jornal Brasil Econômico 11/03/2011 - Carolina Pereira
Atingir R$ 22 milhões em vendas novas em clientes com de um a 500 funcionários é a expectativa da empresa de serviços de alimentação Ticket, do grupo Edenred, para este ano. A Ticket informa ter clientes gigantes como Contax e Correios, com mais de 100 mil funcionários cada, e ainda ser vista por muitos empresários como uma fornecedora de grandes corporações. Para mudar essa visão e conquistar os pequenos, a empresa investiu na criação de uma área de vendas exclusiva para prospecção e atendimento à empresas de menor porte.
Chamada de Ticket Center, a divisão, que fica dentro da Contax, tem cem posições de atendimento voltadas exclusivamente para oferecer serviço personalizado desde a elaboração da proposta até as demandas pós-venda. Antes, os clientes de pequeno porte eram atendidos pelo mesmo call center que os demais, também na Contax, com 200 atendentes.
O Ticket Center tem investimento inicial de R$ 1 milhão em tecnologia e treinamento de profissionais. Apenas em software, a empresa fechou contrato de R$ 500 mil com a NetCallCenterOrbium para reduzir o tempo de atendimento ao cliente e diminuir em 40% o tempo médio de treinamento das equipes.
Segundo Alaor Aguirre, vice- presidente da Edenred Brasil, a carteira de clientes da Ticket que tem até 500 funcionários movimenta anualmente mais de R$ 1,5 bilhão e é composta por 35 mil empresas. A expectativa é que com o centro de atendimento a área cresça acima de 15% em 2011. A meta exclui a possível aprovação do vale-cultura pelo governo neste ano, que é o que a Ticket espera que aconteça.
Para atingir esta meta de crescimento, Aguirre colocou no comando do Ticket Center Plínio Brito, executivo especializado em atender clientes de grande porte, na empresa há quase 20 anos. "O segmento de grandes empresas está tomado. Queremos que o pequeno seja atendido como o grande para crescer nessa área", diz Aguirre.
Uma das metas do call center especializado em pequenas é que o cliente seja sempre atendido pelo mesmo funcionário. Para tentar garantir a permanência dos profissionais no call center, área que tradicionalmente tem grande rotatividade, Aguirre afirma que os atendentes receberão salários de 20% a 25% maiores que o piso da categoria. Segundo o Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing, Marketing Direto (Sintelmark), o salário mínimo para a atividade em 2011 é de R$ 532 para jornada de trabalho de 180 horas mensais.
No total, 5,3 milhões de trabalhadores utilizam benefícios da Ticket no Brasil, o que garante movimento anual de R$ 8,7 bilhões. São 65 mil clientes.
Operação mundial
Atualmente, o Brasil representa um terço das vendas da Edenred no mundo. A empresa está presente em 40 países. Segundo Aguirre, a expectativa é que a companhia cresça até 8% em 2011 no mundo, mas "o Brasil deve empurrar esta média para cima". A companhia fechou o ano passado com receita de € 965 milhões, alta de 7% em relação ao ano anterior.
O ano passado foi o da criação da Edenred, em junho, quando os acionistas da Accor concordaram em dividir as áreas de hotelaria e serviços e criaram a nova marca, totalmente focada em serviços pré-pagos como o vale-refeição.
Aquisição está nos planos deste ano
Segundo Alaor Aguirre, vice- presidente da Edenred no Brasil, marca que engloba os negócios da Ticket, aquisições estão nos planos de crescimento da empresa no país neste ano. "O foco está em empresas regionais que tenham algum diferencial em relação ao nosso negócio principal." Um dos diferenciais procurados, segundo ele, é na área de atendimento ao cliente.
O executivo, no entanto, não diz qual será o montante que deve ser direcionado para compras no país. No ano passado, a empresa adquiriu a Mimética, empresa voltada para marketing de incentivo que estava no mercado desde 2006, e criou a Accentiv'Mimética.
Neste ano, possíveis joint ventures também não estão descartadas, segundo Aguirre. Ainda de acordo com o vice- presidente, não há uma região prioritária no Brasil para a compra ou a joint venture acontecer.
