3 de abr. de 2011

BANCOS LIDERAM MAIORES LUCROS EM 2009 E 2010

portal Brasil Econômico 01/04/2011 - Weruska

A Austin Rating contabilizou os maiores lucros de empresas de capital aberto nos anos de 2009 e 2010. O setor bancário se destaca entre os dez melhores resultados, além de Vale e Petrobras.

Nas dez primeiras colocações há poucas variações. No topo do ranking de 2010 estão Petrobras e Vale, em primeiro e segundo lugares, mantendo as mesmas posições obtidas em 2009. Depois vêm os bancos, que ocupam cinco das dez primeiras colocações no ano passado.

Entre os maiores saltos estão a BFB Leasing, que ocupava a 19ª posição em 2009 e pulou para o 10º lugar no ano passado. A Gerdau também teve grande mudança de um ano para o outro, saindo da 36ª posição para a 12ª. Já a Metalurgia Gerdau saiu do 49º lugar para o 14º. A Vivo saltou do 44º posto para o 19º.

Já as maiores quedas foram da Telemar Norte Leste Participações, que saiu da 11ª posição para a 26ª, e da Telemar Norte Leste SA, que despencou da 10ª para a 21ª colocação.

2 de abr. de 2011

ICATU SEGUROS FAZ SUA PRIMEIRA APOSTA NA TV

portal Meio&Mensagem 01/04/2011

A Agência3 é a responsável pelo filme que marca a estreia da Icatu Seguros na TV. O comercial faz referência às lojas de departamentos onde as pessoas podem comprar o que quiserem. No caso um homem está atrás de um futuro. Na loja a vendedora mostra opções para que ele seja um senhorzinho que joga minigolfe, ou que vive com a mulher na praia e até um futuro em que ele possa jogar xadrez com os companheiros na pracinha. Mas nenhum dos futuros estereotipados pelo segmento de previdência satisfaz o homem e ele vai embora sem levar nada.

O filme tem a intenção de mostrar que só um especialista pode oferecer um futuro personalizado, do jeito que cada pessoa quer ter. A locução em off encerra o comercial com a frase "Para ter um futuro do seu jeito, só procurando um especialista. Icatu Seguros. Especialista no que tem valor pra você."

A campanha estreia no próximo dia 3, no intervalo do Fantástico nas cidades do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife e São Paulo. O filme de 30 segundos "Especialista no que tem valor pra você" ainda terá exibição em canais de TV por assinatura da Globosat. A ação é uma continuidade das peças de mídia impressa lançadas no final de 2010.

Com criação de Álvaro Rodrigues, Luís Claudio Salvestroni, Rodrigo Gal e Sleyman Khodor. A produção da Conspiração Filmes e direção de Andrucha Waddington. A produtora de som é a Play it Again.

MARCELO HIRATA É O NOVO CIO DA EDENRED

portal TI Inside 01/04/2011

O executivo Marcelo Hirata é o novo diretor de TI da Edenred (ex-Ticket Serviços). Ele assumiu o posto no dia 1º de março. Anteriormente, ele ocupava o cargo de diretor de TI da Zatix, empresa de soluções de rastreamento de veículos. Segundo Hirata, o seu principal desafio será estruturar a área de TI para que ela possa suportar e alavancar o crescimento da empresa.

Entre os projetos prioritários, ele cita a criação de novas aplicações web, a consolidação de servidores e um projeto de arquitetura orientada a serviços (SOA). Além disso, a empresa analisa a implantação de computação em nuvem. "Temos grande disponibilidade e intenção de investir em TI para estar na vanguarda do processo", disse Hirata.

O executivo atuou como diretor de TI em empresas como Telesp Celular, Banco GE Capital e Gafisa. Ele é formado em Administração de Empresa e Processamento de Dados pelo Mackenzie, é pós-graduado em análise de sistemas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e tem MBA em TI pela Universidade de São Paulo (USP).

1 de abr. de 2011

GOVERNO VAI ADOTAR PEDÁGIO POR KM RODADO NAS ESTRADAS

jornal Folha de S. Paulo 01/04/2011 - José Benedito da Silva

O governo paulista vai exigir das concessionárias de rodovias que modernizem o sistema automático de pagamento de pedágios para permitir a cobrança por km rodado, por faixa de horário ou pelo peso do veículo.

