jornal DCI 06/12/2011 - Bruno de Oliveira
O mercado brasileiro de terminais de autoatendimento (ATM, na sigla em inglês) será marcado por disputas acirradas em 2012. Isso porque os principais players do setor que atuam no Brasil, como Itautec, Perto e NCR, traçaram estratégias agressivas para o período. Líder em fatia de mercado no segmento, a Itautec planeja expandir seus canais de vendas, assim como aumentar seu portfólio de serviços terceirizados ao setor bancário (outsourcing). Na mesma linha vai a Perto, que fechou o ano 2011 com faturamento de R$ 320 milhões e projeta crescimento de 20% para o ano que vem, focando na exportação e terceirização. A NCR, por sua vez, realizou aquisições no segmento para aumentar sua fatia no mercado nacional.
"Nossa meta é nos tornarmos o número um no Brasil, assim como já acontece com a NCR em outros países", disse o vice-presidente regional para América Latina e Caribe Elias Rogério da Silva. Brasil e Colômbia, de acordo com a empresa, são os países da América Latina nos quais ela ainda não lidera.
A NCR anunciou que firmou uma parceria com a Scopus Tecnologia, subsidiária do grupo Bradesco. "A aliança e o acordo com o banco para o fornecimento de terminais de autoatendimento ampliam significativamente a nossa presença no importante mercado brasileiro de caixas eletrônicos, com um pedido inicial de 6.000 unidades", conta o presidente da NCR, Bill Nuti. Com essa medida, a companhia passou a deter 49% da fábrica NCR Manaus, que por tabela se tornou independente, passando a ser administrada por John Gregg, CEO e presidente da nova unidade.
A NCR também adquiriu a Radiant Systems Inc., líder de ofertas multicanais para o ponto de venda e soluções gerenciadas de hospitabilidade, que veio para complementar as necessidades do mercado varejista. Atualmente o portfólio da empresa em hardware e software para o varejo conta com os clientes McDonald's, Frango Assado, Makro e Drogasil.
Expansão
Para atender à demanda por caixas eletrônicos, a Perto vai expandir sua fábrica no município de Gravataí, no Rio Grande do Sul, além de aumentar em 10% seu departamento de outsourcing. A nova área terá 100 metros quadrados e 33 mil metros de área construída. O investimento será de R$ 38 milhões e faz parte da estratégia da empresa de crescer no setor bancário, responsável por 60% da sua receita bruta, e de atuar de forma mais agressiva no mercado de varejo, que hoje representa 10% do faturamento, e de serviços, como assistência técnica, que respondem pelos 30% restantes. "Do total investido, R$ 26 milhões serão destinados para compra de equipamentos de precisão com foco na automação dos processos. Os outros R$ 12 milhões serão aplicados na ampliação da área construída", disse Marco Aurélio Farias, diretor comercial da Perto.
"Avaliamos diversos locais, principalmente no Norte e Nordeste, mas optamos por manter o projeto no Rio Grande do Sul", afirma o presidente da Perto, Thomas Elbling. A obra teve início em setembro de 2011 e estará concluída em oito meses. Neste período, vai gerar 60 empregos temporários diretos e indiretos, destes 70% representando mão-de-obra local. Atualmente, a empresa possui 22% do mercado de ATMs e prevê dobrar o faturamento em outsourcing até dois anos. Outro foco da empresa para 2012 será a vertical de varejo. "Ainda temos pouca presença neste segmento. Projetamos em 2012 criar mais ações de aproximação junto ao setor. Atualmente estamos desenvolvendo uma central de pagamentos para a rede varejista Renner", conta Marco Aurélio Faria.
Já a Itautec vai apostar na internacionalização de seus serviços, ampliando seus canais de vendas por regiões da América Latina. Em novembro, a empresa fez o embarque de 1000 ATMs para uma rede bancária que atua no México. No mercado latino-americano, a Itautec é a terceira maior fornecedora de caixas automáticos segundo o levantamento Retail Banking Research. Hoje, 7% do faturamento é gerado pela exportação de produtos e serviços, e a empresa quer aumentar em até 20% nos próximos cinco anos.
Ainda no campo da internacionalização dos negócios, o presidente e CEO da Itautec, Mário Anseloni, afirmou que a expectativa é alcançar 20% da receita vinda de negócios no exterior, mas tudo vai depender da crise econômica internacional.
