não só estaria garantindo aos clientes uma maior rede de aceitação como também dando a eles vantagem extra em relação ao cartão Amex, cuja transação só pode ser efetuada na máquina da Cielo. "No fundo, acho que 100% dos produtos deveriam ser abertos a 100% das redes. Nessa disputa de acionistas, quem perde é consumidor."
Uma fonte conta que o governo já estaria atento à questão da abertura parcial do mercado de cartões e que foram, inclusive, emitidos ofícios para as empresas do setor, cerca de 15 dias atrás, com pedidos de explicação sobre as restrições para a captura de algumas bandeiras, incluindo aí os cartões-benefícios. Visa Vale, por exemplo, só passa pela rede da Cielo.
Um argumento comumente ventilado por executivos do setor de cartões é que a abertura para bandeiras pequenas, com participação de mercado inferior a dois dígitos, não faria sentido dada a pouca relevância econômica - alegação contraditória, já queque vai de encontro à própria parceria firmada entre Credicard e Cielo. O Diners conta com uma base de 500 mil cartões e participação de mercado inferior a 5%.
Uma abertura total do mercado seria inviável, porém, em menos de seis meses, tempo mínimo para que as empresas consigam adaptar seus sistemas para aceitar mais bandeiras.
A Cielo fechou parceria com a Credicard e já está aceitando em suas máquinas transações com o cartão Diners Club International, bandeira da americana Discover e que o Citi tem licença para operar no Brasil. O acordo também contempla a captura de operações com os cartões da própria Discover, com cerca de 50 milhões de clientes no mundo, prevista para ser incorporada na rede da Cielo na segunda quinzena do mês.
Com esse movimento, a Cielo praticamente fecha o rol de aceitação das bandeiras mais importantes para o mercado brasileiro, passando a ser a única credenciadora a capturar, além de Visa e Mastercard, American Express (Amex), Elo e, agora, Diners. Antes, os cartões emitidos pela Credicard, subsidiária do Citi, só passavam pela Redecard, parceira de longa data na qual deteve participação acionária até março de 2009.
Diante desse quadro, a pergunta inevitável: se o cartão Diners passa a ser aceito nas máquinas da Cielo, quando o Amex poderá ser capturado pela Redecard? A depender da disposição dos agentes de mercado, o fim da exclusividade entre bandeira e credenciadora está longe de ter um fim.
"Hipercard movimenta um volume financeiro maior que Amex, já tivemos conversas no passado mas eles preferiram esperar", rebate Rômulo Dias, presidente da Cielo. O cartão Hipercard é emitido pelo Itaú Unibanco, dono da Redecard, maior concorrente da Cielo.
Um ano após extinta a exclusividade da Cielo com a Visa e da Redecard com a MasterCard, o que se vê no mercado é uma abertura parcial. Por isso, a adesão da Credicard à rede da Cielo pode ser vista como mais uma quebra de barreira - até porque a Credicard formou recentemente uma "joint-venture" com a americana Elavon para atuar como credenciadora, concorrendo com Cielo e Redecard.
"Como representante do Diners no Brasil, não deveríamos diminuir a competitividade do produto", observa Leonel Andrade, presidente da Credicard. Pelo raciocínio do executivo, a Credicard não só estaria garantindo aos clientes uma maior rede de aceitação como também dando a eles vantagem extra em relação ao cartão Amex, cuja transação só pode ser efetuada na máquina da Cielo. "No fundo, acho que 100% dos produtos deveriam ser abertos a 100% das redes. Nessa disputa de acionistas, quem perde é consumidor."
Uma fonte conta que o governo já estaria atento à questão da abertura parcial do mercado de cartões e que foram, inclusive, emitidos ofícios para as empresas do setor, cerca de 15 dias atrás, com pedidos de explicação sobre as restrições para a captura de algumas bandeiras, incluindo aí os cartões-benefícios. Visa Vale, por exemplo, só passa pela rede da Cielo.
