11 de out. de 2011

BANCÁRIOS NÔMADES LEVAM OPERAÇÕES FINANCEIRAS PARA REGIÃO RURAL DA ÍNDIA

portal iG 04/10/2011 - The New York Times

Antigamente, os bancos empregavam exércitos de bancários. Depois, eles substituíram muitos deles por caixas eletrônicos. Agora, a Índia está usando uma solução híbrida dos dois – o caixa eletrônico humano – para expandir as operações financeiras para sua vasta população rural.


Swati Yashwant, uma mãe de 29 anos de idade, faz parte de uma crescente legião de bancários nômades que buscam oferecer contas bancárias para quase 50% dos 300 milhões de lares da Índia que ainda não as têm. Usando um laptop, um modem wireless e um leitor de impressões digitais, Yashwant abre contas, recebe depósitos e realiza transferências de dinheiro para os agricultores e trabalhadores migrantes nesta pequena cidade 70 milhas ao sul de Mumbai, a capital financeira da Índia.

Para reduzir o risco de roubo ou furto, por lei nenhuma transação pode ser superior a 10 mil rúpias (cerca de US$ 212). E, na prática, muitas não passam de um ou dois dólares. Mas, com a maior parte da população da Índia vivendo em aldeias que nunca tiveram uma agência bancária, Yashwant, com seu dispositivos eletrônicos, é uma missionária da modernidade financeira.

Muitos indianos "não sabem nada sobre o sistema bancário", disse ela em seu pequeno escritório decorado com uma imagem de Ganesh, o deus hindu que supostamente ajuda a remover os obstáculos. "Eu quero abrir suas contas e ajudá-los a entender o banco."

Economistas e políticos dizem que agentes como Yashwant – que também são empregadas em países como Brasil, México e Quênia – representam um dos caminhos mais promissores para ajudar os pobres da zona rural a economizar e proteger o seu dinheiro. Muitas pessoas na Índia que não têm contas bancárias, por exemplo, compram colares de ouro ou simplesmente guardam o dinheiro em suas casas. "Isso é algo que pode ser poderoso", disse Abhijit V. Banerjee, um economista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, que escreveu “Poor Economics: A Radical Rethinking of the Way to Fight Global Poverty” com Esther Duflo.

Os agentes bancários possibilitam que os pobres possam facilmente poupar dinheiro que de outra forma poderiam querer gastar, disse Banerjee. E quando os tempos são de vacas magras, essas pessoas podem retirar o dinheiro guardado, em vez de pedir dinheiro a taxas elevadas de juros. As contas atualmente rendem 4% de juros anuais, que é o padrão para contas de poupança na Índia. Não há taxas de manutenção, de depósitos ou saques.

"É verdade que isso não os irá tornar ricos", disse Banerjee, "mas irá torná-los menos propensos a passar fome um dia."

Yashwant é uma dos 60 mil estimados bancários mais conhecidos no país como "correspondentes de negócios", que não são funcionários do banco, mas ganham comissões por cada transação.

O Reserve Bank of India, o banco central do país, começou a apostar nos correspondentes há cerca de cinco anos atrás. Após um crescimento inicial lento, o banco central prevê que o número de agentes irá dobrar, chegando a 126 mil, até março. O Reserve Bank ordenou aos bancos comerciais que posicionem correspondentes em todas as aldeias com mais de 2.000 pessoas e tem atribuído cada aldeia a um banco.

Para os bancos da Índia, essa é uma forma relativamente barata de recrutar clientes. Enquanto cerca de 70% da população da Índia é dispersa em mais de 600 mil aldeias, o país inteiro tem apenas 33.500 agências bancárias. Correspondentes como Yashwant criaram 74 milhões de contas bancárias na Índia.

"Se você usar o sistema bancário tradicional, de alto custo, você nunca vai chegar a estas pessoas", disse Jayant Sinha, que é diretor do escritório da Omidyar Network, uma empresa de investimento filantrópica criada por Pierre Omidyar M., o fundador do eBay.

Yashwant já atua como correspondente em Kolad há quatro meses, para o State Bank, o maior banco da Índia. Os cerca de US$ 200 que ela ganha em um mês é um bom salário na Índia rural, onde a renda média mensal é de cerca de US$65.

