20 de dez. de 2010

BANCOS PRIVADOS TAMBÉM SOBEM OS MORROS COM UPPS

jornal Folha de S. Paulo 19/12/2010 – Maria Cristina Frias

Além do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que anunciaram a inauguração de agências no Complexo do Alemão, bancos privados também se preparam para abrir unidades em áreas que receberam UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), no Rio de Janeiro.

As instituições evitam divulgar em que favelas planejam se instalar para não gerar especulação imobiliária.

O Bradesco inaugura ainda neste ano uma agência na Cidade de Deus carioca e projeta, para o primeiro semestre de 2011, pelo menos mais três, em áreas que foram objeto da ação policial.

"O banco tem de chegar à comunidade e não uma comunidade de 70 mil pessoas ir até o banco", diz Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco.

As novas agências do Bradesco terão porte médio, de cerca de 200 mil metros quadrados. O Bradesco já está na Rocinha e no Cantagalo.

BANCO DO BRASIL

A abertura da agência do Banco do Brasil no Alemão poderá ficar para janeiro, segundo Aldemir Bendine, presidente do BB.

Algumas outras regiões são estudadas pelo banco.

"É importante mostrar para a população a presença do Estado", diz o executivo.

"Buscamos áreas que tenham possibilidade de inclusão bancária, mas que ofereçam condições de segurança e logística", afirma Bendine.

O BB está chegando também às favelas Cidade de Deus e Rocinha.

ITAÚ UNIBANCO

Como outras instituições, o Itaú Unibanco também se comprometeu com o governador Sérgio Cabral em abrir agências em áreas pacificadas, segundo Zeca Rudge, vice-presidente de relações institucionais do banco.

"Já fizemos reunião com as secretarias no Rio para busca de locais", diz. O banco ainda não tinha planos de ter agências nas favelas da cidade.

"Foi pós-crise no Rio que achamos que seria o momento de dar apoio ao trabalho do governador e do Beltrame [secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame]", conta Rudge.

"Era hora de apostar na recuperação da região e restabelecer a confiança da população", conclui.

Nenhum comentário: