jornal DCI 03/01/2012 - Marcelle Gutierrez
O mercado de cartões acumula um faturamento de R$ 668 bilhões em 2011. Contudo, o total arrecadado pelo segmento é ainda superior, já que no total falta a soma dos cartões pré-pagos. Segundo pesquisa realizada pela Datafolha e pela Unimed a pedido da Appi, empresa responsável pela plataforma tecnológica da Cielo, somente o segmento de cartões pré-pagos de saúde tem o potencial de faturar R$ 15 bilhões por ano. De olho nessa fatia, a Appi cria a Ônix, empresa que atuará no credenciamento e operações deste sistema. Segundo o diretor da divisão de pré-pagos da Appi, Alberto Techera, a perspectiva é de atingir 15% de participação de mercado e crescimento de 60% ao ano a partir de 2013.
O cartão pré-pago pode ser carregado da mesma maneira do de telefonia móvel, de acordo com um valor pré-estabelecido. Cada consulta, independentemente da especialidade médica, possui um valor tabelado e os exames variam de acordo com o tipo, mas os valores são pré-fixados. "Desta forma, não existe uma despesa mensal fixa como nos planos de saúde", revela Techera, que acrescenta o objetivo de agregar as classes C e D, com renda de R$ 500 a R$ 2.500. A taxa a ser cobrada pela Ônix é um percentual do valor da recarga que varia de 5% a 7,5%.
O diretor conta que a Appi percebeu o potencial a partir da resolução da Agência Nacional de Saúde (ANS) que proibiu a comercialização de cartões pré-pagos pelos convênios médicos. "Abriu uma brecha e identificamos a oportunidade de montar uma adquirente", diz Techera, que revela que a nova companhia é responsável pela plataforma de aceitação dos cartões, tecnologia, estrutura de recarga e credenciamento de consultórios médicos, clínicas, serviços de diagnóstico, e laboratórios de análise clínica, entre outros. "Projetamos em cinco anos ter 90 mil estabelecimentos médicos credenciados."
No que se refere à emissão dos plásticos, o diretor da Appi afirma que pode ser realizada por diversos segmentos. "É um nicho fechado, não precisa necessariamente ser uma instituição financeira para emitir os cartões. Pode ser uma empresa de benefícios [emissora de vale-refeição ou alimentação], rede varejista, associações de classe ou administradora de cartões." A bandeira da rede Ônix será a Sempre, e já existem seis emissores contratados para atuarem nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia.
As projeções de resultado podem ser visualizadas com os projetos piloto. O primeiro, realizado em Itaperuna, no Rio de Janeiro, obteve a adesão de 20% da população em dois anos. "A expectativa era de atingir 12,5 mil usuários em três anos, mas em dois anos 13,1 mil já aderiram ao produto."
A segunda cidade a receber o projeto inicial foi Poços de Caldas, em Minas Gerais, cujo plano era alcançar 19,3 mil clientes em três anos, mas nos dois primeiros foram ativados 18,1 mil, o que corresponde a um total de 18% da população da cidade.
No mercado total brasileiro, Techera revela que a pesquisa demonstra que o potencial é de atingir nove milhões de pessoas. "Começamos o plano de expansão para a região metropolitana do Rio de Janeiro e de São Paulo", diz o diretor da Appi, que revela que os investimentos passam de R$ 1,2 milhão. "Não temos a expectativa de recuperar o investimento em 2012, mas em 2013 ele começa a retornar, e pretendemos crescer 60% a cada ano."
Outro benefício agregado está com o prestador de serviço. Segundo o diretor, a transferência do valor da consulta é eletrônica e ocorre em até cinco dias, enquanto nos planos de saúde o intervalo pode chegar a 20 dias.
Cartão frete
Além do cartão pré-pago de saúde, a recém-criada Ônix atuará como credenciadora no ramo de transportes com os cartões frete, que consistem em formas de pagamento para despesas da viagem, como pedágio, combustível ou parcelas do frete. "Está avaliado em R$ 60 bilhões por ano; pretendemos atingir 2% deste mercado", afirma o diretor da divisão de pré-pagos da Appi, que acrescenta que o processo de credenciamento de postos já foi iniciado, e que a meta é totalizar 12,5 mil em nível nacional.
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14 de jan. de 2012
21 de jul. de 2011
CARTÃO PRÉ-PAGO PARA EXAMES E CONSULTAS MÉDICAS INTERESSA A PELO MENOS 40,7 MILHÕES DE BRASILEIROS
portal Maxpress 19/07/2011 – release Marcelo Lins & Assoc. Comunicações
O cartão pré-pago, uma alternativa complementar ao atendimento oferecido tanto pelo sistema público de saúde quanto pelos convênios, tem a aprovação de pelo menos 40,7 milhões de brasileiros. Esta é uma das principais constatações de uma pesquisa realizada pelo Datafolha.