CARTÕES DE CRÉDITO NACIONAIS JÁ ESTÃO FUNCIONANDO NA PSN BRASILEIRA

portal Tecmundo 03/10/2011 - Eduardo Medeiros Schutt

Segundo relatos de usuários, a Sony já está permitindo a utilização de cartões de crédito nacionais para compras na PlayStation Network brasileira. A possibilidade teria sido liberada há pelo menos duas semanas, mas não foi anunciada oficialmente pela fabricante do PlayStation 3.

Mesmo com a inauguração da rede brasileira, em julho, a PSN continuava exigindo que os usuários possuíssem um cartão internacional. A explicação para isso, segundo a Sony, é que todas as transações efetuadas pela rede eram processadas no exterior, em um sistema que não reconhecia plásticos regionais.

O site Kotaku entrou em contato com a Sony sobre o assunto. A empresa afirmou desconhecer qualquer tipo de alteração no sistema. Testes realizados pelo veículo, porém, comprovaram que os cartões brasileiros já estão funcionando perfeitamente na PlayStation Network.

DÉBITO OU CRÉDITO?

jornal Folha de S. Paulo 04/10/2011 – Mercado Aberto

O número de operações feitas com cartões em geral deve chegar a 6,8 bilhões neste ano, segundo a consultoria Capgemini. Até 2013, a média de crescimento do setor deverá ser de 48,8% ao ano, de acordo com o levantamento. Os países em desenvolvimento são os principais responsáveis por essa alta.

Em 2010, os pagamentos que não foram feitos com moeda cresceram 37,2% na África, no Oriente Médio e na Europa Central, segundo o estudo. Na América Latina, no mesmo período, o aumento foi de 9,7%.

MATERA SYSTEMS LANÇA VÍDEOS COM PASSO A PASSO DE SEUS SISTEMAS

portal Executivos Financeiros 03/10/2011

A empresa Matera Systems, fornecedora de soluções de TI para os mercados financeiro e corporativo, disponibiliza uma série de vídeos com o passo a passo do funcionamento dos sistemas que oferece aos mercados financeiro e corporativo. O objetivo principal é facilitar o cotidiano dos usuários dos sistemas que, ao receberem a atualização das versões, se deparam com novas funcionalidades e precisam aprender rapidamente a operá-las.

Para o cliente é mais prático, rápido e confortável aprender a operar determinada funcionalidade seguindo os passos de um vídeo. “O usuário pode ainda planejar esta capacitação da forma mais conveniente, pelo fato do vídeo ser simples, em formato mp4, baixado diretamente do nosso Portal de Atendimento, podendo ser assistido a qualquer momento e em qualquer lugar”, disse Eduardo Godoy, diretor de Operações da MATERA Systems.

Outro benefício deste investimento, tanto para a MATERA como para seus clientes, é a criação de uma biblioteca virtual de tutoriais que terão utilidade tanto como documentação técnica, como para treinamentos internos das equipes e de novos profissionais.

Apresentados pelo personagem animado MAT, os vídeos abrem as portas para uma nova forma de relacionamento entre a MATERA e seus clientes, que já possuem outros canais para tirar suas dúvidas como a Central de Atendimento Telefônico e o Portal na web para abertura e acompanhamento dos chamados.

Segundo Godoy, a empresa vai disponibilizar um fluxo contínuo de vídeos. “Nesta primeira fase, esperamos lançar cerca de dez vídeos por mês até o final do ano. Focamos os sistemas de Empréstimos/Cobrança e Contas a Pagar, porque são utilizados pela maioria dos nossos clientes e apresentam um número maior de novidades nas versões”, afirmou o diretor de Operações da MATERA.

Com duração média de 5 minutos cada, os vídeos poderão ser acessados pelo site www.matera.com, na área exclusiva para clientes.

