portal Economia & Negócios 31/01/2011 - Altamiro Silva Junior (Agência Estado)
O Bradesco prevê investir R$ 5 bilhões este ano, expansão de 30% ante o ano passado, disse o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi. O executivo participa de teleconferência com a imprensa para comentar os resultados de 2010 do banco. O foco do banco é o mercado brasileiro e a expansão orgânica, destacou.
A meta do Bradesco é abrir 183 novas agências em 2011, número acima do total de novas unidades inauguradas em 2010, que somaram 174. Além disso vai investir em tecnologia e em uma nova arquitetura de sistemas, para aprimorar o atendimento do banco aos clientes. O Bradesco fechou o ano com 60,2 milhões de clientes.
Trabuco destacou na abertura da teleconferência a mobilidade social entre pessoas físicas, que passaram a ter maior acesso aos serviços financeiros graças ao crescimento da renda. Ele também destacou a mobilidade entre pessoas jurídicas, com empresas crescendo em meio à expansão da economia.
O presidente do Bradesco destacou ainda o chamado valor adicionado (montante da riqueza gerada dentro do banco), que somou R$ 26 bilhões em 2010. Desse total, R$ 9 bilhões foram destinados a recolhimento de tributos e impostos, R$ 8 bilhões foram pagos em salários, R$ 6 bilhões foram reinvestidos no banco e R$ 3 bilhões foram destinados aos acionistas por meio de pagamento de dividendos, destacou Trabuco.
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31 de jan. de 2011
20 de jan. de 2011
BENDINE INFORMA QUE PERMANECE NA PRESIDÊNCIA DO BANCO DO BRASIL
portal G1 20/01/2011 - Alexandro Martello
O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, informou nesta quinta-feira (20) que foi convidado pela presidente Dilma Rousseff a permanecer no comando do maior banco do país. "Fui convidado a ficar no cargo. O BB está hierarquicamente dentro do arquipélago do governo ligado à Fazenda. Toda diretoria fica como está", declarou ele.
Segundo o presidente do Banco do Brasil, a presidente Dilma Rousseff disse que quer uma "atuação forte" de BB como um "agente indutor no segmento bancário". "Esse é o próprio papel natural do BB. Vem fazendo com muita firmeza nos últimos dois anos, aprimorando a nossa gestão", informou Bendine.
Ele acrescentou que não houve, por parte do governo, que controla a instituição financeira, orientação para frear crédito neste momento de preocupação com a inflação. "As próprias medidas do BC e da Fazenda vêm na linha que freia para todos os bancos [aumento do compulsório e dos juros]. Não houve uma orientação específica para os bancos públicos", afirmou o presidente do BB.
Crescimento do crédito
Bendine estimou um crescimento de 17% a 20% para a carteira de crédito da instituição financeira em 2011, sendo que a previsão de expansão da carteira de pessoa física é de 22% (contra a previsão anterior de 25% de elevação). Ele explicou que a medida do BC, que exigiu mais capital dos bancos para operaram operações de prazo maior para crédito consignado e compra de veículos, baixou a previsão de crescimento do crédito para o consumo neste ano.
"Temos R$ 65 bilhões em análise de projetos de financiamento em investimento notadamente em infraestrutura, com dois eventos mais específicos, que são o PAC e o pré-sal. Desses R$ 65 bilhões, a gente estima participar com R$ 20 bilhões", acrescentou ele.
Internacionalização
Bendine informou ainda que o BB está "muito próximo" de fechar a aquisição de um banco de pequeno porte nos Estados Unidos, mas não citou nomes. "Vai ser em um estado onde há presença maciça de brasileiros. A plataforma de serviços e tecnológica é o que nos interessa, para fazer nossa expansão nos Estados Unidos.
Não estamos interessados em comprar ativos e base de clientes", disse ele, informando que o negócio deverá ser fechado ainda no primeiro trimestre deste ano.
Acrescentou que o banco também tem discussões em andamento em "vários países" da América Latina, entre eles com o CorpBanca, no Chile, e disse ainda que pretende investir em bancos da África, em parceria com o Bradesco e com o Banco do Espírito Santo. Inicialmente, disse o presidente do BB, o objetivo seria atuar em Cabo Verde e Angola. "A África não interessa só ao Banco do Brasil, mas a todo mundo", declarou Bendine.