Um argumento comumente ventilado por executivos do setor de cartões é que a abertura para bandeiras pequenas, com participação de mercado inferior a dois dígitos, não faria sentido dada a pouca relevância econômica - alegação contraditória, já queque vai de encontro à própria parceria firmada entre Credicard e Cielo. O Diners conta com uma base de 500 mil cartões e participação de mercado inferior a 5%.
Uma abertura total do mercado seria inviável, porém, em menos de seis meses, tempo mínimo para que as empresas consigam adaptar seus sistemas para aceitar mais bandeiras.
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HSBC NEGOCIA VENDA DE CARTEIRA DE VEÍCULOS PARA O PANAMERICANO
jornal Valor Econômico 02/08/2011 - Adriana Cotias e Carolina Mandl
O HSBC Brasil está saindo do ramo de financiamento de veículos para não clientes. Desde sexta-feira, o banco suspendeu a oferta de crédito em 300 concessionárias e revendas de automóveis espalhadas pelo país. Segundo o Valor apurou, a instituição negocia a venda dessa carteira para o PanAmericano, cujo controle é compartilhado por BTG Pactual e Caixa. Estima-se que o portfólio de financiamento de veículos do HSBC some cerca de R$ 5 bilhões, mas não se sabe se a totalidade dos ativos seria transferida.
Na semana passada, cerca de 300 funcionários da área de crédito do HSBC foram demitidos, a fim de não carregar eventuais passivos trabalhistas para o PanAmericano caso o negócio seja concretizado. A expectativa é de que parte dos empregados do banco inglês seja aproveitada na nova estrutura. Alguns deles teriam, inclusive, sido entrevistados pelo presidente do PanAmericano, José Luiz Acar Pedro.
Um nome que já estaria definido para migrar para o PanAmericano é o do diretor da área de financiamento de veículos do HSBC, Sergio Antonio Cipovicci, há 14 anos na posição. Haveria, entretanto, um período de transição por conta de operações de créditos liberadas para as concessionárias e que estão em andamento.
Em maio, por ocasião da apresentação da matriz do HSBC para investidores, o grupo inglês sinalizava a saída de negócios considerados não estratégicos na América Latina, como da área de fundos de pensão no México e na Costa Rica. Numa citação ao Brasil, falava em "racionalização" de portfólios em financiamento de veículos e crédito consignado.
Questionado pelo Valor a respeito, o presidente do HSBC Brasil, Conrado Engel, explicou que o banco interrompera a compra de carteiras com desconto em folha e que tinha diminuído o passo no financiamento de veículos, além de abandonar a estratégia de buscar clientes por meio da Losango, o braço de financiamento ao consumo. "Parei com isso para focar nosso próprio cliente ", disse Engel.
Internamente o que se comenta é que o grupo inglês nunca viu com bons olhos a oferta de financiamento de veículos para não clientes, estrutura que só existe no Brasil.
Para o PanAmericano, o negócio engordaria uma das suas principais linhas de atuação. Em entrevista recente ao Valor, Acar afirmou que a carteira de crédito do banco tem potencial para alcançar cerca de R$ 35 bilhões entre três e quatro anos. Até março, a área de veículos representava 56% do portfólio total de R$ 10,2 bilhões. Durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, o banco informou que pretendia aumentar a participação de veículos novos e de crédito consignado para melhorar o risco da carteira.
O HSBC não confirma a negociação com o PanAmericano. Procurado, o banco apenas informou que decidiu parar de conceder crédito para financiar a compra de automóveis por meio de revendas. Desde ontem, a instituição passou a só fazer financiamentos por meio da rede bancária própria, deixando de lado as operações com os 300 pontos de venda que eram seus parceiros. A assessoria de imprensa do PanAmericano informou que o banco não comprou a carteira de R$ 5 bilhões do HSBC e que mantém habitualmente contato com revendedores de veículos.
