18 de set. de 2011

SANTANDER LEVA INTERNAUTAS PARA GP DE FÓRMULA 1 EM SÃO PAULO

portal Mundo do Marketing 12/09/2011 - Cláudio Martins

O Santander continua a investir no automobilismo como forma de promover a sua marca e se relacionar com os consumidores. O banco levará 10 internautas para assistir ao Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, no autódromo de Interlagos, em São Paulo, entre os dias 25 e 27 de novembro. Para concorrer, é preciso acessar o aplicativo PitStop Santander, na fan page do Facebook, e juntar peças virtuais que formam a imagem de uma Ferrari.

Os pedaços estão distribuídos pelo site institucional da empresa e serão disponibilizadas a cada prova da competição. Os internautas também encontrarão dicas da localização das peças no Facebook e no Twitter e os consumidores que apresentarem o melhor desempenho até o dia 13 de novembro vencerão o jogo. Serão distribuídos ainda 20 mil brindes da escuderia italiana, como jaquetas, bonés e mochilas, para os participantes que alcançarem uma boa pontuação.

CLASSE C: ABECS LANÇA CAMPANHA PARA USO CONSCIENTE DO CARTÃO DE CRÉDITO

portal Maxpress 12/09/2011 – release Estratégia Ketchum

Nos últimos anos, as classes C, D e E têm conquistado um novo padrão de consumo, com mais acesso ao crédito. De olho no potencial econômico desse “novo consumidor”, a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) acaba de lançar uma campanha educativa em âmbito nacional, com o nome “Você manda no seu bolso”. O carro-chefe é o desenvolvimento de um hotsite, que aborda diversos temas relativos ao uso do cartão, como planejamento financeiro, pagamento mínimo da fatura, parcelamento e empréstimo do cartão a terceiros. Além disso, traz um “simulador de despesas”, que ajuda o visitante a traçar suas metas, baseado em uma atitude de uso consciente.

Por meio dessa campanha, a Abecs quer estimular o portador a tomar suas decisões corretas de compra e a cuidar do seu orçamento doméstico, usando o cartão de crédito como um instrumento de organização financeira. O conteúdo ainda destina parte de seu discurso ao varejo brasileiro, mostrando ao lojista como a aceitação dos meios eletrônicos de pagamento pode garantir mais agilidade, conveniência e segurança, além de aprimorar o relacionamento com os clientes. A campanha é estrelada pela atriz Regina Casé e pode ser conferida no www.abecs.org.br/dicas.

PARA ESPECIALISTAS, MODELO PRÉ-PAGO É QUE VAI IMPULSIONAR A INCLUSÃO BANCÁRIA NO BRASIL

portal Executivos Financeiros 12/09/2011

Quando questionados sobre a questão de ganho de escala de pagamentos móveis no Brasil, especialistas da OI, Visa, Vivo, Nokia Siemens Networks, Mastercard, TIMwe, Orion Consultores Associados e Springs Wireless, no evento Futurecom, são unânimes no ponto de vista: deveríamos discutir mais os modelos de negócio e menos os modelos tecnológicos, que já estão bem avançados.

No mundo, mais de 2 bilhões de pessoas tem celular, mas não estão bancarizadas. Hoje, comentam os especialistas, um dos principais objetivos da indústria financeira e de Telecom é um modelo de negócio viável e acreditam que o modelo pré-pago é que vai impulsionar a inclusão bancária no Brasil.

O Diretor de Produtos e Serviços Financeiros da Vivo, Mauricio Ferreira Agudo Romão, comenta sobre a importância do mobile money para bancarizar as pessoas:

“Consumidores de classes mais baixas têm medo dos bancos e a constante impressão de que não foram feitos para eles. É preciso construir um modelo em que os bancos estejam por trás, mas que um terceiro, já de familiaridade das pessoas, faça a intermediação. Esse terceiro são as operadoras. Todos já estão acostumados com o uso do celular pré-pago, por ser um produto barato. O celular chega onde o banco não chega, o acesso é mais fácil, por isso as operadoras são quem tem mais a agregar valor na inclusão bancária”.