A iniciativa está em resolução assinada na última terça-feira pelo secretário de Estado de Logística e Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho, que cria uma comissão para definir, em 90 dias, os formatos das tecnologias.

Na resolução, Abreu diz que, entre as premissas, estão "garantir aos usuários o menor custo de utilização possível" e "reduzir os custos de operação e manutenção das concessionárias", além de permitir melhor controle do Estado sobre o sistema.
Hoje, há apenas o serviço Sem Parar, que tem aplicação limitada: só permite ao usuário não parar na cabine e não portar dinheiro.

Para se efetivar a cobrança por trecho percorrido, há, dependendo do modelo, a necessidade de se implantar dispositivos como chip em veículos, pontos de leitura do cartão em trechos da via ou controle de entrada e saída.

No Chile, por exemplo, há pórticos ao longo da via que leem o chip do veículo e mapeiam o seu trajeto. Na França, o sistema é o controle de entrada e saída do usuário. A Folha apurou que as novas concessões de rodovias já não terão cabines de pedágio -as atuais devem acabar.

REPERCUSSÃO

Em nota, a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias diz ser "compreensível que, após 11 anos, o governo queira atualizar o sistema, levando em consideração avanços tecnológicos." Para especialistas, a medida está atrasada, mas sua implantação é positiva.

"O pedágio não pode ser um gargalo no tráfego. A cobrança manual é um modelo que já tem mais de 40 anos", diz Luiz Célio Bottura, ex-presidente da Dersa entre 1984 e 1987.

"De cinco anos para cá, a gente já devia estar mergulhando nesse formato de cobrança", diz Adriano Murgel Branco, ex-secretário dos Transportes.

O movimento é o segundo de Geraldo Alckmin (PSDB) para reduzir críticas aos valores dos pedágios. Nas eleições, Alckmin prometeu revisar os contratos. No dia 25, a Artesp (agência reguladora de transportes de SP) aprovou a abertura de licitação para contratar a empresa que subsidiará o governo na revisão dos contratos em 18 meses.

Colaborou Alencar Izidoro

PORTUGAL: TRANSPORTE FERROVIÁRIO AVANÇA EM PAGAMENTO CONTACTLESS

redação Serfinco 01/04/2011

As linhas de Braga, Guimarães, Marco/Caíde e Aveiro, da Comboios Urbanos do Porto, aderem neste sábado ao sistema de bilhetes sem contato «Andante», já usado no Metrô do Porto e nos ônibus da STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto) e de cinco empresas privadas.

Em comunicado distribuído hoje, a Comboios do Porto (CP) esclareceu que todos os tipos de vales transportes passam a estar disponíveis em cartões recarregáveis e reutilizáveis.

Os clientes podem optar pelo cartão multimodal “Andante”, que permite a transferência para outro meio de transporte, ou por um cartão só para viajar na CP.

WESTERN UNION FECHA ACORDO COM M-PESA

redação Serfinco 01/04/2011

A Western Union anunciou hoje que os consumidores de 45 países já podem enviar dinheiro diretamente para as "carteiras móveis" de assinantes do serviço financeiro M-PESA, da operadora Safaricom no Quênia. O serviço foi apresentado como sendo o primeiro de seu tipo no mundo.

O novo serviço trafega na rede mundial de processamento seguro de remessas ao exterior da Western Union e se apoia no sucesso sem precedentes do M-PESA, um serviço de transferência de fundos por celular no Quênia. Oferecido pela operadora de telefonia móvel Safaricom, o M-PESA já atraiu mais de 13,5 milhões de clientes desde seu lançamento em 2007.

Em qualquer das mais de 80.000 agências da Western Union em 45 países e territórios em todo o mundo - incluindo os Estados Unidos, Canadá, Itália e Reino Unido - , as pessoas podem enviar fundos diretamente para o celular cadastrado no M-PESA. Os fundos serão entregues, geralmente, em poucos minutos.

As remessas serão feitas, principalmente, por milhares de quenianos que trabalham no estrangeiro. Segundo o Banco Central do Quênia, os quenianos que vivem fora de seu país de origem enviaram US$ 642 milhões para casa em 2010, um valor ainda maior que os US$ 609 milhões remetidos em 2009.

