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17 de jun. de 2011

BANCOS EUROPEUS PRONTOS PARA QUEBRAR O DUOPÓLIO VISA/MASTERCARD

Um grupo de 24 bancos europeus, planejando estabelecer uma rede de cartões para competir com Visa e MasterCard, foi chamado à Comissão Europeia para prestar esclarecimentos sobre o nível das taxas multilaterais de intercâmbio a ser aplicado na Sepa (Single Euro Payments Area).

Há três anos de sua constituição, o consórcio bancário Monnet agora é composto por 24 bancos de sete países europeus. Outros sistemas pan-europeus de cartões, como a Euro Alliance of Payment Schemes (Eaps) e a PayFair também têm elaborado planos de criar uma alternativa de sistema de cartão para a Sepa, com vistas a livrarem-se do duopólio exercido por Visa e MasterCard.

Os desafiantes ganharam o apoio do Banco Central Europeu, que tem apelado constantemente à Comissão para que elabore uma regulamentação firme sobre o nível das taxas multilaterais de intercâmbio que pode ser cobrados pelos prestadores.

Bancos que apoiam o projeto alegam que o sistema de cartões do Monnet seria o veículo ideal para a inovação de serviços como pagamentos eletrônicos, pagamentos móveis e pagamentos sem contato, para todos os portadores de cartão na Europa.

Após sete meses de estudo de viabilidade, os bancos participantes se dizem prontos para lançar o cartão Monnet, mas apenas sob certas condições. Georges Pauget, presidente do projeto Monnet, diz que a incerteza em relação ao nível da taxa multilateral de intercâmbio continua a ser o principal obstáculo ao investimento dos bancos.

"A viabilidade foi estudada e identificamos a maneira de estabelecer o Monnet. Mas qualquer passo seguinte é impossível sem um modelo de negócios claro e de longa duração em relação ao intercâmbio na Europa", diz ele. "Gostaríamos de ter respostas concretas às nossas perguntas através de um diálogo construtivo com a Comissão Europeia. Se os bancos não tiverem uma perspectiva clara do lado das receitas, não será possível seguir em frente."

15 de mar. de 2011

EUROPA: BANCOS EM LUXEMBURGO ADOTAM CARTÕES V PAY

redação Serfinco 15/03/2011

A Visa Europe anunciou que os bancos emissores de cartões de pagamento no grão-ducado de Luxemburgo optaram por implementar o cartão de débito V Pay da Visa.

O V Pay é um cartão com chip e senha pessoal, desenvolvido pela bandeira especificamente para o mercado europeu, já em conformidade com as exigências da SEPA. O cartão permitirá aos portadores pagarem por suas compras e sacar dinheiro de forma segura, utilizando seu código PIN em Luxemburgo e em toda a Europa.

O V Pay já é aceito em mais de 360 mil caixas eletrônicos e em mais de 8 milhões de estabelecimentos comerciais em toda a Europa. Já foram emitidos 14 milhões destes plásticos, entre Alemanha, Itália, França, Bulgária e Holanda. No total, bancos em toda a Europa já se comprometeram em colocar 65 milhões de cartões V Pay em circulação. A Visa Europa está empenhada na criação de um mercado de pagamentos europeu que funcione com eficiência e tem adotado uma conduta compatível com os princípios do SEPA Cards Framework desde o início de 2007.

A bandeira tem atuado estreitamente junto aos emissores em Luxemburgo, para ajudar a estabelecer o V Pay. Até o final de 2011, os cartões do Bancomat serão substituídos por cartões V Pay. O emissor fez sua opção buscando os mais altos níveis de segurança conferidos pela tecnologia chip e PIN, em particular, na redução do risco de fraudes por meio de roubo ou falsificação.

14 de mar. de 2011

AUTORIDADES ATRITAM SOBRE O SEPA

redação Serfinco 14/03/2011

O European Payments Council (EPC) alertou a Comissão Europeia (EC) para não abusar de seus poderes executivos e assumir o papel esperado de estabelecimento de normas para impulsionar a criação da Single Euro Payments Area (SEPA), enquanto os bancos devem manter a primazia no desenvolvimento dos sistemas de pagamento .

No seu relatório anual de atividades de 2010, o EPC emitiu uma mensagem clara: "A auto regulação por parte dos bancos é a maneira mais eficiente de criar sistemas de pagamento inovadores, eficazes, seguros e resistentes ao estresse."

A mensagem do EPC surge três meses depois que a European Comission emitiu suas proposições de datas-limites para a migração em larga escala de transferências nacionais e débitos diretos para o sistema da SEPA. O documento incorporou também um conjunto de normas comuns e de requisitos técnicos que seriam obrigatórios para todos os pagamentos em contas bancárias na zona do euro.