JUROS AO CONSUMIDOR CAEM EM TODOS OS ESTADOS


portal InfoMoney 12/09/2011

As taxas médias de juros ao consumidor caíram em todos os estados em agosto. Segundo dados da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), divulgados nesta segunda-feira (12), no Rio Grande do Sul, por exemplo, onde são registradas as maiores taxas de juros, a taxa média ficou em 97,38% ao ano no mês passado, frente aos 99,40% no mês anterior.

Já em São Paulo, onde a associação identificou a menor taxa de juros, a média era de 80,41% a.a. em agosto. Confira a média dos juros cobrados em outros estados na tabela a seguir:


Crediário x outros créditos

Na média nacional, os juros do crediário do comércio estão entre os menores, na comparação com as demais modalidades de crédito analisadas pela associação.

Enquanto a cobrança do crediário é de 92,29% ao ano (5,60% ao mês), o juro do cartão de crédito ficou em agosto em 238,30% ao ano (10,69% ao mês). O juro do cheque especial foi para 158,90% anuais (8,25% mensais) e o do empréstimo pessoal em financeiras ficou em 184,69% ao ano (9,11% mensais).

No fim da lista estão empréstimo pessoal em bancos (71,15% anuais e 4,58% a.m.) e as taxas do CDC (crédito direto ao consumidor) concedido por bancos para compra de veículos (31,22% ao ano e 2,29% mensais).

EVANGÉLICOS LANÇAM CARTÃO DE CRÉDITO

portal Band 12/09/2011

Em dez dias de lançamento, o Cartão Cristão, produto criado pelo missionário Edson Luiz Scruff, da Assembleia de Deus, conseguiu 250 adesões. Depois de realizar o lançamento em São José dos Pinhais, o pastor roda o Paraná em busca de novos parceiros – para lançar o cartão em outras cidades.

“Estamos fazendo as coisas devagar, queremos chegar a 1 milhão de cartões”, diz Edson. Parte dos lucros vai para as igrejas. Segundo o missionário, são revertidos na totalidade para ações sociais.

“Vamos fazer a recuperação de viciados em crack, já que os nossos governantes não olham para esse assunto”, diz.

Por enquanto, o cartão é da Assembleia de Deus, mas outras igrejas evangélicas poderão entrar na ação – entre elas a Quadrangular.

“Apresentamos o projeto em Arapongas e semana que vem estaremos em Foz do Iguaçu. É um cartão aberto para todos os cristãos”, diz.

O cartão funciona como um “private label”, a exemplo dos cartões utilizados em lojas. Ele é aceito em todo o sistema da Redecard (bandeira Master Card), além das lojas associadas à Coopercred, empresa administradora, sediada em Maringá.

“Somente em Curitiba, nosso cartão é aceito em 300 a 400 lojas, entre elas toda a rede de hipermercados Condor, supermercado Big, Mercadorama e farmácias Hiperfarma”, conta o consultor da Coopercred, Sérgio Oliveira.

NOVA EMPRESA COBRARÁ MENSALIDADE DE R$ 6 POR PEDÁGIO ELETRÔNICO EM SP

portal InfoMoney 12/09/2011 - Fernanda de Moraes Bonadia

Na última sexta-feira (9), a Secretaria de Logística e Transportes de São Paulo autorizou a empresa DBTrans, com atuação nos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, a iniciar operação no sistema de cobrança eletrônica de pedágio nas rodovias sob concessão em todo o estado.

A empresa se compromete a cobrar uma mensalidade de R$ 6 para os motoristas que transitarem pelas rodovias paulistas. Atualmente, a única operadora, que atua há cerca de 12 anos, cobra R$ 11,90 por mês.

Cobrança pré-paga e sem mensalidade

Outra novidade lançada pela DBTrans será o modelo pré-pago de pagamento eletrônico, em que os motoristas carregam seu tag – aparelho que faz a identificação eletrônica – com um determinado valor e passam pelas praças de pedágio normalmente. A vantagem da modalidade é a isenção da mensalidade.

Para os caminhoneiros, a nova operadora ainda vai introduzir o vale pedágio no formato eletrônico, com cobrança através de tag. Hoje, o vale pedágio existe somente nos formatos papel e cartão.

Melhorias

O início das operações da nova empresa em São Paulo deverá ocorrer até o final de 2011. Até lá, serão realizadas negociações com as concessionárias paulistas para adequação das praças atuais para a DBTrans.

