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6 de abr. de 2011

ARGENTINA ALLUS AGORA É DA CONTAX

jornal Valor Econômico 06/04/2011 - Talita Moreira

A empresa de atendimento a clientes Contax firmou acordo para comprar a argentina Allus, uma das principais empresas de call center na América Latina. A aquisição será fechada por um preço mínimo de R$ 307 milhões, mas poderá atingir R$ 332 milhões, dependendo do cumprimento de metas de lucratividade nos próximos dois anos.

A compra - a maior já feita pela Contax - é o primeiro passo rumo aos planos de internacionalização da companhia, que até agora só atuava no Brasil.

O negócio tem outra implicação importante. A aquisição da Allus e a iminente fusão com a Dedic, empresa de call center da Portugal Telecom, vão transformar a Contax numa das três maiores empresas do setor de atendimento no mundo - alinhada com a francesa Teleperformance e com a espanhola Atento, da Telefónica.

A combinação das operações da Contax, da Dedic e da Allus dará origem a uma empresa com receita de pelo menos R$ 3,2 bilhões e cerca de 120 mil funcionários. "Vamos ser a maior multinacional de serviços do Brasil", afirmou ao Valor o presidente da Contax, Michel Sarkis.

Segundo o acordo, a Contax vai adquirir a totalidade do capital da Allus. A maioria das ações pertencia ao fundo de investimentos americano Eton Park Capital Management e uma pequena parcela estava nas mãos do argentino José Romero, sócio-fundador da empresa.

Romero será incorporado à equipe da Contax e ficará responsável pelos negócios da companhia fora do Brasil. "Vamos levar para a América Latina o modelo de atendimento da Contax", disse o executivo argentino.

A Allus tem 14 mil funcionários distribuídos em operações na Argentina, na Colômbia e no Peru. A empresa de call center presta serviços a 60 companhias. A maioria está baseada nesses três países, mas também é feito o atendimento remoto a clientes no Chile, nos Estados Unidos e na Espanha.

Por sua vez, a Contax tem 86 mil funcionários e atente mais de 80 clientes empresariais.

"Pesquisamos algumas empresas e encontramos uma joia. Nossas competências são muito parecidas", afirmou Sarkis. "Ganhamos capacidade de entrega na América Latina."

A aquisição ocorre no mesmo momento em que a Contax implementa a fusão de suas atividades com a Dedic e a GPTI, empresas de call center e serviços de tecnologia da Portugal Telecom.

No fim de janeiro, o grupo português formalizou acordo para ingressar na empresa de atendimento e na operadora de telefonia Oi. Ambas são controladas pela Andrade Gutierrez e pela La Fonte (da família Jereissati).

Depois de subscrever um aumento de capital realizado no mês passado, a Portugal Telecom atingiu uma participação de 16,2% na CTX, a holding que controla a Contax. Essa fatia vai aumentar para 44,4% quando for concluída a fusão com a Dedic, o que está previsto para maio.

Quando fecharam o acordo que selou o investimento dos portugueses, os acionistas da Contax revelaram que a internacionalização estava nos planos da companhia, com o objetivo de torná-la a maior operadora de call center do mundo.

"Vamos atingir isso ainda neste ano. Já temos outras operações em vista", afirmou, na ocasião, Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez (AG) - grupo que é um dos acionistas controladores da Contax e da Oi.

Indagado sobre o assunto, Sarkis afirmou que "ser a maior é consequência" de conseguir montar uma operação que seja, ao mesmo tempo, grande e de qualidade. Novas aquisições não estão no radar neste momento, pois o objetivo, agora, é integrar a Allus. Porém, o executivo ponderou que, para ter um negócio robusto, é importante "ter força local, ter poder de entrega".

A aquisição da Allus é resultado de um plano estratégico que começou a ser traçado pela direção da Contax em 2008. Naquele momento, a empresa decidiu que era hora de expandir suas atividades. O atendimento tradicional via call center havia se tornado uma commodity e as relações com o consumidor haviam se tornado mais complexas - incorporando ferramentas da internet, como redes sociais.

"Adotamos o caminho da diversificação, mas sem perder o foco no relacionamento com o consumidor", disse Sarkis. A operadora criou a Todo, uma subsidiária de tecnologia, e, no ano passado, adquiriu a Ability - empresa especializada no atendimento nos pontos de venda.