O instituto entrevistou 4.064 pessoas (1.620 em Regiões Metropolitanas e 2.444 no interior de todas as regiões brasileiras) no primeiro semestre deste ano como parte do teste de conceito de um produto. O levantamento abordou pessoas que declaravam não ter acesso a convênio médico/planos de saúde. Elas recebiam informações sobre um modelo de cartão pré-pago sem mensalidade, no qual é possível adicionar créditos em dinheiro segundo o desejo e a necessidade do proprietário. O instrumento seria usado para pagamento de consultas médicas e exames na rede de médicos e estabelecimentos de saúde. Por esta razão conseguiria praticar preços pré-determinados e menores do que os cobrados no atendimento particular.
Diante da oferta, cerca de 8% dos entrevistados disseram que teriam muito interesse em adquirir o cartão. Este percentual observado como uma proporção da população brasileira representaria cerca de 11,6 milhões de pessoas. Outros 18% disseram ter interesse no instrumento, o que significa cerca de 29,1 milhões de pessoas. A soma dos ‘muito interessados’ e dos ‘interessados’ já garantiria ao projeto a aceitação de 40,7 milhões de pessoas, mas a pesquisa revelou que pelo critério de proporcionalidade, outras 27,6 milhões de pessoas estariam mais ou menos interessados no assunto, pois 17% dos entrevistados pelo Datafolha assinalaram esta opção.
Do total de pessoas entrevistadas, 50,5% eram mulheres e 49,5% homens distribuídos por classes sendo 43,2% da D, 28,9% da B, 18,9% da C e 8,9% da A.
Quando perguntadas qual o valor que colocariam em créditos por mês, o maior percentual de respostas ficou entre R$10 e R$30 (35%). A somatória de todas as respostas significaria a formação de um mercado que movimentaria uma receita mensal de, em média, R$ 1,25 bilhão.
"Além de atrair o interesse da população em geral, o sistema também é bem aceito entre os profissionais da área médica", diz o diretor da divisão pré-pagos da APPI, empresa fornecedora de tecnologia para implantação de projetos no conceito pré-pago saúde, Alberto Techera. Ele explica que ao aceitá-lo, os médicos têm a garantia do recebimento das consultas e exames realizados em, no máximo, cinco dias após a prestação do serviço com valores muitas vezes até maiores do que os praticados pelos convênios médicos. Os planos de saúde costumam fazer o pagamento com prazos superiores a 30 dias.
De acordo com Techera, em cinco anos o segmento de pré-pagos na área da saúde deve alcançar a marca de 68 milhões de usuários. Neste público, além dos mais de 140 milhões de pessoas que não possuem planos privados de saúde, estão também os que possuem mas estão descontentes.
A tecnologia da APPI já está sendo usada em projetos de cartões pré-pago saúde presentes nas cidades: Itaperuna (RJ), Cachoeiro do Itapemirim (ES), Poços de Caldas e Varginha (MG) e em fase de implantação em Salvador (BA). Já são 35 mil clientes e cerca de 400 médicos credenciados.
Sobre a APPI
Fundada em 1993 a APPI é uma empresa de tecnologia da informação que atua oferecendo soluções de conectividade aos segmentos de meios de pagamentos, transportes e saúde, entre outros. Ela tem mais de 1.300.000 licenças nacionais e internacionais da solução POSWEB para captura de transações com cartões, mais de 150 clientes entre alguns dos principais agentes mundiais do setor de pagamentos eletrônicos como CIELO, MASTERCARD, AMEX, BRADESCO, BANCO DO BRASIL, UNIMED, SICRED, BBVA e PAYMENTEC.
A empresa já conquistou diversos prêmios por sua inovação tecnológica, concedidos por instituições como FINEP, FIRJAN e RioInfo. Em 2008, foi citada na publicação do Monitor Group por ter desenvolvido a tecnologia POSWEB, considerada uma das 101 melhores inovações brasileiras dos últimos anos.
Para saber mais sobre a APPI acesse: www.appi.com.br
O cartão pré-pago, uma alternativa complementar ao atendimento oferecido tanto pelo sistema público de saúde quanto pelos convênios, tem a aprovação de pelo menos 40,7 milhões de brasileiros. Esta é uma das principais constatações de uma pesquisa realizada pelo Datafolha.