CEARÁ ‘EXPORTA’ TÉCNICAS DE CLONAGEM PARA VÁRIOS PAÍSES

portal Diário do Nordeste 03/10/2011

Um blog com dicas para estrangeiros que desejam viajar para o Brasil é claro: "Credit card fraud is widespread in Brazil" (A fraude de cartão de crédito é generalizada no Brasil). E continua a advertência: "Duplication of credit cards has become a major problem, with hundreds of active gangs specialized on the fraud", explicando que existem centenas de quadrilhas especializadas na fraude de clonagem de cartões de crédito. A preocupação é válida, concorda o delegado Jaime Paula Pessoa Linhares. "Infelizmente, além dos crimes de clonagem de cartões que temos registrados a cada minuto aqui, o Brasil - e mais precisamente o Ceará - tem figurado como exportador de estelionatários para todos os cantos do mundo".

Conforme informação divulgada por site norte-americano de notícias, em dezembro do ano passado, um homem foi preso em Miami, numa loja, com vários cartões de crédito clonados. Os cartões tinham nomes de pessoas diferentes e o acusado possuía, ainda, uma carteira de habilitação falsificada.

Dentre as identificações, estavam os nomes de Ismael D. Valle ou William Valle. O flagrante ocorreu no momento em que o acusado tentava ativar 400 dólares em cartões de presentes da loja, utilizando os cartões de crédito clonados. No momento em que foi abordado pela Polícia local, o homem carregava sacolas, já cheias, de lojas como Victoria´s Secret e Sephora.

Quadrilha

Durante as investigações em torno do caso, um representante da administradora de cartões American Express informou à Polícia que a numeração de um dos cartões usados na fraude correspondia ao cartão de uma mulher no Brasil. A partir disso, nasceu a suspeita de que o crime poderia estar sendo praticado com a participação de gente no Brasil.

Já no dia 8 de março deste ano, outro site de notícias norte-americano divulgou a prisão de cinco acusados de fraudes envolvendo cartões de crédito por integrantes do Serviço Secreto Americano. A descoberta da fraude levou os membros do Serviço Secreto dos Estados Unidos à Flórida Central. Os investigadores afirmaram que o crime foi "difícil de detectar".

Os suspeitos tinham codificado cartões magnéticos usados como cartões de presente com dados de cartões da American Express e MasterCard. De acordo com o que foi informado pelo Serviço Secreto, cada trilha de cartão teria custado cerca de 10 dólares à quadrilha. De seis pessoas supostamente envolvidas no crime, cinco foram presas. Foram elas: Gary Washington, 33; Chad Warner, 30; Jenna Larson, 22; Glapion Stacie, 23 e Ceaundra Thomas, 20.

Na ocasião, os agentes federais descobriram que nenhum dos suspeitos tinha emprego remunerado. Apesar disso, entre maio de 2010 e fevereiro deste ano, os suspeitos, residentes em Orlando, tinham movimentado cerca de 187 mil dólares em cartões American Express e outro valor - não calculado - em cartões MasterCard.

Dúvidas

Dada a grande incidência de casos envolvendo fraudes com cartões de crédito registrada nos Estados Unidos, um representante do Serviço Secreto Americano veio até o Brasil buscar informações sobre a atuação de grupos de estelionatários especializados na clonagem de cartões magnéticos pelo País.

Uma das visitas ocorreu no Ceará, na Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF). "Discutimos algumas investigações que envolvem a ação de brasileiros. Segundo ele, em Miami, a Polícia já detectou algumas fraudes praticadas por brasileiros", destaca o delegado Jaime Paula Pessoa. De acordo com ele, o encontro também resultou na troca de informações sobre como as quadrilhas agem. "O Ceará, infelizmente, foi o ´berço´ da clonagem".

AÇÃO INTERESTADUAL

Noutros Estados, prisões viram rotina

Uma das últimas aconteceu em Recife, onde três cearenses foram capturados aplicando o golpe

Todas as semanas, surgem notícias de prisões de estelionatários cearenses em outros Estados da Federação. No último dia 13 de setembro, a Polícia Civil de Pernambuco prendeu dois estelionatários cearenses que estavam agindo no Aeroporto Internacional do Recife.

Os criminosos instalavam os equipamentos conhecidos como ´chupa-cabra´ em caixas eletrônicos do terminal aeroportuário e obtinham dados dos cartões das vítimas. Os acusados, Irismar Neres Leite, 36, e Paulo Alves Pereira, 31, foram presos quando tentavam instalar os aparelhos nos terminais bancários.

