portal Fator Brasil 25/08/2010
Cerca de mil estabelecimentos comerciais de Fortaleza e de outras cidades do Estado do Ceará já recebem pagamento com cartões sem contato, ou seja, somente com a aproximação do cartão a uma máquina captadora de transações (padrão NFC Near Field Comunication). Este é o resultado dos primeiros seis meses de atuação comercial da Libercard, primeira rede de pagamentos com cartões sem contato da América Latina, que conta com a parceria da IntelCav, uma das maiores fabricantes de cartões do Brasil e fornecedora de tecnologia para os segmentos bancário, de transporte, telecom, autenticação, identificação, certificação digital e serviços.
O presidente da IntelCav, Fernando Castejon, comenta que o projeto da Libercard é uma demonstração prática do tipo de operação que será uma tendência no mercado de meios eletrônicos de pagamento num futuro próximo. “A IntelCav valoriza esta parceria porque ela confirma a tradição da empresa de sempre estar ao lado do pioneirismo e da inovação”, diz
A Libercard chegou ao final de julho com 161 mil cartões em circulação. Eles realizam 120 mil transações por mês e movimentam cerca de R$ 5,3 milhões somente em compras, ou seja, sem considerar o uso destes plásticos na operação do transporte coletivo.
Segundo a Sócia diretora da Libercad, Junia Moreira da Fonseca, esta base de 161 mil cartões ativos representa a migração de apenas 9,4% de toda a base de bilhetagem eletrônica das cidades onde a empresa mantém parcerias para o cartão múltiplo Libercard. Ela está presente em Fortaleza e em 22 outras cidades da região metropolitana da capital cearense e na região do Cariri, que englobam Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, dentre outras.
“Nossa meta é concluir a migração de 25% da base de transporte até o final do ano para o cartão Múltiplo Libercard, triplicando nossa carteira atual. Além disso, há uma expectativa de crescimento ainda maior devido a novos produtos e da expansão das parcerias para outras regiões e Estados”, afirma Junia.
Ela ressalta que no mês de junho a Libercard lançou um produto pré-pago, o LiberCASH, voltado para os estudantes. Com ele os alunos podem pagar o transporte e também fazer compras em estabelecimentos comerciais e até nas cantinas das escolas. “Por estar nas mãos da garotada, é um ótimo instrumento de educação financeira para meios de pagamento eletrônico, cashless, e os pais podem fazer recargas além de limitar eletronicamente o valor máximo diário de consumo de seus filhos, trazendo segurança e tranqüilidade, pois afasta a utilização da mesada para fins indevidos. Outro ponto importante é a transferência eletrônica de recursos a distância entre os amigos e parentes dos estudantes”, explica Junia.
Ela comenta que a parceria com a IntelCav tem sido fundamental para o êxito do projeto. “Temos recebido todo o suporte técnico da IntelCav sobre a confecção dos plásticos e o atendimento imediato das nossas necessidades que é fundamental num programa tão pioneiro quanto este”, afirma.
Perfil- A InteCav foi criada em 2000 e se consolidou como uma das maiores fornecedoras dos grandes bancos brasileiros, varejos e demais instituições que precisam de um parceiro de confiança para o trabalho de fabricação e personalização de seus cartões. Com uma equipe de engenheiros especializada, a companhia possuí uma fábrica de cartões no sul do país com capacidade de produzir 15 milhões de cartões/mês, um Centro de Personalização em São Paulo (gravação de dados em trilha magnética e chip) capaz de gravar cerca de 5 milhões de cartões/mês e um Centro de Personalização de Cartões em Belém (PA) com capacidade para personalizar 1 milhão de cartões/mês, além de uma estrutura de atendimento com escritórios comerciais nas principais capitais do Brasil e América Latina. A IntelCav é pioneira na produção de cartões diferenciados como o Display Card e, território nacional, os cartões translúcidos para utilização bancária em ATM´s, os cartões ecológicos como o PET reciclado pós consumo, os mini cards, os cartões full face holográficos, entre outros. A IntelCav é certificada pela ISO 9001 versão 2008 e homologada pela VISA, Mastercard e AMEX.
Perfil- Libercard é a bandeira com conceito inovador que integra , soluções em cartão de crédito, gestão de benefícios corporativos e micro-pagamentos, introduzindo no Brasil a primeira rede Contactless da América Latina, fazendo uso de avançados recursos tecnológicos que agregam praticidade, segurança e agilidade aos seus usuários.
