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14 de jun. de 2011

CIELO LANÇA APLICATIVO QUE PERMITE TRANSFORMAR SMARTPHONE E TABLET EM MÁQUINA DE PAGAMENTO

portal Executivos Financeiros 13/06/2011

A Cielo, empresa de soluções de meios de pagamentos eletrônicos no Brasil e na América Latina, lança oficialmente hoje o primeiro aplicativo do mercado brasileiro que transforma os smartphones e tablets com o sistema operacional móvel Android em uma máquina da Cielo para viabilizar transações com os cartões de crédito Visa, MasterCard, American Express, Elo e Aura.

“Com o lançamento do aplicativo para Android, estamos reforçando nossa atuação neste novo universo. Sabemos que a adoção de pagamentos móveis vem acompanhada de uma mudança de hábito, tanto do lado do profissional liberal e do lojista como do portador de cartão, mas nossa intenção é democratizar este meio de pagamento e atuar em segmentos onde o dinheiro de plástico não é comum”, afirma Eduardo Chedid, vice-presidente de soluções em negócios da Cielo.

Com mais essa novidade, a Cielo consolida sua liderança no segmento de pagamentos móveis, sendo a única credenciadora do país a disponibilizar a tecnologia para os principais smartphones e celulares com o sistema Android. O aplicativo foi desenvolvido pela M4U, empresa especializada no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para pagamentos móveis, da qual a Cielo é acionista controladora.

Cielo Mobile no Sistema Android - O aplicativo da Cielo para sistema Android é compatível com aparelhos que tenham versão igual ou superior a 2.1. De acordo com informações oficiais do Google, atualmente 94,7% dos aparelhos que acessam o Android Market operam nestas versões. Segundo o Gartner, no 1º trimestre de 2010 o sistema Android possuía 0,7% de market share no Brasil. Um ano depois, a participação de mercado alcançou 30,9%, ocupando a segunda posição, atrás apenas atrás do Symbian, sistema proprietário da Nokia.

Como funciona e vantagens do aplicativo - Válida em todo território nacional, a solução funciona com pacote de dados 3G/GPRS de qualquer operadora de telefonia móvel ou rede sem fio Wi-Fi e está habilitada para as bandeiras Visa, MasterCard, American Express, Elo e Aura.

Assim como um terminal POS, o aplicativo da Cielo para Android segue as regras estabelecidas pelo padrão PCI (Payment Card Industry). Isso significa que os dados do pagamento são criptografados e nenhuma informação do cartão fica armazenada no celular, o que garante um pagamento mais tranquilo por parte do consumidor e agilidade para os profissionais liberais e comerciantes que possuam os aparelhos com sistema Android.

Para utilizar essa solução é necessário baixar o aplicativo no Android Market, loja de aplicativos dos aparelhos com sistema Android. O download do aplicativo é gratuito. Após a instalação, o profissional deve se credenciar na Cielo, mediante uma taxa única de afiliação de R$ 50,00, ao entrar em contato com a Central de

Atendimento pelos telefones: 4002-5472 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800-570-8472 (demais localidades)

25 de out. de 2010

VALID AVANÇA NO RITMO DO ‘PLÁSTICO’

jornal Valor Econômico 25/10/2010 - Vanessa Adachi

No cofre cercado por portas de segurança onde só os funcionários devidamente autorizados podem entrar, descansam cerca de 40 milhões de cartões plásticos de crédito e débito virgens, sem qualquer dado gravado. São centenas de modelos diferentes, com as cores e os logos de quase todos os bancos. Na fábrica localizada no município de Barueri, na Grande São Paulo, cada cartão - todos fabricados antes numa unidade em Sorocaba - recebe a impressão dos dados do seu futuro portador. E, quando é o caso, um chip também é inserido por uma máquina de extrema precisão que recorta o plástico milimetricamente e cola no orifício aberto o microprocessador. As informações dos clientes bancários chegam, via links dedicados, em arquivos criptografados. No cofre, o estoque é conferido obsessivamente, porque qualquer desfalque pode ser o estopim de uma fraude.