Monitorados

De acordo com o delegado Darley Timóteo, a dupla estava sendo monitorada pelo Polícia há quase 15 dias. "Fizemos um trabalho de monitoramento da dupla. Foi dada a voz de prisão e após assumirem o crime, eles entregaram para a Polícia o restante do material", disse Darley.

No hotel em que estavam hospedados, foram encontrados um notebook com o programa para copiar os dados arquivados no ´chupa-cabra´, vários cartões magnéticos e outro aparelho utilizado para a fraude, denominado de ´régua´. Com este equipamento os estelionatários conseguiam inserir num cartão magnético os dados dos clientes furtados com o uso do ´chupa-cabra´ (gravadora).

A dupla cearense é natural do Município de Novo Oriente (localizado a 396 quilômetros de Fortaleza) que junto com Crateús, ficou conhecido como ´berço´ da clonagem de cartões no Estado.

Irismar Neres e Paulo Alves já possuíam antecedentes criminais e respondem a cinco processos nos Estados de Alagoas e Rio Grande do Norte por furto qualificado. Com o foco principal de atuação voltado aos turistas, a Polícia acredita que eles pertençam a uma rede internacional de clonagem de cartões. Há dois anos, o estelionatário cearense Bento Paiva de Carvalho, apontado como um dos ´cabeças´ de uma quadrilha interestadual de clonadores de cartões de crédito, foi descoberto pela Polícia em um apart-hotel no Rio de Janeiro. Com ele, havia cerca de 4 mil cartões clonados.

Produção

Bento Carvalho foi localizado pela Polícia fluminense num apart-hotel de frente para a Praia da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Além dos cartões clonados, a Polícia encontrou também dois computadores portáteis e uma impressora, equipamentos que o acusado utilizava na produção dos cartões clonados de clientes.

Segundo as investigações procedidas na época pela Polícia do Rio, o grupo comandado por Bento era o responsável por golpes em vários Estados brasileiros, entre eles, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará e Pernambuco. A quadrilha teria, por último, tentado montar uma base no Rio, se hospedando na orla marítima.

Em outros Estados brasileiros, a Polícia tem identificado quadrilhas de fraudadores com ramificação no Ceará. A região compreendida pelos Municípios de Crateús, Novo Oriente e Independência já foi alvo de diversas operações, tanto da Polícia Civil, como da Polícia Federal, a partir de informações da presença ali de chefes de quadrilhas ligadas a golpes como invasão de contas bancárias e clonagem de cartões. Vários deles já foram presos, mas logo conseguem voltar à liberdade.

ARTIFÍCIOS
Equipamentos sofisticados são usados por quadrilhas

Todos os dias, equipamentos cada vez mais sofisticados são apreendidos em poder de bandidos que praticam o estelionato. Em julho deste ano, a Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) descobriu um mini-escritório de clonagem de cartões magnéticos. Na ocasião, um teto falso de caixa rápido com três microcâmeras instaladas, uma frente de leitora de cartão com ´chupa-cabra´ e um notebook cheio de trilhas copiadas de cartões estavam entre os objetos encontrados pela Polícia com Antônio Alexandre Alencar Farias, 35, natural de Tamboril.

O homem foi preso num supermercado no bairro da Parangaba. Os apetrechos para falsificação de cartões estavam instalados num terminal de autoatendimento 24 horas dentro do supermercado.

A leitora de cartões também. "Descobrimos que tinham sido colocadas três câmeras, em posições diferentes, para filmar a digitação das senhas dos usuários de qualquer ângulo possível", explica Jaime.

Segundo o delegado, as quadrilhas têm encontrado muita facilidade para adquirir os equipamentos que clonam cartões. "Em pouco tempo, eles montam um escritório que cabe na palma das mãos. E que possibilita uma prática criminosa que rende milhões, lesando centenas de pessoas", destaca.

CENTRALIZAÇÃO DE FUNÇÕES DEVE SER O CAMINHO DO CARTÃO DE CRÉDITO, DIZ BB

portal InfoMoney 03/10/2011 - Gladys Ferraz Magalhães

A centralização de funções deve ser o caminho do cartão de crédito, segundo prevê o diretor de cartões do BB (Banco do Brasil), Raul Moreira.

