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21 de jul. de 2011

VENDA DE NOVAS COTAS DE CONSÓRCIO SUPERA A MARCA DE 1 MILHÃO

jornal DCI 19/07/2011

As empresas e bancos que vendem consórcios superaram a marca histórica de 1 milhão de cotas vendidas de janeiro a maio, com a comercialização de 1,06 milhão de cotas, expansão de 28,1% no período, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 18, pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).

O setor acumulou volume de negócios da ordem de R$ 32 bilhões no período, expansão de 41%, segundo a Abac. Entre janeiro e maio houve crescimento em praticamente todas as linhas do setor, incluindo veículos leves (automóveis, utilitários e camionetas), com 57% de expansão, veículos pesados (caminhões, tratores, máquinas agrícolas, implementos), com 35,6%, motocicletas com 21,3%, imóveis (casas, apartamentos, terrenos e galpões, entre outros), com 15,4%, e serviços, o mais novo setor de atuação dos consórcios, com 208,3%.

Em maio, o setor alcançou a marca de 4,32 milhões de participantes ativos, 11,3% a mais do que o registrado há um ano (3,88 milhões), segundo a Abac. As contemplações acumuladas no período totalizaram 441,6 mil, 10,2% mais que as 400,7 mil dos primeiros cinco meses de 2010.

A venda de novas cotas de consórcio de veículos automotores em geral registrou alta de 32,6% entre janeiro e maio de 2011, na comparação com igual período do ano passado, e o número de novos consorciados chegou a 929,5 mil, de acordo com a Abac. Com isso, o número total de participantes em consórcio de veículo chegou a 3,63 milhões até maio, ante 3,22 milhões informado em maio de 2010, o que equivale a uma alta de 12,7%.

O número de contemplações totalizou 393 mil de janeiro a maio, ante 354,5 mil ao longo do mesmo período do ano passado, registrando alta de 10,9%.

Considerando-se apenas motocicletas e motonetas, segmento que responde por cerca de 50% do total de participantes do sistema de consórcios no Brasil, a venda de novas cotas cresceu 21,3% no acumulado do ano até maio, somando 568,8 mil. O número total de participantes chegou a 2,16 milhões no período, uma alta de 6,4% em relação a um ano antes.

No segmento de veículos leves foi apurada expansão de 57% do número de novas adesões nos cinco primeiros meses do ano em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram 339,1 mil as novas cotas, ante 216 mil nos cinco primeiros meses de 2010.

A venda de novas cotas de consórcio de imóvel registrou alta de 15,4% nos primeiros cinco meses deste ano em relação a igual período do ano passado, somando 101,2 mil unidades. No mês de maio o valor médio das cotas de compra de imóvel subiu 6,5%, para R$ 99,8 mil, ante R$ 93,7 mil registados um ano antes.

28 de jun. de 2011

BANCOS REDUZEM PARCELAS DE CONSÓRCIOS DE AUTOMÓVEIS PARA ATRAIR BAIXA RENDA

portal InfoMoney 27/06/2011 - Camila F. de Mendonça

A classe C entrou de vez no universo do consumo e mudou a dinâmica dos mercados. Com renda maior, os emergentes passaram a consumir o que antes não podiam e o carro é um dos símbolos dessa ascensão. Com políticas de incentivo para o setor automobilístico e com a economia estável, as vendas de automóveis só sobem. E, nesse cenário, ganham as empresas que souberem aproveitar o potencial desse novo consumidor.

No segmento de veículos, as linhas de financiamentos dos bancos conquistaram ainda mais espaço. Mas não só elas. Os consórcios também aproveitam a nova demanda para crescer mais. Tanto que, segundo os últimos dados da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio), o número de novas cotas de consórcio de veículos leves cresceu 56% entre janeiro e abril deste ano. Ao todo, foram vendidas 266,3 mil novas cotas, frente as 170,6 mil comercializadas no ano anterior.

Para ampliar ainda mais esse número, as empresas apostam em parcelas cada vez menores. “É preciso pensar em algo mais viável para a baixa renda”, afirma o diretor da Bradesco Consórcios, Fernando Tenório. Neste ano, o banco lançou uma linha de consórcio voltada para o público das classes C, D e E.