Anseloni ressaltou apenas que a procura pelas tecnologias brasileiras na área de comercialização de automação bancária tem crescido, e a ideia é aproveitar as oportunidades que começarem a surgir, inclusive com serviços de alta tecnologia nos caixas eletrônicos em 3D. "A ideia é também desenvolvermos produtos personalizados, além de itens de alta performance. Estamos prospectando negócios na Europa, África e, a longo prazo, EUA", declarou.
Mostrando postagens com marcador Itautec. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Itautec. Mostrar todas as postagens
13 de dez. de 2011
22 de jun. de 2011
FABRICANTES REAGEM AO ROUBO A CAIXA ELETRÔNICO
jornal Brasil Econômico 21/06/2011 – Carolina Pereira
Notícias sobre explosões a caixas eletrônicos têm sido constantes em jornais de todo o Brasil. O que se vê são bandidos utilizando dinamites para explodir as máquinas e, assim, roubar o dinheiro armazenado dentro dos equipamentos. Para reagir aos ataques, a indústria de terminais de atendimento bancário, que engloba empresas como Diebold, Itautec, NCR e Tecban, começa a comercializar diferentes alternativas tecnológicas que têm como objetivo inibir roubos deste tipo.
A tecnologia que ficou mais conhecida é a de tingimento das notas, já que recentemente alguns caixas eletrônicos foram equipados com tintas para inutilização das cédulas em caso de explosão. No entanto, outras alternativas já surgem no mercado, como a incineração das notas, desenvolvida pela Tecban, caixas com estrutura mais reforçada, da americana NCR, e até mesmo equipamentos em3D, que não exigem contato físico com a máquina, projeto da brasileira Itautec.
Mesmo assim, o tingimento das notas continua crescendo. A primeira empresa a desenvolver esta tecnologia no Brasil foi a Tecban, responsável pelos caixas eletrônicos utilizados pela Rede24Horas, que atua como a rede complementar dos bancos, instalada em locais como pequenos comércios, por exemplo. A empresa teve cerca de 60 casos de tentativa de ataques registrados no último ano.
A companhia trabalha desde 2009 no desenvolvimento de tecnologias inspiradas no que já é utilizado em países como Bélgica, França e Suíça para combater explosões. O próximo passo, agora, é colocar em prática uma nova tecnologia: a que incinera as notas no caso de explosão.
A empresa nega, no entanto, que tenha havido falha no sistema de tingimento e afirma que este não foi o fator que motivou a implementação da alternativa de queima. De acordo com Vanderlei Reis, gerente de segurança corporativa da Tecban, não foi registrada nenhuma falha no sistema, como uma possível retirada da tinta das cédulas roubadas. "O processo de tentativa de lavagem é natural, mas não existem evidências de que seja possível. Fizemos testes e em nenhuma tinta foi removida", diz. No início de junho, a polícia apreendeu, em São Paulo, notas com tinta rosa imersas em um solvente. O produto químico foi enviado à perícia.
Segundo Carlos Alberto Pádua, vice-presidente de tecnologia da Diebold, a tinta utilizada para manchar as cédulas tem de ser similar à usada na impressão das notas. Desta forma, se for encontrada uma maneira de tirar as manchas, a coloração do dinheiro também será removida. As empresas não revelam qual é o fabricante da tinta utilizada nos caixas eletrônicos, mas um possível fornecedor seria a Sicpa, responsável pela tinta utilizada na impressão do Real. Procurada pelo Brasil Econômico, a companhia não atendeu aos pedidos de entrevista.
A Diebold aposta no tingimento das cédulas como principal forma de combate às explosões. A empresa acaba de lançar o seu kit para adaptação dos caixas com o sistema de derramamento de tinta. "Não existe material capaz de resistir às explosões com dinamite, o caminho é a destruição das notas", diz. A expectativa de Pádua é vender os kits para todo o parque de caixas do Bradesco, que é de cerca de 30 mil máquinas.
De acordo com o presidente mundial da empresa, Thomas Swidarski, a Diebold, que tem o Bradesco como um dos principais clientes, investe entre US$ 15milhões e US$ 20 milhões por ano em pesquisa de novos produtos no Brasil, com foco em segurança. O país abriga o centro de excelência da companhia americana, que fatura cerca de US$ 3 bilhões por ano.