O HSBC Brasil está saindo do ramo de financiamento de veículos para não clientes. Desde sexta-feira, o banco suspendeu a oferta de crédito em 300 concessionárias e revendas de automóveis espalhadas pelo país. Segundo o Valor apurou, a instituição negocia a venda dessa carteira para o PanAmericano, cujo controle é compartilhado por BTG Pactual e Caixa. Estima-se que o portfólio de financiamento de veículos do HSBC some cerca de R$ 5 bilhões, mas não se sabe se a totalidade dos ativos seria transferida.
Na semana passada, cerca de 300 funcionários da área de crédito do HSBC foram demitidos, a fim de não carregar eventuais passivos trabalhistas para o PanAmericano caso o negócio seja concretizado. A expectativa é de que parte dos empregados do banco inglês seja aproveitada na nova estrutura. Alguns deles teriam, inclusive, sido entrevistados pelo presidente do PanAmericano, José Luiz Acar Pedro.
Um nome que já estaria definido para migrar para o PanAmericano é o do diretor da área de financiamento de veículos do HSBC, Sergio Antonio Cipovicci, há 14 anos na posição. Haveria, entretanto, um período de transição por conta de operações de créditos liberadas para as concessionárias e que estão em andamento.
Em maio, por ocasião da apresentação da matriz do HSBC para investidores, o grupo inglês sinalizava a saída de negócios considerados não estratégicos na América Latina, como da área de fundos de pensão no México e na Costa Rica. Numa citação ao Brasil, falava em "racionalização" de portfólios em financiamento de veículos e crédito consignado.
Questionado pelo Valor a respeito, o presidente do HSBC Brasil, Conrado Engel, explicou que o banco interrompera a compra de carteiras com desconto em folha e que tinha diminuído o passo no financiamento de veículos, além de abandonar a estratégia de buscar clientes por meio da Losango, o braço de financiamento ao consumo. "Parei com isso para focar nosso próprio cliente ", disse Engel.
Internamente o que se comenta é que o grupo inglês nunca viu com bons olhos a oferta de financiamento de veículos para não clientes, estrutura que só existe no Brasil.
Para o PanAmericano, o negócio engordaria uma das suas principais linhas de atuação. Em entrevista recente ao Valor, Acar afirmou que a carteira de crédito do banco tem potencial para alcançar cerca de R$ 35 bilhões entre três e quatro anos. Até março, a área de veículos representava 56% do portfólio total de R$ 10,2 bilhões. Durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, o banco informou que pretendia aumentar a participação de veículos novos e de crédito consignado para melhorar o risco da carteira.
O HSBC não confirma a negociação com o PanAmericano. Procurado, o banco apenas informou que decidiu parar de conceder crédito para financiar a compra de automóveis por meio de revendas. Desde ontem, a instituição passou a só fazer financiamentos por meio da rede bancária própria, deixando de lado as operações com os 300 pontos de venda que eram seus parceiros. A assessoria de imprensa do PanAmericano informou que o banco não comprou a carteira de R$ 5 bilhões do HSBC e que mantém habitualmente contato com revendedores de veículos.
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financiamento de veículos,
HSBC
EUA: AMEX ATRAI MAIS UMA OPERADORA PARA ALAVANCAR SUA PLATAFORMA DE PAGAMENTOS MÓVEIS
portal CardClipping
A American Express contabilizou a parceria de mais uma operadora para sua plataforma de carteira digital Serve, fechando com a Verizon um pouco depois de assinar com a Sprint.
Baseado na plataforma de pagamentos Revolution Money P2P, que a Amex adquiriu no ano passado, o Serve foi lançado em março, permitindo aos usuários comprarem produtos e fazer transferências de pessoa para pessoa, através de seus telefones celulares.
Amex e Verizon também vão trabalhar juntas na obtenção, distribuição e simplificação de acesso a ofertas de comerciantes participantes através do uso da conta Serve. Quando os clientes fizerem uso de descontos ou cupons através de seus telefones móveis, o crédito pode aparecer automaticamente em sua conta Serve.
A Verizon - um dos membros fundadores do consórcio de pagamentos móveis Isis – está garantindo suas apostas no campo emergente de transações por dispositivos móveis, colaborando com múltiplos parceiros em uma variedade de opções. Em junho, a companhia anunciou que vai oferecer aos consumidores uma opção de pagamento direto na conta de telefone, uma parceria com a Payfone.
