jornal DCI 03/10/2011 - Marcelle Gutierrez
Até agosto, o índice de inadimplência geral ficou em 5,3%, de acordo com dados do Banco Central, o que significa o maior patamar desde janeiro de 2010, quando ficou em 5,5%. Em pessoa física, o calote chegou a 6,7% e em empresas elevou para 3,9%. No entanto, o mercado considera os valores sob controle por conta da contínua elevação do crédito. Mesmo diante de um cenário estável, os bancos investem em estratégias de recuperação de crédito para manter a qualidade da carteira, evitar perdas com provisão e preservar o relacionamento com o cliente. Nos primeiros seis meses de 2011, o Banco do Brasil conseguiu recuperar 34,1% da carteira contabilizada como perdas, de 1,4% do total, o que corresponde a R$ 1,8 bilhão.
Segundo o gerente-executivo do Banco do Brasil, Milton Telles, a cobrança de empréstimos com longo período de atraso consiste em um modelo para manter a carteira equilibrada, além de preservar o capital da instituição financeira e relacionamento com os clientes. "Primeiro ponto é o relacionamento, porque toda empresa almeja um cliente ativo. Também pretendemos preservar a qualidade da carteira para evitar novos reforços de provisionamento [conhecido como PDD], que tem grande importância na formação do resultado do banco", disse Telles durante o 5º Congresso Nacional de Recuperação de Crédito, realizado pela Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito (Aserc).
O executivo ainda acrescenta que há uma tendência no Brasil de queda do spread bancário, o que pode ser compensado pela cobrança de perdas. "Para nós continuarmos a ter um nível de rentabilidade adequado, que os acionistas esperam, vamos ter de aprimorar os processos, porque a margem vai diminuir. Então, tem de perder menos com o crédito não recuperado."
Dentro das estratégias definidas pelo BB, Milton Telles revela que o diferencial está na terceirização de 70% dos clientes inadimplentes em 100 assessorias de cobrança, que são encaminhados após 60 dias de atraso, em média. "Sempre com investimentos em tecnologia e informação, adotamos modelos estatísticos e estratégias diferenciadas de acordo com o perfil do cliente ou grupo. Ao todo, temos 54 estratégias diferentes". Telles ainda conta que os clientes com tíquete médio superior a R$ 200 mil são conduzidos para escritórios do banco especializados em cobrança.
Os clientes são divididos em grupos, como massificados, não correntistas, veículos e imobiliário, no qual é realizado o processo de envio de carta de cobrança de todas as operações vencidas, bloqueio do limite de crédito, restrições internas e externas, além da utilização do call center. "Até 2006, o nível de inadimplência era superior ao mercado. Com as melhorias de originação de crédito e recuperação, passamos a ficar abaixo. Agora, a inadimplência de 15 dias é menor do que a de 90 do mercado. Está é uma vitória enorme da área de crédito e empresas de cobrança", diz o gerente do BB, que finaliza. "Hoje temos o menor índice de inadimplência, menor nível de envio para perdas e maior de recuperação".
As operações vencidas acima de 90 dias da instituição chegaram a 2% no primeiro semestre de 2011, queda de 0,7 ponto percentual (p.p.) na comparação com junho de 2010 e de 0,1 p.p ante março deste ano.
Para o diretor-executivo da Aserc, Vicente de Paula Oliveira, ao definir um modelo de operação de cobrança de dívidas, o banco obtém retorno de recursos e da pessoa como sujeito de crédito. "Com a terceirização, este objetivo é alcançado de maneira mais eficaz. Assim pode centrar na operação fim, que é conceder crédito. Então é benéfico porque centra em seus negócios e deixa para nós a tarefa mais difícil".
O presidente da Aserc, José Roberto Romeu Roque, concorda que a principal atividade é o empréstimo e que o calote é um caso indesejado. "Nosso trabalho está em entender porque a pessoa inadimpliu e fazer a intersecção com o cliente para tratar da melhor forma. É reenquadrar o devedor em um determinado perfil".
No que se refere às principais estratégias adotadas pelas instituições financeiras na cobrança de perdas, o presidente da Aserc revela que depende da faixa de atraso. "Quando são curtos, ofertam uma posição em outro produto ou alongam os prazos. Nos mais longos, no qual muitas vezes o contratante não quer mais aquela pessoa como cliente, há os modelos de desconto e maiores prazos de pagamento".
Roque também é diretor da Audac, companhia de crédito e cobrança. Segundo ele, a empresa possui mais de 40 clientes corporativos, com análise de 6 milhões de pessoas e recuperação de mais de R$ 50 milhões de reais todos os meses para instituições financeiras, redes varejistas e companhias de energia. Em 2010, a Audac devolveu cerca de R$ 1 bilhão ao mercado.
11 de out. de 2011
PREFEITURAS QUE CONTRATARAM VISA VALE SEM LICITAÇÃO NA MIRA DO TCE E DO MP
jornal O Estado de S.Paulo 02/10/2011 - David Friedlander
Dezenas de prefeituras do interior de São Paulo deram contratos sem licitação à administradora de vale-refeição Visa Vale, empresa do Banco do Brasil (BB) e do Bradesco. Boa parte desses negócios foi intermediada pelo BB, que tinha um parecer de seu departamento jurídico para embasar a dispensa de concorrência pública.
Essas transações agora estão sendo questionadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pelo Ministério Público (MP) paulista. Para evitar a licitação, os municípios empacotaram operações que chegam a movimentar milhões de reais como se fossem contratos de no máximo R$ 8 mil, que não precisam passar por concorrência.
As prefeituras contrataram a Visa Vale para administrar os cartões magnéticos que seus funcionários usam nos pagamentos em restaurantes e supermercados. É um filão muito disputado pelas empresas do setor. Em geral, prefeituras e órgãos públicos escolhem os fornecedores por meio de concorrência, seguindo a Lei de Licitações. O TCE e o MP já intimaram vários municípios a explicar por que pularam a regra no caso da Visa Vale.
Essas operações devem movimentar pelo menos R$ 40 milhões este ano, segundo é possível apurar no Portal do Cidadão, site do TCE em que os municípios registram suas prestações de contas. A Visa Vale foi contratada com dispensa de licitação por mais de 30 municípios, além de Câmaras de Vereadores e órgãos municipais.