Contratações e investimentos
O presidente do Banco do Brasil informou ainda que, após contratar cerca de seis mil novos funcionários em 2010, a instituição pretende efetivar mais cinco mil novos empregados deste ano, dos quais parte refere-se à reserva de concursos anteriores.
Segundo ele, a instituição realizará, neste ano, um "investimento maciço" na melhoria das condições de atendimento. "Vamos fazer um investimento de R$ 1 bilhão nas agências, com a criação de 600 novas agências e mil novos pontos de atendimento eletrônico. Parte dos recursos vão ser utilizados em intervenções em 850 agências", declarou. A ideia, segundo ele, é que o BB esteja presente em todos municípios brasileiros até 2015.
O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, informou nesta quinta-feira (20) que foi convidado pela presidente Dilma Rousseff a permanecer no comando do maior banco do país. "Fui convidado a ficar no cargo. O BB está hierarquicamente dentro do arquipélago do governo ligado à Fazenda. Toda diretoria fica como está", declarou ele.
Segundo o presidente do Banco do Brasil, a presidente Dilma Rousseff disse que quer uma "atuação forte" de BB como um "agente indutor no segmento bancário". "Esse é o próprio papel natural do BB. Vem fazendo com muita firmeza nos últimos dois anos, aprimorando a nossa gestão", informou Bendine.
Ele acrescentou que não houve, por parte do governo, que controla a instituição financeira, orientação para frear crédito neste momento de preocupação com a inflação. "As próprias medidas do BC e da Fazenda vêm na linha que freia para todos os bancos [aumento do compulsório e dos juros]. Não houve uma orientação específica para os bancos públicos", afirmou o presidente do BB.
Crescimento do crédito
Bendine estimou um crescimento de 17% a 20% para a carteira de crédito da instituição financeira em 2011, sendo que a previsão de expansão da carteira de pessoa física é de 22% (contra a previsão anterior de 25% de elevação). Ele explicou que a medida do BC, que exigiu mais capital dos bancos para operaram operações de prazo maior para crédito consignado e compra de veículos, baixou a previsão de crescimento do crédito para o consumo neste ano.
"Temos R$ 65 bilhões em análise de projetos de financiamento em investimento notadamente em infraestrutura, com dois eventos mais específicos, que são o PAC e o pré-sal. Desses R$ 65 bilhões, a gente estima participar com R$ 20 bilhões", acrescentou ele.
Internacionalização
Bendine informou ainda que o BB está "muito próximo" de fechar a aquisição de um banco de pequeno porte nos Estados Unidos, mas não citou nomes. "Vai ser em um estado onde há presença maciça de brasileiros. A plataforma de serviços e tecnológica é o que nos interessa, para fazer nossa expansão nos Estados Unidos.
Não estamos interessados em comprar ativos e base de clientes", disse ele, informando que o negócio deverá ser fechado ainda no primeiro trimestre deste ano.
Acrescentou que o banco também tem discussões em andamento em "vários países" da América Latina, entre eles com o CorpBanca, no Chile, e disse ainda que pretende investir em bancos da África, em parceria com o Bradesco e com o Banco do Espírito Santo. Inicialmente, disse o presidente do BB, o objetivo seria atuar em Cabo Verde e Angola. "A África não interessa só ao Banco do Brasil, mas a todo mundo", declarou Bendine.
Contratações e investimentos
O presidente do Banco do Brasil informou ainda que, após contratar cerca de seis mil novos funcionários em 2010, a instituição pretende efetivar mais cinco mil novos empregados deste ano, dos quais parte refere-se à reserva de concursos anteriores.
Segundo ele, a instituição realizará, neste ano, um "investimento maciço" na melhoria das condições de atendimento. "Vamos fazer um investimento de R$ 1 bilhão nas agências, com a criação de 600 novas agências e mil novos pontos de atendimento eletrônico. Parte dos recursos vão ser utilizados em intervenções em 850 agências", declarou. A ideia, segundo ele, é que o BB esteja presente em todos municípios brasileiros até 2015.
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