A Verizon recentemente se uniu à American Express em uma rodada de financiamento de US$ 19 milhões para a Payfone, com sua solução que permite aos consumidores relacionarem seu número de celular a vários meios de pagamento e depois usá-lo para fazer compras on-line.
As duas empresas dizem que estão trabalhando com o Payfone para apoiar o Serve em dispositivos da Verizon Wireless. Os recursos de pré-autorização e roteamento inteligente da Payfone vão ajudar os clientes da Verizon Wireless a utilizarem o aplicativo Serve fazer pagamentos móveis de forma simples e segura, dizem eles.
A American Express contabilizou a parceria de mais uma operadora para sua plataforma de carteira digital Serve, fechando com a Verizon um pouco depois de assinar com a Sprint.
Baseado na plataforma de pagamentos Revolution Money P2P, que a Amex adquiriu no ano passado, o Serve foi lançado em março, permitindo aos usuários comprarem produtos e fazer transferências de pessoa para pessoa, através de seus telefones celulares.
Amex e Verizon também vão trabalhar juntas na obtenção, distribuição e simplificação de acesso a ofertas de comerciantes participantes através do uso da conta Serve. Quando os clientes fizerem uso de descontos ou cupons através de seus telefones móveis, o crédito pode aparecer automaticamente em sua conta Serve.
A Verizon - um dos membros fundadores do consórcio de pagamentos móveis Isis – está garantindo suas apostas no campo emergente de transações por dispositivos móveis, colaborando com múltiplos parceiros em uma variedade de opções. Em junho, a companhia anunciou que vai oferecer aos consumidores uma opção de pagamento direto na conta de telefone, uma parceria com a Payfone.
A Verizon recentemente se uniu à American Express em uma rodada de financiamento de US$ 19 milhões para a Payfone, com sua solução que permite aos consumidores relacionarem seu número de celular a vários meios de pagamento e depois usá-lo para fazer compras on-line.
As duas empresas dizem que estão trabalhando com o Payfone para apoiar o Serve em dispositivos da Verizon Wireless. Os recursos de pré-autorização e roteamento inteligente da Payfone vão ajudar os clientes da Verizon Wireless a utilizarem o aplicativo Serve fazer pagamentos móveis de forma simples e segura, dizem eles.
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Sprint,
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EUA: VISA DELINEIA UMA NOVA ESTRUTURA DE TARIFAS PARA DEFENDER SEUS NEGÓCIOS DE DÉBITO
portal CardClipping
A Visa Inc. se movimenta na era pós-Durbin, planejando oferecer uma taxa fixa pela utilização da rede e reduzir a taxa variável de processamento para seus produtos de débito nos Estados Unidos. Os executivos esperam que a nova estrutura de tarifas torne a Visa uma alternativa mais viável na competição com as redes de débito com uso de senha (PIN-debt), que estão buscando abocanhar novos negócios em atuais emissores de cartões Visa, tirando proveito da nova regulamentação do Federal Reserve.
"Esperamos que taxas mais baixas nos ajudem a ganhar volume no roteamento de transações de débito e a competir com eficácia nos negócios do lado dos emissores", declarou o presidente e CEO Joseph W. Saunders, na conferência de apresentação dos resultados trimestrais da Visa a analistas. "Agora temos a clareza necessária no ambiente regulatório para executar estratégias que permitam à Visa concorrer no direcionamento das transações. A taxa fixa não ficará acima do que os comerciantes estão pagando, mas será parte da redução nos futuros pagamentos. Estamos confortáveis em nossa posição. "
A regulamentação do Fed, por exigência da Emenda Durbin à lei Dodd-Frank de 2010, requer que, a partir de abril de 2012, os emissores de cartões de débito ofereçam aos estabelecimentos credenciados pelo menos duas redes não-afiliadas para roteamento das transações. Sob regime de exclusividade – o que não será mais permitido pela emenda Durbin – muitos emissores de cartões de débito atualmente oferecem apenas a rede Visa para compras com débito por assinatura e a Interlink (de propriedade da Visa) para débito por PIN. A nova regra foi criada para fornecer aos comerciantes a possibilidade de contratar o roteamento em redes de menor custo, nas transações de débito com cartões de bandeira Visa ou MasterCard.