Procurada, a administradora enviou nota para dizer que segue a Lei de Licitações e é uma empresa ética e transparente, mas não quis dar explicações.
Apoio. A Visa Vale teve apoio da rede de agências do BB para atrair as prefeituras. Bradesco e Banco Real, que foi sócio da administradora até ser vendido ao Santander, também captaram clientes, mas nenhum foi tão agressivo quanto o BB.
O banco apresentava o produto aos municípios e encaminhava os negócios. Ganhava comissão por isso. Para dar respaldo às operações, o BB tinha um parecer produzido pela área jurídica a pedido da diretoria de Varejo. O parecer dizia ser possível contratar a Visa Vale sem licitação.
O Banco do Brasil nega ter usado o documento para incentivar prefeituras a contratar a Visa Vale sem concorrência. "Não há, em hipótese alguma, orientação para que a força de vendas do BB utilize pareceres jurídicos internos como ferramenta de negociação com prefeituras. São documentos emitidos para uso interno do banco", afirmou a empresa, em nota.
Mas, em Bragança Paulista, que teve problemas com o TCE por causa da Visa Vale, o documento do BB aparece como peça de sustentação para a contratação. "O Banco do Brasil veio aqui, o gerente assinou a proposta, tinha o parecer mostrando. que a legislação permite, a gente imaginava que estava coberto", disse o secretário de Administração, Marco Antonio Marcolino.
O centro da polêmica está na definição do valor dos contratos: deve-se contar o valor total do benefício, que pode movimentar milhões de reais, ou apenas a taxa de administração da empresa, que não passa de R$ 8 mil? Nesse caso, a operação se enquadra numa regra que prevê dispensa de licitação nos contratos abaixo desse teto.
O Estado conversou com as prefeituras de Bragança Paulista, Americana, Jacareí, Cruzeiro, Cerquilho, Capela do Alto e Castilho - apenas Osasco, dona do maior contrato de todos (R$ 2 milhões por mês), não quis dar informações.
Todos os outros afirmam considerar como contrato apenas a taxa de administração, já que o dinheiro dos benefícios vai direto para os cartões dos servidores. Como a Visa Vale geralmente não cobra a taxa - ou cobra menos de R$ 8 mil -, não fizeram licitação.
Os concorrentes dizem que o argumento seria uma manobra para escapar da Lei de Licitações. Alegam que a taxa de administração é a parte menos importante do negócio e que as administradoras ganham dinheiro mesmo é com as comissões de 2% a 4% cobradas dos restaurantes e supermercados onde os servidores usam os cartões.
"Além de ser uma imposição legal, a licitação possibilita a escolha mais vantajosa para a prefeitura", afirma Fabrício Cobra Arbex, advogado da Sodexo, uma das maiores do ramo nó País. "O que a gente pede é um processo justo", diz Nicolas Veronezi, diretor da Verocheque, que entrou com uma representação contra a prefeitura de Limeira no MP. A Sodexo entrou com 39 representações no TCE e no Ministério Público.
Irregular. No único caso julgado pelo TCE até agora, o de Bragança Paulista, a dispensa de licitação foi considerada irregular.
Em 2006, o município fechou com a Visa Vale um contrato de R$ 978 mil pelo período de cinco meses - que vinha sendo prorrogado ano após ano. A prefeitura não fez concorrência, alegando que a Visa Vale tinha taxa de administração de R$ 5 mil - portanto, abaixo do limite.
O TCE não aceitou o argumento: "Atribuir à contratação o valor de R$ 5 mil, quando se estimam dispêndios totais de R$ 978 mil, é iniciativa desconectada da realidade, vil tentativa de mascarar os fatos", escreveu em seu voto o conselheiro Edgard Rodrigues, relator do caso.
A prefeitura recorreu da decisão, mas na semana passada fez licitação para substituir a Visa Vale, depois de cinco anos com ela. Participaram 13 empresas. Ganhou a Usicard, que, além de não cobrar taxa de administração, ofereceu desconto de 8,01% sobre os R$ 800 mil mensais que o município vai desembolsar com os cartões. Uma economia de R$ 64 mil por mês.
Dezenas de prefeituras do interior de São Paulo deram contratos sem licitação à administradora de vale-refeição Visa Vale, empresa do Banco do Brasil (BB) e do Bradesco. Boa parte desses negócios foi intermediada pelo BB, que tinha um parecer de seu departamento jurídico para embasar a dispensa de concorrência pública.
Essas transações agora estão sendo questionadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pelo Ministério Público (MP) paulista. Para evitar a licitação, os municípios empacotaram operações que chegam a movimentar milhões de reais como se fossem contratos de no máximo R$ 8 mil, que não precisam passar por concorrência.
As prefeituras contrataram a Visa Vale para administrar os cartões magnéticos que seus funcionários usam nos pagamentos em restaurantes e supermercados. É um filão muito disputado pelas empresas do setor. Em geral, prefeituras e órgãos públicos escolhem os fornecedores por meio de concorrência, seguindo a Lei de Licitações. O TCE e o MP já intimaram vários municípios a explicar por que pularam a regra no caso da Visa Vale.
Essas operações devem movimentar pelo menos R$ 40 milhões este ano, segundo é possível apurar no Portal do Cidadão, site do TCE em que os municípios registram suas prestações de contas. A Visa Vale foi contratada com dispensa de licitação por mais de 30 municípios, além de Câmaras de Vereadores e órgãos municipais.
Procurada, a administradora enviou nota para dizer que segue a Lei de Licitações e é uma empresa ética e transparente, mas não quis dar explicações.
Apoio. A Visa Vale teve apoio da rede de agências do BB para atrair as prefeituras. Bradesco e Banco Real, que foi sócio da administradora até ser vendido ao Santander, também captaram clientes, mas nenhum foi tão agressivo quanto o BB.
O banco apresentava o produto aos municípios e encaminhava os negócios. Ganhava comissão por isso. Para dar respaldo às operações, o BB tinha um parecer produzido pela área jurídica a pedido da diretoria de Varejo. O parecer dizia ser possível contratar a Visa Vale sem licitação.
