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26 de abr. de 2011

SUPERMERCADOS VEEM CLIENTELA CRESCER COM RECARGA DE CELULARES

jornal DCI 26/04/2011 - Bruno Cirillo

Pequenas cadeias de supermercados beneficiam-se do oferecimento de recarga de celular pré-pago. A inclusão do serviço nas lojas faz aumentar o movimento e populariza um mercado avaliado em R$ 2 bilhões. Na Bahia, a rede TCB Supermercado viu crescer 30% a freqüência de consumidores, desde que aderiu à tecnologia, em setembro do ano passado.

"O serviço traz um aumento de fluxo de clientes e de consumo, alavancando as 'vendas por impulso'", afirmou o diretor-geral da companhia, Tarcio Bastos. Na visão do empresário, o consumidor do pré-pago entra no supermercado para recarregar o celular e, estimulado pelo local, acaba comprando produtos do varejo.

Atualmente, a TCB realiza sete mil transações de recarga por mês nas cinco lojas de que dispõe na Bahia. O fornecedor do serviço é a RV Tecnologia, que concede aos parceiros comerciais uma fatia de 5% a 6% do valor obtido com cada transação. O mercado da recarga, segundo o diretor-geral da RV, Valmor Bosi, é bilionário.

"No Brasil, há 180 milhões de celulares pré-pagos. Cada usuário gasta de R$ 3 a R$ 15 por recarga e faz de uma a 1,5 recarga por mês. As transações de venda chegam a R$ 2 bilhões", calculou Bosi. Sua empresa, que gere 35 mil pontos de recarga no Brasil, irá investir, neste ano, R$ 10 milhões na modernização da rede e em melhorias tecnológicas.

Em Minas Gerais, com duas lojas, a rede de supermercados Super Kalu também é parceira da RV. A empresa realiza duas mil transações de recarga por mês, aderiu à tecnologia para incrementar o próprio faturamento e vê vantagem na espécie de chamariz de clientela que o serviço representa para o varejo.

"Os clientes acabam consumindo mais [ao ir somente para recarregar o celular, acabam por fazer compras]. A principal vantagem é o aumento considerável das vendas por impulso. O cliente vai para a loja com o objetivo de comprar a recarga e cede às propagadas e ofertas anunciadas", declarou o sócio-proprietário da companhia mineira, Lallier Rabelo.

No outro lado do balcão, a fornecedora da tecnologia contabiliza 24 mil estabelecimentos comerciais na carteira de pontos de recarga. Por meio dos quais, a companhia realiza dez milhões de transações por mês, que envolvem as empresas de telefonia Claro, Embratel, Nextel, Oi, Telefônica, TIM e Vivo.

12 de fev. de 2011

CHILE: APENAS ENTRE 1% E 5% DAS RECARGAS DE CELULARES SÃO FEITAS COM CARTÃO

redação Serfinco 12/02/2011- notícia de Natalia Torres (El Mercurio)

Há mais de 10 anos, o reinado dos cartões pré-pagos era absoluto: a totalidade das recargas de celulares se realizava por esse meio. Mas hoje, apenas entre 1% e 5% das recargas são feitas com esses cartões. As operadoras de telefonia móvel têm potencializado o uso do sistema eletrônico, com a abertura de mais pontos de venda, como em caixas eletrônicos, lojas e farmácias, farmácias, lojas, além de permitir a carga de valores cada vez mais baixos.

“Em 2007, cinco entre 10 clientes faziam recargas através de meios eletrônicos, um número que atualmente ascende a 99%", disse Cristián Schalscha, gerente de desenvolvimento de mercado para a Movistar.

A indústria estima que em 2010 os usuários de celulares pré-pagos recarregaram, em média, US$ 40 bilhões por mês, com as transações eletrônicas superando 20 milhões de operações por mês.

Um dos fatores que fizeram as empresas incentivarem o uso do meio eletrônico foi a isenção de risco de falta de estoque. "Vender os cartões não é o sistema ideal. Por ser um meio físico, se o estoque se esgota, o serviço deixa de estar disponível aos clientes", disse Rodrigo Cornejo, gerente de meios de recarga da Claro Chile.