A Visa espera uma queda no volume de débito. e nas receitas relacionadas, em seu ano fiscal que começa em 1º de outubro, quando a nova regra estará em regime. "Esperamos alguma perda no ano fiscal de 2012, mas esperamos que as estratégias colocadas em prática nos ajudem a começar um crescimento a partir da base de 2012 para o exercício de 2013 ", disse o diretor financeiro da Visa U.S. Byron H. Pollitt Jr." Nossas estratégias têm como alvo suprir a exigência de oferecer pelo menos duas redes não-afiliadas para os cartões de débito. "
Saunders acrescentou que mais detalhes sobre os novos preços e estratégias de débito Visa estarão sendo divulgados ao longo dos próximos meses. Ele também disse que a Visa não tem planos de estender o novo modelo de preços para fora dos Estados Unidos.
O volume de pagamentos com cartões de débito no país atingiu US$ 295 bilhões no terceiro trimestre do exercício fiscal de 2011, encerrado em 30 de junho, representando um aumento de 10,9% sobre o valor um ano antes. Continuando sua recuperação, o volume com cartões de crédito totalizou US$ 224 bilhões, um crescimento de 9,8% na mesma base de comparação. As transações processadas totalizaram 13 bilhões, um aumento de 8% em relação ao segundo trimestre fiscal e 11% face a igual período do ano anterior. O processamento através da CyberSource – divisão da Visa que atende principalmente lojas de e-commerce - totalizou 1 bilhão de transações durante o trimestre.
Perguntado sobre planos em outras linhas de negócios, Saunders respondeu que está em andamento estudo para a criação de uma conta virtual pré-paga Visa na plataforma Fundamo. A Visa fechou a aquisição da Fundamo, provedora de serviços financeiros móveis, em junho.
A Visa Inc. se movimenta na era pós-Durbin, planejando oferecer uma taxa fixa pela utilização da rede e reduzir a taxa variável de processamento para seus produtos de débito nos Estados Unidos. Os executivos esperam que a nova estrutura de tarifas torne a Visa uma alternativa mais viável na competição com as redes de débito com uso de senha (PIN-debt), que estão buscando abocanhar novos negócios em atuais emissores de cartões Visa, tirando proveito da nova regulamentação do Federal Reserve.
"Esperamos que taxas mais baixas nos ajudem a ganhar volume no roteamento de transações de débito e a competir com eficácia nos negócios do lado dos emissores", declarou o presidente e CEO Joseph W. Saunders, na conferência de apresentação dos resultados trimestrais da Visa a analistas. "Agora temos a clareza necessária no ambiente regulatório para executar estratégias que permitam à Visa concorrer no direcionamento das transações. A taxa fixa não ficará acima do que os comerciantes estão pagando, mas será parte da redução nos futuros pagamentos. Estamos confortáveis em nossa posição. "
A regulamentação do Fed, por exigência da Emenda Durbin à lei Dodd-Frank de 2010, requer que, a partir de abril de 2012, os emissores de cartões de débito ofereçam aos estabelecimentos credenciados pelo menos duas redes não-afiliadas para roteamento das transações. Sob regime de exclusividade – o que não será mais permitido pela emenda Durbin – muitos emissores de cartões de débito atualmente oferecem apenas a rede Visa para compras com débito por assinatura e a Interlink (de propriedade da Visa) para débito por PIN. A nova regra foi criada para fornecer aos comerciantes a possibilidade de contratar o roteamento em redes de menor custo, nas transações de débito com cartões de bandeira Visa ou MasterCard.