O passo seguinte foi a internacionalização dos negócios, com a percepção de que havia um mercado com potencial para ser explorado. O setor de call center movimenta cerca de R$ 10 bilhões no Brasil e R$ 15 bilhões no restante da América Latina. "Muitas companhias multinacionais têm negócios em vários países latino-americanos. E muitas empresas brasileiras estão ampliando sua atuação nesses países", afirmou Sarkis.

3 de mar. de 2011

CUSTO COM PESSOAL REDUZ EM 18% LUCRO DA CONTAX NO ANO

jornal Valor Econômico 03/03/2011 - Ana Luísa Westphalen

A Contax, empresa de call center do grupo Oi, registrou lucro líquido de R$ 108,5 milhões no ano passado, montante 17,6% menor do que o ganho apurado em 2009. O mercado de trabalho mais aquecido afetou o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), um indicador não contábil, que recuou 12,4%, totalizando R$ 297 milhões. Isso porque os custos com pessoal cresceram 16,7%.

A Contax explica que em algumas localidades, como a cidade de São Paulo, houve alta rotatividade de pessoal, dada a maior dificuldade de contratar e reter os operadores de call center nessas regiões.

Além disso, parte do aumento de salários, encargos e benefícios que foram concedidos aos colaboradores no ano não foram plenamente repassados para a receita nos reajustes contratuais com os clientes.

No entanto, a receita operacional líquida da empresa mostrou avanço de 11% na comparação anual, alcançando R$ 2,39 bilhões.

A Contax prepara-se para se unir à Dedic, braço de call center da Portugal Telecom, como parte do entendimento firmado no ano passado entre a operadora portuguesa e a Oi.

Apenas no quarto trimestre, o lucro líquido da companhia foi de R$ 33,9 milhões, com queda de 37,7% sobre o mesmo período de 2009. A receita líquida subiu 9,3%, para R$ 638,4 milhões.

27 de jan. de 2011

DEDIC SERÁ INCORPORADA PELA CONTAX

portal TI Inside 26/01/2011

Como parte das negociações para a entrada da Portugal Telecom no capital da Oi, a empresa de contact center dos portugueses, a Dedic, será incorporada pela Contax. A Contax, por sua vez, passará a ser controlada por Portugal Telecom (PT), AG Telecom e LF Tel, que comprarão as participações de BNDES, Previ, Petros e Funcef na holding CTX. Os detalhes da operação foram divulgados pela Portugal Telecom nesta quarta-feira, 26.

Primeiramente, a Contax irá adquirir a Dedic junto à PT por meio de troca de ações, na proporção ainda não ratificada de 0,0363 ação da Contax por cada ação da Dedic. Em seguida, BNDES, Previ, Petros e Funcef venderão sua participação de 44,2% na CTX (holding que controla a Contax) para PT, AG Telecom e LF Tel. Por essa aquisição, os portugueses desembolsarão R$ 116 milhões, enquanto AG Telecom e LF Tel, desembolsarão R$ 100 milhões cada. Em seguida haverá um aumento de capital na CTX, o qual a PT pretende subscrever, ficando com uma participação direta de 19,9% na holding. Depois, a CTX comprará ações da Contax detidas pela PT no valor total de R$ 49,7 milhões. Além disso, a Contax devolverá à Portugal Telecom R$ 162 milhões referentes a empréstimos fornecidos pelos portugueses à Dedic. E a PT poderá monetizar as ações preferenciais da Contax recebidas, cujo valor de mercado segundo a cotação atual é de R$ 86 milhões. Pelas contas dos portugueses, ao fim de toda essa complexa operação, cujo término está previsto para início de maio, a Portugal Telecom receberá líquidos R$ 200 milhões.

17 de jan. de 2011

A NOIVA COBIÇADA

portal Isto É Dinheiro 14/01/2011 - Ralphe Manzoni Jr.

Ela faturou R$ 700 milhões em 2010 e conta com 23 mil funcionários. Com esses atributos, a Dedic, braço de call center do grupo Portugal Telecom, tem três pretendentes que querem levá-la ao altar.

O primeiro deles é a Atento, empresa da espanhola Telefônica, que comprou a companhia de telefonia celular Vivo por 7,5 bilhões de euros no ano passado. A Contax, da rival Oi, da qual a Portugal Telecom agora é sócia, também entrou na disputa. E até o atual presidente da Dedic, o executivo português Paulo Neto Leite, está interessado na noiva.