A abertura do mercado faz parte de uma política de transporte público do governo estadual, cujo objetivo é facilitar a vida dos usuários das rodovias, baixando os custos de transporte e tornando-o mais eficiente, com mais segurança. A malha rodoviária concedida em São Paulo atende diretamente 242 municípios com 5,4 mil quilômetros de pistas.

CDB AUTOMOTIVO

jornal Folha de S. Paulo 12/09/2011 – Mercado Aberto

O Banco Volkswagen lança CDB para frotistas e fornecedores da Volkswagen, Man e Audi no Brasil. Hoje, o produto já é oferecido a concessionários. A instituição pretende atingir R$ 200 milhões em aplicações em um ano.

O banco investiu no desenvolvimento de ferramentas de segurança para o lançamento do CDB. O produto será vendido para frotistas em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Campinas e São Paulo.

EUA: TITULARES DE CARTÃO PRIVATE LABEL FAZEM MAIS USO DO ROTATIVO

portal CardClipping

Menos da metade de todos os portadores de cartões de crédito têm um cartão private label mas, segundo dados da mais recente pesquisa Cardbeat do Auriemma Consulting Group, os que possuem este tipo de plástico são mais propensos a rotineiramente utilizar o crédito rotativo do que os consumidores que contam apenas com cartões de uso geral.

Titulares de cartões de marca própria somam transações mensais de menor valor, na comparação com os portadores de cartões de uso geral, mas os que carregam diversos cartões e utilizam suas linhas de crédito rotativo costumam ser mais fieis e ter hábitos de comportamento mais estáveis. Consequentemente, os portadores de cartões private label são, em geral, "uma população rentável, alvo dos emissores de cartões tanto para aquisição quanto para oferta de cross-sell", disse o Auriemma no relatório.

Os programas de cartões private label costumam ter requisitos mais flexíveis, em razão das estratégias promocionais no relacionamento entre varejistas e consumidores. Por consequência, também tendem a ser mais arriscados e sujeitos a maiores perdas. No final de junho, a média de perdas nos cartões de crédito private label foi de 9,45%, 312 pontos base acima da taxa de 6,33% nos cartões de crédito de uso geral, de acordo com a Fitch Ratings.

O Auriemma realizou sua pesquisa on-line com 402 portadores de cartões de crédito dos Estados Unidos durante o mês de julho.

Portadores de cartões de crédito como um todo tendem a alocar 48% de seus gastos anuais com cartão nos cartões de crédito, 32% em cartões de débito, 14% em cartões de loja e 6% em cartões de pagamento (exigem liquidação integral a cada fatura mensal), segundo dados da pesquisa.

Pouco menos da metade (47%) de todos os portadores de cartões de crédito tem um cartão private label. Entre os entrevistados, os cartões de marca própria mais comuns são os das lojas de departamento Kohl (20%), JC Penney (18%), Macy (18%), Sears Holdings (14%) e das redes Best Buy (10%), Home Depot (9%) e Wal-Mart (7%).

Os entrevistados tiveram gastos mensais de US 527 com os cartões de crédito de uso geral em comparação com US$ 106 nos cartões private label. No financiamento, o saldo médio foi de US$ 1.486 no cartão de crédito de uso geral, versus US$ 549 no cartão de marca própria. A média mais baixa nos cartões de loja não surpreende porque estes, em geral, têm limites de crédito mais modestos. Enquanto os cartões de uso geral oferecem limite de crédito médio de US$ 7.094, nos cartões private label a média é de US$ 2.995, segundo os dados apurados pelo Auriemma. A pesquisa também reportou que cerca de 60% dos que utilizavam o crédito rotativo em seus cartões de uso geral também o faziam em seus cartões de uso restrito.

O Auriemma descobriu que, uma vez feito uso do rotativo, o hábito se incorpora ao comportamento do consumidor e ele fará uso do financiamento várias vezes como um estilo de vida. Em torno de 49% dos entrevistados disseram que, nos últimos 1 a 4 anos, jamais liquidaram suas faturas pelo total, em qualquer dos tipos de cartão de crédito.

