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20 de fev. de 2012

VENDER CRÉDITO PARA CELULAR VIRA NEGÓCIO BILIONÁRIO NO BRASIL


jornal Valor Econômico 16/01/2012 - Cibelle Bouças

A RV Tecnologia, empresa brasileira que tem como principal negócio a revenda de créditos para celular, definiu uma meta difícil para 2012: elevar o faturamento em quase R$ 500 milhões e ultrapassar a barreira de R$ 2 bilhões em receita. A empresa encerrou 2011 com faturamento de R$ 1,55 bilhão, proveniente sobretudo da venda de recargas no Nordeste e no Norte. Para atingir essa meta, a companhia pretende expandir a atuação para outras regiões e dar início a novos negócios: venda de seguros e títulos de capitalização e correspondente bancário.

Mais conhecida nas regiões Nordeste e Norte, a companhia iniciou operações no Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste no ano passado. Para atingir essas regiões, reforçou a rede de lojas parceiras para a revenda de créditos, que passou para 35 mil lojas, frente ao total de 20 mil do ano anterior. O número de clientes ativos de celular aumentou de 8 milhões para 13 milhões em 2011.

"O aumento da base de atendimento tem sido o principal fator de estímulo ao crescimento da receita", afirma Valmir Bosi, presidente da RV Tecnologia. Neste ano, a companhia pretende intensificar a expansão nessas regiões. A meta é chegar a 45 mil pontos de venda até o fim do ano.

O aumento da rede de parceiros permitiu à RV elevar a receita com vendas de recarga em 48% no ano passado, enquanto a base do mercado de telefonia celular cresceu 20%. Outro fator que proporcionou o ganho de receita foi a mudança no gasto médio com recarga de celular dos usuários, que passou de R$ 10,50 para R$ 11. "Com a expansão da rede de lojas e a maturação nas regiões onde já atuamos será possível chegar a uma receita neste ano de R$ 2 bilhões a R$ 2,3 bilhões", afirma Bosi.

A RV Tecnologia vende créditos de recarga de celular das operadoras Embratel, Nextel, Oi, Telefônica /Vivo e TIM. A companhia compra das operadoras os créditos a um valor mais baixo que o preço sugerido nos cartões de recarga e fica com a diferença. Segundo Bosi, a receita corresponde a aproximadamente 9% das vendas brutas de créditos. O mercado total de recargas de celular movimentou no Brasil em torno de R$ 80 bilhões no ano passado, segundo a consultoria Teleco.

O principal concorrente da RV Tecnologia é a GetNet, cujo faturamento é de aproximadamente R$ 2 bilhões. A diferença é que o principal negócio da companhia é o processamento de transações eletrônicas para cartões de crédito e débito. Entre as competidoras também estão o grupo Fnbox, a One Brasil Mídia Interativa e a Icelex.

De acordo com Bosi, a maior parte do crescimento de receita virá do aumento das vendas de recargas de celular. No ano passado, a empresa também começou a vender créditos pré-pagos e números de identificação pessoal (PINs) para jogos on-line. Foram fechados acordos com as empresas Level Up, Mentez, Zynga e Tutudo, que atuam na área de jogos.

Atualmente, 5 mil pontos de venda parceiros da RV Tecnologia vendem cartões de recarga de jogo. O executivo não informa o volume de receita obtido com essa área de negócios. Diz apenas que até 2014 pretende alcançar 20% de participação nesse mercado, que pode movimentar até R$ 600 milhões por ano. "É um mercado ainda muito novo no Brasil, que deve ganhar mais força nos próximo anos", afirma Bosi.

Neste ano, a RV Tecnologia também pretende entrar no segmento de vendas de seguros e títulos de capitalização, aproveitando a rede de parceiros no país. A companhia negocia com dois grandes bancos brasileiros uma parceria para atuar como correspondente bancário em pequenos municípios. Bosi diz que uma dessas negociações está em fase avançada, mas prefere manter em sigilo o nome da instituição financeira.

A empresa sempre teve uma atuação discreta. Foi criada em 2002, a partir da compra da Meflur Movensis (Memo), uma subsidiária da Meflur Corporation Espanha, pelo grupo 3P Investimentos, que também controla a empresa logística Nutricash, a factoring BM Fomento, a BM Distribuidora (distribuidora da Ambev na Bahia) e a BM Alimentos (distribuidora dos sorvetes Nestlé e Garoto).

O projeto de longo prazo é abrir capital. Para isso, porém, a empresa terá de diversificar a operação e reduzir a dependência em relação às recargas de celular, diz Bosi. No ano passado, a RV contratou a consultoria Ernst & Young para dar início à implantação de normas de governança corporativa. Em agosto, realizou a primeira emissão de bônus, no valor de R$ 15 milhões, pelo Itaú BBA, para financiar seu projeto de expansão.