O Banco do Brasil nega ter usado o documento para incentivar prefeituras a contratar a Visa Vale sem concorrência. "Não há, em hipótese alguma, orientação para que a força de vendas do BB utilize pareceres jurídicos internos como ferramenta de negociação com prefeituras. São documentos emitidos para uso interno do banco", afirmou a empresa, em nota.
Mas, em Bragança Paulista, que teve problemas com o TCE por causa da Visa Vale, o documento do BB aparece como peça de sustentação para a contratação. "O Banco do Brasil veio aqui, o gerente assinou a proposta, tinha o parecer mostrando. que a legislação permite, a gente imaginava que estava coberto", disse o secretário de Administração, Marco Antonio Marcolino.
O centro da polêmica está na definição do valor dos contratos: deve-se contar o valor total do benefício, que pode movimentar milhões de reais, ou apenas a taxa de administração da empresa, que não passa de R$ 8 mil? Nesse caso, a operação se enquadra numa regra que prevê dispensa de licitação nos contratos abaixo desse teto.
O Estado conversou com as prefeituras de Bragança Paulista, Americana, Jacareí, Cruzeiro, Cerquilho, Capela do Alto e Castilho - apenas Osasco, dona do maior contrato de todos (R$ 2 milhões por mês), não quis dar informações.
Todos os outros afirmam considerar como contrato apenas a taxa de administração, já que o dinheiro dos benefícios vai direto para os cartões dos servidores. Como a Visa Vale geralmente não cobra a taxa - ou cobra menos de R$ 8 mil -, não fizeram licitação.
Os concorrentes dizem que o argumento seria uma manobra para escapar da Lei de Licitações. Alegam que a taxa de administração é a parte menos importante do negócio e que as administradoras ganham dinheiro mesmo é com as comissões de 2% a 4% cobradas dos restaurantes e supermercados onde os servidores usam os cartões.
"Além de ser uma imposição legal, a licitação possibilita a escolha mais vantajosa para a prefeitura", afirma Fabrício Cobra Arbex, advogado da Sodexo, uma das maiores do ramo nó País. "O que a gente pede é um processo justo", diz Nicolas Veronezi, diretor da Verocheque, que entrou com uma representação contra a prefeitura de Limeira no MP. A Sodexo entrou com 39 representações no TCE e no Ministério Público.
Irregular. No único caso julgado pelo TCE até agora, o de Bragança Paulista, a dispensa de licitação foi considerada irregular.
Em 2006, o município fechou com a Visa Vale um contrato de R$ 978 mil pelo período de cinco meses - que vinha sendo prorrogado ano após ano. A prefeitura não fez concorrência, alegando que a Visa Vale tinha taxa de administração de R$ 5 mil - portanto, abaixo do limite.
O TCE não aceitou o argumento: "Atribuir à contratação o valor de R$ 5 mil, quando se estimam dispêndios totais de R$ 978 mil, é iniciativa desconectada da realidade, vil tentativa de mascarar os fatos", escreveu em seu voto o conselheiro Edgard Rodrigues, relator do caso.
A prefeitura recorreu da decisão, mas na semana passada fez licitação para substituir a Visa Vale, depois de cinco anos com ela. Participaram 13 empresas. Ganhou a Usicard, que, além de não cobrar taxa de administração, ofereceu desconto de 8,01% sobre os R$ 800 mil mensais que o município vai desembolsar com os cartões. Uma economia de R$ 64 mil por mês.
CESTA “ELETRÔNICA” DE NATAL DEVE GERAR RECEITA DE R$ 730 MI
jornal Brasil Econômico 03/10/2011 – Carolina Pereira
As convencionais cestas de Natal distribuídas no fim de ano pelas empresas aos funcionários estão dando lugar a um objeto bem menor. Empresas como Ticket e Visa Vale esperam crescimento de pelo menos 20% nas vendas de cestas de Natal neste ano. Só que elas serão em forma de cartão.
Um dos fatores que está impulsionando a adoção deste tipo de produto é a redução de custos com transporte, manuseio e armazenagem das cestas convencionais, segundo Sergio Oliveira, diretor adjunto de produtos da Ticket. A empresa espera gerar receita de R$ 160 milhões este ano com o cartão de Natal, número 20% maior na comparação ao registrado em 2010.
“Ao contrário do modelo convencional de cesta, uma das vantagens é que, com o cartão, o colaborador pode escolher os alimentos que quer comprar”, afirma Oliveira. O valor médio gasto pelas companhias em crédito nos cartões é de R$ 180, de acordo como executivo e, no caso da Ticket, podem ser utilizado em100 mil estabelecimentos credenciados que vendem alimentos. Ao todo, a Ticket atende hoje a 57mil empresas e 5 milhões de usuários e tem 4,2 milhões de cartões em operação.
Já a Visa Vale, concorrente da Ticket no fornecimento de cartões de benefícios, espera um aumento ainda maior nas vendas de cesta de Natal em forma de cartão, da ordem de 30%. Com o crescimento, a empresa pretende atingir receita de cerca de R$ 357,5 milhões. O valor inclui tanto o cartão de Natal quanto o crédito adicional que algumas companhias incluem no cartão alimentação, benefício dado mensalmente por empresas, ao final do ano.
Ronaldo Varela, diretor executivo comercial da companhia, explica que uma das estratégias adotadas para reforçar as vendas neste ano foi criar um cartão diferenciado, específico para o Natal. Até o ano passado a “cesta” era entregue em forma de valor adicional no cartão alimentação, ou por meio de um cartão que não tinha uma identificação diferente, era idêntico ao cartão convencional de alimentação da Visa Vale.
“Os clientes demandaram um produto específico para que os funcionários percebam que estão sendo presenteados”, diz Varela. Segundo ele, a Ticket espera comercializar 238 mil cartões de alimentação só para o Natal deste ano. No total, a empresa tem 5,2 milhões de cartões ativos.
Outra empresa do setor, a Sodexo, também espera crescer 30% as vendas da cesta de Natal “eletrônica”. A expectativa é que o produto movimente R$ 200 milhões este ano. Hoje, a empresa tem uma base de 60 mil clientes, que representam 5,8 milhões de trabalhadores, com uma rede de 295 mil estabelecimentos credenciados.