Outro benefício importante do sistema eletrônico é a eliminação de fraudes nas ligações
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No caso da Claro Chile, em 2007, 65% das transações foram feitas com cartões e 35% através da recarga eletrônica; em 2010, a situação se inverteu para 4% e 96%.

31 de jan. de 2011

MARCAS FOCAM USUÁRIOS DE CELULAR PRÉ-PAGO

portal Propmark 31/01/2011 - por Keila Guimarães

Não importa o entorno, o cenário é sempre o mesmo: há sempre alguém ao lado falando no celular. Há mais aparelhos móveis no País hoje que habitantes. São 200 milhões de linhas de telefonia celular ativas, sendo que 82,34% são pré-pagas, segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) divulgados em janeiro. E a maioria está nas mãos das classes C, D e E.

Mesmo a maioria dos usuários de pré-pagos tendo dificuldades em adquirir recarga, o curioso é que esse usuário não abre mão de falar no celular. Nem o fato desse serviço ser mais caro que o uso de torpedos impede a preferência pelas chamadas de voz. O brasileiro quer mesmo se tornar um “ligador”. As empresas perceberam o apreço nacional pelas chamadas de voz e encontraram uma forma de ampliar sua base de clientes e fortalecer suas marcas. A nova estratégia para fidelização é oferecer crédito para ligações celulares.

O Bradesco, de olho nos 50 milhões de usuários de aparelhos pré-pagos sem conta em banco, criou uma modalidade inédita de conta bancária: a Bônus Celular, que permite ao correntista converter o valor da tarifa da cesta de produtos em crédito para ligações e mensagens. No ano passado, a instituição, em parceria com a consultoria especializada em mobile marketing Minucom, investiu na ativação de cartões de crédito. Para cada cartão validado, o cliente recebia bônus para recarga.

“Identificamos que grande parte dos 167 milhões de celulares pré-pagos não era utilizada para fazer ligações porque os clientes, por falta de recursos, não realizavam recargas. Decidimos elaborar soluções para atingir esse público”, explicou Marcelo Miragaia, vice-presidente de operações da Minucom, empresa do grupo Orange Soluções Integradas.

Proliferação

Ações envolvendo premiações desse tipo proliferaram em 2010. Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Walmart e Maxprint aderiram a pelo menos alguma modalidade de bonificação com créditos para linhas móveis. A agência online de viagens ViajaNet, de olho nos 70% de sua base de clientes das classes C e D, transcendeu o conceito de fidelização que utiliza milhagens e passou a premiar os clientes com bônus para celulares pré-pagos. Para cada passagem da companhia aérea Avianca emitida através da agência, seriam emitidos R$ 20 em bônus para ligação.

Produtos do gênero “ganhou-falou” são estratégicos para atingir os usuários de pré-pagos. “Identificamos que esse grupo se cansava de acumular bônus. Ele quer resgate rápido. Ele compra e há a recompensa. É uma lógica contrária ao público que gosta de acumular milhagens para trocar por passagens aéreas”, afirmou Miragaia.

Em novembro de 2010, a Anatel abriu espaço para o crescimento de serviços envolvendo telefonia móvel ao aprovar regras para a utilização de serviços MVNO (sigla em inglês para operadoras móveis virtuais). Com a regulamentação, empresas poderão oferecer serviços de telefonia celular, ainda que não possuam redes nem radiofrequências, por meio de parcerias comerciais com operadoras móveis tradicionais, como Claro, Oi, Tim ou Vivo.

Para Maurício Falck, gerente de desenvolvimento de negócios da Amdocs para a América Latina e Caribe, a decisão da agência reguladora cria um universo de possibilidades. “O grande negócio do MVNO é que as empresas podem fazer uso de promoções cruzadas e suprir demandas específicas, oferecendo serviços de telefonia para nichos. Uma emissora de TV, por exemplo, poderia ofertar celulares com vídeos exclusivos de novelas para aficionados por folhetins”, explicou Falck, acrescentando: “Esse é um mercado extremamente interessante e as companhias estão interessadas em explorá-lo. A grande dúvida é saber quem será a primeira”.

26 de jan. de 2011

RECARGA DE CELULAR DA CLASSE C FAZ RV SISTEMAS CRESCER

jornal Brasil Econômico 25/01/2011 – Carolina Pereira

Com 202,9 milhões de celulares, segundo último levantamento da Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel), o mercado de recarga de telefones pré-pagos nunca esteve tão aquecido. Este nicho é o principal negócio da brasileira RV Sistemas, que já alcançou receita líquida de R$ 1 bilhão em 2010 e prevê crescimento de 45% em 2011, quando espera atingir R$ 1,6 bilhão.