11 de set. de 2011

RV TECNOLOGIA OFERECE NOVAS SOLUÇÕES PRÉ-PAGAS DE TELEFONIA

portal Executivos Financeiros 05/09/2011

A RV Tecnologia, rede de transações eletrônicas e venda de serviços pré-pagos, apresenta soluções para a venda de produtos pré-pagos de telefonia durante Futurecom 2011, como plataforma CellCard, parque de POS moderno, integração com Software Houses e a força de vendas focada no segmento.

Recentemente, a empresa anunciou parceria com a Ativas Datacenter, do setor de data centers. A Ativas Datacenter tem sede em Belo Horizonte (MG) e pertence à Cemig e ao grupo Asamar. Ao longo de 2011, a companhia está investindo R$ 10 milhões na modernização da sua rede, por meio da aquisição de novos equipamentos e melhorias tecnológicas.

As novidade da RV Tecnologia serão expostas durante evento de comunicação, o Futurecom, que acontece entre os dias 12 e 14 de setembro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

22 de ago. de 2011

BASE DE CLIENTES DA RV TECNOLOGIA CRESCE 12% NO PRIMEIRO SEMESTRE

portal Executivos Financeiros 19/08/2011

A RV Tecnologia, rede de transações eletrônicas e venda de serviços pré-pagos que atua em todo o território nacional, aumentou em 12% sua base de clientes no primeiro semestre de 2011. Os principais destaques desta conquista foram os novos contratos assinados com grandes redes do segmento de varejo, como resultado do investimento da empresa em tecnologia, facilitando a integração das lojas e de seus check-outs com os sistemas da RV.

“O aumento de 10% no quadro de consultores, em relação ao ano anterior; o crescimento do número de regionais, para abranger novas áreas; e o foco na divulgação da marca foram fatores fundamentais para o aumento das vendas”, afirma o diretor geral da RV Tecnologia, Valmor Bosi.

No primeiro semestre de 2011 a empresa consolidou sua posição no mercado brasileiro de recargas para telefonia móvel e fixa, ampliando sua base de atuação nos Estados de São Paulo, Maranhão e Amapá, além de aumentar a quantidade de pontos de venda atendidos em todo o Brasil.

Segundo Bosi, até o final do ano a empresa deve consolidar sua participação no mercado de games, oferecendo aos clientes recargas para os mais populares jogos da Internet.

De acordo com o executivo, a previsão de crescimento da empresa para este ano está mantida e deve ser atingido o montante de R$ 1,6 bilhão em vendas. Para isso, a RV Tecnologia investiu R$ 5 milhões na melhoria da rede e da base tecnológica de suporte à captura. Até o final de 2011 os investimentos em melhorias tecnológicas devem totalizar mais de R$ 10 milhões.

16 de mai. de 2011

RV VAI DA RECARGA DE CELULAR AO JOGO ON-LINE

jornal Valor Econômico 16/05/2011 - Cibelle Bouças

A RV Tecnologia, empresa que tem como principal negócio a revenda de créditos para celular, entrou no segmento de venda de créditos para jogos on-line como estratégia de diversificação. A companhia fechou acordo com a Level Up!, que atua na área de jogos, para a venda de cartões pré-pagos e números de identificação pessoal (PINs) para os jogos Grand Chase, Ragnarök e Combat Arms. A expectativa da empresa é atingir 1,5 milhão de usuários de jogos on-line no país em um ano.

O diretor-geral da RV Tecnologia, Valmor Bosi, estima que o mercado brasileiro de créditos para jogos on-line vai faturar entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões até 2014 e uma parcela significativa dessas vendas será de usuários de jogos on-line em smartphones. "A entrada nesse segmento tem por objetivo ampliar a oferta de serviços pré-pagos para celular", afirma Bosi. A RV também negocia com outras empresas de jogos on-line a oferta do serviço.

Bosi diz que a meta da RV Tecnologia é alcançar 20% de participação no mercado de venda de créditos para jogos em até dois anos. Para isso, a empresa fez parceria com 16 mil pontos de venda (como bancas de revistas, supermercados e farmácias) em todo o país para a comercialização desses créditos.

A RV Tecnologia é hoje uma das maiores empresas de venda de recarga para celular. A companhia presta o serviço para as operadoras Claro, Embratel, Nextel, Oi, Telefônica, TIM e Vivo. Com a venda de 11 milhões de recargas de celular por mês, a RV Tecnologia tem 8 milhões de clientes ativos e mantém parceria com 24 mil pontos de venda no país. Os créditos são vendidos com cartões pré-pagos e por meio de máquinas de recarga (POS) instaladas nos pontos de venda.

Bosi afirma que a empresa passou por uma rápida expansão no ano passado. Fundada em 2002, a companhia concentrava suas atividades no Rio de Janeiro e no Nordeste. No ano passado, sua direção decidiu expandir o raio de atuação para as demais regiões e fechou parcerias com novas redes de varejo, ampliando o número de pontos de venda de 9 mil para 24 mil. O faturamento da empresa atingiu R$ 1,1 bilhão, 45% mais que em 2009, com margem Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e a amortização) de 30%.