Marbel avalia crescer 20% neste ano
Diante do crescimento esperado por Ticket, Visa Vale e Sodexo nas vendas de cartão alimentação de Natal neste ano, a Marbel, empresa especializada em cestas tradicionais, físicas, admite que o mercado de cartões de benefícios tem influenciado nas vendas nos últimos anos, mas diz que a perda de mercado ainda é pequena.
Érica Montanhana, coordenadora comercial da Marbel, afirma que “empresas que querem praticidade optam pelo cartão, mas ainda existe um lado emocional que os clientes gostam de explorar. O impacto é diferente quando o funcionário chega em casa com uma cesta cheia de guloseimas. Impacta em toda a família”.
A Marbel, que tem capacidade total de produção de 20 mil cestas por dia, conta com este apelo emocional para crescer as vendas em 20%,mesmo percentual de aumento esperado pela Ticket, por exemplo, para aumento nas vendas de cartões. Segundo Érica, a Marbel vai atingir 300 mil unidades de cestas de Natal comercializadas neste ano. O número é maior do que a quantidade de cartões de Natal que a Visa Vale, por exemplo, espera comercializar este ano, que é de 238 mil.
De acordo com Érica, os valores das cestas variam entre R$ 20 e R$ 80, enquanto na Ticket, por exemplo, o valor médio do cartão é maior, de cerca de R$ 180.
As convencionais cestas de Natal distribuídas no fim de ano pelas empresas aos funcionários estão dando lugar a um objeto bem menor. Empresas como Ticket e Visa Vale esperam crescimento de pelo menos 20% nas vendas de cestas de Natal neste ano. Só que elas serão em forma de cartão.
Um dos fatores que está impulsionando a adoção deste tipo de produto é a redução de custos com transporte, manuseio e armazenagem das cestas convencionais, segundo Sergio Oliveira, diretor adjunto de produtos da Ticket. A empresa espera gerar receita de R$ 160 milhões este ano com o cartão de Natal, número 20% maior na comparação ao registrado em 2010.
“Ao contrário do modelo convencional de cesta, uma das vantagens é que, com o cartão, o colaborador pode escolher os alimentos que quer comprar”, afirma Oliveira. O valor médio gasto pelas companhias em crédito nos cartões é de R$ 180, de acordo como executivo e, no caso da Ticket, podem ser utilizado em100 mil estabelecimentos credenciados que vendem alimentos. Ao todo, a Ticket atende hoje a 57mil empresas e 5 milhões de usuários e tem 4,2 milhões de cartões em operação.
Já a Visa Vale, concorrente da Ticket no fornecimento de cartões de benefícios, espera um aumento ainda maior nas vendas de cesta de Natal em forma de cartão, da ordem de 30%. Com o crescimento, a empresa pretende atingir receita de cerca de R$ 357,5 milhões. O valor inclui tanto o cartão de Natal quanto o crédito adicional que algumas companhias incluem no cartão alimentação, benefício dado mensalmente por empresas, ao final do ano.
Ronaldo Varela, diretor executivo comercial da companhia, explica que uma das estratégias adotadas para reforçar as vendas neste ano foi criar um cartão diferenciado, específico para o Natal. Até o ano passado a “cesta” era entregue em forma de valor adicional no cartão alimentação, ou por meio de um cartão que não tinha uma identificação diferente, era idêntico ao cartão convencional de alimentação da Visa Vale.
“Os clientes demandaram um produto específico para que os funcionários percebam que estão sendo presenteados”, diz Varela. Segundo ele, a Ticket espera comercializar 238 mil cartões de alimentação só para o Natal deste ano. No total, a empresa tem 5,2 milhões de cartões ativos.
Outra empresa do setor, a Sodexo, também espera crescer 30% as vendas da cesta de Natal “eletrônica”. A expectativa é que o produto movimente R$ 200 milhões este ano. Hoje, a empresa tem uma base de 60 mil clientes, que representam 5,8 milhões de trabalhadores, com uma rede de 295 mil estabelecimentos credenciados.
Marbel avalia crescer 20% neste ano
Diante do crescimento esperado por Ticket, Visa Vale e Sodexo nas vendas de cartão alimentação de Natal neste ano, a Marbel, empresa especializada em cestas tradicionais, físicas, admite que o mercado de cartões de benefícios tem influenciado nas vendas nos últimos anos, mas diz que a perda de mercado ainda é pequena.
Érica Montanhana, coordenadora comercial da Marbel, afirma que “empresas que querem praticidade optam pelo cartão, mas ainda existe um lado emocional que os clientes gostam de explorar. O impacto é diferente quando o funcionário chega em casa com uma cesta cheia de guloseimas. Impacta em toda a família”.
A Marbel, que tem capacidade total de produção de 20 mil cestas por dia, conta com este apelo emocional para crescer as vendas em 20%,mesmo percentual de aumento esperado pela Ticket, por exemplo, para aumento nas vendas de cartões. Segundo Érica, a Marbel vai atingir 300 mil unidades de cestas de Natal comercializadas neste ano. O número é maior do que a quantidade de cartões de Natal que a Visa Vale, por exemplo, espera comercializar este ano, que é de 238 mil.
De acordo com Érica, os valores das cestas variam entre R$ 20 e R$ 80, enquanto na Ticket, por exemplo, o valor médio do cartão é maior, de cerca de R$ 180.
VIVO LANÇA OPERAÇÃO DE COMPRAS COLETIVAS VIA CELULAR E INTERNET
jornal Folha de S. Paulo 01/10/2011
A operadora de telefonia móvel Vivo vai lançar na próxima segunda-feira sua operação de compras coletivas em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Conforme a Folha havia antecipado, é a primeira iniciativa de operadoras telefônicas no ramo.
De acordo com Christian Gebara, vice-presidente de estratégia e novos negócios da Vivo, o objetivo é ter no portfólio do "Clube de Descontos da Vivo" cerca de 10 milhões de clientes.