Promoções e descontos em mercadorias são os principais incentivos para os entrevistados usarem seus cartões private label. Cerca de 38% dos portadores destes cartões citaram os descontos como o incentivo mais contundente para o uso do cartão de loja, enquanto 34% mencionaram os programas de recompensas e outros 34% falaram de uma promoção especial. Cerca de 24% manifestaram a predileção por um varejista em particular como o seu principal motivo para usar o cartão da loja e 13% citaram a disponibilidade de financiamento em condições especiais.

A maioria das contas de cartões private label são abertas no ponto de venda, de acordo com os dados da pesquisa. Ofertas pela internet respondem por 23% das adesões e formulários por mala direta resultam em 9% das originações.

Os entrevistados disseram que a taxa de juros em seu cartão private label mais utilizado ficou em cerca de 15,8%, 280 pontos base acima da taxa de juros típica de 13% em seu cartão de crédito de uso geral usado com maior frequência

Relativamente poucos respondentes disseram cancelar seus cartões de crédito, mas são ainda menos propensos a cancelar um cartão que seja de marca própria. Aproximadamente 7% dos entrevistados relataram ter cancelado um cartão de crédito de uso geral em comparação com 3% de cancelamentos no cartão de marca própria.

Entre os entrevistados que cancelaram um cartão de marca própria no ano anterior, 40% citaram uma taxa de juros elevada como a razão.

FRETE PODE DAR R$ 60 BI A CARTÕES

jornal Gazeta do Povo 12/09/2011 – Agência Estado

Do mês que vem em diante, os pagamentos de fretes a motoristas de caminhão deverão ser feitos por meios eletrônicos de pagamento, como cartões de crédito ou débito. A nova regra é da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e está movimentando as empresas de cartões e bancos, de olho em um mercado estimado entre R$ 60 bilhões a R$ 80 bilhões por ano, a maior parte movimentada de maneira informal.

A ANTT, que editou a resolução em abril, já habilitou quatro empresas para operar como administradoras de meios eletrônicos de pagamento: Repom, Roadcard, GPS Logística e Gerenciamento de Riscos e a Dbtrans. Para operar no segmento, algumas delas estão buscando parcerias com bancos e bandeiras de cartões.

Beneficiados

Regra formaliza caminhoneiros

Na avaliação das pessoas que acompanham o setor de logística, a grande vitória com a nova legislação é justamente dos caminhoneiros, que agora poderão comprovar renda e não ficarão mais reféns dos postos de combustíveis para ter acesso ao seu pagamento. Com a mudança, espera-se inclusive que fique mais fácil para esses profissionais obterem financiamento no mercado financeiro para comprar novos veículos. As estimativas apontam a existência de um milhão de caminhoneiros no Brasil.

Além do pagamento com cartão, a ANTT também dá a opção do recebimento do frete por meio de débito em conta. Muitos caminhoneiros não têm conta bancária e, por isso, a formalização desse mercado deve trazer muitas dessas pessoas para os bancos.

De acordo com dados da própria ANTT, a frota média de caminhões no Brasil é de 16,4 anos, mas, entre os autônomos, chega a 21,7 anos. A dificuldade em comprovar renda sempre foi apontada como grande empecilho para renovar a frota de caminhões do país. (AE)

O objetivo da ANTT é formalizar o mercado de transporte rodoviário. Hoje, os caminhoneiros recebem como pagamento pelo transporte de cargas a chamada carta-frete, um papel informal, que não é fiscalizado pelo governo, mas é adotado há mais de 50 anos. Na maioria das vezes, é trocado em postos de combustíveis nas rodovias, com deságio, por dinheiro. Também é comum os postos condicionarem a troca a um porcentual de consumo no próprio estabelecimento, que às vezes chega a 30% do valor total da carta. “É um mercado novo que se abre para o setor de cartões, com volumes enormes de recursos”, avalia Rômulo de Mello Dias, presidente da Cielo, empresa que faz cadastramentos do comércio para as bandeiras de cartões.

A Repom atua no pagamento de frete por cartões há dez anos, mas para atender às novas regras da ANTT está se reestruturando. Até o final do mês, a empresa deve anunciar uma parceria com uma bandeira internacional de cartões. O objetivo é aumentar a rede de aceitação de seu cartão (já usado por 400 mil caminhoneiros) e movimentar R$ 3 bilhões este ano, 30% a mais que em 2010, conta Rubens Naves, presidente da empresa.