O instituto entrevistou 4.064 pessoas (1.620 em Regiões Metropolitanas e 2.444 no interior de todas as regiões brasileiras) no primeiro semestre deste ano como parte do teste de conceito de um produto. O levantamento abordou pessoas que declaravam não ter acesso a convênio médico/planos de saúde. Elas recebiam informações sobre um modelo de cartão pré-pago sem mensalidade, no qual é possível adicionar créditos em dinheiro segundo o desejo e a necessidade do proprietário. O instrumento seria usado para pagamento de consultas médicas e exames na rede de médicos e estabelecimentos de saúde. Por esta razão conseguiria praticar preços pré-determinados e menores do que os cobrados no atendimento particular.
Diante da oferta, cerca de 8% dos entrevistados disseram que teriam muito interesse em adquirir o cartão. Este percentual observado como uma proporção da população brasileira representaria cerca de 11,6 milhões de pessoas. Outros 18% disseram ter interesse no instrumento, o que significa cerca de 29,1 milhões de pessoas. A soma dos ‘muito interessados’ e dos ‘interessados’ já garantiria ao projeto a aceitação de 40,7 milhões de pessoas, mas a pesquisa revelou que pelo critério de proporcionalidade, outras 27,6 milhões de pessoas estariam mais ou menos interessados no assunto, pois 17% dos entrevistados pelo Datafolha assinalaram esta opção.
Do total de pessoas entrevistadas, 50,5% eram mulheres e 49,5% homens distribuídos por classes sendo 43,2% da D, 28,9% da B, 18,9% da C e 8,9% da A.
Quando perguntadas qual o valor que colocariam em créditos por mês, o maior percentual de respostas ficou entre R$10 e R$30 (35%). A somatória de todas as respostas significaria a formação de um mercado que movimentaria uma receita mensal de, em média, R$ 1,25 bilhão.
"Além de atrair o interesse da população em geral, o sistema também é bem aceito entre os profissionais da área médica", diz o diretor da divisão pré-pagos da APPI, empresa fornecedora de tecnologia para implantação de projetos no conceito pré-pago saúde, Alberto Techera. Ele explica que ao aceitá-lo, os médicos têm a garantia do recebimento das consultas e exames realizados em, no máximo, cinco dias após a prestação do serviço com valores muitas vezes até maiores do que os praticados pelos convênios médicos. Os planos de saúde costumam fazer o pagamento com prazos superiores a 30 dias.
De acordo com Techera, em cinco anos o segmento de pré-pagos na área da saúde deve alcançar a marca de 68 milhões de usuários. Neste público, além dos mais de 140 milhões de pessoas que não possuem planos privados de saúde, estão também os que possuem mas estão descontentes.
A tecnologia da APPI já está sendo usada em projetos de cartões pré-pago saúde presentes nas cidades: Itaperuna (RJ), Cachoeiro do Itapemirim (ES), Poços de Caldas e Varginha (MG) e em fase de implantação em Salvador (BA). Já são 35 mil clientes e cerca de 400 médicos credenciados.
Sobre a APPI
Fundada em 1993 a APPI é uma empresa de tecnologia da informação que atua oferecendo soluções de conectividade aos segmentos de meios de pagamentos, transportes e saúde, entre outros. Ela tem mais de 1.300.000 licenças nacionais e internacionais da solução POSWEB para captura de transações com cartões, mais de 150 clientes entre alguns dos principais agentes mundiais do setor de pagamentos eletrônicos como CIELO, MASTERCARD, AMEX, BRADESCO, BANCO DO BRASIL, UNIMED, SICRED, BBVA e PAYMENTEC.
A empresa já conquistou diversos prêmios por sua inovação tecnológica, concedidos por instituições como FINEP, FIRJAN e RioInfo. Em 2008, foi citada na publicação do Monitor Group por ter desenvolvido a tecnologia POSWEB, considerada uma das 101 melhores inovações brasileiras dos últimos anos.
Para saber mais sobre a APPI acesse: www.appi.com.br
6 de abr. de 2011
MERCADO BRASILEIRO DE CARTÕES COMEÇA A EXPORTAR TECNOLOGIA
jornal Brasil Econômico 06/04/2011 – Thaís Folego
Com mais de 1,2 milhão de máquinas para captura de transações de cartões (conhecidas como POS), a Cielo está entre as maiores credenciadoras do mundo. Com a abertura do mercado de cartões, as atualizações nessas máquinas ficaram cada vez mais frequentes, uma vez que novas bandeiras estão entrando no portfólio da empresa a cada mês. Hoje, tudo é feito de forma remota e a companhia tem capacidade para fazer uma atualização em todo o parque em apenas dois dias.
Isso é possível porque todas as máquinas têm um único sistema operacional (browser) desde 2008, desenvolvido pela APPI. Com o case da Cielo, a empresa que há 19 anos era apenas uma companhia carioca de tecnologia, hoje está abrindo um escritório no México e prospectando clientes nos Estados Unidos. A companhia patenteou a tecnologia em 60 países, dos quais três (México, Austrália e África do Sul) já aprovaram o registro do brower. O processo está em fase final nos EUA e na China.