"O clube de desconto faz parte de nosso compromisso de estarmos atentos à inovação e a serviços que fidelizem clientes", afirma Gebara.
Estarão aptos a se cadastrar no programa, por meio de SMS, teleatendimento e site, apenas clientes da operadora.
A Vivo tem atualmente cerca de 64 milhões de clientes em sua base.
A busca de ofertas e a parte operacional do negócio serão tocadas pelo ClickOn.
"Agregamos valor à marca entrando no nicho 'mobile', praticamente inexplorado no Brasil", afirma Alexandre Flit, diretor de novos negócios do ClickOn.
Segundo Flit, a abrangência do portal de compras coletivas da Vivo deve se estender a todas capitais nos próximos seis meses.
Como diferenciais para sua operação, a Vivo aposta em comprovantes de compras enviados via SMS e na devolução de 60% do valor de tíquetes não usados.
A operadora de telefonia móvel Vivo vai lançar na próxima segunda-feira sua operação de compras coletivas em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Conforme a Folha havia antecipado, é a primeira iniciativa de operadoras telefônicas no ramo.
De acordo com Christian Gebara, vice-presidente de estratégia e novos negócios da Vivo, o objetivo é ter no portfólio do "Clube de Descontos da Vivo" cerca de 10 milhões de clientes.
"O clube de desconto faz parte de nosso compromisso de estarmos atentos à inovação e a serviços que fidelizem clientes", afirma Gebara.
Estarão aptos a se cadastrar no programa, por meio de SMS, teleatendimento e site, apenas clientes da operadora.
A Vivo tem atualmente cerca de 64 milhões de clientes em sua base.
A busca de ofertas e a parte operacional do negócio serão tocadas pelo ClickOn.
"Agregamos valor à marca entrando no nicho 'mobile', praticamente inexplorado no Brasil", afirma Alexandre Flit, diretor de novos negócios do ClickOn.
Segundo Flit, a abrangência do portal de compras coletivas da Vivo deve se estender a todas capitais nos próximos seis meses.
Como diferenciais para sua operação, a Vivo aposta em comprovantes de compras enviados via SMS e na devolução de 60% do valor de tíquetes não usados.
CONTRIBUINTES PODEM PAGAR IMPOSTOS COM CARTÃO DE CRÉDITO NO CEARÁ
portal Executivos Financeiros 30/09/2011
Desde setembro, os contribuintes do fisco estadual do Ceará podem pagar ou recolher os tributos estaduais, como IPVA, ITCD e ICMS, por meio de cartão de crédito, de acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará. O Estado é o primeiro do país a adotar a medida.
Para a operação, é preciso dispor de cartão com a bandeira da operadora correspondente de um dos cinco bancos credenciados pela SEFAZ: Bradesco, Itaú, Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Nordeste (BNB).
“A medida irá ensejar um prazo maior para o pagamento dos tributos, diminuir a inadimplência e ampliar a arrecadação”, afirmou o Secretário da Fazenda, Mauro Benevides Filho, durante palestra sobre a política de Gestão Fiscal do Estado, realizada no início do mês no Centro Industrial do Ceará (CIC).
Na opinião da analista fiscal da ABC71, Adriana Carvalho, a iniciativa é sinal de modernização pela qual todo o sistema público de tributação fiscal e contábil está passando. “Esperamos que a medida seja logo replicada para os demais estados da Federação, pois o contribuinte só tem a ganhar. O Governo garantiu que não haverá nenhum custo adicional na operação”, diz.
Para realizar o pagamento, o contribuinte deve acessar o site da Secretaria da Fazenda (www.sefaz.ce.gov.br). A transação não terá custo adicional para o Estado e o repasse para a operadora de cartão será imediato, ao contrário do que ocorre com as vendas no comércio, em que há custo para o empresário e o mesmo só recebe o repasse 30 dias após a venda.
Desde setembro, os contribuintes do fisco estadual do Ceará podem pagar ou recolher os tributos estaduais, como IPVA, ITCD e ICMS, por meio de cartão de crédito, de acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará. O Estado é o primeiro do país a adotar a medida.
Para a operação, é preciso dispor de cartão com a bandeira da operadora correspondente de um dos cinco bancos credenciados pela SEFAZ: Bradesco, Itaú, Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Nordeste (BNB).
“A medida irá ensejar um prazo maior para o pagamento dos tributos, diminuir a inadimplência e ampliar a arrecadação”, afirmou o Secretário da Fazenda, Mauro Benevides Filho, durante palestra sobre a política de Gestão Fiscal do Estado, realizada no início do mês no Centro Industrial do Ceará (CIC).
Na opinião da analista fiscal da ABC71, Adriana Carvalho, a iniciativa é sinal de modernização pela qual todo o sistema público de tributação fiscal e contábil está passando. “Esperamos que a medida seja logo replicada para os demais estados da Federação, pois o contribuinte só tem a ganhar. O Governo garantiu que não haverá nenhum custo adicional na operação”, diz.
Para realizar o pagamento, o contribuinte deve acessar o site da Secretaria da Fazenda (www.sefaz.ce.gov.br). A transação não terá custo adicional para o Estado e o repasse para a operadora de cartão será imediato, ao contrário do que ocorre com as vendas no comércio, em que há custo para o empresário e o mesmo só recebe o repasse 30 dias após a venda.
BANCOS EUROPEUS APONTAM MERCADO DE PAGAMENTOS INTEGRADOS COMO FUNDAMENTAL
portal Executivos Financeiros 30/09/2011
A Logica, provedora global de serviços de TI e gestão de negócios, realizou uma pesquisa em parceria com o Financial Services Club (FS Club) para detectar as preferências de banqueiros, consultores e tecnólogos europeus sobre temas relacionados ao mercado financeiro. Entre os principais temas abordados na pesquisa, estão questões sobre desenvolvimento da União Europeia e dos bancos de relações empresariais, o impacto do PSD (Payment Service Directive) e do SEPA (Single Euro Payments Area), o risco de liquidez entre outros.
O relatório aponta que dois terços dos profissionais de bancos acreditam que o mercado de pagamentos integrados é fundamental para o futuro da Europa. Quando se trata do PSD, 50% dos entrevistados dizem que o serviço tem sido bem-sucedido - um aumento de 15% em relação a 2010. O índice de satisfação do SEPA é de 30%.