No mundo, a Edenred (ex -Accor Services) adquiriu, nos últimos meses, outras duas empresas. Na Romênia comprou a Euroticket por € 5,5 milhões e passou a deter 40% de participação de mercado no pais. Em outro país europeu, a Itália, a companhia pagou cerca de €12 milhões pela Ristochef, a sétima maior provedora de vouchers para refeição do país, e também alcançou mais de 40% de participação no país.
De acordo com Aguirre, atualmente o Brasil é responsável por um terço da receita global da Edenred, que no ano passado foi de € 965 milhões. Se levado em consideração todo o continente latino-americano, a representatividade no faturamento total é de 50%. Em 2009, o volume de cartões e vouchers emitidos totalizou € 12,4 bilhões, sendo mais de 50% em países emergentes.
Atualmente a Edenred está em 40 países, tem 6 mil colaboradores, cerca de 500 mil clientes e 33 milhões de usuários.
Mostrando postagens com marcador vale alimentação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vale alimentação. Mostrar todas as postagens
11 de mar. de 2011
20 de ago. de 2010
SAPORE LANÇA VALES PARA VIAGEM E PREPARA BENEFÍCIOS PARA O NATAL
jornal Brasil Econômico 20/08/2010 - Mariana Celle
A brasileira Sapore Benefícios está ampliando seu leque de produtos. Além dos cartões convencionais, do tipo vale refeição/alimentação e vale-transporte, a empresa lança o cartão benefício-viagem que permite que o funcionário possa comprar passagens aéreas, rodoviárias, alugar veículos e reservar hotéis, entre outros.
"A oferta desse benefício inédito no mercado deve gerar acréscimo de cerca de 10% ao nosso faturamento em 2011", diz Eduardo Guerreiro, presidente da empresa. A Sapore Benefícios, resultado da fusão, que ocorreu em março de 2009, entre a Gran Sapore, fornecedora de refeições coletivas, e a BQ Benefícios, empresa de pagamento de refeições por cartão, deverá faturar R$ 700 milhões este ano.
Construtora pioneira
O serviço foi testado no último mês de junho com cerca de 10 mil funcionários da Mendes Júnio em uma obra do consórcio em que atuam também a Setal e MPE, no Paraná. "A empresa tem um acordo com o sindicato da categoria segundo o qual, a cada 90 dias promove a volta dos trabalhadores aos seus domicílios de origem", afirma Guerreiro. Em agosto, mais duas obras da Mendes Júnior, serão atendidas pela Sapore e outras 29 estão em fase final de negociação. Cada obra com 10 mil funcionários representa retorno de R$ 1 milhão para a empresa.
A Sapore criou o serviço a partir da demanda da construtora mineira, mas pretende, nos próximos meses, expandi-lo para outras companhias. "Para as empresas, o benefício representa economia em termos operacionais, uma vez que, a cada 90 dias, o setor de Recursos Humanos da empresa tinha que dedicar boa parte do seu tempo na compra de passagens”, afirma Guerreiro.
Cartão para o Natal
Com a perspectiva de gerar lucro de até R$ 20 milhões este ano, a Sapore se prepara para lançar seu "vale-Natal" com a proposta de substituir os presentes ofertados pelas empresas por um cartão de valor a ser definido, que poderá ser usado para compra em supermercado.
"Ter a escolha do que comprar faz com que as pessoas valorizem mais, pois vão usar o presente em algo da preferência delas", explica Guerreiro.
Concorrência
Com os serviços atuais, cerca de três mil empresas-clientes e 240 mil usuários dos cartões-benefício são atendidos pela Sapore. Entre os concorrentes da empresa está o grupo francês Sodexo, multinacional do ramo de benefícios que atua há 30 anos no Brasil. A Visa Vale é outra concorrente direta que tem mais de 70 mil empresas-clientes, 4,7 milhões de cartões ativos e 22 milhões de transações por mês.