Moreira, que participou na última sexta-feira (30) do Cmep (Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos e de Pagamentos), organizado pela Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) e pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), acredita que, em breve, os cartões de crédito devem ter múltiplas funções, centralizando o pagamento de contas, possibilitando transferências, entre outras ferramentas, além das que já permite realizar.

Ainda conforme previsões do diretor de cartões do Banco do Brasil, a possibilidade de o cartão passar a ser instrumento de obtenção de outras formas de crédito, os cartões pré-pagos e a maior utilização de dispositivos móveis também são tendências para o setor.

O que observar?

Na análise de Moreira, a entrada das classes emergentes no sistema financeiro, e, em especial, no mercado de cartões, gera a necessidade do setor olhar com atenção redobrada para este consumidor. “Ele possuem características próprias que exigem adaptações por parte do setor”, ressalta.

A geração Y, bem como os empreendedores individuais, formam outros grupos que merecem um olhar especial. Os primeiros, explica ele, pelo fato da maior interação com a tecnologia e as redes sociais, o que, consequentemente, muda completamente as necessidades e os desejos pessoais.

Já o segundo grupo, diz, pelo fato de cada vez mais a vida pessoal se confundir com o próprio negócio, o que exigirá uma visão diferente para atender a este consumidor.

CONFIANÇA DO BRASILEIRO EM SERVIÇOS BANCÁRIOS CAI PELA SEGUNDA VEZ SEGUIDA

portal InfoMoney 03/10/2011

A confiança dos brasileiros nos serviços bancários diminuiu um ponto percentual entre 2010 e 2011, segundo revela o Índice de Confiança Social, medido pelo Ibope Inteligência, divulgado na última segunda-feira (3).

De acordo com o levantamento, a avaliação de confiança nos bancos passou de 58% em 2010 para 57% este ano. No primeiro ano do levantamento, em 2009, a confiança havia atingido 61%.

Considerando o índice deste ano, o número é dez pontos percentuais menor do que o apurado em Porto Rico, por exemplo. Contudo, é um ponto maior do que o verificado na Argentina.

Em comparação com o índice de confiança nos serviços bancários do Chile (48%), por sua vez, o Brasil está nove pontos percentuais à frente.

Confiança social

Medido pelo Ibope Inteligência, o Índice de Confiança Social tem o objetivo de acompanhar, como um termômetro, as oscilações na relação de confiança da população com as instituições e também com as pessoas de seu convívio social.

Neste ano, ele alcançou no Brasil a média de 58%, dois pontos percentuais a menos que o apurado no ano passado. As maiores altas se deram na confiança das Forças Armadas e na polícia, que variou três pontos percentuais, de 69% para 72% e 52% para 55%, respectivamente.

Houve aumento também no Corpo de Bombeiros, de 85% para 86%. A confiança na presidente, por outro lado, apresentou a queda mais acentuada, de nove pontos percentuais, ao sair de 69% para 60%. Em seguida, vem o governo federal, que apresentou queda de sete pontos percentuais, de 59% em 2010 para 52% este ano.
Já a confiança no sistema público de saúde recuou seis pontos, passando de 47% para 41%.

DIEBOLD LANÇA SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO DE SEGURANÇA PARA BANCOS

portal Executivos Financeiros 03/10/2011

A Diebold Brasil, companhia especializada no mercado de automação bancária, lança uma solução que conta com componentes de inteligência artificial associados a dispositivos de monitoração, sensores, alarmes, entre outros. O seu maior valor agregado diz respeito, principalmente, à integração das informações, visualização dos eventos em tempo real, maior automação e maior controle sobre a ação humana.

A nova solução concentra em uma única tela informações obtidas por meio de câmeras de circuito fechado de TV, dispositivos de controle de acesso, alarmes, sensores de presença, sísmicos e térmicos das ATMs. Através de uma central de monitoramento, que conta com alto nível de automação, será possível atuar em ações em andamento e disparar eventos específicos para cada situação de risco.

Para o presidente da Diebold Brasil, João Abud Junior, soluções pontuais de segurança não são mais suficientes: “É preciso construir um workflow que eleve também os níveis de segurança até sobre os controles já existentes”, acredita. Ele informa que a Diebold Brasil está aderente aos desafios de segurança das instituições financeiras e vem investindo cerca de 5% de seu faturamento no país em pesquisa e desenvolvimento.