Para este ano, a companhia estima elevar a receita para R$ 1,6 bilhão, graças ao crescimento do mercado de recargas de celular e à entrada da companhia no segmento de venda de créditos para jogos on-line. "Existe um projeto interno para venda de ingressos e de títulos de capitalização, mas são projetos que devem ficar prontos ano que vem", acrescenta Bosi.

A RV Tecnologia sempre teve uma atuação muito discreta no mercado. Foi criada em 2002 a partir da compra da Meflur Movensis (Memo), que antes era uma subsidiária da Meflur Corporation Espanha, pelo grupo 3P Investimentos. A RV tem 360 funcionários e 18 escritórios. A 3P Investimentos também controla as empresas Nutricash, focada em sistemas de gestão de frotas, a factoring BM Fomento, a BM Distribuidora, que distribui bebidas da Ambev no Oeste da Bahia, e a BM Alimentos, distribuidora dos sorvetes Nestlé e Garoto.

De acordo com Bosi, a empresa começou apenas com a venda de PINs para recarga de celular, mas hoje, 95% das vendas de créditos são via on-line. A empresa instala nos pontos de venda um sistema que permite a realização da recarga do celular com cartões de débito ou crédito. Do valor pago pelo usuário de celular pela compra dos créditos, a maior parte vai para as operadoras; o restante é dividido entre a RV Tecnologia e o ponto de venda, que fica com o menor percentual. O tíquete médio de recarga, segundo Bosi, é de R$ 13.

O diretor da consultoria Teleco, Eduardo Tude, afirma que o mercado de serviços de celular movimentou R$ 65 bilhões no ano passado. Desse total, o mercado de recargas de celulares, que tem à frente empresas terceirizadas, movimentou em torno de R$ 20 bilhões. A RV Tecnologia tem como principal concorrente a GetNet, que comprou a chilena Celcarga, em 2008, mas tem como principal negócio o processamento de transações eletrônicas para bandeiras de cartões de crédito e débito, com receita anual pouco superior a R$ 2 bilhões.

26 de abr. de 2011

SUPERMERCADOS VEEM CLIENTELA CRESCER COM RECARGA DE CELULARES

jornal DCI 26/04/2011 - Bruno Cirillo

Pequenas cadeias de supermercados beneficiam-se do oferecimento de recarga de celular pré-pago. A inclusão do serviço nas lojas faz aumentar o movimento e populariza um mercado avaliado em R$ 2 bilhões. Na Bahia, a rede TCB Supermercado viu crescer 30% a freqüência de consumidores, desde que aderiu à tecnologia, em setembro do ano passado.

"O serviço traz um aumento de fluxo de clientes e de consumo, alavancando as 'vendas por impulso'", afirmou o diretor-geral da companhia, Tarcio Bastos. Na visão do empresário, o consumidor do pré-pago entra no supermercado para recarregar o celular e, estimulado pelo local, acaba comprando produtos do varejo.

Atualmente, a TCB realiza sete mil transações de recarga por mês nas cinco lojas de que dispõe na Bahia. O fornecedor do serviço é a RV Tecnologia, que concede aos parceiros comerciais uma fatia de 5% a 6% do valor obtido com cada transação. O mercado da recarga, segundo o diretor-geral da RV, Valmor Bosi, é bilionário.

"No Brasil, há 180 milhões de celulares pré-pagos. Cada usuário gasta de R$ 3 a R$ 15 por recarga e faz de uma a 1,5 recarga por mês. As transações de venda chegam a R$ 2 bilhões", calculou Bosi. Sua empresa, que gere 35 mil pontos de recarga no Brasil, irá investir, neste ano, R$ 10 milhões na modernização da rede e em melhorias tecnológicas.

Em Minas Gerais, com duas lojas, a rede de supermercados Super Kalu também é parceira da RV. A empresa realiza duas mil transações de recarga por mês, aderiu à tecnologia para incrementar o próprio faturamento e vê vantagem na espécie de chamariz de clientela que o serviço representa para o varejo.

"Os clientes acabam consumindo mais [ao ir somente para recarregar o celular, acabam por fazer compras]. A principal vantagem é o aumento considerável das vendas por impulso. O cliente vai para a loja com o objetivo de comprar a recarga e cede às propagadas e ofertas anunciadas", declarou o sócio-proprietário da companhia mineira, Lallier Rabelo.

No outro lado do balcão, a fornecedora da tecnologia contabiliza 24 mil estabelecimentos comerciais na carteira de pontos de recarga. Por meio dos quais, a companhia realiza dez milhões de transações por mês, que envolvem as empresas de telefonia Claro, Embratel, Nextel, Oi, Telefônica, TIM e Vivo.