A Safaricom se manifestou entusiasmada com a nova parceria, que conduz o M-PESA a patamares mais altos e mantém o Quênia à frente do mundo móvel. Seus clientes, amigos e familiares vão se beneficiar de remessas internacionais mais rápidas, com mais comodidade e a preços acessíveis. O dinheiro está disponível para uso imediato em qualquer transação via M-PESA, ou pode ser retirado em qualquer dos 24 mil pontos associados à Safaricom.

A Western Union oferece o Mobile Money Transfer Service nas Filipinas, em parceria com a Smart Communications e com a Globe Telecome, na Malásia, com a Maxis, e no Canadá, com a EnStream. A empresa negocia com outras operadoras de telefonia móvel e outros bancos para lançar o serviço no futuro.

EUA: SEARS DETALHA SUA ESTRATÉGIA DE PAGAMENTOS MÓVEIS

redação Serfinco 01/04/2011

"Os pagamentos móveis devem começar com o consumidor. "É assim que entende Michael Murray, CMO (chief marketing officer) para negócios on-line da Sears, entrevistado pelo portal PYMNTS.com.

Durante o webinar Mobile Commerce Daily, em 31 de março, Murray deu uma visão geral de como os dispositivos móveis foram integrados à abordagem multicanal da Sears e de suas subsidiárias. A Sears adotou o m-commerce porque seus clientes enfaticamente demonstraram interesse em comprar através deste canal. Com estabelecimentos em mais de 3.900 localidades, o canal móvel é um componente-chave para a empresa, ajudando os consumidores a localizarem produtos de interesse em suas próprias comunidades.

A Sears deu ênfase à eficiência e à velocidade de conexão ao projetar seu ambiente de navegação e aplicativos para celular, incluindo os aspectos relacionados ao processo de pagamento. Murray destacou que a empresa focou na criação de uma transição fácil, atraindo para a compra consumidores que tinham entrado apenas para pesquisar produtos. Embora sem estatísticas específicas, ele afirmou que muitos clientes Sears fazem compras através de dispositivos móveis e, em seguida, selecionam a loja mais próxima para retirar o produto. Houve uma preocupação real em integrar o canal móvel às experiências de compra nas lojas físicas e virtuais.

A Sears não vê o celular como substituto, mas como complemento aos seus outros canais. A empresa se considera "agnóstica em plataformas", incluindo iPads e tablets, e vai explorar qualquer canal que os consumidores indiquem como agregando valor à sua experiência de varejo. "Se eles têm um Android ou iPhone não é importante para nós," disse Murray.

O executivo relatou que a Sears segue cinco etapas no que diz respeito à personalização da experiência de compras para os seus consumidores:

1)ajudar o consumidor a entender o produto
2)informar o consumidor sobre o produto
3)ajudar o consumidor a localizar o produto
4)facilitar ao consumidor a compra do produto
5)dar aos consumidores ferramentas para compartilhar informações sobre sua compra

"Se este canal [celular] pode nos ajudar a facilitar as atividades, as coisas boas virão a partir dele", concluiu Murray.

PROCON-SP DIZ QUE IRÁ AUTUAR BANCOS POR DEMORA NO ATENDIMENTO

portal G1 01/04/2011

O Procon-SP informou nesta sexta-feira (1) que irá autuar onze agências bancárias em São Paulo em razão da demora do atendimento aos consumidores. Os bancos responderão a processo administrativo e poderão ser multados em valores que variam entre R$ 405 a R$ 6.087.800.

De acordo com a entidade, as autuações serão aplicadas em agências do Santander; Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Bradesco.

A fiscalização ocorreu no final de 2010 em 39 agências bancárias da capital paulista que já tinham reclamação registrada por consumidores no atendimento do Procon-SP.

Por telefone, o G1 entrou em contato com Santander, Caixa e Banco do Brasil e aguarda retorno.

Em nota, o Bradesco afirmou que se esforça para cumprir prazos legais, embora falhas pontuais possam ocorrer em épocas de pico de fluxo de clientes. Leia o comunicado na íntegra:

"O Bradesco concentra esforços no sentido de atender todos os públicos dentro do prazo estabelecido pela lei. O objetivo é atender aos prazos legais, embora possa ocorrer pontualmente situações não usuais em função de eventuais concentrações de fluxo. Nas agências, principalmente no início do mês, quando aumenta o número de pagamento de contas por usuários e clientes das agências".