De acordo com Carlo Benedetto, diretor Geral de Marketing e Vendas da Diebold Brasil, graças à nova plataforma os operadores das centrais de monitoramento não terão que ficar ‘varrendo’ várias telas em busca de ocorrências. Os eventos chegam até o operador através de pop ups que se abrem com imagens do local. Com procedimentos previamente desenhados, o operador sabe exatamente o que fazer; se não seguir o script, o sistema tomará providências para contornar a falha humana. Opcionalmente, poderão existir ainda a gestão de canal de áudio bidirecional e controle de luzes do ambiente monitorado.

Outro diferencial da solução é que a Diebold tem condições de monitorar os sensores das ATMs de forma independente, ou seja, é possível saber qual sensor foi sensibilizado permitindo uma melhor gestão do sistema.

Cenários possíveis

Carlo Benedetto explica a diferença entre essa solução e os sistemas tradicionais de monitoração: “Em primeiro lugar, nosso sistema trava as entradas das antesalas dos bancos após as 22hs; caso a entrada seja forçada, as câmeras enviarão imagens do ambiente para a central e, se a invasão for constatada, as ações são tomadas remotamente, inclusive o entintamento do dinheiro”, resumiu. Ele explicou ainda que as paredes das salas também recebem sensores sísmicos; assim qualquer tentativa de intrusão pode ser previamente detectada.

Outra diferença importante proporcionada pelo cruzamento das informações está relacionada às tentativas de fraude em horário normal de funcionamento dos caixas eletrônicos. “Por exemplo, se qualquer pessoa entrar em um dos ambientes monitorados e permanecer mais de 05 minutos sem realizar uma transação bancária válida, o sistema também abre um pop up na central de monitoramento com a imagem ao vivo do ambiente e em tempo de tomar ações preventivas”, detalha o diretor.

Cada um dos caixas eletrônicos possui um mapa de risco que identifica se o equipamento está sofrendo alguma intervenção não programada; nesses casos, independentemente da ação humana, seus sensores podem travar a máquina e até mesmo disparar o entintamento. “Com essas informações assertivas, torna-se mais preciso o processo de tomada de decisões e providências pelo próprio sistema”, informa. Ele esclarece que o entintamento das cédulas só acontecerá em casos extremos. “A Diebold desenvolveu e patenteou o sistema eletrônico acoplado aos êmbolos de tinta embarcada nos caixas eletrônicos. A tinta, por sua vez, também foi aperfeiçoada para destruir as fibras das notas e inutilizar todo o numerário”, concluiu Benedetto.

GETNET FABRICARÁ ATMS

portal Baguete 03/10/2011 - Maurício Renner

A GetNet vai entrar em um novo mercado em 2012: terminais de autoatendimento, conhecidos no mercado pela sigla em inglês ATM.

Até o final do ano, a companhia especializada na prestação de serviços em tecnologia para meios de pagamento com sede em Campo Bom já deve ter prontos três protótipos.

Uma nova empresa chamada Saque e Pague será criada para comandar as vendas da novidade, liderada pelo Nori Lermen, executivo com 30 anos no mercado financeiro.

Lermen já foi presidente da prestadora de serviços de tecnologia ATP, diretor comercial da fabricante de ATMs gaúcha Perto e diretor no Banrisul.

Além da GetNet, o projeto da Saque e Pague envolve também profissionais de outras empresas do grupo formado pelo empresário Ernesto Corrêa e Silva, como o banco Topázio, a empresa de multiconvênios Good Card e a prestadora de serviços de TEF Auttar.

“Cada uma dessas empresas tem uma parte do conhecimento necessário para fazer nosso ATM ser um sucesso”, acredita o diretor executivo de TI da GetNet, Cristian Cavalheiro, que deu uma entrevista exclusiva ao Baguete sobre o assunto nesta sexta-feira, 30.

A ideia é o ATM reúna serviços como recarga de celular e permita depósitos e pagamento de contas.

De acordo com Cavalheiro, o grande diferencial do produto no qual a companhia trabalha é o fato de aceitar depósitos em dinheiro sem envelopes, armazenando as células segundo seu valor.

