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27 de abr. de 2011

REDECARD APROVA RECOMPRA DE ATÉ 5,5 MILHÕES DE AÇÕES

portal Último Instante 27/04/2011

O Conselho de Administração da Redecard aprovou a recompra de até 5,5 milhões de ações ordinárias em circulação no mercado, para manutenção em tesouraria.

O prazo máximo para a realização da operação é de 365 dias, a partir da próxima sexta-feira (29).

Segundo o comunicado, as aquisições serão realizadas na Bovespa, a preços de mercado, com a intermediação da Itaú Corretora.

30 de nov. de 2010

MUITA ÁGUA PARA ROLAR NO SETOR DE CARTÕES

jornal Valor Econômico 30/11/2010 - Daniele Camba

Nos últimos dias, várias notícias mexeram com o setor de cartões de crédito. Primeiro foram as especulações de que as credenciadoras poderiam fechar o capital, já que suas ações têm um desempenho pífio desde a oferta pública. Depois, foram as novas regras do Conselho Monetário Nacional (CMN) para as tarifas de cartões, divulgada no fim da semana passada. E, agora, a notícia publicada no Valor de ontem de que a Redecard estuda fazer aquisições fora do país.

Para o investidor, o importante é saber o peso desses novos dados e se eles mudam o destino ainda tortuoso das empresas de cartões. Segundo os analistas, ainda há muita água para rolar no setor, o que significa que as ações devem continuar patinando por mais algum tempo.

Em outras palavras: para o investidor que comprou as ações da Cielo e da Redecard no IPO, esperando obter um alto retorno, é bom ter uma dose de paciência até isso de fato acontecer.

O futuro ainda é nebuloso para a Redecard e a Cielo

"As empresas ainda estão passando por ajustes, depois de vários acontecimentos - o fim da exclusividade da Cielo com a bandeira Visa e as novas regras do setor -; precisamos dar um pouco mais de tempo para ver como as companhias ficarão nesse novo cenário", diz a analista da Link Investimentos Mariana Taddeo. Ela tem recomendação de "market perform" (desempenho em linha com o mercado) para tanto para Redecard quanto para Cielo.

Mariana acredita que esse período de ajustes deve durar pelos próximos dois a três anos. Ela lembra que as credenciadoras ainda estão negociando com as grandes varejistas programas de fidelização, mas várias dessas negociações devem ser concluídas apenas no começo do ano que vem.

A analista ressalta também que no último trimestre a Redecard baixou as taxas de desconto dos estabelecimentos, mais ainda não se sabe se ela ganhará mercado com essa iniciativa e nem se a Cielo fará o mesmo.

Já as novas regras do CMN para as tarifas dos cartões, se trouxessem algum impacto seria para os bancos, que são os emissores dos cartões de crédito. Entre as regras estão: a redução das tarifas de cerca de 80 para apenas 5, a definição de 15% para pagamento mínimo das faturas, o que até então variava entre 8% e 10%, e a separação entre cartão básico e diferenciado (com benefícios como pontuação e milhagem).

Para o analista da Fator Corretora, Fernando Salazar, essas medidas terão impacto marginal para os bancos. O aumento no número de cartões juntamente com o crescimento econômico mais do que compensam qualquer perda com as regras.

Ontem, o Índice Bovespa fecho em baixa de 0,47%, aos 67.908 pontos.

Daniele Camba é repórter de Investimentos (daniele.camba@valor.com.br)

25 de nov. de 2010

MERCADO AVALIA SE ITAÚ PODE FECHAR CAPITAL DA REDECARD

jornal Valor Econômico 25/11/2010 - Adriana Cotias

Desde que a Redecard divulgou os resultados do terceiro trimestre, no fim de outubro, as ações da companhia passaram a viver um inferno astral na Bovespa e têm sido cotadas abaixo do valor da oferta pública inicial (IPO, em inglês), de julho de 2007, de R$ 27. Em menos de um mês, os papéis caíram 6%. O desempenho lançou dúvidas sobre os investidores se, no nível atual de preço - a R$ 22,39 - não valeria a pena o controlador, o Itaú Unibanco, fechar o capital da empresa e incorporar o negócio de captura de transações com cartões debaixo da sua própria estrutura.

Uma das hipóteses aventadas pelo mercado é de que o banco poderia, assim, converter o ágio de uma eventual aquisição de ações dos minoritários em créditos fiscais. Seria ainda uma oportunidade para reavaliar o ativo e fortalecer a sua capitalização, já que no balanço do terceiro trimestre, o investimento Redecard estava registrado pelo valor patrimonial, a R$ 540 milhões, ante uma capitalização de mercado na casa dos R$ 14 bilhões. Os ganhos não-realizados, proporcionais à fatia da instituição no negócio (50%), estariam, portanto, na casa dos R$ 7 bilhões.