Ali mesmo, nas instalações da Valid, até duas semanas atrás conhecida como American Banknote, os cartões são checados e envelopados por uma legião de mulheres - com os anos a empresa concluiu que elas são mais detalhistas - e despachados para a casa dos clientes. São 8 milhões de cartões magnéticos e 4,5 milhões de cartões com chip todos os meses, além de 2 milhões de chips para celular. Da mesma fábrica saem mensalmente os cerca de 20 milhões de extratos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) enviados pela Caixa Econômica Federal aos trabalhadores, além de outros 10 milhões de extratos da caderneta de poupança do banco estatal. O contrato da Caixa foi ganho em licitação no ano passado e motivou o investimento em novas máquinas. O equipamento tem capacidade para imprimir e dobrar 60 mil extratos por hora. Por mais que se tente, é simplesmente impossível ler o que sai escrito, tamanha a velocidade.

Vista por fora, a instalação muito simples, num grande galpão cuja outra metade é ocupada por uma grande rede de varejo, não sugere a existência de toda a atividade sigilosa que se processa ali dentro. Os executivos da Valid não comentam, mas é sabido que os funcionários recrutados têm sua vida financeira e ficha criminal, bem como a de parentes de primeiro grau, verificadas. O procedimento é praxe no setor e uma exigência dos clientes. No caso da Valid, os principais clientes são os maiores bancos brasileiros: Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco. E também operadoras de telefonia, com destaque para Oi e Vivo.

A fábrica de Barueri é apenas uma das sete plantas da Valid, que confecciona quase todos os cheques ainda usados no país, assim como a maior parte das carteiras dos motoristas brasileiros e boa fatia dos cartões de crédito e chips de celular. Dificilmente alguém sai à rua hoje sem portar um desses itens.

No ano passado, a empresa teve uma receita líquida de R$ 706 milhões e lucro de R$ 81 milhões. Desde 2006, com a abertura de capital, a companhia, que já foi controlada pela American Banknote dos Estados Unidos, tornou-se uma "corporation", empresa de capital pulverizado em bolsa.

A história da Valid - o novo nome foi aprovado pelos acionistas no dia 8 - se confunde com a da evolução da indústria de meios de pagamento no país. Do papel ao plástico e, agora, tentando antecipar qual a tecnologia de pagamento do futuro. Por pouco a Valid nem chegou a existir. Em 1957 a centenária fabricante inglesa de papel moeda Thomas de La Rue ergueu uma fábrica no Brasil de olho na oportunidade de imprimir dinheiro localmente. Até então, o país importava suas notas, inclusive da própria De La Rue . O negócio nunca vingou porque o monopólio da impressão do dinheiro brasileiro foi dado pelo governo à Casa da Moeda.

A empresa se salvou e passou a imprimir cheques bancários e de viagem. Depois vieram os cartões de plástico com tarja magnética. No meio do caminho, a De La rue vendeu a unidade brasileira para a concorrente americana American Banknote. Nos anos recentes, chegou a hora de a empresa surfar a onda dos cartões de crédito e débito com chip, conforme os bancos convertem suas bases de plástico para a tecnologia mais segura, à prova de fraudes.

Agora, a empresa começa a direcionar esforços para formas de pagamento sem contato - chamada de contactless. "No futuro, a única certeza que temos é que isso [formas de pagamento] continuará mudando. Há várias apostas sobre a mesa e ninguém sabe para onde o mercado vai convergir", diz Sidney Levy, presidente da Valid. Ele lembra que o cartão inteligente, com chip, demorou a emplacar. Hoje é uma das principais fontes de receita da Valid. O negócio de cartões para a empresa tem crescido a uma taxa e 25% ao ano na última década.

Em sociedade com a Cielo, da área de captura e processamento de pagamento com cartões, a Valid comprou neste ano a M4U, que tem um sistema de pagamento via celular. "É a maior plataforma de pagamento móvel do país e já é lucrativa", diz o executivo. Os planos são levar, a partir da base da M4U, o pagamento móvel para fora do país, adianta ele. A empresa aposta na convergência para pagamento e identificação dos portadores tudo via celular, diz o vice-presidente, José Roberto Mauro. Em vez de documentos e cartões, as pessoas usariam apenas o aparelho telefônico.