“Assim, o dinheiro que uma pessoa deposita pode ser sacado por outra. Em um ATM normal, 40% do custo de administração é a logística de mover e administrar o dinheiro”, avalia o executivo.

Os cheques serão reconhecidos usando a tecnologia de trucagem eletrônica, que opera com a digitalização do documento físico e já é adotada em peso pelo setor bancário brasileiro.

As máquinas serão montadas por fabricantes terceirizados, ainda em negociação.

Cavalheiro não revela as projeções de venda com as quais a empresa trabalha, mas aponta que o objetivo da companhia é colocar a máquina em peso no varejo, com configurações e serviços customizados segundo o cliente.

“Olhando um mercado maduro como os Estados Unidos, dá para ver a quantidade de ATMs que podem ser instalados no Brasil”, analisa o diretor executivo de varejo da GetNet, Carlênio Castelo Branco.

O modelo de negócio pode incluir a administração das máquinas pela Saque e Pague, adianta Branco.

A extensão da rede da GetNet dá uma ideia da extensão das possibilidades: são 250 mil estabelecimentos com as máquinas de cartões da empresa instalados, número que deve dobrar até 2015.

As cifras da GetNet sozinha também falam pela capacidade de investimento do discreto Correa em seu novo negócio. O faturamento em 2011 deve chegar a R$ 3,8 bilhões, com um EBITDA de R$ 210 milhões. Até 2013, as cifras serão respectivamente R$ 5,2 bilhão e R$ 438 milhões.

MERCADO LIVRE VENDERÁ VIA CELULAR JÁ NESTE NATAL

portal Veja 03/10/2011 - Beatriz Ferrari

Até o Natal, será possível utilizar o celular para comprar produtos do site de comércio eletrônico Mercado Livre por meio de quase todos os sistemas operacionais móveis disponíveis, afirma o diretor de operações da empresa no Brasil, Helisson Lemos. Atualmente, o gigante do e-commerce oferece aplicativos em fase de teste para Blackberry, Android e iPhone, mas não é possível realizar pagamentos – somente pesquisar preços, comparar produtos, fazer comentários, e confirmar a compra. Já os novos aplicativos oferecerão aos usuários – por meio da plataforma online Mercado Pago – diversas opções de pagamento, via débito automático ou cartão de crédito, e de parcelamento. Outra vantagem será a possibilidade de, após se cadastrar, realizar compras com apenas um clique, dispensando a tarefa de preencher dados pessoais a cada nova aquisição. Estão, inclusive, previstos novos aplicativos para o Windows Mobile e os sistemas da Nokia.

O executivo também informou que ocorrerá no primeiro semestre de 2012 o lançamento das chamadas APIs públicas, ou seja, a abertura do site para que desenvolvedores independentes criem aplicativos que facilitem seu uso. “Estamos em processo de finalização”, indica.

A partir do lançamento das APIs públicas, empresas de programação poderão oferecer aplicativos que melhorem o ambiente do Mercado Livre, tanto em plataformas móveis como nos computadores. Umas das melhorias previstas com a abertura do site aos colaboradores – estratégia bem-sucedida adotada por gigantes da internet como Twitter e Google – é a possibilidade de o vendedor registrar uma grande quantidade de anúncios de uma só vez. “Um vendedor médio do Mercado Livre poderá subir 20.000 produtos de uma vez, se ele quiser”, explica Lemos. Hoje o carregamento de produtos no site é feito por unidade. A mudança possibilitará, portanto, um aumento exponencial do número de transações feitas no portal. “Um grande varejista online poderá espelhar toda sua grade de produtos no Mercado Livre”, completa.

O escritório do grupo, recém-inaugurado no Vale do Silício, facilitará a realização de parcerias com esses desenvolvedores. A unidade conta atualmente com cinco pessoas, mas, de acordo com Lemos, está preparada para receber uma “população flutuante de funcionários” – profissionais das unidades latino-americanos que terão de viajar até à Califórnia para prospectar e fechar negócios.

O Mercado Livre está presente em 13 países. No Brasil, é considerado o maior site de e-commerce tanto em transações como em número de visitantes. Se considerado apenas o universo de sites que vendem produtos próprios, a Netshoes conquistou recentemente o posto de maior loja virtual em acessos.