A EC diz que foi forçada a tomar a dianteira porque a auto regulação por parte dos bancos falhou, com evidente aceitação mínima de novos instrumentos de pagamento. Os legisladores em Bruxelas observaram que, mantida a tendência, seriam necessários 25 anos para que os benefícios da SEPA fossem sentidos.

O EPC reagiu às críticas, dizendo que a "interferência" da Comissão no desenvolvimento de sistema de pagamento é uma atitude preocupante.

O presidente do EPC, Gerard Hartsink, declarou: "O desenvolvimento de modelos de pagamento por meio de auto regulação por parte dos bancos, em estreito diálogo com seus clientes, foi a abordagem estabelecida nas comunidades bancárias de todos os países. Não é garantido ou eficiente um processo em que padrões são definidos e evoluem por lei, como o que está em andamento. Não é apropriado para a EC assumir o papel de administrador de fato e normatizador do projeto na área de pagamentos. "

26 de out. de 2010

ÁFRICA DO SUL PLANEJA HARMONIZAÇÃO DE PAGAMENTOS NO ESTILO SEPA

redação Serfinco 26/10/2010

Um projeto executado pelos bancos centrais dos 15 estados-membros da Comunidade de Desenvolvimento Sul Africano (SADC) visa concluir, em dois anos, um projeto-piloto de harmonização das infraestruturas de pagamento dos quatro países que utilizam o rand como padrão monetário.

As informações sobre o programa partiram de Tim Masela, do South African Reserve Bank, em painel no evento Sibos, que este ano está acontecendo em Amsterdã. O painel abordava a influência do modelo SEPA em iniciativas de pagamentos em todo o mundo. Segundo Masela, a experiência na Europa tem sido muito útil, principalmente nas questões legais.

Em uma fase posterior, acrescentou Masela, a proposta é estender o projeto para um grupo mais amplo da SADC, com a criação de uma moeda única para a região, embora isto só deva ocorrer depois de 2018. Mesmo em data distante, o importante é que qualquer nova plataforma de pagamento que seja desenvolvida já deve estar apoiada neste conceito.

Inicialmente, o grupo de bancos liderados pelo South African Reserve Bank planeja executar um piloto que exija um mínimo de investimentos, procurando integrar as atuais infraestruturas bancárias e de pagamentos na África do Sul, Namíbia, Suazilândia e Lesoto. A ideia é garantir que todas as transações transfronteiras possam ser processadas sem grandes alterações nos sistemas. Ainda assim, essa etapa deve levar dois anos para ser realizada.

Na segunda fase, uma vez que a integração e a escala de operações tenham se mostrado válidas, o grupo vai procurar construir novas plataformas compartilhadas, que poderão servir não só aos quatro países-pilotos, mas a todos os membros do SADC. Isso provavelmente levará mais três anos, segundo Masela.

O fase final trataria da eliminação de quaisquer entraves para operações bancárias entre fronteiras, independentemente do local sede dos bancos, o que demandará consideráveis mudanças jurídicas e vontade política.

25 de out. de 2010

EPC E GSMA PUBLICAM ESTUDO SOBRE PAGAMENTOS MÓVEIS SEM CONTATO

redação Serfinco 25/10/2010

O European Payments Council (EPC) e a GSMA publicaram um artigo sobre pagamentos móveis sem contato e sobre o papel de gerenciadores de serviços confiáveis (TSMS, do inglês 'trusted service managers').

O White paper vem na sequência da consulta feita pelas empresas sobre a SEPA e os pagamentos móveis contactless, no início do ano, e tem como objetivo obter a cooperação de provedores de serviços de pagamento e de operadores telefonia móvel para um sistema que habilitará mais de 500 milhões de europeus a fazerem pagamentos na SEPA, usando seus aparelhos celulares.

O novo estudo descreve o fornecimento e a gestão do ciclo de vida - incluindo a distribuição, configuração, ativação, manutenção e exclusão - de aplicativos de bancos para pagamento sem contato, integrados a celulares. Também destaca o papel do TSM no apoio a bancos e operadores móveis para promover os pagamentos sem contato. Os TSMS facilitam a distribuição, configuração e ativação de aplicativos em SIM, para telefones dotados de tecnologia NFC (Near Field Communication) .

A esperança do EPC e da GSMA é que o projeto conjunto impulsione as relações comerciais entre bancos emissores, operadoras de rede móvel e TSMS, acelerando a implantação de pagamentos contactless.

A construção de uma arquitetura comum para pagamentos móveis sem contato é objetivo primordial entre as iniciativas do EPC na SEPA. A implementação de soluções com interoperabilidade e uso amigável tornará mais fácil o acesso aos serviços de pagamento, para os clientes dos bancos nos 32 países que compõe a SEPA.