O negócio da RV é baseado em um sistema integrado com as operadoras de telefonia celular que fazem recarga de créditos por meio do POS, a máquina que passa os cartões de pagamento. A empresa tem 24 mil varejistas credenciados, na maioria supermercados e farmácias, e quer atingir mais 9 mil em 2011, de acordo com Valmor Bosi, presidente da RV Sistemas. Apesar de Bosi não revelar qual é a porcentagem das transações que fica com a RV, está claro que o negócio está crescendo.

Segundo ele, o aumento da renda das classes C, D e E e o aquecimento do varejo com o aumento do crédito fizeram com que a RV passasse por um momento de "boom" em 2010 e aumentasse o volume de vendas em 30%. A base de clientes cresceu 60%, e o quadro de funcionários aumentou em 20%, chegando hoje a 350.

Para Bosi, apesar do alto número de celulares atingidos no Brasil, ainda há espaço para o negócio crescer, principalmente porque o público de baixa renda tende a adotar telefones com mais de um chip para captar as melhores promoções de cada operadora. A RV tem parceria com as quatro maiores empresas de telefonia móvel do Brasil: Vivo, Tim, Claro e Oi.

Apesar das operadoras Tim, Vivo e Claro não terem divulgado qual é o percentual das recargas de celulares pré-pagos feitos por meio das máquinas de cartão, o consenso é de que o carregamento por meio do cartão físico, em papel, vai acabar. Na Tim, por exemplo, o sistema de recargas on-line lançado em 2008, chamado de Tim PDV, que realiza transações de recarga por meio da própria rede GSM, representa 16% do total de recargas da operadora.

Desde o seu início até junho de 2010, o programa permitiu uma economia de 82 toneladas de papel e 13 toneladas de plástico, com a eliminação da produção de mais de 69 milhões de cartões de recarga para pré-pagos. Durante o mesmo período, houve redução de 68% na participação das vendas de recargas por meio de cartões físicos.

Novos negócios

Para atingir o crescimento de 45% em 2011 a estratégia da RV inclui também investimento de R$ 10 milhões em tecnologia e a entrada em novos negócios além da recarga de telefone. Um deles é um sistema de vendas de ingressos para parques de diversos tipos, já em fase de testes no estado do Rio de Janeiro, com o temático Rio Water Planet, em Vargem Grande. Os ingressos estão sendo vendidos por redes de drogarias como a Exata e Max. Outro novo sistema visa a venda de títulos de capitalização, para a qual uma parceria está em negociação.

11 de jan. de 2011

GEMALTO VAI OTIMIZAR REDE MÓVEL DA CLARO

portal Executivos Financeiros11/01/2011

A Claro, que contabiliza 200 milhões de assinantes móveis, selecionou a Gemalto para implantar uma solução inovadora de software que possibilita otimização significativa da capacidade de rede móvel e diminuição dos custos de logística, marcando o pioneirismo de implantações desse gênero do Brasil.

Focando em assinantes de telefone pré-pago, que poderão escolher seu próprio número de telefone, a solução deve permitir à Claro deixar de armazenar módulos de identificação de usuários pré-ativados, fazendo que com a ativação só ocorra quando o aparelho for ligado pela primeira vez. A expectativa é que o novo processo melhore a capacidade disponível na rede, possibilitando iniciativas mais eficientes de marketing.

“Nosso principal desafio era como gerenciar nosso inventário de números de telefones pré-pagos de modo mais eficaz, e essa solução facilita muito a nossa adaptação à demanda do mercado. Nossa expectativa é de grande redução de custos com essa implantação.", afirma Bernardo Winik, diretor de Operações e Consumo da Claro. Para ele, o Know-how da Gemalto deve garantir a integração do sistema de forma sofisticada.

Para Rodrigo Serna, vice-presidente de Telecom da Gemalto para a América Latina, a presença local da empresa na América Latina, em especial no Brasil, garante um processo de perfeita integração. “Podemos oferecer suporte antes, durante e depois da implementação”.