A Libercard é a mais nova empresa do Grupo Guanabara, um dos mais consolidados grupos empresariais brasileiros, com mais de 50 anos de atuação em vários segmentos econômicos, principalmente transporte de passageiros.
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25 de ago. de 2010
24 de ago. de 2010
LIBERCARD TRANSFORMA BILHETE DE TRANSPORTE EM CARTÃO DE CRÉDITO
jornal Brasil Econômico 24/08/2010 - Thais Folego
A maioria das capitais e muitas cidades brasileiras já implementaram o bilhete eletrônico como principal meio de pagamento do transporte público local. São cartões, em geral, sem contato, que realizam a transação por aproximação. Eles já estão na mão de muitos brasileiros que não saem de casa sem o plástico no bolso.
E por que não ampliar as funcionalidades desse cartão? Foi o que se perguntou mineira Junia Moreira da Fonseca, que já trabalhava há anos no segmento de cartões de crédito. A pergunta virou projeto pessoal, desenvolvido em parceria com o Grupo Guanabara, que atua exatamente na área de transportes públicos. Assim nasceu a Libercard.
"Nosso objetivo é transformar o cartão, hoje usado exclusivamente para o pagamento de transporte, em cartão múltiplo, com as funções de crédito, débito e pré-pagamento", conta Junia, sócia-diretora da empresa. Mesmo com a implementação de outras funções, o cartão continua sendo utilizado apenas por aproximação. "Hoje, 75 milhões de cartões sem contato são usados pela baixa renda no Brasil no transporte público. É uma boa oportunidade de inclusão financeira."
O primeiro lugar a receber a iniciativa foi a capital cearense, Fortaleza. "É uma praça receptiva à inovação", comenta Junia. Além da capital, hoje ela está presente em 22 outras cidades da região metropolitana de Fortaleza e na região do Cariri, que engloba Juazeiro do Norte, Grato e Barbalha. O objetivo da bandeira, atualmente local, é se tornar nacional. "Estamos em conversações avançadas com operadoras de transportes de grandes cidades, algumas capitais", conta Junia, sem dizer nomes. "Como boa mineira, ficarei quietinha", brinca.
De abril de 2008, quando a Libercard começou a atuar, até agora, a empresa converteu 161 mil bilhetes eletrônicos de transportes para cartões múltiplos. Isso representa, porém, apenas 10% de toda a base de bilhetes eletrônicos das cidades que mantêm parcerias com o cartão Libercard. A meta é migrar 25% dos 1,5 milhão de bilhetes até o final do ano.
Para expandir as operações nacionalmente, Junia não descarta a possibilidade futura de fechar parceria com uma credenciadora de estabelecimentos comerciais para a aceitação do cartão. Hoje, esse mercado é dividido entre Cielo e Redecard.
A Libercard trabalha de forma verticalizada: é, ao mesmo tempo, bandeira, administradora de cartões de crédito e credenciadora de estabelecimentos para a aceitação dos seus cartões. "Como é uma inovação, começamos fazendo tudo, mas devemos fazer uma parceria em breve", diz Junia.
E as perspectivas são positivas, já que as duas grandes bandeiras internacionais (Visa e Mastercard) têm projetos pilotos de pagamentos sem contato (contactless, em inglês) no Brasil, o que obriga as credenciadoras a adaptar suas máquinas para fazer esse tipo de transação.
"No Brasil, tem sido crescente o interesse de instituições financeiras em parcerias com o segmento de transportes, um bom canal para gerar uso ao cartão", diz Fernando Castejon, presidente da IntelCav, umas da maiores fabricantes de cartão no Brasil, e que produz cartões com a tecnologia sem contato. Ele avalia, no entanto, que esse é um mercado de nicho, para transações de baixo valor e que os cartões com contato continuarão sendo muito usados.
Quem É - Grupo Guanabara, dona da Libercard
A Libercard pertence ao grupo carioca Guanabara, que possui 25 empresas de transporte urbanos, intermunicipais e interestaduais de passageiros no Brasil.
A empresa atua também no setor hoteleiro, de turismo e imobiliário. As empresas do grupo transportam mais de um milhão de passageiros por dia.