No final de 2010, Neto Leite reuniu um grupo de investidores e fez uma oferta aos atuais controladores portugueses. De acordo com uma fonte que conhece detalhes das negociações, o desfecho dessa novela deve ocorrer em cerca de duas semanas.

E o final pode ser surpreendente. Uma das possibilidades aventadas é a venda de partes da Dedic, contemplando os diferentes interessados. O valor do negócio pode chegar a R$ 1 bilhão, segundo analistas do mercado de telecomunicações.

Por que essa solução está sendo estudada? Um dos motivos está na carteira de clientes da Dedic. Atualmente, a Vivo representa 60% do faturamento da companhia. “Se a Contax comprar, a Vivo provavelmente deve tirar os contratos da Dedic”, afirma Eduardo Tude, presidente da consultoria de telecomunicações Teleco, de São Paulo.



O mais lógico, na visão do mercado, seria a Dedic ser absorvida pela Atento, da Telefônica. Mas as negociações esbarraram no valor oferecido. De acordo com fontes ouvidas por DINHEIRO, a Portugal Telecom considerou a oferta feita pelos espanhóis muito baixa.

Por essa razão, começou a conversar com a Contax, da Oi. Esse impasse fez com que o presidente da Dedic, Neto Leite, entrasse na disputa. Homem de confiança de Zeinal Bava, o presidente executivo da Portugal Telecom, Neto Leite corre por fora, mas tem boas chances de assumir uma fatia da companhia.

A disputa pela Dedic promete ser acirrada porque está em jogo a liderança do mercado nacional de call center. A Contax e a Atento são as duas maiores operações de telemarketing do País, com 29,9% e 25% de participação de mercado, respectivamente, em 2009, de acordo com a consultoria de tecnologia IDC.

A Dedic, no mesmo período, detinha 5,5%. Quem ficar com a empresa – principalmente se assumir 100% dos ativos – pode abrir vantagem sobre o rival e consolidar a primeira posição no ranking local.


A companhia resultante dessa fusão deve ser a terceira do país em número de funcionários, com mais de 100 mil. Ficaria atrás apenas da Brasil Foods, união da Perdigão e Sadia, e da estatal Correios.

Desde que vendeu a Vivo para a Telefônica, a Portugal Telecom começou uma revisão de seus ativos no Brasil. No final de 2010, os portugueses se desfizeram de sua participação do portal de internet Uol.

O empresário João Alves de Queiroz Filho, dono da Hypermarcas, conhecido como Junior, ficou com os 28,8% que pertenciam à Portugal Telecom. Esse negócio, de acordo com avaliação de analistas de mercado, foi de R$ 350 milhões.

A venda da Dedic faz parte do novo posicionamento do grupo português no País. O que a Portugal Telecom não imaginava era que ela poderia se transformar numa noiva tão cobiçada.

11 de jan. de 2011

CONTAX CONFIRMA NEGOCIAÇÕES PARA FUSÃO COM A DEDIC

portal TI Inside 10/01/2011

Os rumores que circularam na imprensa portuguesa dando conta que a Dedic, empresa de contact center do grupo Portugal Telecom, e a Contax, call center da operadora Oi, poderiam unir suas operações no Brasil, foram confirmados pela Contax nesta segunda-feira, 10. Ela admitiu que as empresas realmente estão em negociações para uma possível fusão. Quando a aquisição integral da Vivo pela Telefônica foi concretizada, a Portugal Telecom sinalizou que poderia se desfazer também da sua subsidiária de call center no país, a Dedic, cujo principal cliente era a Vivo. Com a PT no capital da Oi, a Contax aparece agora na disputa com a Telefônica pela Dedic.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Contax disse que "as administrações das companhias e da Dedic vêm mantendo negociações com o fim de definir a estrutura e as condições de uma possível reestruturação societária que resultaria no ingresso da Portugal Telecom na estrutura acionária da Contax, além de uma eventual integração dos negócios e atividades da Contax e da Dedic".

A Contax, entretanto, frisa no comunicado que até o momento as negociações não foram concluídas, já que ainda não houve um acordo definitivo entre as partes sobre o processo de fusão das operações.