A preocupação com o risco de liquidez é um dos pontos-chave da pesquisa e 73% dos bancos consultados dizem conhecer os riscos financeiros caso isso aconteça. Destes, 39% estariam aptos a utilizar a tecnologia adequada e 17% poderiam agir em tempo real.
"A nova legislação exige análise, atribuição de liquidez e gestão de risco para as linhas de negócios. É essencial que os bancos tenham um plano de atividades, incluindo controle, estratégia e gestão”, diz Nick Ford, consultor global de pagamentos da Logica. “O SEPA pode aumentar a eficácia de uma empresa de pagamentos corporativos. As corporações arrojadas, que pensarem a longo prazo, encontrarão a oportunidade certa de como obter vantagens em seus negócios com a forma de remuneração ”, afirma Ford.
"Este é o terceiro ano da pesquisa e o interessante foi ver a mudança de perspectiva europeia na questão dos pagamentos. Em 2009, a preocupação dos pesquisados foi a execução do PSD. Em 2010, a desilusão com todo o desenvolvimento do PSD e SEPA. Fica claro que os profissionais europeus estão aceitando gradualmente e se adaptando às novas formas de remuneração”, diz Chris Skinner, fundador do Financial Services Club.
O Single Euro Payments Area (SEPA) é uma iniciativa do setor bancário europeu para os pagamentos eletrônicos em Euro (cartão de crédito, débito, transferência bancária ou débito direto). O Projeto SEPA é apoiado pela Comissão Européia e do Banco Central Europeu. A Payment Services Directive (PSD), por sua vez, fornece uma base legal e regras que apóiam a SEPA, de modo a facilitar os meios de pagamentos em todos os países da União Européia.
No Brasil, os profissionais deste mercado têm igual preocupação em atender às novas regras bancárias, cada vez mais exigentes, e acompanhar o desenvolvimento global para oferecer novas soluções, inclusive de pagamento. “O mercado financeiro está aquecido no Brasil, com tantas opções para modernização de seus serviços, os profissionais deste mercado precisam estar sempre atualizados sobre as novas possibilidades e tecnologias existentes. Acompanhar o movimento do mercado global também é importante para aplicar localmente as tendências deste segmento.” Afirma Paulo Martins, Managing Director para o Mercado Financeiro da Logica América do Sul.
A Logica, provedora global de serviços de TI e gestão de negócios, realizou uma pesquisa em parceria com o Financial Services Club (FS Club) para detectar as preferências de banqueiros, consultores e tecnólogos europeus sobre temas relacionados ao mercado financeiro. Entre os principais temas abordados na pesquisa, estão questões sobre desenvolvimento da União Europeia e dos bancos de relações empresariais, o impacto do PSD (Payment Service Directive) e do SEPA (Single Euro Payments Area), o risco de liquidez entre outros.
O relatório aponta que dois terços dos profissionais de bancos acreditam que o mercado de pagamentos integrados é fundamental para o futuro da Europa. Quando se trata do PSD, 50% dos entrevistados dizem que o serviço tem sido bem-sucedido - um aumento de 15% em relação a 2010. O índice de satisfação do SEPA é de 30%.
A preocupação com o risco de liquidez é um dos pontos-chave da pesquisa e 73% dos bancos consultados dizem conhecer os riscos financeiros caso isso aconteça. Destes, 39% estariam aptos a utilizar a tecnologia adequada e 17% poderiam agir em tempo real.
"A nova legislação exige análise, atribuição de liquidez e gestão de risco para as linhas de negócios. É essencial que os bancos tenham um plano de atividades, incluindo controle, estratégia e gestão”, diz Nick Ford, consultor global de pagamentos da Logica. “O SEPA pode aumentar a eficácia de uma empresa de pagamentos corporativos. As corporações arrojadas, que pensarem a longo prazo, encontrarão a oportunidade certa de como obter vantagens em seus negócios com a forma de remuneração ”, afirma Ford.
"Este é o terceiro ano da pesquisa e o interessante foi ver a mudança de perspectiva europeia na questão dos pagamentos. Em 2009, a preocupação dos pesquisados foi a execução do PSD. Em 2010, a desilusão com todo o desenvolvimento do PSD e SEPA. Fica claro que os profissionais europeus estão aceitando gradualmente e se adaptando às novas formas de remuneração”, diz Chris Skinner, fundador do Financial Services Club.
O Single Euro Payments Area (SEPA) é uma iniciativa do setor bancário europeu para os pagamentos eletrônicos em Euro (cartão de crédito, débito, transferência bancária ou débito direto). O Projeto SEPA é apoiado pela Comissão Européia e do Banco Central Europeu. A Payment Services Directive (PSD), por sua vez, fornece uma base legal e regras que apóiam a SEPA, de modo a facilitar os meios de pagamentos em todos os países da União Européia.
No Brasil, os profissionais deste mercado têm igual preocupação em atender às novas regras bancárias, cada vez mais exigentes, e acompanhar o desenvolvimento global para oferecer novas soluções, inclusive de pagamento. “O mercado financeiro está aquecido no Brasil, com tantas opções para modernização de seus serviços, os profissionais deste mercado precisam estar sempre atualizados sobre as novas possibilidades e tecnologias existentes. Acompanhar o movimento do mercado global também é importante para aplicar localmente as tendências deste segmento.” Afirma Paulo Martins, Managing Director para o Mercado Financeiro da Logica América do Sul.
VISA LANÇA PLATAFORMA QUE MOSTRA USO DE MOEDA DIGITAL PELO MUNDO
portal executivos financeiros 30/09/2011
Com o objetivo de mostrar os benefícios da moeda digital e compartilhar as parcerias e projetos já realizados no Brasil e no mundo, a Visa lança hoje no país “Moeda do Progresso”, uma plataforma que reúne vídeos com histórias reais de comunidades e pessoas que estão utilizando o meio eletrônico de pagamento para melhorar suas vidas.
A plataforma também revela como a moeda digital conecta consumidores, empresas, bancos e governos, inserindo-os na economia global de uma forma segura e ágil, facilitando as transações entre eles.