Máquinas mais resistentes e 3D estão entre as novas tecnologias
Enquanto a Tecban e a Diebold acreditam que a tecnologia de tingimento das notas é a mais adequada para combater as explosões de caixas eletrônicos que vêm ocorrendo no Brasil, outra fabricante, a NCR, acredita que a solução aplicada na África do Sul também é indicada para o país. Trata-se de um caixa com a estrutura interna reforçada que é mais difícil de ser explodido. Elias Rogério da Silva, presidente da empresa, não dá detalhes técnicos do produto por questões de segurança, mas afirma que a empresa está trabalhando na venda desses equipamentos para os bancos locais, mas ainda não fechou nenhum contrato.
"Não vou dizer que a máquina não explode, mas ela é tão reforçada que, se explodir, o dinheiro explode junto", afirma o presidente. Silva explica que, nos mercados americano e europeu, por exemplo, mais de 80% do total de caixas eletrônicos está localizado fora das agências, ao contrário do que acontece hoje no Brasil. Por isso, a NCR, que tem cerca de 30% de participação de mercado mundialmente, desenvolveu tecnologias como a dos equipamentos reforçados.
Para a Itautec, que tem cerca de 100 mil ATMs instaladas no parque brasileiro, é preciso mudar conceitos para aumentar a segurança. "Não há muito o que fazer com relação às explosões, é preciso mudar o ambiente", diz Maurício Guizelli, diretor comercial de automação bancária. O novo ambiente a que Guizelli se refere não exige contato físico com o caixa eletrônico. O produto que a empresa planeja começar a vender no próximo ano é um equipamento que utiliza tecnologia 3D, e é operado de forma semelhante ao uso de videogames como o Nintendo Wii ou o Kinect, da Microsoft.
Só é preciso tocar no equipamento para retirar o dinheiro e, mesmo assim, o cofre pode estar bem longe dali. "Há tecnologia para manter os mecanismos de entrega a até um metro dos cofres", afirma.
De acordo com Guizelli, ainda é difícil falar em custo para o produto que, por enquanto, é apenas um protótipo. O equipamento foi lançado na semana passada durante o Ciab, evento anual da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) de tecnologia para instituições financeiras.
Notícias sobre explosões a caixas eletrônicos têm sido constantes em jornais de todo o Brasil. O que se vê são bandidos utilizando dinamites para explodir as máquinas e, assim, roubar o dinheiro armazenado dentro dos equipamentos. Para reagir aos ataques, a indústria de terminais de atendimento bancário, que engloba empresas como Diebold, Itautec, NCR e Tecban, começa a comercializar diferentes alternativas tecnológicas que têm como objetivo inibir roubos deste tipo.
A tecnologia que ficou mais conhecida é a de tingimento das notas, já que recentemente alguns caixas eletrônicos foram equipados com tintas para inutilização das cédulas em caso de explosão. No entanto, outras alternativas já surgem no mercado, como a incineração das notas, desenvolvida pela Tecban, caixas com estrutura mais reforçada, da americana NCR, e até mesmo equipamentos em3D, que não exigem contato físico com a máquina, projeto da brasileira Itautec.
Mesmo assim, o tingimento das notas continua crescendo. A primeira empresa a desenvolver esta tecnologia no Brasil foi a Tecban, responsável pelos caixas eletrônicos utilizados pela Rede24Horas, que atua como a rede complementar dos bancos, instalada em locais como pequenos comércios, por exemplo. A empresa teve cerca de 60 casos de tentativa de ataques registrados no último ano.
A companhia trabalha desde 2009 no desenvolvimento de tecnologias inspiradas no que já é utilizado em países como Bélgica, França e Suíça para combater explosões. O próximo passo, agora, é colocar em prática uma nova tecnologia: a que incinera as notas no caso de explosão.
A empresa nega, no entanto, que tenha havido falha no sistema de tingimento e afirma que este não foi o fator que motivou a implementação da alternativa de queima. De acordo com Vanderlei Reis, gerente de segurança corporativa da Tecban, não foi registrada nenhuma falha no sistema, como uma possível retirada da tinta das cédulas roubadas. "O processo de tentativa de lavagem é natural, mas não existem evidências de que seja possível. Fizemos testes e em nenhuma tinta foi removida", diz. No início de junho, a polícia apreendeu, em São Paulo, notas com tinta rosa imersas em um solvente. O produto químico foi enviado à perícia.
Segundo Carlos Alberto Pádua, vice-presidente de tecnologia da Diebold, a tinta utilizada para manchar as cédulas tem de ser similar à usada na impressão das notas. Desta forma, se for encontrada uma maneira de tirar as manchas, a coloração do dinheiro também será removida. As empresas não revelam qual é o fabricante da tinta utilizada nos caixas eletrônicos, mas um possível fornecedor seria a Sicpa, responsável pela tinta utilizada na impressão do Real. Procurada pelo Brasil Econômico, a companhia não atendeu aos pedidos de entrevista.