Hoje, a Valid se define como uma empresa de tecnologia e serviços voltada a meios de pagamento e identificação. Responsável por cerca de 80% das carteiras de habilitação emitidas no país, a empresa tem um curioso banco de dados com nada menos que 75 milhões de fotografias de carteiras atuais e do passado - até aquelas das quais você nem se lembra.

A divisão de meios de pagamento, a principal da empresa, congrega 20 produtos diferentes. Ainda saem das suas gráficas 1,5 bilhão de folhas de cheque todos os anos, o que lhe confere 80% desse mercado. Só que aquele que já foi praticamente seu único negócio representa agora apenas 3% do faturamento. Há 12 anos os cheques eram 85% do faturamento.

Nos anos 90, a companhia adquiriu as gráficas de Bradesco, Itaú e Unibanco, passando a fazer os impressos das instituições, além dos cheques, também extratos, envio de senhas e outros. Na transação com o Bradesco, que tinha uma gráfica monumental e até então fazia todo o material gráfico em casa, o banco ficou com 22,5% da empresa. Hoje, a fatia encolheu, mas ainda é relevante e está em torno de 4%.

A Valid, então ABnote, fez sua abertura de capital em 2006 e, de lá para cá, o desempenho de suas ações não chega a ser inspirador, muito embora a companhia não tenha nenhum concorrente com portfólio de produtos igual ao sei. Subiram 31,7%, contra 77,7% do Ibovespa. "Fizemos o IPO numa janela de euforia, a múltiplos de resultado que nunca mais foram atingidos", admite Levy. Ele diz que, quando o controlador deixou a empresa, sentou-se com todos os acionistas principais para saber o que esperavam da empresa. "O que ouvi de todos foi que desejavam criação de valor a longo prazo e não valorização do papel no curto", diz, completando que os números da companhia continuam a crescer.

28 de set. de 2010

BB E CIELO FAZEM PARCERIA PARA OPERAR OI PAGGO

portal Brasil Econômico 28/09/2010 - Ana Paula Ribeiro e Thais Folego

O Brasil Econômico apurou que o BB e a credenciadora irão fazer uso da Oi Paggo, plataforma de pagamento por meio de celular que foi criada em 2007.

Fontes do mercado acreditam que a Oi Paggo será utilizada para incrementar os negócios envolvendo pagamentos móveis (mobile payment) da holding Elo.

Essa holding, que é uma parceria entre o BB e o Bradesco, possui três segmentações em seu desenho inicial. A Cielo, controlada pelos dois bancos, é o braço credenciador.

A outra segmentação é de benefícios, como o Visa Vale. O terceiro braço é a criação da bandeira de cartões Elo, que deverá ter os primeiros cartões emitidos em outubro.

Esse não é o primeiro passo da Cielo em pagamentos móveis. Em agosto, a empresa comprou 50,01% do capital social da M4U, empresa que atua no desenvolvimento de ferramentas móveis, incluindo pagamentos e recarga de celulares.

1 de set. de 2010

CIELO TESTA PAGAMENTOS VIA CELULAR

portal Exame 01/09/2010 - Beatriz Olivon

A Cielo está trabalhando em um piloto para viabilizar pagamentos por cartões de crédito por meio de aparelhos celulares. A expectativa da empresa é lançar o produto no próximo trimestre.

Pela captura móvel, o celular do vendedor seria usado para realizar a transação do cartão. A tarifa de conectividade seria de 9,90 reais ao mês. O piloto está sendo feito com a Claro, mas a Cielo pretende oferecer o produto para todas as operadoras, segundo Eduardo Chedid, vice-presidente executivo de soluções em negócios.

O modelo poderia ser usado para vendas porta-a-porta, ambulantes e feirantes, por exemplo. Um estudo da empresa identificou um público potencial de 1,2 milhão de pessoas. "A gente sabe que é um primeiro passo, é captura móvel. Mas o outro passo é a compra via celular, é por isso que investimos na M4U. O comprador usaria seu celular, o vendedor daria entrada no número de celular", disse Chedid ao site EXAME.

Esse modelo está em piloto há um ano e meio, mas, com a recente aquisição, a Cielo espera aperfeiçoar o serviço - que ainda não tem previsão de lançamento. Com a compra da M4U, que atua em plataformas de mobilidade, a Cielo espera mais que quadruplicar seus volumes em recarga de celulares pré-pagos, segundo Chedid.