A Visa espera uma queda no volume de débito. e nas receitas relacionadas, em seu ano fiscal que começa em 1º de outubro, quando a nova regra estará em regime. "Esperamos alguma perda no ano fiscal de 2012, mas esperamos que as estratégias colocadas em prática nos ajudem a começar um crescimento a partir da base de 2012 para o exercício de 2013 ", disse o diretor financeiro da Visa U.S. Byron H. Pollitt Jr." Nossas estratégias têm como alvo suprir a exigência de oferecer pelo menos duas redes não-afiliadas para os cartões de débito. "
Saunders acrescentou que mais detalhes sobre os novos preços e estratégias de débito Visa estarão sendo divulgados ao longo dos próximos meses. Ele também disse que a Visa não tem planos de estender o novo modelo de preços para fora dos Estados Unidos.
O volume de pagamentos com cartões de débito no país atingiu US$ 295 bilhões no terceiro trimestre do exercício fiscal de 2011, encerrado em 30 de junho, representando um aumento de 10,9% sobre o valor um ano antes. Continuando sua recuperação, o volume com cartões de crédito totalizou US$ 224 bilhões, um crescimento de 9,8% na mesma base de comparação. As transações processadas totalizaram 13 bilhões, um aumento de 8% em relação ao segundo trimestre fiscal e 11% face a igual período do ano anterior. O processamento através da CyberSource – divisão da Visa que atende principalmente lojas de e-commerce - totalizou 1 bilhão de transações durante o trimestre.
Perguntado sobre planos em outras linhas de negócios, Saunders respondeu que está em andamento estudo para a criação de uma conta virtual pré-paga Visa na plataforma Fundamo. A Visa fechou a aquisição da Fundamo, provedora de serviços financeiros móveis, em junho.
2 de ago. de 2011
PAGAMENTO MÓVEL AVANÇA NO BRASIL COM EXPECTATIVA DE ESTABELECER MODELO PADRÃO
portal Executivos Financeiros 01/08/2011
O mobile payment (pagamento móvel) é uma tecnologia que avança no país e pode estar perto da implantação de um modelo padrão. Disponível em algumas regiões, o m-payment passa por fase de testes.
O sistema permite ativar ou confirmar pagamentos a partir dos dispositivos móveis, como celulares e smartphones. Os meio eletrônicos de pagamento são cada vez mais comuns, em razão da segurança, conforto e outras facilidades. A tecnologia permite que os clientes substituam os cartões e o dinheiro pelo aparelho na hora das compras.
A especialista no setor e vice-presidente da A.T. Kearney, empresa de consultoria empresarial, Silvana Machado, acredita que um modelo unificado para pagamentos via celular pode acontecer em 2012 no Brasil. “As empresas de telecom já são parceiras de bancos em várias iniciativas, por exemplo, e aqui o m-payment deve seguir um modelo colaborativo”, declara.
Silvana Machado será palestrante no 6º Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamentos (CMEP0), que acontece nos dias 29 e 30 de setembro, na Transamérica Expo Center. O Congresso é uma realização da ABECS (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) em parceria com a FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos).
O mobile payment (pagamento móvel) é uma tecnologia que avança no país e pode estar perto da implantação de um modelo padrão. Disponível em algumas regiões, o m-payment passa por fase de testes.
O sistema permite ativar ou confirmar pagamentos a partir dos dispositivos móveis, como celulares e smartphones. Os meio eletrônicos de pagamento são cada vez mais comuns, em razão da segurança, conforto e outras facilidades. A tecnologia permite que os clientes substituam os cartões e o dinheiro pelo aparelho na hora das compras.
A especialista no setor e vice-presidente da A.T. Kearney, empresa de consultoria empresarial, Silvana Machado, acredita que um modelo unificado para pagamentos via celular pode acontecer em 2012 no Brasil. “As empresas de telecom já são parceiras de bancos em várias iniciativas, por exemplo, e aqui o m-payment deve seguir um modelo colaborativo”, declara.
Silvana Machado será palestrante no 6º Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamentos (CMEP0), que acontece nos dias 29 e 30 de setembro, na Transamérica Expo Center. O Congresso é uma realização da ABECS (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) em parceria com a FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos).
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