Atualmente, existem 1,87 bilhão de cartões de crédito, débito e pré-pagos Visa no mundo, distribuídos em mais de 200 países. Esses cartões comprovam a importância da moeda digital e mostram seu impacto positivo na economia mundial.
Com o objetivo de mostrar os benefícios da moeda digital e compartilhar as parcerias e projetos já realizados no Brasil e no mundo, a Visa lança hoje no país “Moeda do Progresso”, uma plataforma que reúne vídeos com histórias reais de comunidades e pessoas que estão utilizando o meio eletrônico de pagamento para melhorar suas vidas.
A plataforma também revela como a moeda digital conecta consumidores, empresas, bancos e governos, inserindo-os na economia global de uma forma segura e ágil, facilitando as transações entre eles.
Atualmente, existem 1,87 bilhão de cartões de crédito, débito e pré-pagos Visa no mundo, distribuídos em mais de 200 países. Esses cartões comprovam a importância da moeda digital e mostram seu impacto positivo na economia mundial.
CIBERCRIME NO MUNDO: INFECÇÕES MAIS QUE DOBRAM E ATINGEM 70 MILHÕES
portal IT Web 30/09/2011
Seis mil malwares catalogados por dia. Seis milhões de infecções por botnets por mês. Dois milhões de novos sites maliciosos por mês. Estes números que, no mínimo, chamam a atenção, foram passados por executivos da McAfee Brasil, com base nos dados da própria companhia, em coletiva de imprensa sobre cibercrime no mundo, realizada nesta semana.
“Houve uma explosão de malware recentemente. Nunca víamos um crescimento tão forte quanto o dos últimos anos”, afirmou José Antunes, gerente de Engenharia de Sistemas da McAfee do Brasil.
Conforme dados da companhia, em janeiro de 2010 haviam sido identificadas 30 milhões de ocorrências. No fechamento do primeiro semestre de 2011, eram cerca de 70 milhões – mais do que o dobro de avanço.
O processo de controle dos softwares de segurança fica cada vez mais complexo com o crescente número de novidades no quesito, conforme o especialista, o antivírus é como se fosse uma vacina para um malware previamente detectado.
Por isso que novas ameaças não são bloqueadas “de pronto”. “Hoje em dia surgem seis mil novas ameaças por dia. O tempo de ação é rápido, mas é preciso ter contato com o problema antes”, explicou. Desta forma, da próxima vez que o antivírus for atualizado, a máquina, provavelmente, será limpa.
Rootkits
De acordo com o executivo, um tipo de ameaça que se torna muito comum são os rootkits, que contabilizam 1,2 mil novas versões diariamente. O que chama a atenção neste procedimento é o fato de ele funcionar sem a necessidade de interagir com o sistema operacional, não sendo, portanto, percebido por antivírus.
Atuando desta forma, mais discreta, ele envia informações confidenciais para um servidor. Somente firewalls conseguem barrar este processo.
A pesquisa da Abecs foi feita em 11 capitais e ouviu 4 mil pessoas e lojistas, entre os meses de junho a agosto. O levantamento está sendo apresentado nesta quinta-feira no "6º CMEP - Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamentos", realizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Abecs. O evento termina amanhã em São Paulo.
Seis mil malwares catalogados por dia. Seis milhões de infecções por botnets por mês. Dois milhões de novos sites maliciosos por mês. Estes números que, no mínimo, chamam a atenção, foram passados por executivos da McAfee Brasil, com base nos dados da própria companhia, em coletiva de imprensa sobre cibercrime no mundo, realizada nesta semana.
“Houve uma explosão de malware recentemente. Nunca víamos um crescimento tão forte quanto o dos últimos anos”, afirmou José Antunes, gerente de Engenharia de Sistemas da McAfee do Brasil.
Conforme dados da companhia, em janeiro de 2010 haviam sido identificadas 30 milhões de ocorrências. No fechamento do primeiro semestre de 2011, eram cerca de 70 milhões – mais do que o dobro de avanço.
O processo de controle dos softwares de segurança fica cada vez mais complexo com o crescente número de novidades no quesito, conforme o especialista, o antivírus é como se fosse uma vacina para um malware previamente detectado.
Por isso que novas ameaças não são bloqueadas “de pronto”. “Hoje em dia surgem seis mil novas ameaças por dia. O tempo de ação é rápido, mas é preciso ter contato com o problema antes”, explicou. Desta forma, da próxima vez que o antivírus for atualizado, a máquina, provavelmente, será limpa.
Rootkits
De acordo com o executivo, um tipo de ameaça que se torna muito comum são os rootkits, que contabilizam 1,2 mil novas versões diariamente. O que chama a atenção neste procedimento é o fato de ele funcionar sem a necessidade de interagir com o sistema operacional, não sendo, portanto, percebido por antivírus.
Atuando desta forma, mais discreta, ele envia informações confidenciais para um servidor. Somente firewalls conseguem barrar este processo.
A pesquisa da Abecs foi feita em 11 capitais e ouviu 4 mil pessoas e lojistas, entre os meses de junho a agosto. O levantamento está sendo apresentado nesta quinta-feira no "6º CMEP - Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamentos", realizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Abecs. O evento termina amanhã em São Paulo.
EMPRESAS INVESTEM EM ANÁLISE DE RISCO DE CRÉDITO
jornal Diário do Grande ABC 30/09/2011 - Agência Estado
Para manter o ritmo de crescimento do crédito sem elevar os índices de inadimplência, as empresas vêm evoluindo nas práticas de análise de risco da concessão dos empréstimos aos clientes. O presidente da Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito (Aserc), José Roberto Roque, destaca que o setor avançou de uma análise simples de concessão de crédito para um levantamento do perfil da inadimplência. "Queremos, hoje, saber o tempo de amadurecimento da dívida e o padrão do consumo. Para saber as razões da inadimplência", afirmou.
De acordo com o diretor de crédito e cobrança da Casas Bahia, Paulo Santos, a varejista já desenvolve um modelo de "rating" para a concessão de crédito com base no comportamento de compra dos clientes. "Estamos falando da reinvenção dos processos, avançando não só para a classificação de carteira, mas para a análise de um CPF específico", disse.
