jornal DCI 12/07/2011
O otimismo dos empresários brasileiros com relação ao desempenho da economia do País caiu 24 pontos percentuais no 2º trimestre 2011 para o menor nível nos últimos quatro anos (40%), de acordo com o International Business Report 2011 (IBR) da Grant Thornton. O otimismo caiu mundialmente três pontos para 31%. Os recentes desastres naturais, as crises políticas no Oriente Médio e a volatilidade econômica na Europa e nos Estados Unidos voltaram a gerar um clima de incerteza mundial, afetando também o sentimento sobre a evolução da economia do País. O Brasil passou da 15ª colocação mundial, no 1º trimestre, para a 27ª. - Os efeitos negativos foram sentidos em toda a América Latina, onde o otimismo caiu 15 pontos em relação ao último trimestre, para 56%. Economias-chave na região, como Argentina e Chile, viram o otimismo cair 30% e 10%, respectivamente, no segundo trimestre. "A inflação pode atingir 6% no Brasil. Há grandes pressões inflacionárias e esse efeito traz consigo um retrocesso das expectativas de crescimento econômico. A pesquisa mostra que mais da metade dos empresários (54%) acredita em uma elevação de preços", comenta Jobelino Locateli, CEO da Grant Thornton Brasil. De maneira geral, espera-se um crescimento menor que 4% da economia brasileira este ano.
Mesmo com a queda substancial do otimismo de empresários brasileiros, o nível de otimismo ainda está acima da média global de 31%. Países como Canadá (80%), Dinamarca (62%), Finlândia (56%), França (49%), Irlanda (22%) e México (80%) estão entre aqueles nos quais o otimismo cresceu. O maior aumento de empresários otimistas em termos percentuais foi na Irlanda (+35 pontos) e na França (+30 pontos). O país mais otimista é a Índia (88%), e o mais pessimista continua sendo o Japão (-62%), seguido pela Grécia (-44%).
A zona do euro registrou um leve crescimento de 3% do otimismo no 2º trimestre, bem menor que o aumento de 10% apresentado no primeiro trimestre. O mesmo ocorreu com os países do G-7, que tiveram o índice de otimismo estável (27%), enquanto no primeiro trimestre tinham registrado um aumento de 16% de empresários otimistas. "É preciso muita atenção nesse momento para identificar se essa redução do otimismo é apenas um reflexo momentâneo do cenário atual ou o início de uma tendência", avalia Locateli.
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