“A mudança de regulamentação nos EUA, que exige que credenciadores e lojistas troquem as máquinas, que têm um tempo médio de 20 anos, a partir de 2012 nos abriu uma janela de oportunidade”, diz Alexandre Pio, presidente da APPI. O executivo conta que como nos EUA o mercado de cartões é muito mais segmentado do que o brasileiro—lá, em muitos casos, o lojista é o detentor da máquina, e não o credenciador, como no Brasil —, a tecnologia facilitaria a atualização das máquinas de forma remota e uniforme, com redução de custos operacionais.
Case Cielo
Antes de usar máquinas com browser, a Cielo rodava 286 versões de softwares em suas máquinas, o que demandava tempo e pessoal para atualizar o parque. Isso, porque cada fabriante fornecedor de POS desenvolvia um software próprio para sua máquina. Desde 2008, são apenas quatro versões de aplicativos, usando sempre o mesmo browser. “Levávamos meses para fazer uma atualização em todo o parque. Hoje, temos capacidade para fazer isso remotamente em apenas dois dias”, conta Paulo Guzzo Neto, vice-presidente de tecnologia e operações da Cielo.
Para os cartões da recém-lançada bandeira de cartões Elo, por exemplo, as máquinas da Cielo estão preparadas desde outubro do ano passado. “Atualizamos todo o parque em menos de um mês. Isso ao mesmo tempo em que outras bandeiras estavam entrando em operação e expandindo a aceitação de American Express”, diz Guzzo.
Com a abertura do mercado de cartões brasileiro no ano passado, a APPI têm muitas janelas de oportunidades para aproveitar. Novos credenciadores — como as americanas Elavon (em parceria com o Citibank) e a Global Payments — estão chegando ao país e precisarão montar uma rede de captura.
Com mais de 1,2 milhão de máquinas para captura de transações de cartões (conhecidas como POS), a Cielo está entre as maiores credenciadoras do mundo. Com a abertura do mercado de cartões, as atualizações nessas máquinas ficaram cada vez mais frequentes, uma vez que novas bandeiras estão entrando no portfólio da empresa a cada mês. Hoje, tudo é feito de forma remota e a companhia tem capacidade para fazer uma atualização em todo o parque em apenas dois dias.
Isso é possível porque todas as máquinas têm um único sistema operacional (browser) desde 2008, desenvolvido pela APPI. Com o case da Cielo, a empresa que há 19 anos era apenas uma companhia carioca de tecnologia, hoje está abrindo um escritório no México e prospectando clientes nos Estados Unidos. A companhia patenteou a tecnologia em 60 países, dos quais três (México, Austrália e África do Sul) já aprovaram o registro do brower. O processo está em fase final nos EUA e na China.
“A mudança de regulamentação nos EUA, que exige que credenciadores e lojistas troquem as máquinas, que têm um tempo médio de 20 anos, a partir de 2012 nos abriu uma janela de oportunidade”, diz Alexandre Pio, presidente da APPI. O executivo conta que como nos EUA o mercado de cartões é muito mais segmentado do que o brasileiro—lá, em muitos casos, o lojista é o detentor da máquina, e não o credenciador, como no Brasil —, a tecnologia facilitaria a atualização das máquinas de forma remota e uniforme, com redução de custos operacionais.
Case Cielo
Antes de usar máquinas com browser, a Cielo rodava 286 versões de softwares em suas máquinas, o que demandava tempo e pessoal para atualizar o parque. Isso, porque cada fabriante fornecedor de POS desenvolvia um software próprio para sua máquina. Desde 2008, são apenas quatro versões de aplicativos, usando sempre o mesmo browser. “Levávamos meses para fazer uma atualização em todo o parque. Hoje, temos capacidade para fazer isso remotamente em apenas dois dias”, conta Paulo Guzzo Neto, vice-presidente de tecnologia e operações da Cielo.
Para os cartões da recém-lançada bandeira de cartões Elo, por exemplo, as máquinas da Cielo estão preparadas desde outubro do ano passado. “Atualizamos todo o parque em menos de um mês. Isso ao mesmo tempo em que outras bandeiras estavam entrando em operação e expandindo a aceitação de American Express”, diz Guzzo.
Com a abertura do mercado de cartões brasileiro no ano passado, a APPI têm muitas janelas de oportunidades para aproveitar. Novos credenciadores — como as americanas Elavon (em parceria com o Citibank) e a Global Payments — estão chegando ao país e precisarão montar uma rede de captura.