A Diebold aposta no tingimento das cédulas como principal forma de combate às explosões. A empresa acaba de lançar o seu kit para adaptação dos caixas com o sistema de derramamento de tinta. "Não existe material capaz de resistir às explosões com dinamite, o caminho é a destruição das notas", diz. A expectativa de Pádua é vender os kits para todo o parque de caixas do Bradesco, que é de cerca de 30 mil máquinas.
De acordo com o presidente mundial da empresa, Thomas Swidarski, a Diebold, que tem o Bradesco como um dos principais clientes, investe entre US$ 15milhões e US$ 20 milhões por ano em pesquisa de novos produtos no Brasil, com foco em segurança. O país abriga o centro de excelência da companhia americana, que fatura cerca de US$ 3 bilhões por ano.
Máquinas mais resistentes e 3D estão entre as novas tecnologias
Enquanto a Tecban e a Diebold acreditam que a tecnologia de tingimento das notas é a mais adequada para combater as explosões de caixas eletrônicos que vêm ocorrendo no Brasil, outra fabricante, a NCR, acredita que a solução aplicada na África do Sul também é indicada para o país. Trata-se de um caixa com a estrutura interna reforçada que é mais difícil de ser explodido. Elias Rogério da Silva, presidente da empresa, não dá detalhes técnicos do produto por questões de segurança, mas afirma que a empresa está trabalhando na venda desses equipamentos para os bancos locais, mas ainda não fechou nenhum contrato.
"Não vou dizer que a máquina não explode, mas ela é tão reforçada que, se explodir, o dinheiro explode junto", afirma o presidente. Silva explica que, nos mercados americano e europeu, por exemplo, mais de 80% do total de caixas eletrônicos está localizado fora das agências, ao contrário do que acontece hoje no Brasil. Por isso, a NCR, que tem cerca de 30% de participação de mercado mundialmente, desenvolveu tecnologias como a dos equipamentos reforçados.
Para a Itautec, que tem cerca de 100 mil ATMs instaladas no parque brasileiro, é preciso mudar conceitos para aumentar a segurança. "Não há muito o que fazer com relação às explosões, é preciso mudar o ambiente", diz Maurício Guizelli, diretor comercial de automação bancária. O novo ambiente a que Guizelli se refere não exige contato físico com o caixa eletrônico. O produto que a empresa planeja começar a vender no próximo ano é um equipamento que utiliza tecnologia 3D, e é operado de forma semelhante ao uso de videogames como o Nintendo Wii ou o Kinect, da Microsoft.
Só é preciso tocar no equipamento para retirar o dinheiro e, mesmo assim, o cofre pode estar bem longe dali. "Há tecnologia para manter os mecanismos de entrega a até um metro dos cofres", afirma.
De acordo com Guizelli, ainda é difícil falar em custo para o produto que, por enquanto, é apenas um protótipo. O equipamento foi lançado na semana passada durante o Ciab, evento anual da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) de tecnologia para instituições financeiras.
Marcadores:
Diebold,
Itautec,
NCR,
TecBan,
terminais ATMs
16 de jun. de 2011
CAIXA À PROVA DE EXPLOSÃO
revista Isto É Dinheiro 15/06/2011 - Rodrigo Caetano
Nos filmes de ficção científica, é comum ver personagens interagindo com hologramas e projeções em três dimensões, que se comportam como objetos reais. A novidade: a fantasia pode virar realidade, pelo menos no mundo da automação bancária. A Itautec, fabricante de computadores e caixas eletrônicos, controlada pelo grupo Itaú, desenvolveu um terminal em que a tela foi substituída por um vídeo em três dimensões (3D) e, em vez do teclado, o cliente interage com um sistema de reconhecimento de movimentos. O resultado disso é um equipamento controlado por gestos, sem a necessidade de que ele aperte botões.
Contra as fraudes: tecnologia 3D permite que as operações no caixa eletrônico
sejam feitas por meio de gestos, sem o uso de teclado
A novidade tem um objetivo: tornar os caixas eletrônicos mais seguros. A tecnologia permite que apenas quem está usando o terminal de autoatendimento veja as informações. Quem está de fora enxerga apenas uma pessoa fazendo gestos no ar – no máximo pode imaginar ver alguém que não bate bem da cabeça em ação. O produto traz, ainda, outra grande vantagem para os bancos. É possível manter o cofre com o dinheiro bem longe da interface de operação do caixa.