Entre os itens considerados durante o monitoramento do Procon-SP estão quantidade de guichês disponíveis, caixas em funcionamento, quantidade de consumidores na fila, quantidade de terminais existentes e em operação no auto-atendimento e presença de orientadores no auto-atendimento.

O Procon-SP orienta que os consumidores que se sentirem lesados pela demora no atendimento aos bancos em São Paulo denunciem nos postos de atendimento da entidade localizados nos Poupatempo Sé, Santo Amaro e Itaquera.

INADIMPLÊNCIA MAIS ALTA NAS CLASSES C E D

jornal Diário do Comércio 01/04/2011 - Vanessa Rosal

Os consumidores da nova classe média brasileira, beneficiados pelo aumento dos postos de trabalho e do salário mínimo no País, começam a ter um certo descontrole financeiro. É o que revela a pesquisa "Perfil do Inadimplente", realizada pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a partir de entrevistas com os consumidores que procuraram o Balcão de Atendimento do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), administrado pela Boa Vista Serviços (BVS).

Do total de entrevistados, 56% recebem entre um e três salários mínimos e integram as classes C e D. Em março último, 76% dos inadimplentes tinham dois ou mais carnês em atraso, contra 73% em março de 2010 e 47% em março de 2009. "Essas pessoas melhoraram de vida, começaram a consumir mais e acabaram descontrolando seus gastos", disse o economista da ACSP, Emílio Alfieri.

Por outro lado, o número de consumidores que tem de dois a cinco cheques sem fundo – pessoas que ainda usam o pré-datado para fazer compras – era de 25% em março de 2009; subiu para 35% em março de 2010 e agora totaliza 77%. "Isto significa que atualmente os usuários de cheque preferem prazos mais curtos para fazer suas compras, ou seja preferem não se endividar a longo prazo", acrescenta Alfieri.

Na lista de motivos citados pelos entrevistados, a "perda do emprego" continua sendo a maior causa da inadimplência, com 56%, mas o "descontrole do gasto" permanece em segundo lugar, com 14%. Já a recuperação do posto de trabalho, que era de 65% em março de 2009, passou para 68% em março de 2010. "As pessoas que perderam seus empregos já os recuperaram", afirma Alfieri. Do total de pesquisados, 81% afirmaram estar empregados.

A maioria dos entrevistados (41%) tem de 21 a 30 anos, seguido pela faixa entre 31 e 40 anos (35%) e de 41 a 50 anos (13%). A pesquisa revela ainda que entre os inadimplentes voltou a predominar, ligeiramente, o número de homens, com 52%, ao contrário de pesquisas anteriores, quando as mulheres lideravam a lista.

Segundo Alfieri, a inadimplência no comércio varejista será controlada de forma gradual pelo governo, através de medidas qeu foram definidas a partir do final de 2010, como o aumento nas alíquotas de recolhimentos compulsórios dos bancos, determinado pelo Banco Central .

Para o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato, o aspecto positivo da pesquisa é a parte que mostra que aumentou a recuperação do emprego. "Isso explica a forte recuperação do crédito. Além disso, a aprovação do cadastro positivo vai ajudar a evitar que o consumidor se endivide acima de sua capacidade", disse.

BANCOS DE MONTADORA ACELERAM

jornal Valor Econômico 01/04/2011 - Adriana Cotias

Campanhas de "juro zero", feirões e até entrada parcelada no cartão de crédito. Ao folhear os jornais do fim de semana, é fácil identificar que as promoções de veículos voltaram. Nesse jogo, os bancos ligados às montadoras têm mostrado presença mais contundente no financiamento das respectivas marcas. Suscetível às ofertas, o consumidor tem respondido à altura e assim permitido que as vendas de carros e motos zero quilômetro mantenham o seu ritmo, apesar das medidas de aperto do crédito de dezembro, que reduziram prazos, aumentaram a entrada e encareceram as prestações.