19 de out. de 2010
PLANO DE SAÚDE TAMBÉM ADERE AOS CARTÕES PRÉ-PAGOS
portal O Dia 19/10/2010
O popular cartão pré-pago, sucesso na telefonia e na área de transportes públicos, também poderá ser usado em um item importante do orçamento doméstico: o de planos de saúde. Voltada para classes C e D, a comercialização do serviço, por enquanto, é feita em farmácias e planos de saúde credenciados pela empresa Appi, uma das que oferecem o cartão em projetos pioneiros no Rio, Minas Gerais, Espírito Santo e Pará. A Unimed Rio e a rede Extrafarma são outras que já trabalham com o cartão no estado. Hoje, há 5,3 milhões de usuários no Brasil. No ano que vem, o serviço deve estar disponível em todo o País.
As vendas serão estendidas a supermercados, casas lotéricas, lojas e até a salões de beleza. A vantagem para os usuários é que eles não têm que pagar mensalidades fixas, não há carência e podem carregar o cartão com o valor que escolherem. Além disso, optam por profissionais que pretendem contratar, sem ficar presos a um livro de credenciados.
A média anual de recarga observada é de 3,6 vezes ao ano. Assim, cada serviço médico sai por R$ 60,55, em média. O preço de uma consulta é de R$ 50. O sistema prevê um cartão só para consultas e outro para exames. O serviço ainda dá direito a um programa de fidelidade com premiação.
Segundo a Appi, para médicos e clínicas, a vantagem é a cobrança no valor real dos serviços, uma vez que a consulta médica tabelada pela Agência Nacional de Saúde (ANS) é de R$ 38,93.
O sistema também é adotado na área de odontologia. Há pacotes especiais para exames, em que o cliente pode fazer um grupo de exames, desde que ele compre o adicional. Os repasses do cartão a esses laboratórios podem ser feitos pela mesma tabela repassada pelos planos de saúde, ou seja, por valores inferiores aos dos serviços particulares.
Diretor da divisão de Saúde da Appi, Alberto Techera informa que os que mais buscam os serviços são os usuários das classes C e D, com renda de R$ 500 a R$ 2.500. Por enquanto, o cartão ainda não tem preço fixo. “Mas na maior parte é gratuito”, esclarece o diretor. Depois de adquirir o serviço, o cliente pode carregar com créditos e usar sempre que precisar. Não há valor mínimo.
ANS não considera plano
O modelo de pagamento pré-pago não é reconhecido como plano de saúde pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que o define como cartão de descontos. A gerente geral de Estrutura e Operação de Produtos da agência, Carla Soares, esclarece que não regulamenta e também não aconselha a aquisição do produto. “Não são planos de assistência à saúde e são vendidos por empresas que não garantem e não se responsabilizam pelo que é oferecido. A oferta e propaganda desses serviços como plano de saúde podem confundir o consumidor”.
Empresa é de tecnologia
A Appi — que originalmente entrou no ramo por ser fornecedora de serviços de tecnologia da informação — informa que, em três anos de operação, só houve dois casos de clientes que registraram queixa no Procon por problemas na utilização do cartão.
A explicação, segundo a empresa, é que o crédito não estava disponível por falha técnica, que foi corrigida. A expectativa da operadora do cartão de serviços é atingir 1,3 milhão de clientes até o fim do ano que vem. Além da Appi, outras empresas já estão se preparando para entrar no mercado.
Viva-voz: Leonardo Barros, comerciário, 36 anos
“Pagar plano de saúde para a família toda é um custo muito elevado. Os reajustes anuais são regidos por uma lógica que não condiz com os nossos próprios reajustes salariais. Além disso, temos que ficar sujeitos às atualizações por faixa etária. Esse novo serviço (pré-pago) sai mais barato, mas não vejo como solucionar o que há de mais complicado na hora de um problema de saúde mais grave: a internação e a necessidade de intervenção cirúrgica. Se a gente tiver de bancar com o cartão, vai ficar caro do mesmo jeito”.
Órgãos de defesa fazem críticas
INTERNAÇÃO
Coordenadora institucional da Proteste Associação de Consumidores, Maria Inês Dolci questiona a falta de vantagem para problemas de saúde que exigem internação, procedimentos mais caros. Dessa forma, o consumidor de baixa renda — público alvo do modelo de pagamento pré-pago — seria mantido no atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
SATURAÇÃO
O modelo também não resolve uma das principais dificuldades do setor privado de saúde, que é o da saturação da rede credenciada de hospitais. Hoje, o tempo de espera para uma consulta médica, alguns tipos de exame e internações para procedimentos cirúrgicos atinge os atuais usuários. O modelo pré-pago insere novos clientes no sistema, sem ampliar a rede credenciada.