A GPS Logística (detentora da marca Pamcary) atuará nesse mercado em parceria com a Roadcard. Segundo o presidente da GPS, Ricardo Miranda, desde 2004 a companhia oferece ao mercado um cartão para o pagamento de frete, o Pamcard (com bandeira Visa e emissão pelo Bradesco), que deve crescer 30% com a exigência da ANTT.

Taxas

Estima-se que as empresas de cartões cobrarão uma taxa entre 1% e 2% sobre os valores depositados nos cartões. Essa taxa será paga pelas empresas que contratam o frete (transportadoras e embarcadoras). Não haverá custo algum para os caminhoneiros.

No caso do financiamento, a presença dos bancos será importante para fornecer capital de giro para as empresas do setor. O pagamento do frete ao motorista de caminhão com um cartão gera um descasamento de prazos para a transportadora ou embarcadora. Com a carta-frete, isso não ocorria, pois a carta tinha uma data para ser convertida em dinheiro. Com o cartão, o dinheiro precisa estar disponível imediatamente, caso seja usado na função débito.

SERVIÇOS FINANCEIROS E DE SAÚDE TOMAM-SE MÓVEIS

jornal O Estado de S.Paulo 12/09/2011 – Wanise Ferreira

Com uma forte presença na vida das pessoas, a telefonia móvel passou a ser encarada como um novo canal para o relacionamento das empresas e instituições com seus clientes. Em muitos casos, inclusive, apresentando um desempenho próximo ao dos canais tradicionais. Mas esse caminho não foi fácil e muitas resistências precisaram ser derrubadas. Exemplos de duas áreas bem diferentes, financeira e de saúde, mostram o caminho que os celulares precisaram percorrer para passarem de estranhos no ninho a aliados.

Há 24 meses, a Visa trabalha no desenvolvimento de seu canal de mobilidade. "Para isso, queremos adotar o conceito do dinheiro móvel", comentou Percival Jatobá, diretor de produtos sênior. Recentemente, a empresa anunciou a aquisição da Fundamo, líder em plataformas de serviços financeiros' móveis, e um acordo comercial com a Monitise, desenvolvedora de soluções. E levou adiante uma série de parcerias e consórcios com outros bancos, operadoras e até rivais em vários países.

A administradora de cartões leva em consideração características regionais para desenvolver novos produtos móveis. No Brasil, o executivo acredita que o potencial do mercado é amplo, comportando soluções das mais sofisticadas às mais simples. "Para uma nova geração de pagamentos, há uma nova geração de pagadores", reforçou.

Uma tecnologia considerada com poder de transformar esse mercado é a Near Field Communication (NFC), que permite a transação pela proximidade do celular aos equipamentos de recepção. Vários fabricantes de terminais estão prometendo aparelhos com esse sistema embarcado. O SMS pode também ser uma ferramenta adequada para alguns tipos de micropagamentos para prestadores de serviços autônomos.

Os bancos, de seu lado, não fizeram muita questão de apressar o caminho da carteira móvel. Entre os motivos, estava a espera pela definição de padrões para essa área. Mas nos bastidores também havia uma longa, e ainda inacabada, discussão com as operadoras sobre modelos de negócios. Traduzindo: quem ficaria com o que na divisão de receitas. "Os bancos imaginaram que podiam ser as operadoras e as operadoras que seriam os bancos", brincou Jatobá.

Saúde. Apesar de atuarem em uma área muito mais sensível, ou talvez justamente por isso, médicos, hospitais, laboratórios e convênios parecem mais dispostos a construir um ecossistema para aplicações móveis. "A média de vida dos brasileiros tem aumentado e o custo da saúde também. À medida que essa equação se complica, crescem iniciativas de prevenção e não de reação a doenças", observou Maurício Romão, diretor de Serviços Verticais da Vivo.

Ele cita um exemplo da Espanha, onde a Telefônica implantou soluções domiciliares que a permitem o envio de dados, como medição de pressão arterial e de taxa de diabetes, para uma central que analisa os resultados. E já se estuda usar uma combinação de sensores, aplicativos e celulares para garantir a determinados pacientes realizar a fisioterapia em casa.

"Isso pode poupar consultas, internações, e garantir mais qualidade de vida para o paciente", enfatizou. Para Romão, a chegada dos tablets deverá ampliar o número de hospitais que utilizam a mobilidade.