Tendência é de transações sem contato
Na Ásia e nos Estados Unidos, o uso de cartões sem contato — em que a transação é efetivada com a aproximação do plástico da máquina leitora — é amplamente difundido pela conveniência e agilidade. No Brasil, ele tem sido popularizado nos transportes coletivos, com os bilhetes eletrônicos, mas o uso dele para pagamento de compras ainda é incipiente.
A Libercard se autointitula a primeira rede de pagamentos sem contato do Brasil, com a iniciativa que iniciou em abril de 2008 em Fortaleza (Ceará) de transformar o bilhete eletrônico de transporte em cartão de crédito, débito e de benefícios.
Em julho do mesmo ano, a bandeira de cartões Visa lançou um projeto piloto de pagamento sem contato com o Bradesco e a Cielo. No ano passado, o Banco do Brasil também aderiu ao projeto, também com o pagamento sem contato no celular — em que a aproximação do aparelho substitui o plástico —, em que a operadora de telefonia celular Claro também entrou como parceira. "Estamos fechando com mais uma operadora de celular e outros bancos", diz Marcelo Sarralha, diretor de Produtos da Visa do Brasil, sem poder citar nomes ainda.
Essa forma de pagamento está disponível somente para os funcionários da Visa, Bradesco, BB, Claro e Cielo e não tem data prevista para ser lançada comercialmente, o que depende dos bancos emissores de cartão. No ano passado, foi a vez da Mastercard — em parceria com a Credicard e Redecard —lançar um piloto no bondinho do Pão de Açúcar, rede de cinemas UCI, McDonald's e estacionamentos Estapar/Riopark, no Rio de Janeiro.
Segundo o diretor da Visa, esse projetos demoram para ganhar escala, pois dependem da adaptação pelas operadoras de cartões dos terminais de pagamento e da adaptação também dos bancos de seus sistemas de gestão de risco. "Com esses pilotos, estamos preparando o terreno para um lançamento massivo", diz Sarralha.
Transações rápidas
As transações com cartão sem contato normalmente dispensam o uso de senhas, pois foram pensados para transações de baixo valor, que têm baixo risco de fraude, para aumentar a velocidade da transação. "São para transações corriqueiras, diárias e de pequeno valor", diz Sarralha. Segundo ele, são ideais para lugares com grande movimento concentrado em um curto espaço de tempo, como restaurantes e cafés.
No caso da Libercard, que está colocando funções que permitem transações de valores mais altos no cartão, o uso da senha foi adotado.
A maioria das capitais e muitas cidades brasileiras já implementaram o bilhete eletrônico como principal meio de pagamento do transporte público local. São cartões, em geral, sem contato, que realizam a transação por aproximação. Eles já estão na mão de muitos brasileiros que não saem de casa sem o plástico no bolso.
E por que não ampliar as funcionalidades desse cartão? Foi o que se perguntou mineira Junia Moreira da Fonseca, que já trabalhava há anos no segmento de cartões de crédito. A pergunta virou projeto pessoal, desenvolvido em parceria com o Grupo Guanabara, que atua exatamente na área de transportes públicos. Assim nasceu a Libercard.
"Nosso objetivo é transformar o cartão, hoje usado exclusivamente para o pagamento de transporte, em cartão múltiplo, com as funções de crédito, débito e pré-pagamento", conta Junia, sócia-diretora da empresa. Mesmo com a implementação de outras funções, o cartão continua sendo utilizado apenas por aproximação. "Hoje, 75 milhões de cartões sem contato são usados pela baixa renda no Brasil no transporte público. É uma boa oportunidade de inclusão financeira."
O primeiro lugar a receber a iniciativa foi a capital cearense, Fortaleza. "É uma praça receptiva à inovação", comenta Junia. Além da capital, hoje ela está presente em 22 outras cidades da região metropolitana de Fortaleza e na região do Cariri, que engloba Juazeiro do Norte, Grato e Barbalha. O objetivo da bandeira, atualmente local, é se tornar nacional. "Estamos em conversações avançadas com operadoras de transportes de grandes cidades, algumas capitais", conta Junia, sem dizer nomes. "Como boa mineira, ficarei quietinha", brinca.