SEM REGULAMENTAÇÃO
Como o modelo não está sujeito à regulamentação pela ANS, a venda do produto pode ser interpretada como um risco para consumidores. Proibidas de trabalhar com cartões de desconto, operadoras convencionais de planos de saúde podem ser multadas em R$ 50 mil, se o fizerem.
SEM REGRAS CLARAS
Daniela Trettel, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), afirma que é preciso discutir os contratos e defende a regulamentação, por acreditar que, sem regras, consumidores passam a ficar vulneráveis. Além disso, a segmentação dos serviços preocupa.
O popular cartão pré-pago, sucesso na telefonia e na área de transportes públicos, também poderá ser usado em um item importante do orçamento doméstico: o de planos de saúde. Voltada para classes C e D, a comercialização do serviço, por enquanto, é feita em farmácias e planos de saúde credenciados pela empresa Appi, uma das que oferecem o cartão em projetos pioneiros no Rio, Minas Gerais, Espírito Santo e Pará. A Unimed Rio e a rede Extrafarma são outras que já trabalham com o cartão no estado. Hoje, há 5,3 milhões de usuários no Brasil. No ano que vem, o serviço deve estar disponível em todo o País.
As vendas serão estendidas a supermercados, casas lotéricas, lojas e até a salões de beleza. A vantagem para os usuários é que eles não têm que pagar mensalidades fixas, não há carência e podem carregar o cartão com o valor que escolherem. Além disso, optam por profissionais que pretendem contratar, sem ficar presos a um livro de credenciados.
A média anual de recarga observada é de 3,6 vezes ao ano. Assim, cada serviço médico sai por R$ 60,55, em média. O preço de uma consulta é de R$ 50. O sistema prevê um cartão só para consultas e outro para exames. O serviço ainda dá direito a um programa de fidelidade com premiação.
Segundo a Appi, para médicos e clínicas, a vantagem é a cobrança no valor real dos serviços, uma vez que a consulta médica tabelada pela Agência Nacional de Saúde (ANS) é de R$ 38,93.
O sistema também é adotado na área de odontologia. Há pacotes especiais para exames, em que o cliente pode fazer um grupo de exames, desde que ele compre o adicional. Os repasses do cartão a esses laboratórios podem ser feitos pela mesma tabela repassada pelos planos de saúde, ou seja, por valores inferiores aos dos serviços particulares.
Diretor da divisão de Saúde da Appi, Alberto Techera informa que os que mais buscam os serviços são os usuários das classes C e D, com renda de R$ 500 a R$ 2.500. Por enquanto, o cartão ainda não tem preço fixo. “Mas na maior parte é gratuito”, esclarece o diretor. Depois de adquirir o serviço, o cliente pode carregar com créditos e usar sempre que precisar. Não há valor mínimo.
ANS não considera plano
O modelo de pagamento pré-pago não é reconhecido como plano de saúde pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que o define como cartão de descontos. A gerente geral de Estrutura e Operação de Produtos da agência, Carla Soares, esclarece que não regulamenta e também não aconselha a aquisição do produto. “Não são planos de assistência à saúde e são vendidos por empresas que não garantem e não se responsabilizam pelo que é oferecido. A oferta e propaganda desses serviços como plano de saúde podem confundir o consumidor”.
Empresa é de tecnologia
A Appi — que originalmente entrou no ramo por ser fornecedora de serviços de tecnologia da informação — informa que, em três anos de operação, só houve dois casos de clientes que registraram queixa no Procon por problemas na utilização do cartão.
A explicação, segundo a empresa, é que o crédito não estava disponível por falha técnica, que foi corrigida. A expectativa da operadora do cartão de serviços é atingir 1,3 milhão de clientes até o fim do ano que vem. Além da Appi, outras empresas já estão se preparando para entrar no mercado.
Viva-voz: Leonardo Barros, comerciário, 36 anos
“Pagar plano de saúde para a família toda é um custo muito elevado. Os reajustes anuais são regidos por uma lógica que não condiz com os nossos próprios reajustes salariais. Além disso, temos que ficar sujeitos às atualizações por faixa etária. Esse novo serviço (pré-pago) sai mais barato, mas não vejo como solucionar o que há de mais complicado na hora de um problema de saúde mais grave: a internação e a necessidade de intervenção cirúrgica. Se a gente tiver de bancar com o cartão, vai ficar caro do mesmo jeito”.
Órgãos de defesa fazem críticas
INTERNAÇÃO
Coordenadora institucional da Proteste Associação de Consumidores, Maria Inês Dolci questiona a falta de vantagem para problemas de saúde que exigem internação, procedimentos mais caros. Dessa forma, o consumidor de baixa renda — público alvo do modelo de pagamento pré-pago — seria mantido no atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
SATURAÇÃO
O modelo também não resolve uma das principais dificuldades do setor privado de saúde, que é o da saturação da rede credenciada de hospitais. Hoje, o tempo de espera para uma consulta médica, alguns tipos de exame e internações para procedimentos cirúrgicos atinge os atuais usuários. O modelo pré-pago insere novos clientes no sistema, sem ampliar a rede credenciada.