Crédito fácil
Na linha Consórcio Fácil Bradesco, o valor das parcelas mensais sai a partir de R$ 273,8 até R$ 313,80 e o prazo é de 72 meses. O valor da carta de crédito varia de R$ 16.625 a R$ 19.054. O novo plano vale para clientes e não clientes do banco. Com a carta de crédito é possível realizar a compra de um veículo usado com até quatro anos de fabricação.

O Santander também conta com linhas de consórcios acessíveis aos consumidores de baixa renda. Para motos, as parcelas vão de R$ 144,91 a R$ 266,36, incluindo seguro prestamista, a um prazo de 60 meses. A carta de crédito vai de R$ 7.290 a R$ 13.400. No caso de carro, as parcelas partem de R$ 376,76, com um prazo de 72 meses.

No Banco do Brasil, as cartas de crédito para a compra de um automóvel variam de R$ 18.200 a R$ 155.000, com um prazo de até 75 meses, o que faz com que a parcela mínima seja de R$ 242,66. Com a carta, é possível adquirir veículos de qualquer marca e modelo, inclusive usados com até cinco anos.

Novo mercado
Para Tenório, os emergentes tornaram-se um nicho a ser explorado pelos bancos. “O Brasil está passando por uma fase espetacular, com 30 milhões de pessoas na classe C”, afirma. “Temos de ficar atentos às mudanças que o mercado vem proporcionando”.

Além dos emergentes, as medidas do Governo para encarecer o crédito e diminuir o consumo também movimentaram o mercado de consórcios. “Essas medidas geraram um fortalecimento do setor, que sentiu um aumento no número de adesões ao consórcio”, avalia.

Embora focada no público de menor renda, a nova linha de crédito do Bradesco tem atingido públicos de todas as faixas de renda, de acordo com Tenório. “Todas as classes estão utilizando essa carta de crédito, mas a grande massa que vem comprando é a classe C”, diz o executivo.

Até agora, das 80 mil cotas comercializadas pelo banco, 18% advém desse plano. “Nossa ideia é que das 180 mil cotas que esperamos comercializar neste ano, 25% venham desse plano”.

24 de mai. de 2011

MAGAZINE LUIZA ENTRA NO SETOR DE CONSÓRCIOS PARA CASAMENTOS

jornal DCI 23/05/2011 - Gleyma Lima e Agências

O Magazine Luiza ampliou neste mês seu leque de opções de consórcio e passou a oferecer um produto do tipo voltado para festas de casamento.

A iniciativa disponibiliza cartas de crédito com valores entre R$ 2 mil e R$ 10 mil, em planos de 15 a 48 meses para serem pagos em parcelas a partir de R$ 69,00. Segundo a diretora do Consórcio Luiza, Edna Maria Honorato, o intuito é auxiliar as classes emergentes a realizarem seu sonho. "O mercado de serviços relacionados ao matrimônio não oferece um parcelamento muito longo, daí a vantagem de se fazer o consórcio", disse ela. "Além disso, o casal tem a opção de adequar as parcelas ao próprio bolso", afirma a executiva.

Festa de debutante

A porta-voz ainda enfatizou que é possível, também, se planejar para fazer uma festa de debutante com o produto - e muitas vezes nem é preciso esperar até o final do prazo para ser contemplado. Segundo Edna, os consumidores podem ser beneficiados por meio de sorteios ou de lances livres em porcentagem para contratar os serviços desejados para sua celebração, seja casamento ou algum outro tipo de comemoração. Lembrando que o Magazine Luiza é um varejista que já oferece consórcios de imóveis, automóveis, motocicletas e serviços em geral.

Para fazer um consórcio da empresa o consumidor passará por uma análise e a comprovação do crédito. Os valores, uma vez aprovados tais trâmites, serão pagos aos prestadores do serviço. Atualmente, o Consórcio Luiza está disponível em 610 lojas da rede, e conta com 77 representações autorizadas espalhadas pelo País, além do site para esclarecimento de dúvidas, compras e sugestões. Até agora mais de mil pessoas aderiram à novidade.

"O engraçado é que os cerca de 54% que compraram o consórcio são homens", explica a responsável pelo setor no Magazine Luiza.

O Consórcio Luiza já entregou mais de 215 mil bens e, atualmente, conta com mais de 40 mil clientes ativos, segundo a

Associação Nacional dos Administradores de Consórcios (Abac) e o Sindicato Nacional dos Administradores de Consórcios (Sinac).