À luz dessas especulações algumas casas de análise passaram a ponderar se haveria sentido econômico numa iniciativa do gênero. Henrique Caldeira, do Barclays Capital, acha que não e estende a sua avaliação à Cielo, que tem no seu bloco de controle Bradesco e Banco do Brasil. Para o especialista, o argumento do benefício fiscal, estimado em R$ 1,9 bilhão no caso do Itaú Unibanco, é controverso, já que a própria Receita Federal tem tratado a questão com rigidez e investiga, por exemplo, se na fusão da BM&F com a Bovespa houve a geração de benefícios artificiais. E, com o índice de Basileia do Itaú em 15,3%, o reforço de capital também não faria sentido. A regulação corrente determina 11%, havendo, portanto, folga para expandir o portfólio de crédito.

"A Redecard, dentro do Itaú, seria um ativo difícil de se precificar", diz Caldeira. "Além disso, abriria espaço para novos adquirentes entrarem no mercado." Isso porque com a operação incorporada, a instituição não teria como absorver lojistas que recebem seu movimento com cartões em outros bancos. Para fazer a recompra, o banco ainda teria que desembolsar cerca de R$ 7 bilhões.



Para Luciana Leocádio, da Ativa, não são um ou dois trimestres ruins que levariam o Itaú a fechar o capital da Redecard. "O resultado tem sido afetado pela estratégia mais agressiva de ganhar 'market share', no curto prazo só se vê uma fotografia ruim, de aumento de custos, mas o banco vê o segmento de cartões como de alto potencial de crescimento."

A Redecard, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que a empresa não tem informações a respeito de um eventual fechamento de capital e que a decisão cabe ao controlador. O Itaú não quis comentar o tema.

12 de out. de 2010

ANALISTAS REVEEM PARA BAIXO PROJEÇÕES PARA PAPÉIS DE CIELO E REDECARD

jornal Brasil Econômico 11/10/2010 – Thais Folego

No fim do mês, Cielo e Redecard irão anunciar os resultados referentes ao terceiro trimestre do ano. Será o primeiro balanço a trazer os números depois da abertura do mercado de cartões, com o fim da exclusividade entre Visa e Cielo, ocorrida em julho. A expectativa dos analistas, porém, é de que as mudanças não tenham grande impacto no curto prazo, mas que comecem a aparecer já em 2011.

O Goldman Sachs elevou a recomendação de neutro para compra das ações de Cielo (CIEL3). A recomendação neutra para Redecard foi mantida. As estimativas de preços alvos, porém, foram baixadas. “Nossas previsões macro atualizadas nos conduzem a baixar nossas estimativas para Cielo e Redecard, com previsão de taxas (de desconto, cobrada do lojista) mais baixas para 2010 e 2011”, diz em relatório os analistas do Goldman Sachs Carlos Macedo, Jason Mollin e Wesley Okada.

O preço justo das duas companhias foram baixados em cerca de 3%. Para os próximos 12 meses, o preço-alvo de Cielo é de R$ 18,50. Na sexta, os papéis fecharam cotados R$ 15,08. Para Redecard, o preço justo é de R$ 30, sendo que na sexta as ações fecharam a R$ 26,25.

Na semana passada, a Link Investimentos também revisou seus modelos para Cielo, incorporando novas premissas macroeconômicas, o resultado do primeiro semestre, os novos acordos realizados com bancos e bandeiras e uma visão um pouco mais pessimista do setor. O novo preço-alvo para o papel é de R$ 18,80 para dezembro de 2011,um potencial de valorização (up side) de cerca de 25%.“O novo up side esperado nos leva a ter uma visão um pouco mais pessimista”, diz a analista da Link, Mariana Taddeo, que rebaixou a recomendação do papel de outperform (performance acima da do mercado) para market perform (igual à do mercado), a mesma recomendação de Redecard.

A analista espera que para o balanço do terceiro trimestre seja possível ver cortes e reduções nas taxas de desconto e do aluguel de “maquininhas”, mas nada tão elevado. “Por conta de datas importantes como o Dias das Crianças e o Natal, os varejistas ainda não escolheram uma credenciadora, mas passada essa temporada, devem começar a centralizar em uma só”, avalia Taddeo.

A entrada de novos concorrentes nesse mercado e as pressões por mudanças regulatórias são apontadas como os dois pontos de risco para as companhias.

Prévia de resultados

A prévia do Goldman projeta um lucro líquido de R$ 369 milhões para Redecard, crescimento de 11% quando comparado a igual período do ano passado. Para Cielo, a expectativa é de um lucro líquido recorrente de R$ 461 milhões, 18,2%maior na comparação anual. A expectativa de receita é de R$ 881 milhões para Redecard (+ 16,6%) e de R$ 1,087 bilhão para Cielo (+ 17,5%).

7 de set. de 2010

CIELO PAGA PROVENTOS

portal Executivos Financeiros 03/09/2010

O Conselho de Administração da Cielo aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio no valor líquido de R$ 0,0119/ação e dividendos no valor de R$ 0,5671/ação.

As ações serão negociadas na forma ex-proventos, a partir de 15 de setembro e o pagamento será realizado até 30 deste mês. Com base na cotação de ontem, o dividend yield é de 3,8%.

O Banco Fator continua recomendando como atraente as ações da Cielo, com preço-alvo de R$ 22,00 para dezembro de 2010.