Isso poderia parecer um detalhe sem importância, não fosse pela recente onda de roubos cinematográficos de caixas eletrônicos, em São Paulo, nos quais os ladrões vêm usando dinamite. Com a separação, os bancos podem colocar o cofre atrás de uma parede blindada, tornando impossível sua abertura por meio de explosão. O equipamento será apresentado no Congresso Interamericano de Automação Bancária (Ciab), que ocorre nesta semana em São Paulo.
Segundo a vice-presidente da Itautec, Denise Damiani, a ideia de fazer um caixa eletrônico futurista surgiu de conversas com os bancos sobre como enfrentar fraudes. “Nós sempre discutimos o problema, tentando nos anteciparmos à criatividade dos criminosos”, diz Denise. A preocupação se justifica. De acordo com dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o setor teve um prejuízo de R$ 900 milhões com fraudes digitais em 2010. Neste ano, as explosões de caixas eletrônicos já causaram perdas de R$ 60 milhões.
Os caixas eletrônicos são o canal mais utilizado pelos brasileiros em suas operações bancárias. No ano passado, foram 17,8 bilhões de transações ou 31% do total. O número de terminais colocados em locais públicos aumentou 43% em 2010. Já o faturamento da Itautec com a área de automação bancária deu um salto de 60%, no mesmo período, para R$ 473,2 milhões, puxado pela venda de caixas eletrônicos, que cresceu 101,8%, somando 16,3 mil unidades. Se depender da criatividade dos meliantes, as conversas entre a empresa e os bancos ainda vão render muitos negócios.
Nos filmes de ficção científica, é comum ver personagens interagindo com hologramas e projeções em três dimensões, que se comportam como objetos reais. A novidade: a fantasia pode virar realidade, pelo menos no mundo da automação bancária. A Itautec, fabricante de computadores e caixas eletrônicos, controlada pelo grupo Itaú, desenvolveu um terminal em que a tela foi substituída por um vídeo em três dimensões (3D) e, em vez do teclado, o cliente interage com um sistema de reconhecimento de movimentos. O resultado disso é um equipamento controlado por gestos, sem a necessidade de que ele aperte botões.
Contra as fraudes: tecnologia 3D permite que as operações no caixa eletrônico
sejam feitas por meio de gestos, sem o uso de teclado
A novidade tem um objetivo: tornar os caixas eletrônicos mais seguros. A tecnologia permite que apenas quem está usando o terminal de autoatendimento veja as informações. Quem está de fora enxerga apenas uma pessoa fazendo gestos no ar – no máximo pode imaginar ver alguém que não bate bem da cabeça em ação. O produto traz, ainda, outra grande vantagem para os bancos. É possível manter o cofre com o dinheiro bem longe da interface de operação do caixa.
Isso poderia parecer um detalhe sem importância, não fosse pela recente onda de roubos cinematográficos de caixas eletrônicos, em São Paulo, nos quais os ladrões vêm usando dinamite. Com a separação, os bancos podem colocar o cofre atrás de uma parede blindada, tornando impossível sua abertura por meio de explosão. O equipamento será apresentado no Congresso Interamericano de Automação Bancária (Ciab), que ocorre nesta semana em São Paulo.
Segundo a vice-presidente da Itautec, Denise Damiani, a ideia de fazer um caixa eletrônico futurista surgiu de conversas com os bancos sobre como enfrentar fraudes. “Nós sempre discutimos o problema, tentando nos anteciparmos à criatividade dos criminosos”, diz Denise. A preocupação se justifica. De acordo com dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o setor teve um prejuízo de R$ 900 milhões com fraudes digitais em 2010. Neste ano, as explosões de caixas eletrônicos já causaram perdas de R$ 60 milhões.
Os caixas eletrônicos são o canal mais utilizado pelos brasileiros em suas operações bancárias. No ano passado, foram 17,8 bilhões de transações ou 31% do total. O número de terminais colocados em locais públicos aumentou 43% em 2010. Já o faturamento da Itautec com a área de automação bancária deu um salto de 60%, no mesmo período, para R$ 473,2 milhões, puxado pela venda de caixas eletrônicos, que cresceu 101,8%, somando 16,3 mil unidades. Se depender da criatividade dos meliantes, as conversas entre a empresa e os bancos ainda vão render muitos negócios.
30 de mai. de 2011
CONCORRENTES ADOTAM TECNOLOGIA DE AUTOMAÇÃO BANCÁRIA EM OUTRAS ÁREAS
jornal Brasil Econômico 27/05/2011
O ano passado foi o melhor ano da história da Diebold, cujo faturamento chegou a R$ 1,4 bilhão, contra R$ 1,15 do ano anterior. O resultado foi impulsionado pelo fornecimento de urnas eletrônicas ao governo, quiosques de autoatendimento e loterias. “Pretendemos manter o faturamento de 2010 em 2011 e por isso estamos apostando em negócios fora de bancos”, diz João Abud Júnior, presidente da companhia.
Embora o setor bancário seja o mais importante para as empresas de automação e deva continuar em crescimento, em função da sofisticação e substituição dos caixas eletrônicos e o aumento da bancarização da classe média, Abud acredita que a expansão será pequena. “Os terminais bancários representam 60% do nosso faturamento e não há como crescer muito mais”, afirma o presidente.
As áreas de saúde, varejo, loterias e urnas vêm recebendo as atenções da Diebold por demandarem soluções de autoatendimento, que utiliza a mesma tecnologia dos caixas eletrônicos. “Temos um grande aproveitamento do que já fazemos para os bancos e não necessitamos de muito capital para fornecer equipamentos para outras áreas, gastamos R$ 3 milhões no ano passado para esta finalidade”, afirma Abud, que dedica 3,5% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento.
Abud também manifesta o desejo de aquisições para expandir. “Queremos comprar empresas parceiras que façam sentido para o nosso negócio”, diz o executivo, sem dar maiores detalhes. O brasileiro não revelou o valor que tem em caixa para ir às compras, mas Tom Swidarski, o presidente mundial da empresa, anunciou em março que dispõe de US$ 506 milhões para este fim.
Para a Itautec, a área de automação como um todo representa 30% do faturamento. No entanto, Maurício Guizelli, diretor comercial de automação bancária e exteriores admite que os bancos demandam por mais equipamentos que os demais segmentos.
A exemplo das concorrentes, também fornece equipamentos para varejistas, loterias, cinemas, serviços públicos e até tribunais, onde os clientes dão entrada nos processos eletronicamente . “O Brasil já está acostumado com caixas eletrônicos, então o princípio de autoatendimento pode servir para diversas áreas”, diz.
O ano passado foi o melhor ano da história da Diebold, cujo faturamento chegou a R$ 1,4 bilhão, contra R$ 1,15 do ano anterior. O resultado foi impulsionado pelo fornecimento de urnas eletrônicas ao governo, quiosques de autoatendimento e loterias. “Pretendemos manter o faturamento de 2010 em 2011 e por isso estamos apostando em negócios fora de bancos”, diz João Abud Júnior, presidente da companhia.
Embora o setor bancário seja o mais importante para as empresas de automação e deva continuar em crescimento, em função da sofisticação e substituição dos caixas eletrônicos e o aumento da bancarização da classe média, Abud acredita que a expansão será pequena. “Os terminais bancários representam 60% do nosso faturamento e não há como crescer muito mais”, afirma o presidente.
As áreas de saúde, varejo, loterias e urnas vêm recebendo as atenções da Diebold por demandarem soluções de autoatendimento, que utiliza a mesma tecnologia dos caixas eletrônicos. “Temos um grande aproveitamento do que já fazemos para os bancos e não necessitamos de muito capital para fornecer equipamentos para outras áreas, gastamos R$ 3 milhões no ano passado para esta finalidade”, afirma Abud, que dedica 3,5% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento.
Abud também manifesta o desejo de aquisições para expandir. “Queremos comprar empresas parceiras que façam sentido para o nosso negócio”, diz o executivo, sem dar maiores detalhes. O brasileiro não revelou o valor que tem em caixa para ir às compras, mas Tom Swidarski, o presidente mundial da empresa, anunciou em março que dispõe de US$ 506 milhões para este fim.
Para a Itautec, a área de automação como um todo representa 30% do faturamento. No entanto, Maurício Guizelli, diretor comercial de automação bancária e exteriores admite que os bancos demandam por mais equipamentos que os demais segmentos.
A exemplo das concorrentes, também fornece equipamentos para varejistas, loterias, cinemas, serviços públicos e até tribunais, onde os clientes dão entrada nos processos eletronicamente . “O Brasil já está acostumado com caixas eletrônicos, então o princípio de autoatendimento pode servir para diversas áreas”, diz.
Assinar:
Postagens (Atom)