SEM REGULAMENTAÇÃO
Como o modelo não está sujeito à regulamentação pela ANS, a venda do produto pode ser interpretada como um risco para consumidores. Proibidas de trabalhar com cartões de desconto, operadoras convencionais de planos de saúde podem ser multadas em R$ 50 mil, se o fizerem.
SEM REGRAS CLARAS
Daniela Trettel, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), afirma que é preciso discutir os contratos e defende a regulamentação, por acreditar que, sem regras, consumidores passam a ficar vulneráveis. Além disso, a segmentação dos serviços preocupa.
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2 de set. de 2010
PAGAMENTO ANTECIPADO EM ALTA
jornal Diário do Comércio 02/09/2010 - Fernanda Pressinott
Os instrumentos pré-pagos devem movimentar R$ 89 bilhões em 2010 e transformar o Brasil no terceiro maior mercado desse meio de pagamento no mundo, atrás apenas de Estados Unidos e União Europeia. Em 2009, os pagamentos de produtos e serviços cujos fundos foram pagos antes da utilização somaram R$ 77 bilhões.
Os dados são do Grupo Setorial de Pré-Pagos (GSPP), que também prevê um movimento de R$ 195 bilhões em 2015 e R$ 369 bilhões em 2020. O grupo estuda modelos de negócio e regulamentação do pagamento antecipado, e o Brasil é membro desde o ano passado.
O mais conhecido meio de pagamento antecipado no País, o pré-pago de celular, representa atualmente 40% do setor, mas tende a perder participação percentual para transportes (como bilhete único) e gastos online. "Nos EUA, é muito comum o uso de vales-presente, mas aqui é culturalmente agressivo", disse o presidente da GSPP e professor de finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA), Boanerges Ramos Freire.
Opções – Para o consumidor final, ainda existem os cartões de viagem, remessas de valor ao exterior, cartões para estudantes (para gastos na cantina da escola, por exemplo), e para saúde. As empresas também mantêm esse mercado com vales-refeição, vales-cultura e combustível e cartões de incentivo. O governo ajuda a movimentar o setor com o Bolsa-Família, seguro-desemprego e aposentadoria. "Não importa se o pagamento é com cartão físico ou biometria, se já tem o valor a gastar quitado antes é um instrumento pré-pago", explicou Ramos Freire.
Um dos mercados promissores para os próximos anos é o de energia elétrica, que deve atender a população de baixa renda com definição antecipada de gastos, assim como ocorreu na telefonia.
Segundo o GSPP, o segmento de pré-pagos tradicionais (excluída a telefonia) movimentou R$ 45 bilhões em 2009 e deve alcançar R$ 55 bilhões em 2010 no Brasil. Como meio de pagamento, o pré-pago também deve aumentar a participação no todo com o passar dos anos e chegar à terceira posição no ranking, atrás do dinheiro e dos cartões convencionais. "Em um ano ou dois, já vai superar o cheque como meio de pagamento para o consumidor", ponderou o presidente do GSPP.
Nos EUA, os meios de pagamento movimentaram US$ 7,59 trilhões em 2009 e os pré-pagos, US$ 290 bilhões. Para 2015, a expectativa é de US$ 9,7 trilhões para a movimentação total e US$ 897 bilhões para o pagamento antecipado.
Pré-pago traz atendimento médico acessível
Uma modalidade em iniciação no Brasil é o uso de pré-pago para saúde. A empresa de tecnologia e meios de pagamento APPI criou uma solução que possibilita o atendimento ambulatorial para classe C e D e vendeu para três companhias de saúde: Saúde Sul, do Espiríto Santo; Norte Fluminense, do Rio de Janeiro; e Condor Transporte, do Pará.
O modelo de negócio levou três anos e várias pesquisas para ser desenvolvido. Levantamento feito em 2006, com 105 milhões de pessoas que tinham renda familiar entre R$ 500 e R$ 1,6 mil mostra que elas gastariam R$ 18 por mês para o pagamento de consultas e exames.
Mas não aceitariam pagar mensalidade ou serem barradas por restrições como nome em cadastros de devedores ou doenças pré-existentes. Queriam um produto extensivo a toda a família, com um custo acessível.
"O modelo pré-pago reduz o risco por ter o pagamento antecipado", disse o diretor da APPI, Alberto Techera.
Pelo produto, o usuário paga, por exemplo, R$ 50 em um mês, e pode fazer uma consulta e não precisa voltar a usar. Techera relatou que algumas famílias têm recarregado mensalmente o cartão, outras só em caso de necessidade. Os valores variam de R$ 30 a R$ 600.