No primeiro bimestre foram emplacados 488,9 mil veículos, considerando-se automóveis e comerciais leves, um incremento de 18,4% em comparação ao mesmo período em 2010, quando ainda havia o incentivo do IPI mais baixo. A previsão da Fenabrave é de que março tenha um acréscimo de mais 286,8 mil unidades. Os dados serão fechados hoje, mas se tal prognóstico se confirmar vai significar expansão de 3% sobre uma base já alta de março de 2010. No segmento de motocicletas, altamente dependente de crédito, a estimativa é encerrar o trimestre com 437,8 mil emplacamentos, 8% acima do observado entre janeiro e março de 2010.

O crédito que suporta boa parte desse fluxo mostra reação, depois do baque de janeiro. Em fevereiro, a média diária de concessões de financiamento de veículos para pessoas físicas, alvo das medidas, aumentou 18,2%, para R$ 417 milhões, volume que se compara aos R$ 409 milhões de março do ano passado, último mês de vigência do desconto no IPI. No acumulado de 2011 ainda há, porém, um recuo de 14% na média de desembolsos diários.

"Parte dos consumidores migrou para o pagamento à vista e parte optou pela entrada maior", diz o presidente do Banco Volkswagen, Décio Carbonari de Almeida. Ele diz que a percepção na ponta, em conversas com concessionários, é que o consumidor que mantinha uma reserva para reforma da casa ou para a compra da TV e financiava parcela maior em veículos, linha mais barata, está bancando a entrada maior.

"E o banco está financiando mais porque nesses momentos de compressão os concessionários se voltam para as instituições ligadas às montadoras. Melhoramos as condições de competitividade e aproveitamos para ganhar mercado quando os outros estão mais retraídos." O prazo médio das operações caiu de 36 meses para 32 meses, mas no ajuste dos preços na ponta, a instituição subiu menos os juros; na média, em 0,2 ponto percentual sobre dezembro.

Enquanto o BC reportou em fevereiro que, na média, as taxas cobradas no financiamento de veículos superavam os 27% ao ano, no último fim de semana os anúncios com as ofertas da Volkswagen mostravam, por exemplo, taxas a partir de 6,04% ao ano.

No campo macroeconômico, o crescimento da massa salarial, conjugado com baixos índices de desemprego, economia em expansão e disponibilidade de crédito, mesmo que em volume menor, compõem um cenário de contenção da atividade, mas não de esfriamento, diz o diretor corporativo da Ford América do Sul, Rogelio Golfarb. "Apesar da limitação dos prazos e do encarecimento do crédito, esses elementos ainda promovem a venda de automóveis."

O executivo acrescenta que a feroz competição no setor automotivo, intensificada pelos importados, não permitiu um ajuste de preços acima da inflação. Pelas contas da montadora, a alta dos juros e as medidas prudenciais representaram uma elevação de cerca de R$ 100 nas prestações. "Um trabalhador que tenha o seu salário reajustado em 5% acima do IPCA consegue absorver tal aumento." E como no setor a inadimplência é baixa, os bancos das montadoras ampliaram as promoções, subsidiando taxas. No caso da Ford, a carteira de financiamento ao consumo está nas mãos do Bradesco. A Ford Credit, braço financeiro da marca, atua, porém, nos estímulos aos distribuidores.

Nos veículos da fabricante Honda, entre dezembro e fevereiro, as vendas financiadas de motocicletas cresceram 24,5% na comparação com igual período do ano passado, enquanto no segmento de automóveis a expansão foi de 30%, considerando-se a as operações da própria financeira e de outros bancos. "Sem as medidas, a demanda talvez fosse maior", diz o diretor da Honda Serviços Financeiros, Marcos Zaven Fermanian.

Segundo o executivo, a rede de distribuidores tem recorrido mais à financeira da Honda para atender os clientes, especialmente no segmento de automóveis. Como o consumidor já dava uma entrada maior, de cerca de 50%, o reforço de capital exigido pelo BC nas operações acima de 24 meses não provocou mudanças significativas na política de crédito. O prazo médio das operações até aumentou ligeiramente, de 28 para 29 meses, enquanto os juros subiram 0,7 ponto percentual ao ano. No nicho de duas rodas, em que tradicionalmente o consumidor dispõe de menos dinheiro para desembolsar na frente, o prazo médio é de 40 meses e o ajuste nos juros teve que ser maior, de 0,10 ponto percentual ao ano.