Cultura também pode ter cartão
A Sapore Benefícios se prepara para ofertar o vale-cultura, baseada no projeto de lei 5.798 de 2009, segundo o qual cada beneficiário receberá ajuda mensal de R$ 50 para custear entradas de cinema, teatro e outras atividades artísticas, assim como adquirir livros, CDs e DVDs.
“Claro que os benefícios de subsistência são importantes mas o vale-cultura gera motivação no funcionário que o recebe", diz Eduardo Guerreiro, presidente da empresa. "Eu acredito que o benefício-cultura será o novo PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador), sendo um motor que movimentará o segmento de cultura, assim como o PAT fez com os restaurantes”, afirma.
A brasileira Sapore Benefícios está ampliando seu leque de produtos. Além dos cartões convencionais, do tipo vale refeição/alimentação e vale-transporte, a empresa lança o cartão benefício-viagem que permite que o funcionário possa comprar passagens aéreas, rodoviárias, alugar veículos e reservar hotéis, entre outros.
"A oferta desse benefício inédito no mercado deve gerar acréscimo de cerca de 10% ao nosso faturamento em 2011", diz Eduardo Guerreiro, presidente da empresa. A Sapore Benefícios, resultado da fusão, que ocorreu em março de 2009, entre a Gran Sapore, fornecedora de refeições coletivas, e a BQ Benefícios, empresa de pagamento de refeições por cartão, deverá faturar R$ 700 milhões este ano.
Construtora pioneira
O serviço foi testado no último mês de junho com cerca de 10 mil funcionários da Mendes Júnio em uma obra do consórcio em que atuam também a Setal e MPE, no Paraná. "A empresa tem um acordo com o sindicato da categoria segundo o qual, a cada 90 dias promove a volta dos trabalhadores aos seus domicílios de origem", afirma Guerreiro. Em agosto, mais duas obras da Mendes Júnior, serão atendidas pela Sapore e outras 29 estão em fase final de negociação. Cada obra com 10 mil funcionários representa retorno de R$ 1 milhão para a empresa.
A Sapore criou o serviço a partir da demanda da construtora mineira, mas pretende, nos próximos meses, expandi-lo para outras companhias. "Para as empresas, o benefício representa economia em termos operacionais, uma vez que, a cada 90 dias, o setor de Recursos Humanos da empresa tinha que dedicar boa parte do seu tempo na compra de passagens”, afirma Guerreiro.
Cartão para o Natal
Com a perspectiva de gerar lucro de até R$ 20 milhões este ano, a Sapore se prepara para lançar seu "vale-Natal" com a proposta de substituir os presentes ofertados pelas empresas por um cartão de valor a ser definido, que poderá ser usado para compra em supermercado.
"Ter a escolha do que comprar faz com que as pessoas valorizem mais, pois vão usar o presente em algo da preferência delas", explica Guerreiro.
Concorrência
Com os serviços atuais, cerca de três mil empresas-clientes e 240 mil usuários dos cartões-benefício são atendidos pela Sapore. Entre os concorrentes da empresa está o grupo francês Sodexo, multinacional do ramo de benefícios que atua há 30 anos no Brasil. A Visa Vale é outra concorrente direta que tem mais de 70 mil empresas-clientes, 4,7 milhões de cartões ativos e 22 milhões de transações por mês.
Cultura também pode ter cartão
A Sapore Benefícios se prepara para ofertar o vale-cultura, baseada no projeto de lei 5.798 de 2009, segundo o qual cada beneficiário receberá ajuda mensal de R$ 50 para custear entradas de cinema, teatro e outras atividades artísticas, assim como adquirir livros, CDs e DVDs.
“Claro que os benefícios de subsistência são importantes mas o vale-cultura gera motivação no funcionário que o recebe", diz Eduardo Guerreiro, presidente da empresa. "Eu acredito que o benefício-cultura será o novo PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador), sendo um motor que movimentará o segmento de cultura, assim como o PAT fez com os restaurantes”, afirma.
Marcadores:
cartão benefício,
Sapore,
Sodexo,
vale alimentação,
vale cultura,
vale refeição,
Visa Vale
Assinar:
Postagens (Atom)