A média de uso nesses três anos foi de R$ 160 anuais.
Por complexidade do sistema de saúde, os valores não são aceitos em internações. "Cada empresa criou uma rede conveniada e, para evitar que o cliente pague a consulta diretamente ao médico, criamos programas de fidelidade", explicou Techera. A receita estimada do serviço é de R$ 10 bilhões ao ano.
Os instrumentos pré-pagos devem movimentar R$ 89 bilhões em 2010 e transformar o Brasil no terceiro maior mercado desse meio de pagamento no mundo, atrás apenas de Estados Unidos e União Europeia. Em 2009, os pagamentos de produtos e serviços cujos fundos foram pagos antes da utilização somaram R$ 77 bilhões.
Os dados são do Grupo Setorial de Pré-Pagos (GSPP), que também prevê um movimento de R$ 195 bilhões em 2015 e R$ 369 bilhões em 2020. O grupo estuda modelos de negócio e regulamentação do pagamento antecipado, e o Brasil é membro desde o ano passado.
O mais conhecido meio de pagamento antecipado no País, o pré-pago de celular, representa atualmente 40% do setor, mas tende a perder participação percentual para transportes (como bilhete único) e gastos online. "Nos EUA, é muito comum o uso de vales-presente, mas aqui é culturalmente agressivo", disse o presidente da GSPP e professor de finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA), Boanerges Ramos Freire.
Opções – Para o consumidor final, ainda existem os cartões de viagem, remessas de valor ao exterior, cartões para estudantes (para gastos na cantina da escola, por exemplo), e para saúde. As empresas também mantêm esse mercado com vales-refeição, vales-cultura e combustível e cartões de incentivo. O governo ajuda a movimentar o setor com o Bolsa-Família, seguro-desemprego e aposentadoria. "Não importa se o pagamento é com cartão físico ou biometria, se já tem o valor a gastar quitado antes é um instrumento pré-pago", explicou Ramos Freire.
Um dos mercados promissores para os próximos anos é o de energia elétrica, que deve atender a população de baixa renda com definição antecipada de gastos, assim como ocorreu na telefonia.
Segundo o GSPP, o segmento de pré-pagos tradicionais (excluída a telefonia) movimentou R$ 45 bilhões em 2009 e deve alcançar R$ 55 bilhões em 2010 no Brasil. Como meio de pagamento, o pré-pago também deve aumentar a participação no todo com o passar dos anos e chegar à terceira posição no ranking, atrás do dinheiro e dos cartões convencionais. "Em um ano ou dois, já vai superar o cheque como meio de pagamento para o consumidor", ponderou o presidente do GSPP.
Nos EUA, os meios de pagamento movimentaram US$ 7,59 trilhões em 2009 e os pré-pagos, US$ 290 bilhões. Para 2015, a expectativa é de US$ 9,7 trilhões para a movimentação total e US$ 897 bilhões para o pagamento antecipado.
Pré-pago traz atendimento médico acessível
Uma modalidade em iniciação no Brasil é o uso de pré-pago para saúde. A empresa de tecnologia e meios de pagamento APPI criou uma solução que possibilita o atendimento ambulatorial para classe C e D e vendeu para três companhias de saúde: Saúde Sul, do Espiríto Santo; Norte Fluminense, do Rio de Janeiro; e Condor Transporte, do Pará.
O modelo de negócio levou três anos e várias pesquisas para ser desenvolvido. Levantamento feito em 2006, com 105 milhões de pessoas que tinham renda familiar entre R$ 500 e R$ 1,6 mil mostra que elas gastariam R$ 18 por mês para o pagamento de consultas e exames.
Mas não aceitariam pagar mensalidade ou serem barradas por restrições como nome em cadastros de devedores ou doenças pré-existentes. Queriam um produto extensivo a toda a família, com um custo acessível.
"O modelo pré-pago reduz o risco por ter o pagamento antecipado", disse o diretor da APPI, Alberto Techera.
Pelo produto, o usuário paga, por exemplo, R$ 50 em um mês, e pode fazer uma consulta e não precisa voltar a usar. Techera relatou que algumas famílias têm recarregado mensalmente o cartão, outras só em caso de necessidade. Os valores variam de R$ 30 a R$ 600.
A média de uso nesses três anos foi de R$ 160 anuais.
Por complexidade do sistema de saúde, os valores não são aceitos em internações. "Cada empresa criou uma rede conveniada e, para evitar que o cliente pague a consulta diretamente ao médico, criamos programas de fidelidade", explicou Techera. A receita estimada do serviço é de R$ 10 bilhões ao ano.
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