De abril de 2008, quando a Libercard começou a atuar, até agora, a empresa converteu 161 mil bilhetes eletrônicos de transportes para cartões múltiplos. Isso representa, porém, apenas 10% de toda a base de bilhetes eletrônicos das cidades que mantêm parcerias com o cartão Libercard. A meta é migrar 25% dos 1,5 milhão de bilhetes até o final do ano.
Para expandir as operações nacionalmente, Junia não descarta a possibilidade futura de fechar parceria com uma credenciadora de estabelecimentos comerciais para a aceitação do cartão. Hoje, esse mercado é dividido entre Cielo e Redecard.
A Libercard trabalha de forma verticalizada: é, ao mesmo tempo, bandeira, administradora de cartões de crédito e credenciadora de estabelecimentos para a aceitação dos seus cartões. "Como é uma inovação, começamos fazendo tudo, mas devemos fazer uma parceria em breve", diz Junia.
E as perspectivas são positivas, já que as duas grandes bandeiras internacionais (Visa e Mastercard) têm projetos pilotos de pagamentos sem contato (contactless, em inglês) no Brasil, o que obriga as credenciadoras a adaptar suas máquinas para fazer esse tipo de transação.
"No Brasil, tem sido crescente o interesse de instituições financeiras em parcerias com o segmento de transportes, um bom canal para gerar uso ao cartão", diz Fernando Castejon, presidente da IntelCav, umas da maiores fabricantes de cartão no Brasil, e que produz cartões com a tecnologia sem contato. Ele avalia, no entanto, que esse é um mercado de nicho, para transações de baixo valor e que os cartões com contato continuarão sendo muito usados.
Quem É - Grupo Guanabara, dona da Libercard
A Libercard pertence ao grupo carioca Guanabara, que possui 25 empresas de transporte urbanos, intermunicipais e interestaduais de passageiros no Brasil.
A empresa atua também no setor hoteleiro, de turismo e imobiliário. As empresas do grupo transportam mais de um milhão de passageiros por dia.
Tendência é de transações sem contato
Na Ásia e nos Estados Unidos, o uso de cartões sem contato — em que a transação é efetivada com a aproximação do plástico da máquina leitora — é amplamente difundido pela conveniência e agilidade. No Brasil, ele tem sido popularizado nos transportes coletivos, com os bilhetes eletrônicos, mas o uso dele para pagamento de compras ainda é incipiente.
A Libercard se autointitula a primeira rede de pagamentos sem contato do Brasil, com a iniciativa que iniciou em abril de 2008 em Fortaleza (Ceará) de transformar o bilhete eletrônico de transporte em cartão de crédito, débito e de benefícios.
Em julho do mesmo ano, a bandeira de cartões Visa lançou um projeto piloto de pagamento sem contato com o Bradesco e a Cielo. No ano passado, o Banco do Brasil também aderiu ao projeto, também com o pagamento sem contato no celular — em que a aproximação do aparelho substitui o plástico —, em que a operadora de telefonia celular Claro também entrou como parceira. "Estamos fechando com mais uma operadora de celular e outros bancos", diz Marcelo Sarralha, diretor de Produtos da Visa do Brasil, sem poder citar nomes ainda.
Essa forma de pagamento está disponível somente para os funcionários da Visa, Bradesco, BB, Claro e Cielo e não tem data prevista para ser lançada comercialmente, o que depende dos bancos emissores de cartão. No ano passado, foi a vez da Mastercard — em parceria com a Credicard e Redecard —lançar um piloto no bondinho do Pão de Açúcar, rede de cinemas UCI, McDonald's e estacionamentos Estapar/Riopark, no Rio de Janeiro.
Segundo o diretor da Visa, esse projetos demoram para ganhar escala, pois dependem da adaptação pelas operadoras de cartões dos terminais de pagamento e da adaptação também dos bancos de seus sistemas de gestão de risco. "Com esses pilotos, estamos preparando o terreno para um lançamento massivo", diz Sarralha.
Transações rápidas
As transações com cartão sem contato normalmente dispensam o uso de senhas, pois foram pensados para transações de baixo valor, que têm baixo risco de fraude, para aumentar a velocidade da transação. "São para transações corriqueiras, diárias e de pequeno valor", diz Sarralha. Segundo ele, são ideais para lugares com grande movimento concentrado em um curto espaço de tempo, como restaurantes e cafés.
No caso da Libercard, que está colocando funções que permitem transações de valores mais altos no cartão, o uso da senha foi adotado.
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