Resultados

A rede Magazine Luiza registrou um lucro líquido de R$ 12,3 milhões nos três primeiros meses deste ano - elevação de 31,7% frente ao mesmo período do ano passado. Neste intervalo, a receita líquida da companhia cresceu 50,5%, para R$ 1,416 bilhão.

A empresa possui sede na cidade paulista de Franca e já é uma das maiores no ramo de consórcios do Brasil, oferecendo serviços inovadores e de qualidade, os quais possibilitam aos clientes a conquista de seus projetos por meio de opções diversificadas de cartas de crédito de eletrodomésticos, móveis, carros, motos, imóveis e serviços como festas, saúde e estética, viagens, estudos, reformas, quitação de financiamento de veículos e imóveis, dentre outas opções.

18 de abr. de 2011

PARTICIPAÇÃO DA CLASSE C NO SISTEMA DE CONSÓRCIOS MAIS QUE DOBROU EM QUATRO ANOS

portal InfoMoney 18/04/2011 - Camila F. de Mendonça

Em quatro anos, a classe C mais que dobrou sua participação entre os participantes de consórcios de automóveis e motocicletas, tanto entre os consumidores contemplados como entre aqueles que ainda não o foram.

Entre 2006 e 2010, o crescimento da participação desse segmento da população foi de 158,3% nos consórcios de autos e de 153,6% nos consórcios de motos, segundo mostram os dados apurados pela Quorum Brasil a pedido da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios).

A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (18), aponta que houve um crescimento de 18% no número de participantes ativos do sistema, passando de 3,44 milhões em 2006 para 4,06 milhões em 2010.

“O interesse demonstrado pelos novos perfis de consumidores, em vários setores, confirma a ampliação e a consolidação dos consórcios como forma de aquisição econômica, vantajosa e formadora de patrimônio pessoal, familiar ou empresarial”, explicou, por meio de nota, o presidente executivo da associação, Paulo Roberto Rossi.

Cresce participação das mulheres e jovens

O estudo ainda mostra que as mulheres ampliaram sua participação nas decisões de compra de cotas no período. Somente no segmento de eletroeletrônicos, esse crescimento foi de 105%; no segmento de caminhões, a participação delas ficou quase 93% maior; e no setor de imóveis, o aumento foi de 70,8%.

De acordo com Rossi, a maior participação das mulheres no mercado de trabalho explica as altas da participação delas no sistema de consórcio. Segundo ele, o número de mulheres chefes de família cresceu 71%, o daquelas que ocupam cargos de gerência ficou 36% maior, e aquelas que estão em cargos de presidência ou diretoria e supervisão cresceram 23% e 38% em participação entre 2006 e 2010, na ordem.

Além delas, também cresceu o número de jovens que adquiriram cotas no período. No segmento de automóveis, a participação de jovens com idade entre 20 e 29 anos foi 150% maior. No ramo de imóveis, o crescimento foi de 50%.

Satisfação

Do total de entrevistados de 2010, 94% afirmaram estarem satisfeitos com o sistema. Em 2006, esse percentual era de 86%, número que saltou para 92% em 2009. O sistema também está com uma boa imagem junto aos consorciados, uma vez que 89% deles relacionaram o sistema a uma imagem positiva. Em 2006, essa avaliação foi feita por 77%.

Considerando os entrevistados que são clientes potenciais do sistema, 83% também o avaliam bem, ligando-o a uma imagem positiva, ao passo que, em 2006, 57% fizeram o mesmo. “Nos dois casos, ficou evidenciada a boa imagem do mecanismo como alternativa para aquisição de bens e serviços”, ressaltou Rossi.

A boa imagem do sistema advém do fato de ele ser considerado um investimento de longo prazo: 53% dos consultados apontaram essa como a principal razão para a satisfação com o sistema.

“Se lembrarmos que, no ano passado, com uma economia aquecida e emprego, o brasileiro elegeu o consórcio para aquisição de bens e serviços, aumentando 30,8% o volume de negócios em 2010, totalizando R$ 63,2 bilhões, pode-se dizer que a pesquisa referencia o consórcio como a melhor alternativa para compra de bem ou serviço”, considerou Rossi. “Por isso, vale reafirmar o otimismo nas projeções de crescimento entre 7% e 8% para este ano”, completou.

Sobre a pesquisa

Para o levantamento, foram ouvidos 731 consumidores em São Paulo, Salvador e Porto Alegre, sendo 581 consorciados e 150 potenciais compradores.