Santos destacou que a empresa busca, na recuperação do crédito, principalmente manter o cliente ativo. "Ou somos mais agressivos (na renegociação), tiramos um pouco do nosso ganho, para trazer o dinheiro, ou perdemos 100% (da dívida)", disse, acrescentando que, em algumas épocas do ano, quase 90% dos clientes fazem a compra de um novo bem após quitar outro.
O superintendente de cobranças do HSBC, Wagner Montemurro, diz que os níveis de inadimplência estão subindo, mas "ainda estão sob controle". "O endividamento médio está subindo, mas estamos controlando para não piorar", disse. Ele ressaltou que a empresa investe em mecanismos de análise de risco, em parceria com Serasa e SCPC, antes da concessão do crédito.
Segundo o superintendente de cobranças da Cetelem, Marcelo Ferreira, a empresa percebe um aumento da inadimplência, mas isso vem sendo gerado principalmente pelo descontrole das finanças pessoais. "Por isso, sempre buscamos oferecer um novo acordo ou um desconto na renegociação da dívida", disse. Os executivos participaram hoje do quinto congresso anual de recuperação de crédito, promovido pela Aserc.
Para manter o ritmo de crescimento do crédito sem elevar os índices de inadimplência, as empresas vêm evoluindo nas práticas de análise de risco da concessão dos empréstimos aos clientes. O presidente da Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito (Aserc), José Roberto Roque, destaca que o setor avançou de uma análise simples de concessão de crédito para um levantamento do perfil da inadimplência. "Queremos, hoje, saber o tempo de amadurecimento da dívida e o padrão do consumo. Para saber as razões da inadimplência", afirmou.
De acordo com o diretor de crédito e cobrança da Casas Bahia, Paulo Santos, a varejista já desenvolve um modelo de "rating" para a concessão de crédito com base no comportamento de compra dos clientes. "Estamos falando da reinvenção dos processos, avançando não só para a classificação de carteira, mas para a análise de um CPF específico", disse.
Santos destacou que a empresa busca, na recuperação do crédito, principalmente manter o cliente ativo. "Ou somos mais agressivos (na renegociação), tiramos um pouco do nosso ganho, para trazer o dinheiro, ou perdemos 100% (da dívida)", disse, acrescentando que, em algumas épocas do ano, quase 90% dos clientes fazem a compra de um novo bem após quitar outro.
O superintendente de cobranças do HSBC, Wagner Montemurro, diz que os níveis de inadimplência estão subindo, mas "ainda estão sob controle". "O endividamento médio está subindo, mas estamos controlando para não piorar", disse. Ele ressaltou que a empresa investe em mecanismos de análise de risco, em parceria com Serasa e SCPC, antes da concessão do crédito.
Segundo o superintendente de cobranças da Cetelem, Marcelo Ferreira, a empresa percebe um aumento da inadimplência, mas isso vem sendo gerado principalmente pelo descontrole das finanças pessoais. "Por isso, sempre buscamos oferecer um novo acordo ou um desconto na renegociação da dívida", disse. Os executivos participaram hoje do quinto congresso anual de recuperação de crédito, promovido pela Aserc.
ELO PLANEJA LANÇAR CARTÃO INTERNACIONAL
jornal Brasil Econômico 30/09/2011 – Flávia Furlan
A Elo vai emitir cartões para os brasileiros usarem em suas compras no exterior, em concorrência direta com a Visa e a MasterCard, disse ontem durante o Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento o presidente da bandeira lançada em abril, Jair Scalco.
"Primeiro temos de nos consolidar no mercado nacional e, depois, fazer alianças para que nosso cartão seja aceito fora do país também", afirma.
A Elo nasceu com o propósito de ser uma bandeira nacional, preenchendo esta lacuna do mercado brasileiro, que conta com bandeiras estrangeiras e as regionais. A intenção é crescer em todos os nichos, atendendo todas as faixas de renda. Em três meses de operação, a Elo emitiu 250 mil cartões de débito, crédito e os múltiplos, em operações realizadas no país. O número foi alcançado mesmo sem uma campanha de marketing por parte dos bancos emissores acionistas - Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF) - sobre a nova bandeira, o que deve ser feito ainda neste ano. A campanha ainda não havia sido lançada porque faltava preparar os funcionários das agências dos bancos.
Já para 2012, a Elo pretende ingressar no mercado de pré-pagos, com oferta de cartões recarregáveis e de cartões Alimentação e Refeição. A grande estratégia da companhia para desbancar a concorrência, de acordo com o presidente, é o fato de ter como sócios os bancos emissores, que devem dar prioridade para a emissão de cartões da bandeira.
"É um produto destes bancos, então eles vão dar atenção especial", diz.
A Elo vai emitir cartões para os brasileiros usarem em suas compras no exterior, em concorrência direta com a Visa e a MasterCard, disse ontem durante o Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento o presidente da bandeira lançada em abril, Jair Scalco.
"Primeiro temos de nos consolidar no mercado nacional e, depois, fazer alianças para que nosso cartão seja aceito fora do país também", afirma.
A Elo nasceu com o propósito de ser uma bandeira nacional, preenchendo esta lacuna do mercado brasileiro, que conta com bandeiras estrangeiras e as regionais. A intenção é crescer em todos os nichos, atendendo todas as faixas de renda. Em três meses de operação, a Elo emitiu 250 mil cartões de débito, crédito e os múltiplos, em operações realizadas no país. O número foi alcançado mesmo sem uma campanha de marketing por parte dos bancos emissores acionistas - Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF) - sobre a nova bandeira, o que deve ser feito ainda neste ano. A campanha ainda não havia sido lançada porque faltava preparar os funcionários das agências dos bancos.
Já para 2012, a Elo pretende ingressar no mercado de pré-pagos, com oferta de cartões recarregáveis e de cartões Alimentação e Refeição. A grande estratégia da companhia para desbancar a concorrência, de acordo com o presidente, é o fato de ter como sócios os bancos emissores, que devem dar prioridade para a emissão de cartões da bandeira.
"É um produto destes bancos, então eles vão dar atenção especial", diz.
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