portal Executivos Financeiros 03/01/2011
O Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) que mede o movimento das vendas a prazo registrou alta de 11,5 % em dezembro, comparado com igual período em 2009, com o mesmo número de dias úteis.
As consultas ao SCPC/Cheque (vendas à vista) subiram 15,8 % (na mesma base de comparação entre períodos), segundo a ACSP, com base nas informações fornecidas por sua nova empresa SCPC Boa Vista Serviços (BVS), que administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC)
Variação mensal
Na variação mensal as consultas ao SCPC registraram alta de 23,1% em dezembro, sobre novembro - com dois dias úteis a mais, e o SCPC/Cheque deu um salto expressivo de 45,4% - na mesma comparação entre períodos.
A alta tem um caráter sazonal, quando os dados são comparados com a primeira quinzena de dezembro de 2010, o crediário sofreu desaceleração de 37,4% para os 23,1%; enquanto o SCPC/Cheque, que estava em 42,6%, avançou para 45,4% sugerindo, novamente, que os consumidores se mantiveram um pouco mais cautelosos em relação às vendas parceladas.
Atrasos
Os carnês em atraso apresentaram alta de 4% em dezembro - comparada com o mesmo período em 2009. Já os carnês quitados e/ou renegociados apresentam forte alta de 14,4% - na mesma comparação entre períodos, beneficiada pelo crescimento do emprego formal e da abundância de crédito para renegociar dívidas em atraso. Vale ressaltar que em dezembro de2010 o número absoluto de carnês cancelados atingiu 484 mil, superando o número de carnês recebidos que foi de 433 mil.
Balaço Anual – 2010
Nas vendas a prazo, o SCPC fecha 2010 com uma alta acumulada de 10,4% e de 8,1% para as vendas à vista (SCPC/Cheque).
Inadimplência – 2010/2009
Os carnês em atraso ficaram praticamente estáveis ao longo do ano de 2010, com ligeira alta de 0,6%, a menor desde 2000. Já os carnês quitados e/ou renegociados tiveram uma elevação anual de 7,7%, beneficiados pela recuperação do emprego formal e pela maior oferta de crédito, que permitiu renegociar as dívidas atrasadas.
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3 de jan. de 2011
27 de out. de 2010
FECOMERCIO-SP: 50% DAS FAMÍLIAS ESTÃO ENDIVIDADAS
portal Economia & Negócios 27/10/2010 - Agencia Estado
Pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor divulgada hoje pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) aponta que, em outubro, 50% das famílias na cidade de São Paulo têm algum tipo de dívida. Destas, 16% já estavam inadimplentes, afirmando possuir contas em atraso e, desse grupo, 7% relatam não terem condições de honrar os pagamentos. Os resultados de outubro se assemelham aos constatados em setembro, quando as proporções eram de 51%, 15% e 7%, respectivamente. Em números absolutos, só na capital paulista, o total de famílias endividadas caiu de 1,825 milhão em setembro para 1,786 milhão em outubro. No mesmo período, em 2009, esse número era de 1,465 milhão.
A maior parte das dívidas continua sendo no cartão de crédito, com 71,3% do total. "A popularização do uso do cartão de crédito tem se expandido nas classes C, D e E. Oferecidos até mesmo gratuitamente, os cartões podem ser utilizados sem que o consumidor tenha conta bancária e ainda disponibilizando o parcelamento das dívidas", avalia a assessora econômica da Fecomércio Fernanda Della Rosa. Em seguida, aparecem os carnês (28,7%), o crédito pessoal (9,7%), o financiamento de carro (8,4%) e cheque especial (6,2%).
A pesquisa também mostra que do total de famílias endividadas, 56% têm pagamentos atrasados há mais de 90 dias e 24,6% estão com as contas atrasadas em até 30 dias, enquanto 18,6% estão com dívidas atrasadas entre 30 e 90 dias.
Um indicador que chamou a atenção foi o do comportamento em relação aos financiamentos de veículos, que atingiu 8% dos tipos de dívidas identificadas. Dentre as famílias entrevistadas e que informaram ter tomado financiamentos para compra de automóveis, destaca-se o elevado nível de endividamento do público feminino, que apresentou incidência de 32%, ante 6% do público masculino. "Isso demonstra que as mulheres estão buscando muito mais o financiamento de veículos do que os homens, como alternativa para a compra desses bens", conta Della Rosa. Já os homens utilizam muito mais os carnês como meio de pagamento do que as mulheres: 31% frente a 9%, respectivamente.
No que diz respeito à parcela de renda comprometida com o pagamento de dívidas, 48,5% das famílias endividadas vincularam entre 11% e 50% de sua renda e 26,8% delas comprometeram até 10% da renda. A parcela das famílias endividadas que têm mais de 50% da renda comprometida com o pagamento de dívidas representa 19,3% do total.
Pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor divulgada hoje pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) aponta que, em outubro, 50% das famílias na cidade de São Paulo têm algum tipo de dívida. Destas, 16% já estavam inadimplentes, afirmando possuir contas em atraso e, desse grupo, 7% relatam não terem condições de honrar os pagamentos. Os resultados de outubro se assemelham aos constatados em setembro, quando as proporções eram de 51%, 15% e 7%, respectivamente. Em números absolutos, só na capital paulista, o total de famílias endividadas caiu de 1,825 milhão em setembro para 1,786 milhão em outubro. No mesmo período, em 2009, esse número era de 1,465 milhão.
A maior parte das dívidas continua sendo no cartão de crédito, com 71,3% do total. "A popularização do uso do cartão de crédito tem se expandido nas classes C, D e E. Oferecidos até mesmo gratuitamente, os cartões podem ser utilizados sem que o consumidor tenha conta bancária e ainda disponibilizando o parcelamento das dívidas", avalia a assessora econômica da Fecomércio Fernanda Della Rosa. Em seguida, aparecem os carnês (28,7%), o crédito pessoal (9,7%), o financiamento de carro (8,4%) e cheque especial (6,2%).
A pesquisa também mostra que do total de famílias endividadas, 56% têm pagamentos atrasados há mais de 90 dias e 24,6% estão com as contas atrasadas em até 30 dias, enquanto 18,6% estão com dívidas atrasadas entre 30 e 90 dias.
Um indicador que chamou a atenção foi o do comportamento em relação aos financiamentos de veículos, que atingiu 8% dos tipos de dívidas identificadas. Dentre as famílias entrevistadas e que informaram ter tomado financiamentos para compra de automóveis, destaca-se o elevado nível de endividamento do público feminino, que apresentou incidência de 32%, ante 6% do público masculino. "Isso demonstra que as mulheres estão buscando muito mais o financiamento de veículos do que os homens, como alternativa para a compra desses bens", conta Della Rosa. Já os homens utilizam muito mais os carnês como meio de pagamento do que as mulheres: 31% frente a 9%, respectivamente.
No que diz respeito à parcela de renda comprometida com o pagamento de dívidas, 48,5% das famílias endividadas vincularam entre 11% e 50% de sua renda e 26,8% delas comprometeram até 10% da renda. A parcela das famílias endividadas que têm mais de 50% da renda comprometida com o pagamento de dívidas representa 19,3% do total.
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